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JOGOS ELETRÔNICOS E SINTONIA ESPIRITUAL

Ilustração - garoto hipnotizado com jogos eletrônicosUma grande preocupação dos pais do século XXI é o acesso por seus filhos às tecnologias cada vez mais avançadas e o risco delas decorrentes, mais especificamente quanto aos “jogos eletrônicos”.

A tecnologia em geral não é um mal, nem o são os “jogos eletrônicos”, mais especificamente. Os jogos computadorizados podem influenciar tanto positivamente como negativamente seus usuários. A questão é sempre “a escolha”.

Pode-se citar diversos benefícios pelo uso de jogos eletrônicos pelos jovens. Eles estimulam o pensamento lógico ao desafiar os seus usuários a pensar em como resolver problemas, propor estratégias, organizar elementos e antecipar resultados. Desenvolvem também a curiosidade, a iniciativa e a autoconfiança, ajudam a desenvolver a linguagem, o pensamento e a concentração. Podem, inclusive, auxiliar a criança em suas habilidades sociais, tais como: respeito, solidariedade, cooperação, obediência, responsabilidade e iniciativa.

Mas... a frequência inadequada do uso dos jogos pode causar problemas de saúde, tanto físicos quanto emocionais, configurando-se o seu uso excessivo ou descontrolado como um vício como outro qualquer, ocasionando até mesmo uma compulsão por jogos e se transformando em doença, em que o prazer em jogar se torna tensão. Isso faz com que a criança apresente sintomas como insônia, baixo rendimento escolar, isolamento do convívio social e do contato humano e falta de paciência para resolver exercícios que necessitem de uma elaboração mental mais complexa. Outro efeito negativo é o cansaço físico e mental, interferindo na produtividade intelectual, dificuldades de memorização, atenção e aprendizado.

Com relação à frequência que a criança fica “ligada” nos jogos eletrônicos, é importante atentar para o tempo diário despendido no contato com aparelhos eletrônicos em geral (jogos, tv, computador, etc). É recomendado que a criança fique, no máximo, uma hora por dia jogando ou vendo TV. Isso se dá porque os jogos fornecem estímulos cerebrais que causam uma reação neuroquímica que proporciona a sensação de prazer, por isso viciam, e não é possível obter-se essa mesma sensação lendo um livro ou brincando com algum brinquedo educativo, por exemplo. Então, quanto mais tempo a criança se dedica aos aparelhos eletrônicos, menos estímulo ela terá para se concentrar nos estudos, na leitura e na socialização em geral, devido às diferentes reações neuroquímicas geradas por essas atividades.

Há estudos que associam o maior índice de uso de drogas em jovens adultos que quando crianças e adolescentes foram viciados em jogos eletrônicos, pelo tipo de sensação de prazer estimulado por esses brinquedos.

Com relação à influência espiritual no uso de jogos eletrônicos, ela se dá por meio da conexão com a sua natureza e com as mensagens subliminares que ficam escondidas do foco principal de atenção do usuário, mas que são captadas pelo subconsciente. Essas mensagens podem levar o usuário a memorizar ou expressar valores, sentimentos, necessidades etc, podendo suscitar o medo em jogos violentos, a vontade de beber um refrigerante ou até mesmo álcool, consumir um certo produto, etc.

A influência que os Espíritos exercem sobre o nossos pensamentos e ações no dia-a-dia é muito maior do que imaginamos, porquanto em muitas ocasiões são eles que nos dirigem. A criança, ao brincar com um jogo eletrônico que a conecte com a violência, a guerra, a agressividade, pelo seu pensamento e baixa frequência vibracional, atrairá os Espíritos que estejam na mesma faixa vibratória, por sintonia.

A influência dos Espíritos sobre nós é constante, e todos estão expostos a ela, quer acreditem ou não. Porém a influência espiritual só se concretiza em virtude da sintonia que se estabelece entre nós e os Espíritos. Conforme os ensinamentos espíritas, a influência espiritual sobre nós pode ser boa ou má, oculta ou ostensiva, fugaz ou duradoura, mas em toda e qualquer situação só se concretiza em virtude da sintonia que se estabelece entre nós e eles.

Os espíritos infelizes, de mente ultrajada, vivem mais com os encarnados do que se supõe. Allan Kardec explica na questão 462 de “O Livro dos Espíritos” que fazer a distinção se os pensamentos são nossos ou dos Espíritos nem sempre é possível e assim o justifica: “Se fosse útil pudéssemos claramente distinguir nossos próprios pensamentos daqueles que nos são sugeridos, Deus nos teria dado o meio, assim como nos dá o de distinguir entre o dia e a noite. Quando algo fica impreciso, é que assim convém ao nosso benefício”.

Diz-nos Rodolfo Calligaris em seu livro “Páginas de Espiritismo Cristão” que “pensar é vibrar, é entrar em relação com o Universo espiritual que nos envolve, e, conforme a espécie das emissões mentais de cada ser, elementos similares se lhe imanizarão, acentuando-lhe as disposições e cooperando com ele em seus esforços ascensionais ou em suas quedas e deslizes”.

Não podemos descuidar da nossa casa mental e seguir vida afora arrastados pela ação maléfica dos Espíritos atrasados. É necessário vigiar os pensamentos e tudo o que consumimos e os influenciam, como livros, músicas, filmes, jogos eletrônicos... enfim, tudo o que pode influenciar a nossa frequência vibratória.

É, no entanto, possível neutralizar essa influência e, para isso, a Doutrina Espírita nos indica uma receita simples, porém infalível: a prática do bem e a fé em Deus.

Eis que, a respeito do assunto, ensinam os Espíritos Superiores na questão 469 de “O Livro dos Espíritos”:

“Fazendo o bem e pondo a vossa confiança em Deus, repelireis a influência dos Espíritos inferiores e destruireis o domínio que sobre vós tentam exercer. Guardai-vos de escutar as sugestões dos Espíritos que vos suscitam maus pensamentos, que vos insuflam a discórdia e que vos induzem às más paixões. Desconfiai sobretudo dos que exaltam o vosso orgulho, pois que vos apanham pelo ponto fraco. Por isso Jesus vos faz repetir na Oração Dominical: Não nos deixeis cair em tentação, mais livrai-nos do mal”.

Vigiar e orar, sempre!

A EVANGELIZAÇÃO AINDA NO VENTRE DAS MÃES

Mãe segurando sapatinhos de nenêO objetivo deste texto é discorrer sobre as relações existentes entre a mãe e o feto durante a gestação. Ligados biologicamente a partir do ato da concepção, a mãe e o feto também estão ligados espiritualmente de forma irremediável. Nesta fase, entre a concepção e o nascimento, é a fase em que o espírito reencarnante, em contato mais íntimo com os futuros pais, vai preparando-se para a nova existência. É uma fase importante, onde o Espírito mantém-se em processo de ligação fluídica direta com os pais.

A criança é um ser espiritual, criado por Deus, ora vivendo no plano do Espírito ora respirando num corpo material. É, antes de mais nada, uma alma que recomeça uma nova existência na carne. No corpo e fora dele dá continuidade ao seu aperfeiçoamento e à sua caminhada na conquista da felicidade.

A ligação entre mãe e filho é tão forte que o feto sabe, mesmo antes de nascer, se é desejado ou não pela mãe. Por este motivo é muito importante aliviar o estresse durante a gestação e evitar conflitos. O útero materno é o lar do bebê e ele precisa de uma casa tranquila.

“Ó espíritas! Compreendei hoje o grande papel da Humanidade; compreender que quando produzis um corpo, a alma que nele se encarna vem do espaço para progredir; sabei vossos deveres e colocai todo o vosso amor em aproximar essa alma de Deus.” (O Evangelho Segundo o Espiritismo – cap. XIV.9)

Grávida com a barriga embrulhada para presenteA questão nº 344 do Livro dos Espíritos faz referência à ligação do Espírito ao novo corpo que tem início na concepção, porém se completa apenas no nascimento. Já a questão nº 351 comenta que, no intervalo que vai da concepção ao nascimento o espírito está apenas ligado ao corpo carnal e não encarnado propriamente. Dessa forma, a partir da concepção, à medida que se aproxima a hora do nascimento, suas ideias se apagam, assim como a lembrança do passado, de que não tem mais consciência, logo que entra na vida.

O espírito reencarnante se recolhe nas malhas das energias perispirituais maternas, sofrendo a sua influência. Conforme seja essa influência, tem-se os reflexos benignos ou negativos. Da mesma forma que o filho recebe da futura mãe os pensamentos e seus conteúdos emocionais, a mãe capta as vibrações emitidas pelo feto, alterando profundamente o seu estado emocional. Qualquer que seja a característica do espírito reencarnante haverá sempre com a mãe correlações de causas, onde ambos lucrarão sempre, no sentido evolutivo. O futuro pai pode também sofrer alterações em seu campo mental em função da presença de um novo Espírito em seu lar. São vibrações de um Espírito ligado a ele que agora retorna para prosseguir a sua marcha evolutiva.

Durante a gestação é importante envolvermos o feto com carinho, conversando com ele e demonstrando amor. Ele precisa ser amado e respeitado para crescer com o psiquismo saudável. O estado mental dos pais exerce grande influência no processo reencarnatório.

A evangelização do espírito ainda no ventre deve ter como foco estimular o espírito reencarnante a manter o propósito de renascer, sustentar o vínculo entre esse espírito e seus pais e fazê-lo se sentir amado, respeitado e protegido. É de extrema importância que se utilize o evangelho para despertar sua consciência, adormecida pelo processo reencarnatório. A mãe precisa trabalhar bem os seus sentimentos e pensamentos para que o bebê também sinta.

Cabe aos pais criarem condições favoráveis para que este Espírito renasça para a vida física numa psicosfera saudável, de amor e harmonia, onde os bons Espíritos estejam presentes. O ambiente familiar no qual o Espírito que reencarna exercerá influência que pode ser tornar decisiva para o êxito ou não da missão.

Do ponto de vista espírita, a educação não começa no berço nem termina no túmulo, mas antecede o nascimento e sucede à morte do corpo físico.

grávida passeando em parqueOs pensamentos dos pais, especialmente da mãe, se misturam com os pensamentos do reencarnante, havendo uma profunda troca de emoções e sensações. Mães ansiosas, deprimidas, queixosas, que adotam posturas moralmente incorretas e não buscam se melhorarem como pessoa, alimentando atitudes e decisões negativas, podem transmitir essas vibrações para o Espírito do feto, agravando o seu sofrimento e a sua angústia. Por outro lado, mães tranquilas, calmas, otimistas, que moralmente fazem o que é certo, valorizam a verdade e escolhem atitudes mais nobres e honestas, contribuem sensivelmente para o estado de equilíbrio do feto, transmitindo-lhe coragem, fé e esperança.

A atitude mental, psicológica e espiritual da mãe influencia diretamente o espírito reencarnante.

O diálogo que a mãe deve manter com o filho durante a gestação infunde-lhe coragem e bom ânimo.

A oração e a meditação proporcionam ao espírito reencarnante manter a sua ligação com o plano espiritual e permite a sua atuação benéfica sobre ambos.

O hábito de cultivar pensamentos saudáveis e positivos cria uma atmosfera espiritualmente saudável para o desenvolvimento psicológico e espiritual do bebê.

O passe espírita viabiliza a transfusão de energias que revigoram a sua natureza fluídica. A fé em Deus nutrida pela mãe consolida a atmosfera de esperança e paz.

Os passeios contemplativos junto à natureza permitem à dupla comungar com forças regeneradoras. Enfim, tudo isto reforça os vínculos afetivos entre o bebê e seus pais e ao mesmo tempo contribui para o estabelecimento da harmonia psíquica e espiritual do ser que está prestes a reencarnar.

Saibamos cuidar das nossas crianças, moldando-lhes o caráter e a personalidade, sob as diretrizes dos ensinamentos do Cristo à luz da Doutrina Espírita e estaremos contribuindo para a formação de adultos mais equilibrados e conscientes das suas responsabilidades diante da construção do planeta de regeneração.

Nenhuma reencarnação é espontânea e aleatória, pois para tudo há uma razão. “O princípio da reencarnação é uma consequência necessária da lei do progresso”. (A Gênese, Cap. XI – A Gênese Espiritual, Itm 33)

ESPIRITISMO E HOMOSSEXUALIDADE

Fotomontagem de mulher estendendo o braço para entregar um coração de papel a uma criançaUltimamente, muito se tem falado a respeito da homossexualidade. Mas, o que o espiritismo considera sobre o tema da homossexualidade e como os pais devem se posicionar frente à tendência homossexual de seus filhos?

Quando encarnamos, é como se entrássemos num palco para interpretar um papel. O plano reencarnatório é o “script” da peça a ser encenada. Trata-se de uma peça educativa, onde nos vemos defrontados com as situações mais adequadas ao nosso aprendizado e o exercício de nosso livre-arbítrio. Quando desencarnamos, as cortinas se fecham, e verifica-se o nível de aprendizagem obtido. Os papéis se alternam, a cada existência. Só Deus é, nós outros estamos. Não somos um corpo que tem um espírito, somos um espírito que tem um corpo. O que se discute é o preconceito em torno do tema. O espiritismo não trata quem quer que seja com preconceito.

Os espíritos superiores esclarecem (itens 200 a 202 de O Livro dos Espíritos) que o espírito não possui sexo. “(...) os sexos só existem no organismo. São necessários à reprodução dos seres materiais. Mas os espíritos, sendo criação de Deus, não se reproduzem uns pelos outros, razão por que os sexos seriam inúteis no mundo espiritual.” (Revista Espírita, junho de 1862). Para que a evolução e o desenvolvimento do espírito ocorram em sua plenitude, é necessário que este tenha várias experiências, reencarnando ora no sexo masculino, ora no feminino.

As experiências vividas durante longo tempo em um corpo masculino ou feminino possibilitam explicar a tendência homossexual de um espírito reencarnante, pois estas ficam registradas no psiquismo. Mas não é somente este fato que explica e não se deve limitar as explicações a esse entendimento. Esta é uma possibilidade dentre centenas. A tendência homossexual é resultante da própria atividade do espírito imortal. A homossexualidade pode ser uma prova, uma expiação, uma missão ou uma escolha do próprio espírito reencarnado. Pode-se inferir, por exemplo, que em casos em que o espírito é extremamente machista ou homofóbico ele peça para reencarnar propositadamente com tendências homossexuais, pois é uma prova pela qual pediu para passar. Para a doutrina espírita a homossexualidade é apenas um estágio evolutivo, assim como a heterossexualidade. Ser homossexual não fere as Leis Divinas.

Quando perguntado a Divaldo Franco se o espiritismo era contra a homossexualidade, Divaldo respondeu que “O espiritismo, de forma alguma, é contra a estrutura homossexual do indivíduo, não estando de acordo, porém com a pederastia, ou seja, a entrega homossexual aos hábitos e práticas perturbadoras, o que é muito diferente.” (...) “O que a doutrina diz é que, o homossexual deve procurar respeitar a si mesmo; não se permitir descer a situações promíscuas; deve respeitar seu parceiro (a); deve respeitar o grupo social, não pretendendo impor a sua orientação sexual como sendo a que todos devem seguir. Porque todos temos, invariavelmente, um certo tipo de comportamento e o consideramos normal. Desejamos consciente e inconscientemente que o mundo mude para estar do nosso lado, quando os outros também tem seus comportamentos e suas orientações sexuais.” Então, podemos dizer que, o homossexual não deve impor a sua condição sexual ao heterossexual e vice-versa.

O espiritismo acredita no amor, em toda a sua pureza. Jesus, nosso Mestre e Modelo, nos orientou que amássemos uns aos outros não importando se somos homem, mulher, branco, negro, rico, pobre... orientou até mesmo que amássemos os nossos inimigos!

