Retrato de Bezerra de Menezes

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Bezerra de Menezes

Fé inabalável só o é a que pode encarar frente a frente a razão, em todas as épocas da humanidade. - Allan Kardec

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MUSEU ROUSTAING - CONCORDÂNCIA UNIVERSAL

Coleção de 100 CITAÇÕES de grandes médiuns de todos os tempos, de obras escriturísticas e espíritas, que validam e confirmam a obra de Roustaing, em seu conjunto, e a revelação do corpo fluídico de Jesus, em especial. Confira também abaixo, ao final, a mensagem "O Corpo de Cristo", do volume Diário dos Invisíveis, recebida pela grande médium Zilda Gama, em 1913, tendo por autor ninguém menos que Allan Kardec.

1. FREDERICO PEREIRA DA SILVA JR.

retrato de Frederico Pereira da Silva Jr.Segundo o Dr. Bezerra de Menezes, ele era "um médium portador de peregrinas qualidades morais e vastos cabedais psíquicos, que dele faziam, sem contestação possível, um dos mais preciosos e eminentes intérpretes da Revelação Espírita no mundo inteiro, em todos os tempos, [...] transmitindo do Invisível para o mundo objetivo caudais de luzes e bençãos, de bálsamos e ensinamentos para quantos dele se aproximassem sequiosos de conhecimentos e refrigérios para as asperidades da existência. [...] Tão nobre obreiro da Seara Cristã repartia-se em múltiplas modalidades de serviços mediúnicos, dedicado e fraterno até à admiração, porquanto seus dons psíquicos, variados e seguros, obtinham também, do além-túmulo, as mais lúcidas revelações, relatando para os interessados empolgantes realidades espirituais".("A Tragédia de Santa Maria" por Yvone Pereira, 12ª ed. FEB, pág. 224)


1. “Sendo assim, a esse pedaço de terra a que chamamos Brasil, foi dada também a revelação da revelação, firmando os vossos espíritos, antes de encarnarem, compromissos de que ainda não vos desobrigastes. E perdoai que o diga: tendes mesmo retardado o cumprimento deles e de graves deveres, levados por sentimentos que não convém agora perscrutar. [...]o que não podeis fazer com o Evangelho – unir-vos pelo amor do bem – fazem os vossos inimigos, unindo-vos pelo amor do mal!” (Allan Kardec, - "A Prece", Cap. Instruções de Allan Kardec, 44a.Ed. FEB, pp. 13)

2. “Jesus ainda não entrara em ação decisiva contra os prejuízos e os crimes do mundo. Logo que Ele desceu à Terra e tomou a sua forma corpórea aparente, para as lutas pela verdade, também baixou toda a falange dos inimigos da luz, para por toda parte cercar os passos do Grande Evangelizador, que vinha oferecer seu sangue em holocausto, pela salvação dos homens” (Allan Kardec - "Elucidações Evangélicas", de Antônio Luiz Sayão, Ed. FEB 1922,45a. Mensagem)

3. “Se a revelação dada a esse irmão [Roustaing] ainda por todos não é aceita, nem compreendida, necessário se faz que aqui, como noutros pontos, onde com sinceridade se estuda o Evangelho de N.S.Jesus Cristo, novas comunicações se transmitam, novas explicações sejam trazidas, sempre por graça sua, a fim de que se torne irrecusável aquela revelação e se proporcione aos homens nova fonte de luz, que os conduza ao reino da verdade” (João Evangelista - "Elucidações Evangélicas", de Antônio Luiz Sayão, Ed. FEB 1922,1a. Mensagem)

4. “Se pudesses compreender a necessidade que teve Jesus de se encobrir aos olhos dos homens, de surgir, entre eles, como Espírito apenas revestido de um corpo aparente” (Ismael - "Elucidações Evangélicas", de Antônio Luiz Sayão, Ed. FEB 1922,3a. Mensagem)

5. "Jesus, como sabeis pelo estudo que fazeis do Evangelho, levanta a pesada pedra do seu túmulo, para ainda uma vez mostrar o poder do Pai. Após esta morte aparente, que os homens julgavam definitiva, Ele ainda precisou dar instruções àqueles que haviam de levar por diante, a todos os povos e através de todos os séculos, a sua abençoada Doutrina.” (Ismael - "Elucidações Evangélicas", de Antônio Luiz Sayão, Ed. FEB 1922,11a. Mensagem)

6. “Se recorrermos à revelação dada a Roustaing, encontraremos que Jesus se elevou para a imensidade, fazendo cessar a tangibilidade de seu corpo fluídico, conservando-o, porém, visível; que, depois, desapareceu numa nuvem de fluidos opacos, fluidos semelhantes ou análogos aos de que se servira para formar aquele corpo aparente, com que desempenhou a sua missão na Terra.” (Ismael - "Elucidações Evangélicas", de Antônio Luiz Sayão, Ed. FEB 1922,12a. Mensagem)