Por esta lógica, entendemos que toda forma de amor, desde que verdadeira, pura e pautada no respeito mútuo é a forma de amor que Jesus nos ensinou. Daí perguntamos: por que um casal homossexual, onde os dois companheiros se respeitam e se amam de verdade haveria de ser contra a lei do amor?

Então, quando nos depararmos com um filho com tendências homossexuais, devemos olhá-lo como um espírito em evolução. E, por isso mesmo, respeitá-lo e acolhê-lo. Assim como a nós mesmos. Amemos o próximo como ele é e como Jesus nos ama, apesar dos nossos infindáveis defeitos. Respeitar é um ato de amor.


PARA SABER MAIS SOBRE O TEMA, À LUZ DA DOUTRINA ESPÍRITA, VEJA ABAIXO ALGUNS TRECHOS SELECIONADOS, DE OBRAS DE KARDEC, CHICO XAVIER E DIVALDO FRANCO:

Três questões de "O Livro dos Espíritos", inseridas no Livro Segundo, Capítulo IV – Pluralidade das existências, cujo tema desenvolvido é "Sexos nos Espíritos":

200. Os Espíritos têm sexos? "Não como o entendeis, porque os sexos dependem do organismo. Há entre eles amor e simpatia, mas baseados na afinidade de sentimentos."

201. O Espírito que animou o corpo de um homem pode animar, em nova existência, o de uma mulher e vice-versa? "Sim; são os mesmos Espíritos que animam os homens e as mulheres."

202. Quando errante, que prefere o Espírito: encarnar no corpo de um homem ou no de uma mulher? "Isso pouco importa. Vai depender das provas por que haja de passar."

Os Espíritos encarnam como homens ou como mulheres, porque não têm sexo. Como devem progredir em tudo, cada sexo, como cada posição social, lhes oferece provações, deveres especiais e novas oportunidades de adquirirem experiência. Aquele que fosse sempre homem só saberia o que sabem os homens.

Explicação de Kardec, no artigo na Revista Espírita 1866 - "As mulheres têm alma?" (KARDEC, Revista Espírita 1866, p. 3-5)

"O Espírito encarnado sofrendo a influência do organismo, seu caráter se modifica segundo as circunstâncias e se dobra às necessidades e aos cuidados que lhe impõe esse mesmo organismo. [...] pode ocorrer que o Espírito percorra uma série de existências num mesmo sexo, o que faz que, durante muito tempo, ele possa conservar, no estado de Espírito, o caráter de homem ou de mulher do qual a marca permaneceu nele. [...]. Se essa influência repercute da vida corpórea à vida espiritual, ocorre o mesmo quando o Espírito passa da vida espiritual à vida corpórea. Numa nova encarnação, ele trará o caráter e as inclinações que tinha como Espírito; se for avançado, fará um homem avançado; se for atrasado, fará um homem atrasado. Mudando de sexo, poderá, pois, sob essa impressão e em sua nova encarnação, conservar os gostos, as tendências e o caráter inerentes ao sexo que acaba de deixar. Assim se explicam certas anomalias aparentes que se notam no caráter de certos homens e de certas mulheres."

Citação de Emmanuel, em "Vida e Sexo" (XAVIER, Vida e Sexo, p. 109):

"A homossexualidade, também hoje chamada de transexualidade, em alguns círculos de ciência, [...] não encontra explicação fundamental nos estudos psicológicos que tratam do assunto em bases materialistas, mas é perfeitamente compreensível à luz da reencarnação."

Emmanuel, em "Vida e Sexo" – (XAVIER, Vida e Sexo, p. 110)

"A coletividade humana aprenderá, gradativamente, a compreender que os conceitos de normalidade e de anormalidade deixam a desejar quando se trate simplesmente de sinais morfológicos, para se erguerem como agentes mais elevados de definição da dignidade humana, de vez que a individualidade, em si, exalta a vida comunitária pelo próprio comportamento na sustentação do bem de todos ou a deprime pelo mal que causa com a parte que assume no jogo da delinquência."

Emmanuel, da obra "Vida e Sexo" (XAVIER, Vida e Sexo, p. 110-111)

"A vida espiritual pura e simples se rege por afinidades eletivas essenciais; no entanto, através de milênios e milênios, o Espírito passa por fileira imensa de reencarnações, ora em posição de feminilidade, ora em condições de masculinidade, o que sedimenta o fenômeno da bissexualidade, mais ou menos pronunciado, em quase todas as criaturas. O homem e a mulher serão, desse modo, de maneira respectiva, acentuadamente masculino ou acentuadamente feminina, sem especificação psicológica absoluta. Em face disso, a individualidade em trânsito, da experiência feminina para a masculina ou vice-versa, ao envergar o casulo físico, demonstrará fatalmente os traços da feminilidade em que terá estagiado por muitos séculos, em que pese ao corpo de formação masculina que o segregue, verificando-se análogo processo com referência à mulher nas mesmas circunstâncias. Obviamente compreensível, em vista do exposto, que o Espírito no renascimento, entre os homens, pode tomar um corpo feminino ou masculino, não apenas atendendo-se ao imperativo de encargos particulares em determinado setor de ação, como também no que concerne a obrigações regenerativas."

Emmanuel, em "Vida e Sexo" (XAVIER, Vida e Sexo, p. 112)

"O homem que abusou das faculdades genésicas, arruinando a existência de outras pessoas com a destruição de uniões construtivas e lares diversos, em muitos casos é induzido a buscar nova posição, no renascimento físico, em corpo morfologicamente feminino, aprendendo, em regime de prisão, a reajustar os próprios sentimentos, e a mulher que agiu de igual modo é impulsionada à reencarnação em corpo morfologicamente masculino, com idênticos fins. E, ainda, em muitos outros casos, Espíritos cultos e sensíveis, aspirando a realizar tarefas específicas na elevação de agrupamentos humanos e, consequentemente, na elevação de si próprios, rogam dos Instrutores da Vida Maior que os assistem a própria internação no campo físico, em vestimenta carnal oposta à estrutura psicológica pela qual transitoriamente se definem. Escolhem com isso viver temporariamente ocultos na armadura carnal, com o que se garantem contra arrastamentos irreversíveis, no mundo afetivo, de maneira a perseverarem, sem maiores dificuldades, nos objetivos que abraçam."

Emmanuel, em "Vida e Sexo" – (XAVIER, Vida e Sexo, p. 128)

"O instinto sexual, exprimindo amor em expansão incessante, nasce nas profundezas da vida, orientando os processos de evolução. Toda criatura consciente traz consigo, devidamente estratificada, a herança incomensurável das experiências sexuais vividas nos reinos inferiores da Natureza. De existência a existência, de lição em lição e de passo em passo, por séculos de séculos, na esfera animal, a individualidade, erguida à razão, surpreende em si mesma todo um mundo de impulsos genésicos por educar e ajustar às leis superiores que governam a vida."

André Luiz, na obra "Evolução em Dois mundos" (XAVIER, Evolução em Dois Mundos, p. 141-142 e p.146)

"A sede real do sexo não se acha, dessa maneira, no veículo físico, mas sim na entidade espiritual, em sua estrutura complexa. [...]. O sexo é, portanto, mental em seus impulsos e manifestações, transcendendo quaisquer impositivo da forma em que se exprime, [...]."

"[...] o sexo reside na mente, a expressar-se no corpo espiritual e consequentemente no corpo físico, por santuário criativo de nosso amor perante a vida, e, em razão disso, ninguém escarnecerá dele, desarmonizando-lhe as forças sem escarnecer e desarmonizar a si mesmo."

André Luiz em "Evolução em Dois Mundos" (XAVIER, Evolução em Dois Mundos, p. 193-194)

"Quanto à perda dos característicos sexuais, estamos informados de que ocorrerá, espontaneamente, quando as almas humanas tiverem assimilado todas as experiências necessárias à própria sublimação, rumando, após milênios de burilamento, para a situação angélica, em que o indivíduo deterá todas as qualidades nobres inerentes à masculinidade e à feminilidade, refletindo em si, nos degraus avançados da perfeição, a glória divina do Criador."

O Assistente Silas, na obra "Ação e Reação", também de André Luiz (XAVIER, Ação e Reação, p. 209)

"[...] em muitas ocasiões, quando o homem tiraniza a mulher, furtando-lhe os direitos e cometendo abusos, em nome de sua pretensa superioridade, [...] é conduzido pelos agentes da Lei Divina a renascimento doloroso, em corpo feminino, para que, no extremo desconforto íntimo, aprenda a venerar na mulher sua irmã e companheira, filha e mãe, diante de Deus, ocorrendo idêntica situação à mulher criminosa [...]"

"[...] ocorrendo idêntica situação à mulher criminosa que, depois de arrastar o homem à devassidão e à delinquência, cria para si mesma terrível alienação mental para além do sepulcro, requisitando, quase sempre, a internação em corpo masculino, a fim de que, nas teias do infortúnio de sua emotividade, saiba edificar no seu ser o respeito que deve ao homem, perante o Senhor. [...]"

Irmão Félix, na obra "Sexo e Destino", de André Luiz (XAVIER e VIEIRA, Sexo e Destino, p. 272-273)

"[...] Empenhou-se a repetir que na Crosta Planetária os temas sexuais são levados em conta, na base dos sinais físicos que diferenciam o homem da mulher e vice-versa; no entanto, ponderou que isso não define a realidade integral, porquanto, regendo esses marcos, permanece um Espírito imortal, com idade às vezes multimilenária, encerrando consigo a soma de experiência, o que obriga a própria Ciência terrena a proclamar, presentemente, que masculinidade e feminilidade totais são inexistentes na personalidade humana, do ponto de vista psicológico. Homens e mulheres, em Espírito, apresentam certa percentagem mais ou menos elevada de característicos viris e feminis em cada indivíduo, o que não assegura possibilidades de comportamento íntimo normal para todos, segundo a conceituação de normalidade que a maioria dos homens estabeleceu para o meio social."

Irmão Félix em "Sexo e Destino" (XAVIER, Sexo e Destino, p. 273)

"Tendo Neves formulado consulta sobre os homossexuais, Félix demonstrou que inúmeros Espíritos reencarnam em condições inversivas, seja no domínio de lides expiatórias ou em obediência a tarefas específicas, que exigem duras disciplinas por parte daqueles que as solicitam ou que as aceitam. Referiu ainda que homens e mulheres podem nascer homossexuais ou intersexos, como são suscetíveis de retomar o veículo físico na condição de mutilados ou inibidos em certos campos de manifestação, aditando que a alma reencarna, nessa ou naquela circunstância, para melhorar e aperfeiçoar-se e nunca sob a destinação do mal, o que nos constrange a reconhecer que os delitos, sejam quais sejam, em quaisquer posições, correm por nossa conta. À vista disso, destacou que nos foros da Justiça Divina, em todos os distritos da Espiritualidade Superior, as personalidades humanas tachadas por anormais são consideradas tão carecentes de proteção quanto às outras que desfrutam a existência garantida pelas regalias da normalidade, segundo a opinião dos homens, observando-se que as faltas cometidas pelas pessoas de psiquismo julgado anormal são examinadas no mesmo critério aplicado às culpas de pessoas tidas por normais, notando-se, ainda, que, em muitos casos, os desatinos das pessoas supostas normais são consideravelmente agravados, por menos justificáveis perante acomodações e primazias que usufruem, no clima estável da maioria."

Citação de Divaldo Pereira Franco, na obra "Sexo & Consciência" (FRANCO, Sexo & Consciência, p. 191-192)

"Um dos aspectos do comportamento sexual, que as pesquisas tentam decifrar é a orientação sexual, o interesse que o indivíduo possui em estabelecer relacionamentos afetivo-sexuais com o gênero oposto ou com o mesmo gênero.

[...] o Espírito realiza experiências em quatro modalidades de conduta sexual:

  1. Assexualidade – [...]. [sem interesse sexual].
  2. Heterossexualidade – [...]. [interesse por pessoa do sexo oposto].
  3. Homossexualidade – Neste contexto, o indivíduo elege um parceiro do mesmo sexo. [...].
  4. Bissexualidade – [...]. [relaciona-se com pessoas de ambos os sexos]."

<Divaldo Franco, em "Sexo & Consciência" (FRANCO, Sexo & Consciência, p. 193)

"Frequentemente o Espírito programa uma longa jornada apenas em um sexo. E quando se transfere para o outro, isto é, quando inicia uma série de reencarnações na polaridade oposta, muitas vezes, ainda se encontra com as marcas psicológicas do sexo anterior. [...] O abuso das experiências em uma das polaridades impõe a necessidade do retorno em outra, a fim de aprender a respeitar a função sexual. Portanto, a homossexualidade tem suas causas profundas na intimidade do ser espiritual."

Divaldo Franco, em "Sexo & Consciência" (FRANCO, Sexo & Consciência, p. 196-197)

"A homossexualidade pode ser desencadeada ou influenciada por um processo obsessivo. [...] O adversário desencarnado, que foi profundamente lesado pela sua vítima de agora, induz este indivíduo a um relacionamento homossexual que é angustiante para ele. O objetivo é cobrar a dívida desencadeando agressões ao equilíbrio sexual do devedor. Como este Espírito está imantado ao campo da aura do seu hospedeiro psíquico, ele passa a experimentar as sensações, emoções e desejos daquele a quem manipula, inclusive nos momentos de relacionamento sexual que a vítima estabeleça com um parceiro."

Fala de Bezerra de Menezes na obra "Loucura e Obsessão" pelo Espírito Manoel P. de Miranda psicografada por Divaldo Franco (FRANCO, Loucura e Obsessão, p. 69-70)

"[...] Quando o corpo se encontra definido numa ou noutra forma e o arcabouço psicológico não corresponde à realidade física, temos o transexualismo, que, empurrado pelos impulsos incontrolados do eu espiritual perturbado em si mesmo ou pelos fatores externos, pode marchar para o homossexualismo, caindo em desvios patológicos, expressivos e dolorosos... É, no entanto, na forma transexual, quando o Espírito supera a aparência e aspira pelos supremos ideais, que surgem as grandes realizações da Humanidade, como também sucede na heterossexualidade destituída de tormentos e anseios lúbricos, que lhe causam graves distonias. Em qualquer forma, portanto, pode o Espírito dignificar-se, elevando-se, desde que se não deixe acometer pela loucura do prazer desregrado, que sempre lhe proporcionará a necessidade de reparação em estado mais afligente..."

CONHECA A OBRA DE PIETRO UBALDI

Pietro UbaldiFilósofo espiritualista e reencarnacionista, nasceu na Itália em 1886 e faleceu no Brasil em 1972, a sua segunda pátria, onde viveu por 20 anos. Sob a inspiração do que chamou a "Sua Voz", escreveu 24 livros de natureza espiritual, sendo “A Grande Síntese” o primeiro, composto em 1932. Adotando o Evangelho como orientação básica, a sua obra se destina a auxiliar o desenvolvimento humano rumo às elevadas finalidades que a evolução nos concita.

Mas quem de fato foi Pietro Ubaldi?

Que seria da humanidade sem a revelação dos homens de gênio, que aparecem de tempos em tempos? (Allan Kardec em “A Gênese”)

Apesar da educação eminentemente católica que recebeu em vida, encantou-se com o tema da evolução e, aos 26 anos, tornou-se reencarnacionista depois de conhecer e estudar a codificação espírita de Allan Kardec.

Tão bem os brasileiros receberam a sua profícua composição literária, diferentemente dos europeus, que, em 1951, ele foi convidado a visitar o nosso país e aqui proferir uma série de palestras. A ressonância às suas ideias no seio de nosso povo, receptivo por natureza a todas as concepções de enlevo espiritual, o encantou de tal modo que, no ano seguinte, para cá ele se mudou definitivamente com sua família. Deduzia assim que a velha Europa não podia compreender e acolher, com o devido valor, as suas elevadas proposições, as quais somente aqui encontrariam um terreno fértil o bastante para albergá-las, fazendo-as florescer com inigualável vigor.

A Grande Síntese foi louvada por homens eminentes em todo o mundo, incluindo Einstein, Monteiro Lobato, Torres Pastorino, Chico Xavier e Emmanuel que a ela se referiu como sendo o Evangelho da ciência. Dedicando a sua vida a escrever, ele terminou por compor uma extensa obra de 24 volumes, coroada pelo livro Cristo, escrito nos derradeiros meses de sua vida, encerrada aos 86 anos, em 29 de fevereiro de 1972.

Segundo nos conta, em 1931, estando ele fazendo sua caminhada matinal na estrada de Colle Umberto, apareceu-lhe a figura de Cristo e a de Francisco de Assis que, durante vinte minutos, o acompanharam, confirmando a sua elevada posição de missionário em nosso mundo, impressionando-o significativamente pelo resto de sua vida. Ele jamais o afirmou, mas aqueles que com ele conviveram guardavam a nítida impressão de estar diante de um dos grandes apóstolos do passado. Sua paixão por Cristo e por Francisco de Assis denotava a sua grande familiaridade com esses Espíritos, atestada na mensagem que este último lhe dirigiu, através da mediunidade de Chico Xavier, em 1951, por ocasião de sua visita ao famoso médium, em Pedro Leopoldo.

Como nos informa o seu principal biógrafo, José Amaral, ao lermos com atenção esta belíssima missiva temos a impressão de que o grande santo fala a alguém que lhe é, não somente íntimo, mas um antigo companheiro de apostolado, cumprindo importante missão na Terra: “Pedro, [...] Lembra-te? Ele era sozinho! Sozinho anunciou e sozinho sofreu. Quando o silêncio se fizer mais pesado ao redor de teus passos, aguça os ouvidos e escuta! A voz Dele ressoará de novo na acústica de tua alma e as grandes palavras, que os séculos não apagaram, voltarão mais nítidas ao círculo de tua esperança, para que as tuas feridas se convertam em rosas e para que o teu cansaço se transubstancie em triunfo. É necessário que o lume da cruz se reacenda, que o clarão da verdade fulgure novamente, que os rumos da libertação decisiva sejam traçados. Ilumina a estrada, buscando a lâmpada do Mestre que jamais nos faltou. Avança... Avancemos... Cristo em nós, conosco, por nós e em nosso favor é o cristianismo que precisamos reviver à frente das tempestades, de cujas trevas nascerá o esplendor do terceiro milênio. Certamente, o apostolado é tudo. A tarefa transcende o quadro de nossa compreensão. Não exijamos esclarecimentos. Procuremos servir. Todavia, Cristo reina e amanhã contemplaremos o celeste despertar”.

Capa de A Grande SínteseEssas considerações levaram os estudiosos a admitir que Ubaldi foi, de fato, a reencarnação do Frei Leão, o amigo íntimo de Francisco de Assis que o acompanhou até a morte e lhe cuidou dos estigmas da crucificação, conforme nos atestam as vozes que promanam de diversas obras mediúnicas. E, como nos afirmam essas revelações, Frei Leão, por sua vez, foi a reencarnação do apóstolo Pedro, enquanto que Francisco de Assis era o mesmo João Evangelista que voltava às tristes paragens terrenas. Dois grandes missionários de Cristo que não nos abandonaram e regressaram ao nosso convívio a fim de dar continuidade às suas nobres missões de conduzir a nossa humanidade, sob os auspícios do meigo Rabi. Tudo nos leva a crer que Frei Leão, retornando agora como Pietro Ubaldi, foi assistido pela voz do Santo de Assis que, das esferas superiores, lhe ditava o pensamento do divino Pastor, continuando a Sua tarefa de nos devolver ao aprisco celestial, onde se encontra.

Chico Xavier, com sua aguçada percepção espiritual, reconheceu a elevada estirpe espiritual do grande benfeitor e a seu respeito nos disse: “Pietro Ubaldi é um espírito maravilhoso, que provém de altas esferas espirituais. Deixou uma obra de imensa luz e, até hoje, trabalha na espiritualidade para o progresso de todos nós”.

Que tal estudarmos mais Pietro Ubaldi? Em nossa Casa, estudamos Pietro Ubaldi nos segundos sábados de cada mês, logo depois da Evangelização, a partir das 10:30. Venha se juntar a nós!

Fonte do Texto: http://www.ubaldibh.org/

REVIVENDO O CRISTIANISMO

No período de Natal e quando o ano se inicia, grande parte das pessoas fica ansiosa em busca de preencher uma lacuna em seu interior. Por ser a comemoração do nascimento de Jesus, necessita-se enxergar além do mundo material e aprofundar-se na compreensão do lado espiritual, com valorização na vivência dos sentimentos mais nobres. É o momento de acender a vela dentro de cada um, porque através de uma humilde chama existirá a possibilidade do calor do Amor para purificar e melhorar o mundo. O grande escritor Olavo Bilac citava que “ser cristão é ser luz ao mundo amargo e aflito, pelo dom de servir à humanidade inteira.”

Assim sendo, torna-se primordial trilhar o bem baseado nos ensinamentos do Cristo. Sejamos os verdadeiros cristãos.

A seguir texto produzido em atividade do grupo da família da evangelização:

                Rosto do CristoBom dia, dia bom
                Lindo dia, luz e paz
                Quanto peso carregamos
                Sem deixar para trás

                Enfim, Jesus nosso Senhor
                Alivia nosso peso
                Jesus, nosso Salvador
                Deixa o peso irmão
                Leveza no coração

                Quantas torres construímos?
                Torre infinitas de solidão...
                Quantas torres nos impedem
                De sorrir o coração?

                É hora de pensar...
                E das torres nos livrar
                Infinita paz e amor
                Jesus – nosso Salvador

                E nos sonhos, amiguinhos
                E no amor há sempre luz
                Ouvir amigos e mentores
                Sempre seguir Jesus

                Neste ano neste mês
                Jesus bem mais presente
                Pais, mães, filhos sorridentes
                Sempre juntos no amor
                Sempre a seguir – Jesus
                                nosso Salvador.


REFLETINDO SOBRE O MEDO

Foto-montagem da Chico Xavier apanhando uma rosa e mais uma frase sobre a importância da persistênciaO medo é um sentimento que nos causa muita angústia e inquietação quando estamos diante de um perigo real, um perigo imaginário ou uma ameaça. É um sintoma que decorre da insegurança em face das diversas situações da vida.

O medo gera desorganização emocional e psíquica, gerando doenças por somatização destes fatores. Ele desfigura e entorpece a realidade. Agiganta e avoluma insignificâncias, produzindo fantasmas onde apenas suspeitas se apresentam.

Mais importante do que pensar e repensar as causas do medo é a atitude saudável, ante uma conduta existencial tranquila, pelo fruir cada momento em plenitude, sem se preocupar com as memórias do passado nem com o futuro. A existência humana deve transcorrer dentro de um esquema atemporal, sem passado, sem futuro, num interminável presente.

O medo impele as pessoas a conectarem-se com outras mentes desencarnadas que lhes inspiram e sugerem a fuga, algumas vezes perigosas através das drogas, da bebida, do comportamento exagerado. É extremamente importante vigiarmos os nossos pensamentos pois “semelhante atrai semelhante” e devemos prestar atenção ao que nós queremos atrair.

Joanna de Ângelis nos esclarece que o antídoto para o medo são as informações trazidas pelo espiritismo: a certeza da reencarnação, a certeza de que estamos realizando experiências, praticando para aprender melhor e de que a vida terrena não é mais do que um longo dia perante a eternidade da real vida do espírito.

O combate ao medo se faz por meio da fé em conjunto com a terapia oferecida pelo trabalho fraternal, o culto do Evangelho no Lar, o pensamento otimista e o recolhimento na prece, junto com o uso da água magnetizada e do passe. Com a certeza da imortalidade, de que somos filhos de Deus e Ele nunca nos desampara.

O culto do Evangelho no Lar educa nossos espíritos nas verdades divinas e ensina-nos a agir e tomar atitudes moralmente éticas e cristãs. É o Evangelho de Jesus que nos traz lições de otimismo vivo, o fator psicológico capaz de renovar nossos padrões de comportamento, impedindo que o medo, a depressão e a angústia se instalem. Com o Evangelho no Lar criamos um campo magnético de proteção ao nosso lar e aos demais que nos rodeiam, pois o teor vibratório permitirá a sintonia com espíritos que estejam na mesma faixa energética.

O universo é um mar imenso de ondas energéticas. O esforço pelo pensamento positivo permitirá a cada um de nós mantermos nossas mentes em condições de equilíbrio vibratório e emocional para que não nos conectemos com as faixas vibratórias menos elevadas e possamos atrair sempre os fluidos benéficos que nos manterão sempre em equilíbrio.

A frequência ao Centro Espírita esclarece nossa mente e a mente daqueles espíritos que nos acompanham. Nos educamos e educamos também os outros que por afinidade conectam-se a nós.

A água fluidificada e o passe são os bálsamos espirituais que auxiliam a cura e fortalecem o nosso espírito.

Assim, quando o medo tentar nos dominar, devemos pensar que reencarnamos para triunfar. Triunfar sobre nós mesmos! E para isso precisamos vigiar e orar.

O Evangelho foi, é e sempre será o remédio mais eficaz para qualquer situação, tornando-se a única proteção contra os desequilíbrios.

Em resumo, queridos irmãos, é o Evangelho estudado e praticado que nos dará a força e a coragem para prosseguir sem medo, pois lá está escrito: “Espíritas!, amai-vos, eis o primeiro ensinamento. Instruí-vos, eis o segundo.” - O Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. VI, item 5.

FINADOS: COMO TRATAR DO ASSUNTO "DESENCARNE"
COM AS CRIANÇAS?

Quadro de duas meninas interagindo,sendo uma encarnada e outra desencarnadaA sobrevivêcia do espírito humano à morte do corpo físico e a crença na vida e julgamento após a morte já eram encontradas na filosofia grega, em especial em Pitágoras, Platão e Plotino. De maneira geral, cristãos, islâmicos e judeus acreditam que após a morte há a ressurreição. Já os espíritas creem na reencarnação: o espírito retorna à vida material por meio de um novo corpo humano para continuar o processo de evolução. Algumas doutrinas acreditam que as pessoas podem renascer no corpo de algum animal ou vegetal, mas isso seria considerar que nós retrogradamos, e os Espíritos nos ensinam que isso de fato não ocorre.

Esse tema, o desencarne, é recorrentemente discutido pelas crianças, principalmente quando têm entre 5 e 8 anos de vida. Nessa idade, elas fazem uma importante e grande descoberta: tudo tem um começo e um fim, inclusive a vida humana. Começam a perceber que o fim da vida pode acontecer com elas e com seus pais.

Praticamente todos os seres humanos têm medo da morte. Mesmo aqueles que acreditam na vida após a morte, como nós, espíritas, que acreditamos na pluralidade das existências.

Joanna de Ângelis afirma que “... o medo da morte, que é herança ancestral, assim como resultado das crenças religiosas e superstições que elaboraram um Deus vingador e punitivo, ou do materialismo que reduz a vida após a disjunção celular ao nada; o fenômeno natural da desencarnação se apresenta como tragédia, ou constitui um término infeliz para a existência humana, que sofre a dolorosa punição de ser extinguida.” Desta forma, passamos a compreender um pouco mais sobre este medo, visto que somos espíritos milenares, que já vivenciamos vários personagens no palco terreno e nem sempre fomos espíritas ou reencarnacionistas.

Encarar o medo da morte é praticar o que Jesus, nosso Mestre e exemplo, nos ensinou: “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará.” É enfrentar a verdade sobre nós mesmos, sobre a continuidade da vida e nos fortalecermos na fé, não a fé cega e, sim, uma fé raciocinada, baseada na experiência direta. É bom lembrarmos que “morremos” todos os dias quando nos deitamos para dormir após um dia de trabalho ou estudo.

Nós, espíritas, em face da gama de informações às quais temos alcance, certamente chegaremos “do outro lado” com maior segurança, sem grandes problemas para identificar a nova situação, embora esse benefício não nos garanta o ingresso em comunidades venturosas. Isso dependerá do que fizemos e não do que sabemos.

Devemos nos preparar para esse momento derradeiro e inevitável, uma vez que sabemos ser a única certeza em nossa estada aqui no planeta Terra e que, um dia, retornaremos ao plano espiritual para um novo estágio de aprendizado. Nossa condição estará diretamente subordinada às obras que fizermos, ao bem que praticarmos. Quanto mais vivenciarmos os ensinamentos do Cristo em nosso dia-a-dia, melhor será nossa situação ao chegarmos lá.

Se este assunto é difícil de entender até pelos adultos, para os pequenos é ainda mais confuso. Por isso, as crianças precisam de todo o apoio e sinceridade nos momentos em que devem encarar a perda de uma pessoa próxima.

Não existe idade certa para se tratar o tema. Devemos ir educando aos poucos, por meio de exemplos práticos do ciclo da natureza. Uma boa ideia é plantar uma sementinha e ir mostrando como ela nasce, cresce, adoece e morre. Cantigas, livros infantis e filmes que tratam do assunto podem ser grandes aliados.

Não devemos esconder nada das crianças, muito menos inventar histórias para poupar os pequenos. As crianças até cerca de 10 anos de idade não abstraem. O seu psiquismo, ainda em construção, não consegue captar conceitos subjetivos. Pensam de forma concreta e constroem os conceitos a partir do concreto.

Para ajudá-las, precisamos, primeiro, elaborar nossos próprios conceitos acerca do assunto. O importante é “ser honesto”. Nem sempre teremos todas as respostas. E quando isso acontecer... que tal dizer “não sei” e propor buscar as explicações juntos? Mas devemos ficar atentos em ser sucintos e esclarecer especificamente as perguntas colocadas pelas crianças, sem nos aprofundarmos demasiadamente no tema. Quanto menor for a criança, maior deve ser esse cuidado.

A melhor forma de ajudar uma criança em qualquer situação, principalmente durante o luto, é ser empático. Demonstrar que também sofremos e sentimos saudades. Deixe-a falar sobre seus sentimentos e, acima de tudo, dê apoio e acolhimento. Garanta que ela nunca estará sozinha e sempre haverá alguém para cuidar dela. É importante que a criança sinta que tem o apoio e a atenção dos que por ela se responsabilizam e com quem ela interage.

A essência desse tema imprescindível é ensinar que a morte é um fenômeno natural da vida, Lei Divina, não no sentido da destruição, mas da renovação. Os elementos que consituem o corpo físico retornam ao imenso laboratório da natureza, mas a centelha divina que nos habita prossegue viva, atuante, amando, pensando, sentindo saudades e outras emoções!

Pela fé raciocinada que a Doutrina Espírita nos faculta, entenderemos que a morte não existe.

Nosso saudoso Chico Xavier chamava a morte de “berçário novo”, o momento que “nascemos” na dimensão espiritual, processo inverso e semelhante ao nascimento na dimensão material.

Enfim, qualquer pessoa que estude, com um mínimo de seriedade, a Doutrina Espírita no seu tríplice aspecto – Ciência, Filosofia e Religião – encontrará todas as respostas para não somente acreditar, mas SABER que a morte não existe, que a vida continua!