7. “Se a opinião isolada do vosso bom Mestre Allan Kardec pôde, de alguma sorte, influir no entendimento de alguns, fazendo-lhes crer que o Redentor do mundo viera revestir-se da matéria grosseira dos corpos comuns, para dar o exemplo das maiores virtudes, encaminhando a humanidade inteira para a terra da promissão, hoje, que todos os Espíritos bem iluminados afirmam que o nascimento de Jesus foi todo aparente, que o seu corpo apenas se constituíra de fluidos concentrados no seio da sempre Virgem Maria, não há mais razão de ser para duas opiniões a respeito”. (Ismael - "Elucidações Evangélicas", de Antônio Luiz Sayão, Ed. FEB 1922,22a. Mensagem)

8. "Quanto à Ascensão do Cristo, Senhor Nosso, sabe-se que Ele não era senão Espírito com forma tangível, forma que deixava e retomava todas as vezes que lhe convinha. Subiu por si mesmo às regiões etéreas, à morada dos puros Espíritos, pelo poder imenso de que dispunha antes mesmo de haver mundo. Cumprida a sua missão, restava-lhe deixar aos homens uma prova inconcussa da grandeza do seu poder. Elevou-se, então, pela ação exclusiva deste poder e à vista de todos, à morada do Pai Celestial” (Bittencourt Sampaio - "Elucidações Evangélicas", de Antônio Luiz Sayão, Ed. FEB 1922, 29a. Mensagem)

9. “Meus filhos, peço, rogo Àquele que na terra passou por meu filho, que derrame sobre vós as infinitas graças do seu grande amor, para que possais, dia a dia, melhor compreender a sua lei e descortinar novos horizontes, tornando-vos aptos à ressurreição definitiva, que é não mais provar as dores e as agonias da morte”. (José, pai de Jesus - "Elucidações Evangélicas", de Antônio Luiz Sayão, Ed. FEB 1922, 48a. Mensagem)

10. “E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós - e o Verbo se fez corpo, e o corpo habitou entre nós – e, Jesus tomou um corpo celeste, na frase do grande Apóstolo dos Gentios, e veio habitar entre os homens, dando cumprimento às profecias, oferecendo-lhes os elementos de salvação, a troco do seu precioso sangue”. (Bittencourt Sampaio - "Jesus Perante a Cristandade", 5a. Ed. FEB, pág.27)

11. “Parece-nos que os Espíritos prepostos, designados a acompanhar o nosso Divino Mestre na sua missão sobre a Terra, foram buscar na flor da vide e na flor dos trigais os elementos que deviam compor o corpo de N.S. Jesus-Cristo”. (Bittencourt Sampaio - "Jesus Perante a Cristandade", 5a. Ed. FEB, pág.34)

12. “Obedecendo, também, às necessidades de uma ordem de fatos que se iam desenrolar nos cenários da Palestina, Jesus, acompanhado dos seus primo-irmãos, sob a forma aparente de um menino de doze anos, compareceu às mesmas festas e, passados os sete dias a elas consagrados, deixou os seus parentes e amigos e penetrou na grande sinagoga, para discutir com os doutores da lei, isto é, com os homens escolhidos dentre os mais competentes para pregar ao povo as leis mosaicas, as profecias e todas essas obras-primas do Antigo Testamento”. (Bittencourt Sampaio - "Jesus Perante a Cristandade", 5a. Ed. FEB, pág.49)

13. “Pela revelação que, graças à misericórdia de Deus, temos recebido, sabemos que naquele pequenino corpo aparente de um menino se encarnara, em toda a sua pujança, a sabedoria do Criador; e, assim, essa criança era o Verbo de Deus, aparentemente humanizado”. (Bittencourt Sampaio - "Jesus Perante a Cristandade", 5a. Ed. FEB, pág.50)

14. “Se estudarmos, com todo o critério, as sagradas letras, chegaremos à conclusão que o Divino Mestre, pelas suas próprias palavras, declarou que não tinha uma vida permanente na Terra, fazendo-se, porém, visível aos seus parentes e amigos todas as vezes que o julgava necessário: “Eu deixo a vida para a reassumir de novo”, disse ele mais de uma vez, e nós, buscando o espírito da frase, traduziremos: eu deixo esse corpo sempre que me apraz, para entrar nas funções do meu governo celeste”. (Bittencourt Sampaio - "Jesus Perante a Cristandade", 5a. Ed. FEB, pág.51)