Encerramos esse texto transcrevendo uma bela oração atribuída a Santo Agostinho (guia do nosso Patrono Bezerra de Menezes em sua última encarnação):

“A morte não é nada./ Apenas passei ao outro mundo./ Eu sou eu,Tu és tu./ O que fomos um para o outro ainda somos,/ dá-me o nome que sempre me deste./ Fala-me como sempre me falaste./ Não mudes o tom a um triste ou solene./ Continua rindo com aquilo que nos fazia rir junto./ Reza, sorri, pensa em mim, reza comigo./ Que meu nome se pronuncie em casa,/ como sempre se pronunciou./ Sem nenhuma ênfase, sem rosto de sombra./ A vida continua significando o que significou./ Continua sendo o que era,/ o cordão da união não se quebrou./ Por que eu estaria fora dos teus pensamentos,/ apenas porque estou fora da tua vista?/ Não estou longe, somente estou do outro lado do/ caminho. Já verás, tudo está bem.../ Redescobrirás meu coração, e nele redescobrirás a/ ternura mais pura. Seca tuas lágrimas e, se me/ amas, não chores mais.”

A INFLUÊNCIA DOS OUTROS

Ilustração - cabeça de homem entre figuras de um anjinho e um diabinhoMuito pais se preocupam com a influência dos “outros” na vida dos seus filhos. Sim, uma boa parcela de nós é produto do meio em que vivemos, mas quem são esses “outros”? E como os pais e responsáveis podem fortalecer os seus filhos para que não caiam em armadilhas influenciados por esses “outros”?

Importante saber que o mundo é muito mais do que aquilo que a gente vê. Os amigos, colegas, parentes, vizinhos... enfim, as pessoas com quem compartilhamos experiências podem sim influenciar a nossa tomada de decisão, mas ainda temos uma influência que não vemos, que é a dos espíritos desencarnados com os quais sintonizamos.

Na pergunta nº 459 de “O Livros dos Espíritos”, Kardec perguntou se “os espíritos influem sobre os nossos pensamentos e ações”. A resposta foi categórica: “A esse respeito, sua influência é maior do que podeis imaginar. Muitas vezes são eles que vos dirigem.”

A Revista Espírita de 1858 apresenta-nos um exemplo desse fato com o caso do Sr. F., moço instruído, de educação esmerada e caráter suave e benevolente, vítima de um processo de fascinação que só chegou ao fim com a ajuda dos bons Espíritos.

Inspirado pelo Espírito de seu pai, o moço foi até Kardec e procurou seguir o conselho dos Espíritos, que lhe recomendaram entregar-se a um trabalho rude que não lhe deixasse tempo para ouvir as sugestões más.

Ao fim do tratamento, o Espírito que atuava sobre F., que se identificou com o nome de François Dillois, acabou confessando-se vencido e exprimiu o desejo de progredir.

A influência espiritual só se concretiza em virtude da sintonia que se estabelece entre nós e os Espíritos. Conforme os ensinamentos espíritas, a influência espiritual sobre nós pode ser boa ou má, oculta ou ostensiva, fugaz ou duradoura, mas em toda e qualquer situação só se concretiza em virtude da sintonia que se estabelece entre nós e eles.

Uma forma, embora precária, de distinguir os nossos pensamentos dos que nos são sugeridos é compreender que, normalmente, pertence a nós o primeiro pensamento que nos ocorre. O importante, porém, é saber que, independentemente de sugestões ou não, a responsabilidade pelos atos é nossa, cabendo-nos o mérito pelo bem que daí resultar ou o demérito se a ação for negativa.

Diz-nos Rodolfo Calligaris em seu livro “Páginas de Espiritismo Cristão” que “pensar é vibrar, é entrar em relação com o Universo espiritual que nos envolve, e, conforme a espécie das emissões mentais de cada ser, elementos similares se lhe imanizarão, acentuando-lhe as disposições e cooperando com ele em seus esforços ascensionais ou em suas quedas e deslizes”.

É, no entanto, possível neutralizar essa influência e, para isso, a Doutrina Espírita nos indica uma receita simples, porém infalível: a prática do bem e a fé em Deus.

Os Espíritos Superiores nos ensinaram na questão 469 de “O Livro dos Espíritos” que “Fazendo o bem e colocando toda a confiança em Deus, repelis a influência dos Espíritos inferiores e anulais o domínio que querem ter sobre vós. Evitai escutar as sugestões dos Espíritos que vos inspiram maus pensamentos, sopram a discórdia e excitam todas as más paixões. Desconfiai, especialmente, daqueles que exaltam o vosso orgulho, pois que vos conquistam pela fraqueza. Eis por que Jesus nos ensinou a dizer na Oração Dominical: ‘Senhor, não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal”.

Conseguir império sobre si mesmo significa: elevar-se moralmente, elevar o chamado padrão vibratório, o que se consegue com bons pensamentos, bons sentimentos e bons atos, isto é, a prática constante do bem e da caridade.

O espírito Hammed nos ensina que: “sintonia é o estado em que se encontram duas pessoas que se acham numa mesma igualdade de emoção, ponto de vista, crença ou pensamento”. Toda interferência espiritual acontece respeitando a afinidade entre os agentes envolvidos no processo.

Por exemplo, quando pensamos no bem atraímos quem é do bem, quando pensamos no mal atraímos quem é do mal. Por isso, nos ensina o espírito Manoel Philomeno de Miranda: “Pelo pensamento, cada um de nós elege a companhia espiritual que melhor nos apraz”.

Concordando com o que também ensina Hammed: “Ninguém simplesmente pega energias nocivas ou atrai espíritos infelizes de modo casual ou fortuito. A vida não é injusta. Temos o que merecemos. Não somos vítimas impotentes vivendo um destino impiedoso”.

Nada é por acaso, e todo efeito tem causa. Se estamos sendo foco de algum tipo de obsessão ou perturbação espiritual é por que de alguma forma nós a provocamos.

O aspecto mais importante a sabermos sobre a influência espiritual é que não somos escravos dela e que podemos nos desvencilhar, bastando para isso, apenas nossa própria vontade e determinação.

Com relação aos encarnados, tanto quanto aos desencarnados, quem vai determinar se vai ou não se deixar influenciar é a própria pessoa.

Temos de lembrar que o ser humano é um animal gregário, ou seja, nós vivemos em grupo, precisamos uns dos outros para obter alimento, ter segurança e construir conhecimento. Então, pensar que é possível não receber influência do outro é imaginar o improvável. A questão é saber como construir uma estrutura de personalidade capaz de filtrar os estímulos externos para bloquear os ruins, receber os bons e saber diferenciá-los.

O ideal é começar esse treinamento muito cedo, já na infância, pela construção de pensamento lógico e de inteligência emocional, coisas que podem ser ensinadas e aprendidas. E essa é uma das missões dos pais e responsáveis pelas crianças. Aos pais cabem ajudar os seus filhos a assumirem a autonomia por seus sentimentos sem transferir para os demais a responsabilidade pela consequência de suas ações e por sua eventual infelicidade.

Pensar bem e no bem deixa de ser uma norma moral ou religiosa, para ser uma atitude profilática ou terapêutica, dependendo do caso, no que se refere a viver em paz do ponto de vista emocional e espiritual.

Devemos assumir a responsabilidade pelo que estamos fazendo da nossa existência, confiantes de que Deus nos provê em tudo, e conscientes de que os espíritos não são anjos nem demônios, são apenas seres como nós, apenas fora da carne, porém, dentro da vida, dando prosseguimento ao próprio processo de evolução.

A ESTÓRIA DE UM PÃO

"Quando Barsabás, o tirano, demandou o reino da morte, buscou, debalde, reintegrar-se no grande palácio que lhe servira de residência.

A viúva, alegando infinita mágoa, desfizera-se da moradia, vendendo-Ihe os adornos.

Viu ele, então, baixelas e candelabros, telas e jarrões, tapetes e perfumes, joias e relíquias sob o martelo do leiloeiro, enquanto os filhos querelavam no tribunal, disputando a melhor parte da herança.

Ninguém lhe lembrava o nome, desde que não fosse para reclamar o ouro e a prata que doara a mordomos distintos.

E, porque na memória de semelhantes amigos, ele não passava, agora, de sombra, tentou o interesse afetivo de companheiros outros da infância...

Todavia, entre eles, encontrou, simplesmente, a recordação dos próprios atos de malquerença e de usura.

Barsabás entregou-se às lágrimas de tal modo, que a sombra lhe embargou, por fim, a visão, arrojando-o nas trevas.

Vagueou por muito tempo no nevoeiro, entre vozes acusadoras, até que um dia aprendeu a pedir na oração e, como se a rogativa lhe servisse de bússola - embora caminhasse às escuras -, eis que, de súbito, se lhe extingue a cegueira e ele vê, diante de seus passos, um santuário sublime, faiscante de luzes.

Milhões de estrelas e pétalas fulgurantes povoavam-no em todas as direções.

Barsabás, sem perceber, alcançara a Casa das Preces de Louvor, nas faixas inferiores do firmamento.

Não obstante deslumbrado, chorou, impulsivo, ante o Ministro Espiritual que velava no pórtico.

Após ouvi-lo, generoso, o funcionário angélico falou sereno:

- Barsabás, cada fragmento luminoso que contemplas é uma prece de gratidão que subiu da Terra...

- Ai de mim - soluçou o desventurado - eu jamais fiz o bem...

- Em verdade - prosseguiu o informante -, trazes contigo, em grandes sinais, o pranto e o sangue dos doentes e das viúvas, dos velhinhos e dos órfãos indefesos que despojastes nos teus dias de invigilância e de crueldade. Entretanto, tens aqui, em teu crédito, uma oração de louvor...

E apontou-lhe acanhada estrela, que brilhava à feição de pequenino disco solar.

- Há trinta e dois anos - disse, ainda, o instrutor -, deste um pão a uma criança e essa criança te agradeceu em prece ao Senhor da Vida.

Chorando de alegria e consultando velhas lembranças, Barsabás perguntou:

- Jonakim, o enjeitado?

- Sim, ele mesmo - confirmou o missionário divino. - Segue a claridade do pão que deste um dia por amor e livrar-te-ás, em definitivo, do sofrimento nas trevas.

E Barsabás acompanhou o tênue raio do tênue fulgor que se desprendia daquela gota estelar, mas, em vez de elevar-se `às alturas, encontrou-se numa carpintaria humilde da própria Terra.

Um homem calejado aí refletia, manobrando a enxó em pesado lenho...

Era Jonakim, aos quarenta anos de idade.

Como se estivessem os dois identificados no doce fio de luz, Barsabás abraçou-se a ele qual viajante abatido de volta ao calor do lar... (...)

Decorrido um ano, Jonakim, o carpinteiro, ostentava, sorridente, nos braços, mais um filhinho, cujos louros cabelos emolduravam belos olhos

Com a benção de um pão dado a um menino triste, por espírito de amor puro, conquistara Barsabás, nas Leis Eternas, o prêmio de renascer para redimir-se.

(Pelo Espírito Irmão X, XAVIER, Francisco Cândido. O Espírito da Verdade. Espíritos Diversos. FEB.)

***

Acreditamos ser de extrema importância adentrarmos no universo imaginário infantil, a fim de estimularmos a comunicação através das Linguagens da Arte, sejam elas histórias contadas e/ou encenadas, artes visuais (expressão através de desenhos, pinturas, colagens...), músicas, vídeos e outros. Nossa intenção é fomentar a reflexão, o pensamento e o agir do evangelizando à luz do espiritismo.

A "Estória de um Pão" foi contada no dia 18 de fevereiro deste ano para as crianças do Grupo Lilás da Evangelização da nossa Casa, cujas idades variam entre 7 e 8

A escolha da estória deu-se com a intenção de abordar o tema “O Espírito - Existência e Sobrevivência.”

Foi uma manhã muito alegre e prazerosa e, logo após a Contação da História, foi feita uma pequena roda de conversa sobre as questões principais do tema, surgindo, assim, abordagens referentes às nossas práticas enquanto espíritos encarnados, à importância da prece e do ato da caridade em nossas vidas. Ao final, nada como um saboroso pão a ser compartilhado por todos do Grupo.

Muita Luz a todos.

PRECONCEITO RACIAL:
O AMOR NÃO TEM COR

Fotos de duas crianças sorrindo lado a lado, uma branca e outra negraHá poucos dias, no principal jornal da cidade do Rio de Janeiro, foi publicada uma matéria a respeito de uma postagem no Facebook, na qual um adolescente xinga uma celebridade apenas pelo fato dela ter a pele da cor negra. Estamos em pleno século XXI e ainda convivemos com esse tipo de preconceito. Com o alcance das redes sociais a milhares de pessoas em apenas um clique, imagine o mal que uma mensagem dessas pode causar para a autoestima delas!

Mas, o que a Doutrina Espírita diz a respeito?

A Doutrina Espírita contribui muito favoravelmente para a extinção dos preconceitos raciais, revelando que somos todos espíritos em evolução, submetidos à experiência reencarnatória. E que podemos ressurgir na Terra como negros, brancos ou amarelos, em qualquer continente ou região, de acordo com os nossos compromissos e necessidades.

Não há por que cultivar discriminações, sejam elas de cor, raça, credo, gênero ou quaisquer outras. Não só porque temos todos a mesma origem - que se perde na noite dos tempos -, mas, sobretudo, porque a Lei Divina determinará que reencarnemos entre aqueles que outrora discriminamos. Há inúmeros relatos em obras mediúnicas, dando-nos notícias de fazendeiros que judiavam dos negros e que retornaram como escravos africanos, antissemitas que voltaram como judeus para sentir na própria pele o que é esse preconceito e muitos outros. Ou seja, as discriminações não fazem sentido algum e quem discrimina aprenderá, de acordo com a Lei de Causa e Efeito, sentindo na própria pele o efeito da sua discriminação, uma vez que “o plantio é livre mas a colheita é obrigatória”.

Durante Sua vida na Terra, Jesus mostrou grande amor e compreensão por todas as pessoas. Ensinou pobres, ricos, rejeitados e pecadores. Ele não fazia nenhuma distinção entre as pessoas. Ensinou-nos a amar a todos e a ajudar-nos mutuamente.

Deus não nos distingue pelos corpos. Todos os seres humanos são iguais na balança Divina e só as virtudes nos distinguem aos olhos de Deus.

Todos os espíritos são de uma mesma essência e todos os corpos são modelados com igual massa.

Quando nossos filhos são os agredidos, precisamos ajudá-los a serem tolerantes com a falta dos agressores. Ensiná-los que todos sofremos injustiças das mais diversas ordens, mas que precisamos aprender a suportar com coragem as humilhações dos outros e pensar que eles são os doentes e ignorantes, que não sabem, na verdade, o que fazem ou dizem. Com amor e compreensão, devemos ajudar nossos filhos a manterem sua autoestima elevada e a não revidar “na mesma moeda”. Suportar com coragem as humilhações é ser humilde e reconhecer que só Deus é grande e poderoso.

Quando nossos filhos são os agressores, é nosso dever ensiná-los a pedir perdão pelo mal que cometeram ao outro, que merece tanto respeito quanto ele. Ensiná-lo, também com amor e paciência, que todos somos iguais e estamos sujeitos a agressões. Que nenhuma agressão é salutar, por mais que possamos achar que temos motivos para isso.

Chico Xavier disse uma vez: “Fico triste quando alguém me ofende, mas, com certeza, eu ficaria mais triste se fosse eu o ofensor... Magoar alguém é terrível!”

Racismo e tolerância são aprendidos. Está aí mais uma missão que os pais devem abraçar para que o mundo se torne cada vez melhor e possamos extinguir esse mal ainda neste século.

Felizmente, também, foi publicado na grande imprensa que a celebridade ofendida perdoou o seu ofensor. O perdão é muito saudável. Embora a dor e a raiva causados por uma ofensa nos machuquem muito, superar e perdoar é libertador e nos libera para seguir em frente sem mágoas ou ressentimentos. Perdoar nos tira um peso e não nos deixa à mercê da ira e da necessidade de vingança, por isso nos faz sentir mais leves e livres. Vamos ensinar as nossas crianças a perdoar e assim estaremos construindo um mundo melhor.

Para os que consideram a necessidade do uso da lei, nos casos mais graves, deixamos para reflexão um ensino precioso da obra "Os Quatro Evangelhos", de Roustaing, que se aplica perfeitamente aos casos de racismo e aos de preconceito, em geral: "Deixai que as leis sejam executadas, quando houverdes inutilmente empregado os meios que a caridade vos faculta para encaminhar os que se tenham afastado dela e do amor" (Tomo I, item 85).

O LADO MAU DO LOBO MAU

Ilustração de um lobo mauÉ comum vermos, ainda nos dias de hoje, crianças com medo do Lobo Mau. Na correria do dia a dia, ele é um grande “aliado” dos pais na lida com as crianças, pois, com o medo do Lobo Mau, elas se acalmam e se tornam obedientes em alguns momentos específicos.

O que os pais e os responsáveis não conhecem é a má consequência emocional que o “lobo salvador” (do ponto de vista deles) tem na psique infantil.

Quando falamos para uma criança que o Lobo Mau está embaixo da cama, dentro do armário ou em algum cômodo da casa, estamos plantando uma semente de medo no emocional da criança e esse sentimento, uma vez alimentado, será usado por ela em futuras tomadas de decisão.

O medo nos aprisiona e corrói a nossa confiança na bondade de Deus. É a causa principal de grande parte das doenças psíquicas, como a depressão, por exemplo, fazendo as pessoas se esconderem, se isolarem e viverem numa incerteza constante. Então, por que alimentar um sentimento que não traz nada de positivo para as crianças?

É na infância que a inteligência emocional é desenvolvida. Queremos que nossos filhos cresçam com saúde e se tornem cidadãos de bem. Para isso, devemos dar a devida importância ao emocional, pois é ele que, alimentado na infância, rege as tomadas de decisão de um adulto.

No grupo Coral da nossa Evangelização Infantil - que recebe crianças de 2 a 5 anos -, trabalhamos com contos e histórias infantis de moral elevada e atividades de pintura e colagem, que têm o objetivo de fixar o conteúdo das histórias, as quais sempre têm relação com a Doutrina Espírita, o cuidado para com o corpo, a amizade e o amor ao próximo.

Durante as atividades, fazemos o acolhimento das crianças, ensinando com amor nas palavras e nos gestos. Mais importante do que a mensagem a ser transmitida, é a forma como a transmitimos, sempre de maneira amorosa e acolhedora, incentivando o trabalho em conjunto, momento em que a criança aprende a lidar com as outras, apesar das diferenças individuais de cada uma delas. Ao término das atividades propostas, fazemos elogios a cada criança, individualmente, fortalecendo, assim, a sua autoestima.

Uma mensagem positiva falada de forma ríspida é acolhida como uma mensagem negativa.

É importante prestar atenção em quais sementinhas vocês - queridos pais e responsáveis - estão cultivando em suas crianças. Sementes de medo ou de amor? Sementes de inferioridade ou de elevação da autoestima?

É fundamental elogiar, abraçar e dedicar tempo com qualidade para nossas crianças, refletindo sobre o impacto emocional que as palavras e ações exercem sobre elas.

Vamos ajudar a formar uma nova geração de adultos emocionalmente inteligentes, contribuindo, assim, para um mundo melhor.

E para vocês - queridos pais e leitores - terminamos o texto com uma mensagem do patrono de nossa Casa, Bezerra de Menezes, na obra Recados do Meu Coração, de José Carlos de Luca:

“O amor acalma e dissolve as tensões. O amor alegra e tonifica o coração. O amor vitaliza e fortalece as células de defesa do organismo. O amor traz a esperança e recupera as células esgotadas. Somente o amor dá sentido à vida e faz com que aquele que ama tenha fortes razões para continuar vivendo através da alegria em servir ao próximo. Recordemos as sábias palavras de Paulo, em sua carta aos Coríntios: ‘O amor tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.’ Que excelente terapia temos às mãos, filhos, através das palavras paulinas, adequadas para todos os problemas diários”.

CONHEÇA O NOSSO GRUPO LARANJA

Foto de menina brincando com uma laranja sobre seu rostoNossa Evangelização Infantil - que vai do nascimento (ou, até mesmo antes, no caso das gestantes) até a pré-adolescência - acontece aos sábados pela manhã e é dividida em sete (7) grupos que têm os nomes de cores: Verde, Coral, Amarela, Lilás, Azul, Laranja e Acerola.

As idades limítrofes de cada um deles não são rigorosas, pois também usamos como atributo a maturidade e a capacidade de acompanhar e compreender tudo o que é colocado. A transferência de grupo de cada criança é discutida ao final do semestre pelos evangelizadores do grupo e informada nas reuniões mensais, que acontecem, geralmente, nos terceiros sábados de cada mês.

Nessas reuniões, são discutidas situações e necessidades dos evangelizadores, com o objetivo de promover os ajustes necessários que o trabalho impõe e, também, ajudar aqueles que de alguma forma precisam de orientação ou apoio, em razão de questões específicas. Eventualmente, são apresentados os trabalhos que estão sendo desenvolvidos pelos grupos, a fim de que todos tomem conhecimento do que está sendo realizado na Evangelização Infantil como um todo.

O trabalho com as crianças e jovens tem como base, certamente, a Doutrina Espírita. São utilizados ferramentas e instrumentos que estimulem a participação dos evangelizandos, de tal forma que estes se sintam à vontade para trazer temas que gostariam de discutir em grupo e, até mesmo, dificuldades que possam encontrar na escola ou nos ambientes que frequentam. O evangelizador acolhe carinhosamente os assuntos trazidos, de forma a ouvir sugestões de todos, sempre à luz da doutrina amorosa e esclarecedora.

Todos os grupos são trabalhados com o lúdico de alguma forma. E por que? Porque esta forma de trabalhar desenvolve a criatividade, aguça a curiosidade e torna fácil a compreensão das coisas. O lúdico faz com que, quando estes evangelizandos já estiverem na idade adulta, possam lembrar de algum ensinamento de forma mais rápida.

O grupo Laranja acolhe crianças de 11 a 13 anos, aproximadamente. Nessa idade, observa-se, na maioria das vezes, diferenças no comportamento e interesses dos evangelizandos. É o momento em que, no geral, as meninas se mostram um pouco mais maduras do que os meninos.

É necessário muito dinamismo nos trabalhos para prender a atenção e forçar os jovens a pensar e para isso criamos “Ideias Âncora”. E o que é isso? “Ideia Âncora” é toda imagem que força a mente a fixar a atenção e gravar essa imagem, não permitindo que se perca logo no minuto seguinte.

Se queremos falar sobre um tema, não devemos usar o livro como base principal, pois muitos ainda não adquiriram o hábito de ler e têm como melhor forma de aprendizado a imagem. Por exemplo, se queremos ensinar o que é caridade, mostramos um filme ou uma imagem de Jesus praticando o bem ou os levamos a aprender a fazer em visitas fraternas, visitando locais que exijam deles o exercício.

Estamos organizando esse tipo de trabalho para que eles possam vivenciar essa experiência. Visitas fraternas a asilos, orfanatos ou outros locais assim forçam o pensamento a, no mínimo, ter algum tipo de sentimento, o que pode despertá-los para algo de bom. Não temos a pretensão de transformá-los em “Franciscos de Assis”, mas, simplesmente, provocar o sentimento.

No grupo Laranja, dividimos o tempo das reuniões entre algumas leituras e atividades lúdicas, como filmes, dinâmicas, teatralização, e tudo que possa tornar aquele momento mais agradável.

Existem duas dinâmicas muito interessantes que tratam de assuntos ligados à Doutrina Espírita. A primeira é a representação do Evangelho no Lar, com os evangelizandos representando uma família – pai, mãe e dois filhos - reunida para essa atividade e com um deles fazendo o papel do Espírito Orientador. Acreditamos que essa dinâmica possa despertá-los para a importância da leitura do Evangelho com a família.

A segunda dinâmica – que procura trabalhar os assédios que recebemos todos os dias - é a de dois espíritos - um bom e outro mau – um “anjinho e um “diabinho”, que ficam na mente de cada um de nós. Um dos jovens fica de olhos vendados e tenta se guiar pelos outros espíritos, sem saber qual é o bom e o mau. O objetivo do espírito bom é fazer com que o jovem consiga pegar algo que está em algum lugar na sala. Já o mau, procura, de todas as maneiras, afastá-lo do lugar onde está esse objeto. Normalmente, utilizamos um bombom.

Ultimamente temos discutido muito o potencial que cada um de nós tem para vencer desafios, valorizando as boas atitudes, como a prática do bem. Mostramos casos de pessoas com deficiências físicas e mentais que conseguem ser independentes e jovens que desde cedo já fazem trabalhos no bem para o próximo. Enfim, procuramos mostrar que quando estamos decididos nada nos impede de fazer coisas que transformem alguém ou algum lugar.

Outra questão importante dentro do grupo é valorizar o respeito pelas diferenças por questões étnicas, sociais, sexuais ou qualquer outro fator que diferencie um ser humano na sociedade em que vive. A questão mais vivida no nosso grupo é a de irmãos com necessidades especiais. Procuramos desenvolver a convivência com este tipo de cuidado.

Os ensinamentos doutrinários estão sempre presentes em qualquer atividade, já que eles têm o objetivo de mostrar o que Jesus veio ensinar.

Como dissemos no início, nosso objetivo não é ensinar a Doutrina Espírita e sim plantar a semente do bem na mente e no coração de cada um daqueles jovens que passam por nossas mãos. E, além disso - e não menos importante -, nós evangelizadores somos os primeiros a aprender com eles.

PRIVACIDADE ADOLESCENTE
E OS RISCOS DA INTERNET

Foto-montagem de jovem sobre imagem de baleia azulUm sinistro jogo viral tem causado alarme no mundo todo. É o jogo da Baleia Azul, disputado pelas redes sociais, que propõe desafios macabros aos adolescentes, como bater fotos assistindo a filmes de terror, automutilar-se, ficar doente e, na etapa final, cometer suicídio.

Outros jogos e ameaças entram em nossas casas e alcançam os nossos filhos a qualquer hora do dia, pela tela do computador ou dos smartphones sem que percebamos. O mundo virtual vai, progressivamente, confundindo os seus limites com o mundo real na vida diária de nossas crianças e adolescentes. A internet, o telefone celular e muitos novos equipamentos de tecnologia da informação vão transformando os comportamentos e as formas de se relacionar com a família, com os amigos e com as novas possibilidades de viajar pelo mundo sem sair de casa.

As recomendações para as famílias são: monitorar o uso da internet, frequentar as redes sociais dos filhos, observar comportamentos estranhos e, sobretudo, conversar e conscientizar os adolescentes a respeito das consequências de práticas que nada têm de brincadeira.

Não devemos nos alarmar. No entanto, também não devemos “deixar a vida nos levar”. Os jovens precisam da internet para estudar, há muitos bons conteúdos na internet. Tudo é simplesmente uma questão de escolha. “Liberdade vigiada” é um bom caminho. Conversar com os filhos sobre os riscos e malefícios dos jogos virtuais e os cuidados que devemos ter ao nos comunicarmos pela internet são os primeiros cuidados que devemos ter. Isso exige uma aproximação entre pais e filhos que será também benéfica para suas relações.

Essas recomendações são fundamentais, mas também é bom os pais ficarem atentos aos demais sinais comportamentais dos seus filhos. Crianças e adolescentes ainda estão em fase de formação e é missão dos pais e responsáveis ajudá-los nesse processo. Uma das principais causas dos jovens sucumbirem ao vício da internet, aos jogos virtuais danosos e ao risco da sua autodestruição é justamente a depressão. Os jovens com sintomas de depressão são os mais passíveis de serem aliciados para esse tipo de prática.

Ficar atentos aos sinais comportamentais dos filhos pode ajudar a identificar se a criança ou jovem apresenta características de depressão. A depressão retira a alegria de viver. Conhecedores que somos de sermos espíritos eternos, é muito importante que, como pais, estejamos atentos às características depressivas de nossos filhos que comumente são: o desencanto com os amigos, o desânimo no cumprimento do dever, sentir-se inútil, baixa tolerância às frustações, irritabilidade sem causas conhecidas, entre outras. Dessa forma, os jovens buscam viver na internet a vida que não conseguem no plano real. O agravamento de problemas mentais, assim como o aumento das frustrações, angústias e decepções pode facilitar a dependência no mundo virtual. Passam a viver uma realidade paralela e, consequentemente, afastam-se cada vez mais do contato social e familiar.

Se for identificada a depressão é preciso que em primeiro lugar queiramos nos curar. É preciso nos aproximarmos de nossos filhos e mostrarmos que estamos com eles, sempre. Que se sintam amados e protegidos e que eles mesmos, com a nossa ajuda, consigam perceber a sua necessidade de cura. Para tanto têm que reconhecer e admitir que estão doentes e que precisam de ajuda. A depressão é um sintoma que nos diz que não estamos nos amando como deveríamos. O caminho para sairmos dela é preencher este vazio com a recuperação da autoestima e do amor em todos os sentidos.

Primeiro, procurando nos conhecer e nos analisar, com o intuito de nos descobrirmos, sem nos julgarmos, sem nos punirmos ou nos culparmos. E depois, nos aceitarmos como somos, com todas as nossas limitações, mas sabendo que temos toda potencialidade divina dentro de nós, esperando para desabrochar como sementes de luz. Isto nada mais é do que desenvolver a fé em si e no criador, sentimento este que transforma e que nos liga diretamente a Deus.

Procurar praticar atividades físicas regulares, como a caminhada, um esporte, um lazer. Lidar com animais, atividades criativas como a pintura, tocar um instrumento, ler... Estas são atitudes que muito ajudarão às famílias a reencontrarem o equilíbrio e a harmonia interior. Manter sempre o bom humor. A mente parada começa a criar pensamentos negativos, que se assemelham a lixos amontoados dentro de casa. A terapia contra a depressão se baseia no amar e no servir, se envolvendo em trabalhos úteis e no serviço do bem. Dificilmente conheceremos um deprimido, entre aqueles que trabalham a serviço do bem. Com estas atividades, estaremos desviando nossa mente dos pensamentos deletérios.

A oração é um recurso indispensável no processo de recuperação. Através dela estabelecemos sintonia com a Espiritualidade Maior, facilitando o caminho para que nos inspirem e revigorem nossas energias. Não nascemos para sofrer. A vontade de Deus é a nossa alegria e a nossa felicidade. Se sofrermos é por nossa causa. Os nossos problemas e nossas dificuldades devem ser interpretados como instrumentos para nossa evolução. O melhor aprendizado é aquele que tiramos de nossa própria vida.

Não devemos abandonar a medicina da Terra. Dentro dos seus limites e da sua capacidade, ela pode nos ajudar através de medicamentos que diminuem os sintomas da depressão. Mas remédio nenhum pode tocar nosso Espírito. Necessário se faz que busquemos o auxílio psicológico. Será somente através de nossa reforma íntima que poderemos alcançar a cura da depressão.

Mas, o melhor tratamento para a depressão é o conjunto de ensinos trazidos por Jesus. A mensagem evangélica que Jesus nos trouxe e que foi legada à humanidade pelos escritos que constituem o novo Evangelho é o mais poderoso e eficaz remédio para a cura da depressão. Através do perdão, do trabalho produtivo em benefício do próximo, da solidariedade e do amor poderemos alcançar a cura, não apenas da depressão, mas de todos os nossos males.

Finalmente, insistimos mais uma vez: pais, pratiquem o Evangelho no Lar! O Evangelho no Lar é uma prática ensinada pelo próprio Mestre Jesus, com a qual formamos as defesas magnéticas da nossa casa, impregnando o ambiente espiritual das energias positivas que desestimulam toda ação maléfica. É uma verdadeira segurança espiritual que passa a funcionar em benefício de toda a família.