15. “Eis aí, leitor, um terrível dilema, ao qual não pode fugir a razão esclarecida, e é: ou N.S. Jesus-Cristo não disse a verdade, o que é um absurdo, isto é, ou dentre os varões nascidos de mulher João não era o maior, porque estava com Jesus sobre a Terra, ou então – e essa é a verdade – Jesus não era filho de mulher, mas única e simplesmente o Filho de Deus, apresentado ao mundo na forma aparente de homem igual a nós, o seu períspirito pelo ventre de uma Virgem Pura e Imaculada!” (Bittencourt Sampaio - "Jesus Perante a Cristandade", 5a. Ed. FEB, pág.58)

16. “Em companhia à família de Jesus, foram eles assistir às bodas de Caná, o sublime pretexto com que o Mestre Divino deu princípio aos chamados milagres, manifestando, ainda uma vez, aos homens, que ele não era filho de mulher” (Bittencourt Sampaio - "Jesus Perante a Cristandade", 5a. Ed. FEB, pág.65)

17. “O fluido é o agente universal e se, como hoje, está provado e é incontestável, o homem, simples pecador, pode aproveitá-lo para a cura de certas e determinadas enfermidades, como sinceramente se poderão negar as curas chamadas miraculosas, realizadas por N.S. Jesus-Cristo, que, não sendo homem e, menos ainda, pecador, as fazia, dentro de seus domínios, exercendo, pelo poder de sua vontade, as leis da caridade e do amor, para pôr em prova as manifestações da fé?” (Bittencourt Sampaio - "Jesus Perante a Cristandade",5a. Ed. FEB, pág.90)

18. “A carne de Jesus, o sangue de Jesus eram a sua doutrina; e o homem, faminto de amor e sequioso de fé, devia comer dessa carne e beber desse sangue! E esse corpo aparente de homem, cumpria que Ele o entregasse à sanha dos escribas, para que, das suas dores, dos seus martírios, rebentassem, na superfície da Terra, as grandes sementeiras das quais os seus irmãos iriam colher os doces frutos do amor, da fé e da caridade”. (Bittencourt Sampaio - "Jesus Perante a Cristandade",5a. Ed. FEB, pág.102)

19. “Não é nosso intento, porém, desdobrar aos olhos da cristandade todo o Evangelho, porquanto, nos livros de Allan Kardec, na revelação dada a Roustaing, nos trabalhos de Sayão, Júlio César e tantos outros, encontram os bem-intencionados grande fonte, onde podem beber, à farta, os ensinamentos do Nosso Divino Mestre, velados até então pela má-vontade de uns, ou pela maldade de outros”. (Bittencourt Sampaio - "Jesus Perante a Cristandade",5a. Ed. FEB, pág.138)

20. “Jesus, oferecendo o pão e o vinho aos seus discípulos, lhes disse: Comei, este é o emblema do meu corpo; bebei, este é o emblema do meu sangue! E, assim, materialmente, Jesus proferira uma verdade, pois, como já tive ocasião de dizer-vos no cap. I deste humilde trabalho, o seu corpo, aparentemente humano, compunha-se exatamente dos fluidos constitutivos desses dois elementos de vida, como, espiritualmente, verdade ainda Ele dissera, pois nessa festa solene da Páscoa representava o Senhor o Manso Cordeiro que, para a salvação de toda a humanidade, devia ser imolado!" (Bittencourt Sampaio - "Jesus Perante a Cristandade",5a. Ed. FEB, pág.138)

21. “Folheando os Evangelhos, encontrareis, cristãos em Cristo, em muitas passagens, o nosso Divino Mestre perseguido pelas multidões que tentam tirar-lhe a vida, encobrindo-se às suas vistas, pois que o seu momento ainda não era chegado, o que em abundância prova que o corpo que o revestia era de natureza fluídica” (Bittencourt Sampaio - "Jesus Perante a Cristandade",5a. Ed. FEB, pág.153)

22. “E assim, ainda uma vez, sob o véu da letra, ele ensinava aos homens que aquela angustiada Virgem, a sua companheira de infortúnios, não lhe havia dado o ser como sua mãe, que o não era, mas que nem por isso era menor a sua dor, a sua mágoa, pois, se ali não existiam mãe e filho, havia duas almas gêmeas do mesmo afeto que as criara, do mesmo sentimento, do verdadeiro e puro amor que só no céu se conhece!”(JO., Cap. XIX,vv. 26 e 27) (Bittencourt Sampaio - "Jesus Perante a Cristandade",5a. Ed. FEB, pág.153)