A IMPORTÂNCIA DOS ELOS DE AFETO
NA RELAÇÃO COM OS FILHOS

Ilustração - mãos femininas entregando um coração às mãos de uma criançaSer mãe, pai, avó, avô, ou seja, ser responsável por educar alguém é uma missão desafiadora, que gera insegurança e ansiedade por não se saber se estamos indo pelo caminho correto. Essa dúvida aumenta ainda mais quando se tem a noção da diferença entre o aspecto material e o espiritual. A cobrança parece maior, pois o primordial nesse processo é enxergar além da aparência do suposto “casulo”, com a ideia da importância desse vínculo. Ao mesmo tempo que é prazeroso e fascinante, torna-se, também, uma construção diária para todos os envolvidos.

Os laços de afeto com uma criança assemelham-se à espera gradativa do desabrochar de uma linda flor. Depois de colocada a semente, faz-se necessário observar o solo: precisa de luz, de água, tudo na medida certa. O mesmo acontece com a pessoa que recebeu a missão de fazer parte do processo do plantio de valores, de ensinar com objetivo de alcançar o bem, seguindo os exemplos de Jesus Cristo, para que a colheita seja boa e facilite novos desabrochares e frutos para contribuir para um mundo melhor.

Na questão 582 do Livro dos Espíritos é abordada a função dos pais: “Pode-se considerar a paternidade como uma missão?“ R. É, incontestavelmente, uma missão. É, ao mesmo tempo, um dever muito grande e que determina, mais do que o homem imagina, sua responsabilidade para o futuro. Deus colocou a criança sob a tutela dos pais para que eles a conduzam no caminho do bem e lhes facilitou a tarefa ao conceder a ela uma constituição frágil e delicada, que a torna acessível a todas as impressões.

Mas há quem se ocupe mais em endireitar as árvores de seu jardim e em fazê--las render bons frutos, do que em endireitar o caráter de seu filho. Se este sucumbe por erro dos pais, eles receberão a pena disso, e os sofrimentos que a vida futura trouxer à criança recairão sobre eles, pois não fizeram o que dependia deles para o adiantamento do filho no caminho do bem.

A Espiritualidade Superior tudo planeja e nos ajuda o quanto pode para a engrenagem na vida terrena funcionar, através de mútuas trocas, paciência e vontade de acertar, juntamente com a Lei do Amor, pois só ele constrói e é capaz de entender o incompreensível. Se refletirmos, veremos que todas as peças se encaixam: o momento da gravidez, da adoção, de se tornar responsável por um ser em crescimento, tudo está programado, por isso a fé e a confiança são essenciais para exercer tal função.

Nos primeiros sete anos, a tarefa parece ser mais fácil porque as crianças são mais dependentes, exigem a presença dos responsáveis e deixam transparecer uma inocência que seduz a qualquer um. Após esse período, aos poucos, surgem traços desconhecidos, que assustam os que estão engajados no processo de evolução desses indivíduos no plano terrestre. Porém, serão o diálogo, o exemplo e o elogio que servirão como facilitadores nessa fase.

Ninguém gosta de ser criticado o tempo todo, pois isso mexe com a autoestima do ser humano. No Livro “Mulheres Inteligentes, Relações Saudáveis”, de Augusto Cury, é abordada a arte do elogio: ele desfaz inimigos, debela ódios, evita suicídios, enfim, reata relações. A crítica excessiva contrai a espontaneidade, e o elogio realça a autoconfiança... Elogiar é encorajar a caminhada, é propiciar força nas intempéries, coragem nos tropeços e créditos na superação.

É salutar ver a sutileza do exemplo. Alguns dias, através de observações para escrever este artigo, foram analisadas três crianças.

A primeira, de três anos, gritava com sua mãe, que lhe dizia que gritar é feio e que não se deve responder aos mais velhos. A mãe recebeu, então, como resposta o seguinte argumento: “Você grita com a vovó, que é sua mãe e é mais velha.”

O segundo exemplo vem de uma criança de sete anos que mostra não compreender as recomendações da professora para evitar ficar jogando no celular durante muito tempo direto. Após ouvir atentamente o que lhe foi explicado, ela diz que seus pais vivem grudados no celular e que então ela também pode.

O último exemplo, é uma pré-adolescente, que, sem perceber, tem os hábitos da mãe. Quando esta desce do carro e a deixa com o pai, ela vai para frente, tira os sapatos, coloca os pés para cima e liga o rádio na estação de que gosta. Vejam como as atitudes são observadas nos mínimos detalhes.

No livro “As Crianças Aprendem o que Vivenciam”, de Dorothy Law e Nolte Rache Harris, é possível acompanhar mais explicações sobre o poder do exemplo na educação dos filhos:

Seus filhos estão prestando atenção em vocês. Talvez não ao que vocês lhes dizem para fazer, mas certamente ao que de fato veem vocês fazerem. Vocês são o primeiro e mais importante exemplo a seguir... As crianças são como esponjas. Absorvem tudo o que fazemos, tudo o que dizemos. Aprendem conosco o tempo todo, mesmo quando não nos damos conta de que estamos ensinando.

Esses laços, são, enfim, como pontes para evolução de todos os envolvidos nessa linda missão. O “Evangelho Segundo o Espiritismo”, no capítulo IV, relata que esses laços não são destruídos pela reencarnação; pelo contrário, ficam mais fortalecidos. Deus permite, nas famílias, essas encarnações de Espíritos antipáticos ou estranhos, com o duplo objetivo de servir de prova para alguns e de meio de adiantamento para outros.

Consequentemente, com essa explicação, conclui-se que os elos de afeto com os filhos são basilares para construção de um mundo melhor através do que é plantado, porque sendo bons semeadores, colheremos boas ações, bons sentimentos e julgaremos menos o próximo pelo simples fato de nos sentirmos responsáveis pelo todo.

A IMPORTÂNCIA DE LER
PARA AS CRIANÇAS

Foto de mãos adultas e infantis sobre um livroNa atualidade é muito comum observar as crianças expostas a vários estímulos provenientes de recursos tecnológicos tais como televisão, smatphones, tablets. Com frequência, vemos até mesmo bebês assistindo aos filmes por meio de tablets, distraindo-se nos restaurantes enquanto seus pais fazem suas refeições. Pode ser cômodo para seus pais e responsáveis, mas o resultado pode ser catastrófico.

Goethe, famoso escritor alemão, afirmou que “ler é a arte de desatar nós cegos”. Nós, espíritas, sabemos que cada espírito reencarnante é um ser em evolução e, na qualidade de pais e responsáveis, temos a missão de ajudá-los nessa empreitada. “Toda criança é um mundo espiritual em construção ou reconstrução, solicitando material digno a fim de consolidar-se.” (André Luiz, Sinal Verde, 45. ed., p. 38).

O que nossas crianças consomem, desde sua tenra idade, cabe a nós orientarmos. Não somente no que diz respeito ao alimento do corpo, mas também ao do espírito.

São muitas as vantagens de se ler para as crianças, e vamos citar aqui apenas algumas:

Mergulhar em histórias, sejam de ficção ou não, é parte do desenvolvimento infantil e permite que as crianças lidem melhor com suas realidades internas emocionais, de acordo com os sentimentos passados pelas histórias.

Em um estudo conduzido pela Fundação Nacional de Leitura Infantil dos Estados Unidos comprovou-se que crianças em contato com os livros desde bebês se tornam adultos mais confiantes e preparados não apenas para os estudos, mas para a vida como um todo.

É muito importante que os pais ou responsáveis escolham e leiam antes o material a ser apresentado, preparem um espaço para esse momento, criem uma atmosfera em sua própria casa. Busquem fazer com que esse momento seja prazeroso para todos. Também neste caso é importante “dar o exemplo”. Não adianta criar o hábito de ler no filho se os próprios pais ou responsáveis não fazem o mesmo.

Chico Xavier, o venerável médium, durante sua trajetória mediúnica deixou para a humanidade o mais precioso legado, que são os livros espíritas e, como parte integrante, os clássicos infantis, entre os quais destacamos:

A obra infantil psicografada por Chico Xavier é como joia rara para todos os que se preocupam com o processo educativo da criança, conscientes das verdades trazidas pela codificação espírita, quanto à importância desse período para a reeducação do espírito

“Uma vida se faz de histórias, as que vivemos, as que contamos e as que nos contam” (Corso e Corso - 2006, p. 23). Que possamos ampliar as experiências das nossas crianças, unindo-nos cada dia mais a elas, contribuindo dia após dia para o seu desenvolvimento não só intelectual, mas primordialmente, espiritual.

Na biblioteca da nossa Casa há um espaço preparado com muito amor com diversas publicações destinadas ao público infantil. Faça uma visita! Aproveite o embalo e conheça também, aqui mesmo em nosso site, nossas Sugestões de Leitura.

VEGETARIANISMO E ESPIRITISMO

Foto de menina vestida de mestre-cucaUma questão polêmica, ainda nos dias de hoje e pouco discutida no meio espírita, é sobre o vegetarianismo. O espírita é obrigado a ser vegetariano? Não, o espiritismo prega o livre-arbítrio e portanto não obriga nada a ninguém.

O vegetarianismo é dividido em 4 grupos, sendo que nenhum desses consomem carne:

  1. Ovo-lacto vegetariano: não consome nenhum tipo de carne, consome ovos e leite;
  2. Lacto-vegetariano: não consome nenhum tipo de carne e ovos, consome leite;
  3. Vegetariano restrito ou puro: não consome carne, leite, ovos, mel e derivados;
  4. Vegano (do inglês vegan): não consome carne, ovos, leite, mel e derivados; não utilizam vestuários com material de origem animal e nem produtos testados em animais.

Kardec sempre nos instruiu ao estudo científico, filosófico e doutrinário, e ainda citou que fé inabalável é aquela que pode encarar frente a frente a razão, em todas as épocas da Humanidade. Seres inteligentes que somos, e com toda a disponibilidade que temos de informação nos dias de hoje, podemos procurar meditar e tirar nossas próprias conclusões acerca da necessidade de nutrirmos os nossos corpos por meio do sacrifício da vida dos animais, nossos irmãos em evolução.

Em se tratando de questões alimentares, sabemos que a ciência da nutrição é bastante recente na história humana. Só em 1902 surgiu o Curso de nível Universitário na formação de dietistas – os precursores da nutrição - e é somente em 1946 que a Organização Mundial da Saúde (OMS), com sede em Genebra, iniciou a divulgação e execução de programas específicos ligados à produção e estudos sobre alimentos, marcando o aperfeiçoamento profissional da nutrição.

Só muito recentemente esta ciência demonstrou que encontramos no reino vegetal todos os nutrientes necessários para a promoção e manutenção de nossa saúde, sendo desnecessário o uso de produtos de origem animal em nossa dieta cotidiana.

Ser vegetariano não implica em ser bom, e não ser, não implica em ser ruim. Entretanto, sem dúvidas, quando se deixa de comer nossos irmãos, a sintonia com energias elevadas se dá mais facilmente. Lembrando uma citação de Babajiananda, um sábio irmão: "Não é deixando de comer carnes que o ser se espiritualiza, é se espiritualizando que ele deixa de comer carnes.”

Adicionalmente, há nos dias de hoje, a preocupação com o meio ambiente. Diversos estudos sobre questões ambientais têm apresentado evidências robustas de que o consumo de carne animal acaba por gerar problemas de ordem ambiental, além de complicações físicas para o consumidor.

Em pesquisa realizada pela nutricionista Aline Martins de Carvalho, da FSP (Faculdade de Saúde Pública da USP), descobriu-se que “o consumo excessivo de carne foi verificado em grande parte da população pesquisada, com aumento significativo ao longo dos anos, relacionado com pior qualidade da dieta em homens e considerável impacto ambiental”. Concluiu ainda, que “as carnes vermelhas e processadas têm sido relacionadas com aumento do risco de câncer de cólon e reto, doenças cardiovasculares, diabetes e ganho de peso” (p. 01, 2012). Tal dissertação resultou no artigo científico “Excessive meat consumption in Brazil: diet quality and environmental impacts”, publicado na revista científica inglesa Public Health Nutrition.

Realizando pequeno exercício filosófico, devemos alinhar nossos saberes com a questão de amarmos Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos.

Como amar a Deus se confinamos, privamos e matamos suas criaturas pelo prazer efêmero de nosso paladar, ocasionando tantos transtornos à nossa volta?

No livro Missionários da Luz, capítulo 4, o Espírito André Luiz, descreve o ambiente de um matadouro aos leitores, dizendo estar junto de Alexandre, um benevolente instrutor, que o faz compreender a questão do vampirismo espiritual, naquele caso resultante das ações criminosas dos homens junto aos animais. Comenta o instrutor de André que no futuro da humanidade o estábulo será tão sagrado quanto um lar terrestre.

Entretanto, comenta que na atualidade, infelizmente “Os seres inferiores e necessitados do Planeta não nos encaram como superiores generosos e inteligentes, mas como verdugos cruéis”.

Nem poderia ser de outra forma, dada a maneira como tratamos estes seres.

Alexandre continua seus ensinamentos, afirmando que nossos irmãos animais “aceitam o cutelo no matadouro, quase sempre com lágrimas de aflição, incapazes de discernir com o raciocínio embrionário onde começa a nossa perversidade e onde termina a nossa compreensão”.

E, colocando-nos de frente com a questão paradoxal que nos envolve a existência, comenta:

“Se não protegemos nem educamos aqueles que o Pai nos confiou, como germens frágeis de racionalidade nos pesados vasos do instinto; se abusarmos largamente de sua incapacidade de defesa e conservação, como exigir o amparo de superiores benevolentes e sábios, cujas instruções mais simples são para nós difíceis de suportar, pela nossa lastimável condição de infratores da lei de auxílios mútuos?”

O Espírito Irmão X, em seu texto intitulado “Preparação para a Morte”, buscando cooperar com os irmãos que logo mais atravessarão os portões do além túmulo, inicia dizendo sobre a necessidade primordial de nos abstermos do consumo de produtos de origem animal a fim de facilitarmos nosso ingresso no Plano Espiritual.

Recomendou-nos ele:

“Comece a renovação de seus costumes pelo prato de cada dia. Diminua gradativamente a volúpia de comer a carne dos animais. O cemitério na barriga é um tormento, depois da grande transição. O lombo de porco ou o bife de vitela, temperados com sal e pimenta, não nos situam muito longe dos nossos antepassados, os tamoios e os caiapós, que se devoravam uns aos outros.”

O Espiritismo, em seu aspecto moral de justiça, amor e caridade, sempre condenou os excessos. Uma vez comprovada a não necessidade da morte do animal para nosso sustento, devemos trilhar outros caminhos, mais sensatos, corretos, éticos.

Por fim, compreendemos que a evolução do planeta passa, invariavelmente, pela questão alimentar.

Este salto, importante e fundamental, ocorrerá a partir da mudança de cada um, reconhecendo nos animais o próprio Criador em sua expressão de amor e benevolência.

Já temos muita informação sobre o assunto, sendo cada um capaz de discernir o certo do errado, o bom do ruim.

Não é só questão de modificar a dieta, é necessário reformar a alma.

LIMITES

Pés de crianças sobre uma faixa com a indicação de não ultrapasseHá tempos esse tema vem sendo debatido nas escolas, nas reuniões de pais, na sociedade em geral. Um fato assustador ocorreu no Brasil em 2016, quando um adolescente de 13 anos, trancado em seu quarto, jogando no computador pela internet, se enforcou ceifando sua própria vida. Este fato chocante demonstra que os limites estão sendo ultrapassados e com consequências terríveis.

Mas, o que são limites? De acordo com o Novo Dicionário Aurélio, “limite” é o ponto que não se deve ou não se pode ultrapassar. E “valores” são normas, princípios ou padrões sociais aceitos ou mantidos por indivíduo, classe ou sociedade.

A infância é o período mais propício para o desenvolvimento do processo educativo. Levando-se em consideração que a criança é um ser eterno, ou seja, um viajor da eternidade, faz-se necessário despertar valores latentes. Os pais e responsáveis têm a elevada missão de cumprir essa tarefa. Mais do que missão, é um dever pelo qual será cobrada a devida a prestação de contas futura.

André Luiz, no livro “Mecanismos da Mediunidade” informa que, "O lar é o mais vigoroso centro de indução que conhecemos na Terra". “(...) O Espírito reencarnado, no período infantil, recolhe dos pais os mapas de inclinação e conduta que lhe nortearão a existência, em processo análogo ao da escola primária, pelo qual a criança é impelida a contemplar ou mentalizar certos quadros, para refleti-los no desenvolvimento natural da instrução". Complementa Emmanuel: “O período infantil é o mais sério e o mais propício à assimilação dos princípios educativos”.

A palavra chave no relacionamento entre pais e filhos é "exemplo" – Não é só falar, é fazer.

Do livro - Educação limites e afetividade - da educadora Edileide de Souza Castro, anotamos 10 atitudes que facilitam a construção de limites, mantendo a afetividade:

  1. Trate o comportamento do seu filho sem irritação ou raiva.Jamais diga: "Eu tenho ódio dessa sua atitude".
  2. Admita os comportamentos inadequados e trate-os distante de outras pessoas. Jamais diga: "Meu filho não faria isso!"
  3. Diferencie a criança ou adolescente do erro. Não condene. Jamais diga: "Você é um marginal".
  4. Associe o toque físico afetivo às palavras de correção. Finalize a conversa com um abraço.
  5. Use o “não” de maneira sábia e equilibrada. Não diga "não" agora e "sim" daqui a pouco.
  6. Evite manipular ou deixar-se manipular. Se você não fizer isso, não vai ganhar... Só faço isso, se você me der...
  7. Trabalhe suas emoções para não fazer compensações ou concessões por sentimento de culpa. A mamãe ou o papai vai precisar sair, mas vai trazer um presentinho pra você.
  8. Evite o jogo do “empurra-empurra”. Jamais diga: "Deixe seu pai chegar que você vai ver". Resolva!
  9. Seja coerente na rotina. Seja o exemplo.
  10. Seja perseverante e consistente.

Pais espíritas sabem que precisam ser para os filhos exemplos sadios e geradores de força moral para que, por meio de diálogos (e não monólogos), de conversa amiga (e não de ditadura familiar) sejam estabelecidos os limites indispensáveis para que princípios sólidos lhes sejam fornecidos de base para a formação do caráter em desenvolvimento. Precisam, muito, desenvolver a paciência, que uma vez conquistada nunca a perderão. Ela é a indispensável aliada do amor na sublime batalha da educação.

Munidos desta convicção, os pais espíritas se empenharão em formar seus filhos pelo método do amor e do respeito, considerando-os, tais como a si mesmos, espíritos em evolução, em alguns casos, até mais evoluídos... E, em conjunto da instrução formal, lhes darão a educação moral e a espiritual, completada pelo estudo do evangelho no lar e pela Escola de Evangelização.

Filhos assim concebidos e criados, vivendo num meio saudável e fraterno, jamais precisarão de tapas ou de gritos, pois desde cedo aprenderão a respeitar a vida em todas as suas manifestações, inteirando-se aos poucos das realidades da encarnação.

PARENTESCO ESPIRITUAL E CORPORAL

Foto de silhutetas de uma família sob a luz do solO ser humano, de acordo com a filosofia, deve estar pronto para refletir e indagar sobre diversos assuntos. Geralmente, está em busca de respostas para compreender o mundo e a si mesmo. Isso é belo, porque deixa explícito que é um eterno aprendiz. Esse processo de construção simboliza uma evolução através do aperfeiçoamento. É interessante observar conversas, desabafos entre amigos e até postagens em redes sociais com dizeres sobre as dificuldades, decepções com parentes, logo surgem citações como: “Existem amigos que valem mais do que um irmão.”; “Eu não escolhi minha família, mas meus amigos sim” . Há uma inquietude e carência natural nos dias atuais. Todos necessitam de afeto. Quem não gosta de um ombro amigo e até mesmo um colo para ser acalentado nos momentos mais complicados?

A família é a primeira escola para as pessoas treinarem a arte da convivência e permitir o amadurecimento individual através de afinidades e também desafetos.

Então, por que gostar mais de alguém que não faz parte do contexto da consanguinidade ou gostar mais de um parente do que outro?

Nada é por acaso de acordo com a doutrina espírita. Ela faz chegar à conclusão que os elos espirituais ultrapassam o elo corporal. O corpo é o envoltório, ele é frágil e passageiro perante o espírito, pois este sobrevive a cada encarnação. Gradativamente, aparece a diferença entre a família corporal e a família espiritual.

Os laços espirituais estão baseados nos reencontros de vidas pretéritas, por isso há tanto prazer de estar ao lado de alguém que não faz parte do vínculo de parentesco biológico.

A afetividade, atualmente, está sendo mais valorizada em relação à genética apenas. Quantos pais biológicos rejeitam seus filhos ou não assumem a responsabilidade expressa no Estatuto da Criança e do Adolescente e na nossa Constituição Federal? Tendo como alicerce o Direito de Família existem vários tipos de família, no entanto uma delas está num momento histórico, que é a família socioafetiva. Discussões e processos judiciais estimulam os magistrados e a própria sociedade a visualizar essa questão.

Nesse ano de 2016, houve uma decisão do Supremo Tribunal de Justiça, em cujo julgamento, por oito votos a dois, os ministros seguiram o voto do relator, Sr. Luiz Fux. O ministro entendeu que é possível o reconhecimento de outro tipo de paternidade que não deriva do modelo tradicional do casamento. Para a presidente do STF, Sra. Carmen Lúcia, "amor não se impõe, mas cuidado, sim.” Segundo a ministra, o direito ao cuidado é assegurado nos casos de paternidade e maternidade.

"Alguém que cuidou com afeto, cuidou muito mais e foi muito mais pai, às vezes, do que este outro. No entanto, o que nós estamos decidindo aqui não é por um ou por outro, mas pelos deveres decorrentes da paternidade responsável", argumentou a ministra.

O Direito é dinâmico, acompanha a sociedade. Para ele é importante analisar caso por caso, pelo simples fato de nenhuma família ser igual a outra.

No livro de Hélio Ferraz de Oliveira, que aborda sobre o tema da Adoção, é citado, logo no início, a seguinte escrita: “ A filiação é obrigatória até mesmo aos filhos biológicos, pois, após cortado o cordão umbilical, os elos que unem filhos e pais é somente o afetivo.”

As cortinas da vida abrem para um cenário mais sensível, afetuoso com base no mais nobre sentimento, o Amor.

A adoção é um grande exemplo do vínculo espiritual, onde esse sentimento é latente.

Como explicar corações disparados com apenas um olhar ou troca de poucas palavras entre o adotante e o adotado, apesar de tanta burocracia para ser concretizado um gesto tão nobre? Ambos se adotam e no interior está guardada a alegria de reencontrar uma das peças importantes do quebra-cabeça de sua trajetória de vida. Eles se adotam, ultrapassam a questão de terem ou não o mesmo sangue.

Pode-se dizer que todos são adotados, porque Deus é verdadeiro e único Pai da humanidade. Interessante entender que os genitores estão exercendo tal função em determinado período limitado. A cada encarnação os papéis se invertem, porém em todas elas o Pai Celestial permanece com a função do grande protetor de seus filhos.

Ter uma nova oportunidade concedida pelo Pai Celestial é a tentativa de desabrochar melhores sentimentos e praticar o Bem na esfera terrena para amenizar fatos de outras encarnações, para crescer apesar das diferenças. De acordo com O Evangelho Segundo o Espiritismo, capítulo XIV, Allan Kardec esclarece que os laços de sangue não estabelecem, necessariamente, os laços entre os Espíritos. Ressalta que não foi o pai quem criou o Espírito do filho, ele fez senão fornecer-lhe um envoltório corporal. Ressalta ainda que: "Não são os da consanguinidade os verdadeiros laços de família e sim os da simpatia e da comunhão de ideias.” No mesmo capítulo, é abordada a citação de Jesus: “Aqui estão minha mãe e meus irmãos.” Com essas palavras, revela que a verdadeira família é aquela ligada por laços do espírito.

Todos são membros da família universal pelas leis divinas independente de raça, classe social, religião ou gênero. Conscientizar-se da ligação espiritual é o primeiro passo para compreender a necessidade de amar, de acreditar na união e na existência da soma e multiplicação do Bem com fim de contribuir para o mundo de regeneração.

Para reforçar esse pensamento seria bom que a maioria dos leitores tivesse tempo para conhecer A Lei do Amor, com base no Evangelho Segundo o Espiritismo, porque orienta a felicidade dos seus seguidores, depois serão incapazes de conhecer a angústia da alma, a miséria do corpo. Quem segue essa norma é capaz de entender o verdadeiro significado de Ser Cristão. Enfim, o amor é essência divina, e, possui a chama do fogo sagrado.

ENTREVISTA INICIAL

Foto de bebê com cara de intelectualEstamos estreando, neste mês de novembro de 2016, o espaço dedicado à Evangelização no site da nossa Casa. E, portanto, nada melhor do que começar apresentando o trabalho realizado aos sábados. Para isso, conversamos com Mário Danner, coordenador da Evangelização Infantil – que acontece aos sábados pela manhã – e com o superintendente-geral, Evaldo Feliciano, responsável pela Evangelização como um todo – Evangelização Infantil e Mocidade, que acontece aos sábados à tarde e é coordenada pelo nosso irmão Rodrigo Costa.

Nesta entrevista, nossos irmãos comentam sobre o lindo e importante trabalho realizado pela CRBBM na evangelização de espíritos. Como o texto ficou grande, vamos dividí-lo em duas postagens.

Mas como dito acima, trata-se do pontapé inicial da Evangelização neste espaço. Pretendemos abordar aqui diversos temas de interesse dos pais e responsáveis, assim como também dos jovens da nossa sociedade.

Venham nos visitar mais vezes! Muitas novidades e muita conversa teremos por aqui! Proponham sugestões, façam as perguntas que gostariam de ver esclarecidas à luz da Doutrina Espírita e, finalmente, venham nos visitar aos sábados. Esperamos por vocês!

1) Como era e como é, hoje, a Evangelização da CRBBM?

Mário: Estou na Casa há mais de 15 anos e a Evangelização foi o meu primeiro trabalho. No início, era um grupo muito pequeno. Nos reuníamos em roda - todos os evangelizadores, pais, responsáveis e as crianças - no segundo andar, onde todos se harmonizavam juntos. A harmonização já era feita com música, com alguns violões de familiares e, também, músicas de CDs. Usávamos muito esse recurso. Foi um início de muito aprendizado para mim. Até hoje é. Mas não abríamos mão de duas coisas: as diretrizes da Casa – que já eram a nossa base desde então - e a orientação da FEB para a Evangelização Infantil. Estruturamos a nossa Evangelização a partir dessas orientações. Além disso, não abrimos mão do foco que são as crianças e os pais e responsáveis. Nossa meta é a evangelização de pais, responsáveis, tios, avós e das crianças também. Porque uma não acontece sem a outra. Na verdade, acreditamos que quem realmente evangeliza é a família. Nós apenas orientamos, organizamos e damos o impulso necessário para que a evangelização aconteça seis dias da semana na casa das famílias e, pelo menos, um dia na nossa Casa, durante uma hora e meia. A nossa Evangelização cresceu muito, graças a Deus e graças aos mentores da Casa, porque, à medida que o trabalhador fica pronto e aparece, o trabalho também aparece. E, de lá para cá, desses mais de 15 anos até hoje, vimos a nossa evangelização crescer muito em quantidade, qualidade e complexidade. Nosso compromisso e desafios aumentaram muito. E também nossas responsabilidades! A nossa preocupação é nos preparar cada vez melhor para atender essas crianças e também nos evangelizar. Não existe evangelização sem evangelizador evangelizado, isso é muito importante. O início de tudo é a evangelização do evangelizador e, para isso, é muito importante o estudo e a participação nas reuniões da nossa Casa. E continuamos o nosso trabalho, cada vez mais nos preocupando com a organização e com a estrutura. Hoje, atendemos crianças desde os 6 meses de idade - no grupinho “Verde” - até os 14 anos – no grupo Acerola -, já preparando a transição para a Mocidade. A nossa preocupação continua, nosso foco permanece e agradecemos muito à Espiritualidade por essa oportunidade maravilhosa da evangelização dos espíritos encarnados e desencarnados que recebemos todo sábado pela manhã em nossa Casa.

Evaldo: Eu só tenho 15 anos na Casa. Nesse período, a Evangelização cresceu muito em quantidade e em qualidade também. Ela é feita de uma maneira muito gostosa. Todos nós estamos crescendo muito com o trabalho ao longo desse tempo. Lembro-me de que, há um tempo atrás, havia somente três grupos , com aproximadamente 20 crianças no total, e, hoje, temos sete grupos, com a soma de aproximadamente 100 crianças. Ou seja, em 15 anos a nossa Evangelização praticamente quintuplicou.

2) Qual é o papel do evangelizador nesse trabalho?

Mário: O papel do evangelizador na nossa Casa é muito importante. O evangelizador é um elo essencial dessa corrente de luz, que começa no Alto, sob a orientação dos nossos Mentores - que nos induzem intuitivamente, orientam, acompanham e amparam durante todo o tempo do trabalho dentro e fora da Casa. Como o evangelizador trabalha com a sensibilização de espíritos de crianças, não importa a idade, ele precisa se sensibilizar, estar mais preparado, se autoevangelizar e autoconhecer cada dia mais. E, para isso, não há outro caminho senão o estudo e as ações no bem. A frequência à Casa é fundamental, com certeza, mas se sensibilizar com tudo o que está à sua volta e com os problemas que vivemos é muito importante também. Esse evangelizador precisa estar atento a todos os acontecimentos, pesquisar muito, trazer novas metodologias, estar sempre buscando a ludicidade, brincadeiras, músicas, vídeos, dramatizações, textos, notícias de jornal, tudo o que possa despertar nas crianças a consciência cristã que guardamos dentro de nós. O evangelizador tem o papel de ser um elo dessa corrente e poder estruturar esse trabalho - eminentemente coletivo - dentro da Casa Espírita. Essa é uma característica da Evangelização e do evangelizador da nossa Casa: todo o trabalho é coletivo, tudo é discutido, decidido e encaminhado a partir das decisões de um colegiado, de um grupo, praticamente de todos que trabalham na nossa Evangelização. É um trabalho contínuo, de muita alegria e, ao mesmo tempo, de muita responsabilidade, autocrescimento e evolução. Os maiores beneficiados com a Evangelização Infantil talvez sejam os próprios evangelizadores, pois recebem muito da Espiritualidade. A troca realizada com as crianças e com as famílias nos faz crescer muito.

Há também um outro aspecto muito importante do papel do evangelizador da Casa que gostaria de citar: o de acolher. Desde o portão de entrada, passando pelo corredor, pelo salão, em todos os lugares e em todo o tempo, o evangelizador está acolhendo esses espíritos, crianças e famílias, muitas delas chegando angustiadas, com dificuldades na educação dos seus filhos, buscando orientação. O acolhimento, o saber ouvir, é de fundamental importância dentro do nosso trabalho como evangelizadores.

Evaldo: O objetivo principal do evangelizador, a meu ver, é o de despertar no evangelizando o interesse pela doutrina que Jesus nos ensinou. Com os pais e responsáveis, é a mesma coisa, com a diferença que eles têm também a responsabilidade de fazer com que as crianças venham à Casa. Eles também estão sendo evangelizados, mas têm uma responsabilidade a mais: trazer as crianças e ajudar na evolução desses espíritos.

Mario e Evaldo, dois dos responsáveis pela nossa Evangelização da Família3) E como se dá o papel das famílias nesse processo?

Mário: Nós costumamos dizer que os verdadeiros evangelizadores das crianças são os pais ou responsáveis pela educação delas. A melhor evangelização que podemos ter é dentro da própria família. E o papel do pai, da mãe, do tio, da tia, da avó, do avô é ser modelo de comportamento, de caridade, de tudo aquilo que pregamos no Centro Espírita. A família como um todo é o melhor exemplo e a criança vai aprender por meio desse exemplo e não apenas com as palavras, histórias, músicas, vídeos, com todos os recursos pedagógicos que pudermos usar. Os pais e responsáveis têm o melhor recurso pedagógico que existe, que é o exemplo. O seu papel é central. Podemos dizer que a base da evangelização, os melhores resultados do trabalho acontecem a partir da evangelização dos pais e responsáveis e do modelo que eles são para os seus filhos. A presença da família, todos os sábados, trazendo os seus filhos à nossa Casa, participando, se envolvendo e sempre buscando aplicar todos os preceitos que aprendemos nas palestras dentro da vida cotidiana do lar é fundamental. Porque essa é a melhor maneira de aprender; os pequenos aprendem através do exemplo.

Evaldo: Como já falei anteriormente, o papel primordial da família, a meu ver, é o de trazer as crianças para a Casa e, principalmente, por meio de bons exemplos, mostrar como devemos nos comportar, porque a melhor maneira de ensinar é dando bons exemplos.

4)Como vocês veem a Evangelização da nossa Casa nos próximos cinco anos?

Mário: Eu vejo que já existe a semente de um trabalho. Já há uma estrutura, um pensamento da própria Casa no sentido de valorizar o trabalho da Evangelização, seja a Infantil ou a Mocidade. Não imagino outra coisa a não ser a continuação do trabalho, sempre agregando novos trabalhadores, novas experiências, novas ideias. A chegada de novas crianças é sempre uma expectativa grande. Nós as recebemos com muito carinho e é muito importante o trabalho HOJE, pensarmos no melhor que pudermos fazer HOJE. Desejo sempre o melhor, que cheguem mais crianças, mais evangelizadores e que estejamos cada vez mais e melhor preparados para cumprir o nosso papel de formiguinhas. Somos verdadeiras formiguinhas nesse trabalho que vem do Alto. O trabalho vem com a inspiração da Espiritualidade e, graças a Deus, estamos tendo a oportunidade de realizá-lo com todo amor e da melhor maneira possível.

Evaldo: Tenho certeza de que a evangelização nos próximos cinco anos terá evangelizadores ainda mais bem preparados do que hoje. Trabalho com crianças de sete e oito anos, e atualmente, elas chegam muito mais preparadas. Temos observado que a base está sendo cada vez melhor; já não se assustam mais com espíritos ou mesmo com o tema da morte. Acredito que seja devido ao momento do nosso planeta, que está passando por uma grande transformação.

5) Quais são as orientações dos Mentores da Casa em relação à Evangelização?

Mário: Talvez a principal orientação que os nossos Mentores nos têm transmitido nos últimos tempos seja a de unificar a Evangelização, a de formar um só corpo de evangelizadores, seja na Evangelização Infantil ou na Mocidade. Acolher com amor e carinho todos os jovens, crianças e familiares que chegarem à nossa Casa. Receber todos de braços abertos, estimulando a autoevangelização dos evangelizadores e a educação espírita, dentro de uma Pedagogia Espírita muito bem traçada e planejada por nós e sempre com a orientação do Alto, para que possamos ver a cada dia a caminhada dessas crianças e jovens que, futuramente, como planejam também nossos Mentores, serão os futuros médiuns e trabalhadores da Casa. É isso que esperamos e trabalhamos para que essas ideias sejam corretamente aplicadas.

Evaldo: Além da orientação dos Mentores a respeito da evangelização como sendo única, desde a Infantil até a Mocidade, cabe frisar que, se conseguirmos fazer um bom trabalho, estaremos preparando essas crianças e jovens para serem os adultos do futuro e, dessa forma, ajudando o Brasil a realmente se tornar o Coração do Mundo e a Pátria do Evangelho. O que não é um determinismo e, sim, uma possibilidade. Temos de fazer a nossa parte e fazer por onde merecer. A evangelização, com a orientação das crianças e jovens para que trilhem o caminho do bem, pode evitar o sofrimento no futuro. É importante ressaltar que na Noite da Saudade - que acontece nos segundos sábados de cada mês - estamos recebendo várias mensagens alertando sobre a importância do trabalho da evangelização de crianças e jovens e quanto à necessidade de que os pais e os responsáveis se esforcem para que essas crianças e jovens venham à nossa Casa a fim de absorver os conhecimentos da Doutrina Espírita. Quem tem uma religião, pensa duas vezes antes de fazer uma bobagem. Evangelizar é muito gostoso e eu fico muito contente por estar aqui durante todo esse tempo e perceber que as famílias estão ficando mais alegres e animadas. Fico muito feliz por participar desse grupo e perceber o interesse de todos em acertar.

SUGESTÕES DE LEITURA

Capa do livro Nossos Filhos são Espíritos

Neste livro o autor Hermínio Miranda lança um olhar mais atento ao mundo das crianças e bebês. São eles, antes de mais nada, espíritos milenares. Cada qual com a sua bagagem de tendências e limitações a serem vencidas. Aos familiares cabe a tarefa de ajudá-los a progredir neste mundo, construindo uma nova bagagem de experiências. Utilizando como suporte pesquisas científicas sobre o tema, Hermínio vai desdobrando os mistérios da criança. A leitura é proveitosa e cheia de casos curiosos.

Capa de exemplar da coleção Conte Mais

A coleção Conte Mais é constituída de quatro volumes com uma coletânea de histórias educativas infanto-juvenis, de cunho moral elevado e destinado a colaborar na formação de uma personalidade sadia. O material é destinado à crianças a partir dos três anos de idade. A linguagem simbólica da narrativa representa ótimo recurso para o desenvolvimento da inteligência emocional. As histórias que compõem os quatro livros foram organizadas pela professora Eloína da Silva Lopes e Sonia Alcade e remonta o ano de 1948. Algumas vinham pela via mediúnica, através da intuição ou da psicografia, nas atividades mediúnicas que os componentes da equipe participavam nas suas casas espíritas. Cada uma era analisada, revisada, aperfeiçoada e colocada dentro das regras da gramática e da literatura infanto-juvenil

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Capa do livro Família e Espiritismo

O obra apresenta sólidas bases para compreendermos as questões fundamentais da existência. Relata certos temas relativos à vida em família, que não foram abordados por Allan Kardec na Codificação, pois, naquele contexto histórico, não cabia discutir assuntos como adoção por casais homoafetivos, divórcio, educação dos filhos, barriga de aluguel, guarda compartilhada, alienação parental, entre outros. A proposta dos autores é a análise dos diversos temas polêmicos de interesse imediato das famílias, com fundamento na Doutrina Espírita e no Direito. É grande contribuição, pois esclarece assuntos de grande relevância para toda a sociedade com o foco na instituição familiar, que tem se mostrado tão frágil diante de novos e de antigos desafios. É um excelente "roteiro espírita" para aprofundar seus estudos sobre as questões debatidas no decorrer do livro.

Capa do Livro Família

A obra escrita por diversos espíritos fala sobre a família terrestre, com toda sua complexidade, através de pequenos textos para estimular a reflexão sobre as responsabilidades e compromissos, alegrias e bênção da vida familiar na Terra. Fala sobre a tentativa do reajuste e do aperfeiçoamento mútuos, da felicidade no parâmetro da Vida Espiritual.

Capa do Livro Filho Adotivo

A obra fala sobre um casal jovem de condições bem diferentes, mas que resolvem se casar apesar da vontade de seus familiares. Passam por dificuldades esperadas e mostra uma reencarnação que tem como finalidade o resgate, o acerto de contas. No primeiro momento, um filho adotivo resolve a questão da tão demorada gravidez e de um casamento desfeito, mas não sabe que é adotado. Na juventude, quando o plano de sua vida futura parece todo traçado, enfrenta a dura realidade de maneira triste, pois namora sua irmã, pensando que se trata de uma amiga da família. A mãe dos dois jovens, já desencarnada, fará tudo para impedir que os filhos sofram com as consequências do passado. É trama envolvente e emocionante, tem o objetivo de exaltar a caridade e a grandeza de pais que amam filhos alheios como se fossem seus. Logo, vêm as questões de elos afetivos, que, atualmente, envolvem o tipo de família sócio-afetiva além das demais.

Capa do Livro Minha família, meu mundo e eu

Assumindo a postura ora de moderno e amadurecido pensador, de psicólogo social e de sociólogo, ora de um pai e experiente educador, Camilo apresenta reflexões importantes sobre a relação familiar, abordando algumas das mais usuais situações-problema que eclodem no lar, exigindo sérias e delicadas considerações, tais como: o número de filhos, a educação escolar dos filhos, filhos homossexuais, o casal e sua sexualidade, as separações conjugais, dentre outras. Páginas de lucidez e beleza, trazendo um apoio a mais no trato dos variados desafios da família humana.

Desafios da vida familiar

A nossa meta é atingir o amor universal, ensinado e exemplificado por Jesus, que consiste em fazer ao próximo todo o bem que desejamos a nós, sem esperar retribuição ou elogio. Este trabalho enaltece a importância da família, onde nos preparamos para vencer o egoísmo e conquistar o amor irrestrito, porque se não conseguimos viver em harmonia num grupo de poucas pessoas, no ambiente familiar, como é que amaremos os demais indivíduos que compõem a humanidade? Explica como são formados os casais na Terra, quais são os papéis dos cônjuges no matrimônio e perante os filhos, além de como lidar com as separações conjugais mantendo o equilíbrio interior. Lições abordadas com riqueza de informações e de forma didática, onde os temas são iniciados com um texto de elevado conteúdo, culminando com perguntas objetivas.

Capa do livro Vereda Familiar

Em virtude da agitação na vida moderna e excessos de distrações facultados pelo avanço da tecnologia, a convivência familiar se revela complexa e cheia de desafios. Infelizmente muitos cônjuges, filhos, irmãos e pais revelam-se desqualificados para o enfrentamento dos desafios domésticos, desde os mais simples até os mais complexos elegendo, em algumas ocasiões, condutas arbitrárias, violentas e imaturas. Thereza de Brito, que em sua última reencarnação teve onze filhos e enfrentou diversos percalços familiares, dentre eles a viuvez precoce e a desencarnação de alguns filhos, aborda temas relevantes, tais como a educação dos filhos, a convivência ideal entre os casais, quais são os hábitos saudáveis a serem adotados no lar, a questão do batismo dos filhos, a realização de casamentos espíritas e o consumismo exagerado no lar, com fidelidade à filosofia espírita.

Capa do livro Educação & Vivências

Harmonia interior, alegria de viver e paz devem ser metas a alcançar por todo aquele que busca o sentido espiritual da vida na Terra e o seu progresso intelecto-moral, com base na proposta de reforma íntima que sugere a Doutrina Espírita, para adotarmos uma postura fiel aos ensinos de Jesus. Estas páginas convidam a avaliar nossa conduta perante os desafios da vida, permitindo corrigir equívocos e iluminar os próprios passos, a fim de que as ações reflitam as luzes do Evangelho e incentivem aqueles que convivem conosco a adotar postura semelhante.

Capa do livro Adolescência - Causa da felicidade

O jovem não é apenas produto do ambiente. O autor espiritual apresenta o indivíduo como modificador do meio e vice-versa. Diz que, quando o lar falha, a sociedade não consegue facilmente reparar ou consertar a fenda educacional. Há uma violência doméstica muito grave, e bem pouco conhecida e divulgada: é a apatia, o desleixo, a falta de interesse, de atenção, de cuidado em relação aos filhos.

Capa do livro Adolescente, mas de Passagem

Experiência e convivência diária com os adolescentes levaram o autor a escrever essa obra. Percebendo as dificuldades dos jovens em lidar com a vida e com suas carências e limitações, apresenta num ritmo leve e prazerosamente didático, apontamentos que contribuirão não só aos adolescentes, mas também a pais, educadores e todos os "ex-adolescentes" que buscam uma melhor compreensão dessa fase de excitação e confusão, insegurança e entusiasmo - de transição.

Capa do livro Família, Escola da Alma

Estudos sobre a família, realizados em reuniões públicas semanais na Casa Espírita Eurípedes Barsanulfo, na cidade de Campina Verde, MG. São abordados temas de grande interesse para todos que vivenciam problemas, conflitos familiares, e também aos que se comprometem com a divulgação dos postulados espíritas no que toca a família, parentela, ambiente familiar e realidades da vida cotidiana. Outros oportunos assuntos são analisados: casamento, divórcio, paternidade como missão, crianças, jovens, vocação dos filhos, tóxicos, filhos excepcionais, desvinculações, família e religião, sexo, homossexualidade, suicídio, aborto e a importância de se cultuar o evangelho de Jesus nos lares.

Capa do livro Reforma Íntima começa do berço

Queremos educar nossos filhos e ajudá-los a ser felizes. A educação é a construção do ser humano, existência após existência. Nos dias contemporâneos, trata-se de um sério problema, pois está apenas voltada para a instrução. Tudo será diferente quando lembrarmos que o ser humano é, essencialmente, o espírito. É preciso educar o espírito, mas como instruir aquilo que se desconhece? Da concepção aos primeiros anos de vida, o espírito está na vitrine, exposto e mostrando o que veio melhorar e corrigir na atual existência. É possível e fácil ajudá-lo a reformar suas más tendências já na infância, contribuindo para melhorar as relações humanas em pouco tempo, quando o foco da educação for apontado para o espírito. Estudar a criança: situações graves podem ser evitadas com essa simples atitude. Esta é a proposta deste trabalho.

Capa do livro Feliz Adolescer

Reflexões sobre as transformações que ocorrem durante a adolescência do ponto de vista psicológico e espiritual. Essa transição significa não só crescer, mas é também uma passagem complexa em que ocorre a busca pelo significado existencial. Por isso, é preciso reavaliar crenças próprias do senso comum e notar que a adolescência é um acesso obrigatório, por vezes delicado ou turbulento, entretanto fundamental na vida de todos.

Capa do livro Crianças Antigas

O livro mostra em uma narrativa envolvente e verídica, como acabamos aprendendo com os nossos filhos, principalmente, no que diz respeito à mediunidade que os envolve. Em cada página de Crianças Antigas, nos convencemos de que eles, nossos filhos, já se comunicam, conosco, muito antes de chegarem aos nossos braços. O livro é um convite carinhoso e sério que nos faz sentir e valorizar os atributos mediúnicos e morais de cada um, a fim de encontrarmos caminhos inteligentes e educativos para as nossas crianças, e, juntos, crescermos em direção à libertação espiritual.

Capa do livro Coisas de Adolescente

De todas as fases, a adolescência é aquela que é vista como a mais conflitante. Talvez por todas as mudanças físicas e todas as decisões que o jovem tem que tomar para garantir sua inserção na vida adulta, ela é apontada como uma fase onde o homem passa por uma verdadeira crise: a crise da adolescência. Para compreender um pouco mais sobre essa fase, o leitor irá acompanhar as experiências de um adolescente que solicitou um terapeuta para ajudá-lo a superar seus conflitos de adolescente. Muitos consideram que tais conflitos são apenas "coisas" de adolescente...