23. “O Divino Mestre, como sabem todos os que estudam a Nova Revelação, logo após a consumação do seu sacrifício, entregara à sanha dos fariseus e dos escribas, e ao zelo e veneração dos bons, esse corpo aparente com que se apresentara ao mundo para o exercício de sua sagrada missão; logo, porém, que esse corpo foi encerrado no túmulo, caindo sobre ele a pesada laje que fechava o sepulcro, Jesus, pela ação da sua divina vontade, o atraiu ao espaço, restabelecendo as suas condições que sempre foram puramente fluídicas”. (Bittencourt Sampaio - "Jesus Perante a Cristandade", 5a. Ed. FEB, pág.175)

24. “Retomando o seu corpo fluídico, o mesmo que tinha servido para saciar a sede de sangue dos escribas e fariseus, deu-lhe o Senhor as suas mãos [a Tomé], para que as tocasse e, entreabrindo a túnica, mostrou as chagas, para que o fraco discípulo pudesse vencer a sua incredulidade. Banhado em pranto, roja-se ele aos pés do Divino Mestre, exclamando: “Meu Deus e Meu Senhor”!” (Bittencourt Sampaio - "Jesus Perante a Cristandade", 5a. Ed. FEB, pág.175)

2. EURÍPIDES BARSANULFO

retrato de Eurípedes Barsanulfo25. “Hoje comemora-se o dia em que a dileta Maria recebeu a revelação do mandato de amor que vinha desempenhar entre vós. Hoje foi o dia em que Gabriel, o mais elevado dos mensageiros que naqueles tempos de selvageria comunicavam com o povo hebreu, desceu, em cumprimento de ordens do Senhor, a dar conhecimento à Maria de sua transcendente missão. Hoje também se rememora no espaço este significativo sucesso, ocorrido há centenas de anos. “Fato grandioso, simplesmente expressivo, pois foi Ele o primeiro de um futuro em que ao homem seriam dadas as mais elevadas e sublimes lições de natal. “Hoje foi o dia em que Deus dava início a estupenda obra que projetara levar a efeito – a regeneração da humanidade que reside neste planeta de expiações. É, com prazer, meus filhos, que nós falamos de datas como esta, pois, marcam um ponto dado à frente na vanguarda do progresso indefinido. (Vicente de Paulo - "Eurípedes Barsanulfo, O Médium de Jesus", 2ª edição Editora Esperança e Fé, abril de 2005, pp.46-47)

26. “Oh! Quando, há milhares de anos recebi ordens para descer a uma pobre cabana, ordens de Deus, todo-poderoso, sim, há milhares de anos que desci nesta cabana para assim pedir, salve, oh! donzela! oh! espírito eleito do Salvador! Salve, Maria! A cheia de graça. Bem-aventurada és tu porquê de teu ventre nascerá o Redentor que conduzirá ao reino do Senhor a humanidade pela palavra, pelos atos, pelas virtudes e pelos ensinamentos. Quando a mulher, humilde e fervorosa recebe a minha anunciação, Ela se cora e tomada de um doce enleio por não saber como é que Ela se constituiria a mãe de Jesus. Sim, Maria, sobre vós virá a sombra do Espírito Santo e o vosso ventre dele recebendo os puríssimos fluidos que devem constituir o corpo do divino Nazareno. Vós, Maria, sereis destarte aquela que há de gozar primeiro da presença do salvador neste mundo. No ímpeto de toda a humildade, Maria recorda-se de que por Deus viera à Terra mandada ao desempenho da sublime missão de ser mãe de Jesus. E, então, Maria, de joelhos, como estava, volvendo os olhos ao céu, declara: “faça-se em mim a vontade do Senhor”. (Anjo Gabriel, a 09 de maio de 1908 - "Eurípedes Barsanulfo, O Médium de Jesus", 2ª edição Editora Esperança e Fé, abril de 2005, p.173)

27. "Sou eu Maria, és tu a eleita do Senhor porque é de ti que nascerá o Cristo. “Olvidara a donzela de Nazareth por momentos o trabalho que Ela viera aqui fazer e turba-se então. Mas como de mim nascerá o Cristo? Responde-lhe o anjo: A virtude do Espírito Santo baixará sobre ti e tu conceberás. Realizado estava, pois, o conhecimento de nobre fim para que à Terra baixara Maria. Ela externando a sua humildade diz: Faça-se em mim a vontade do Senhor. É então que há mil e novecentos e oito anos, Maria, dirigindo-se com José a Jerusalém, não só a alistar-se, mas ainda para restituir à face da Terra o caminho que vai a Deus. Aí chegando, recebe o espírito eleito da Senhora o aviso de seu anjo da guarda que diz: Filha, para se realizem as profecias dirige-te com teu esposo à gruta, onde falaram os profetas de outrora deve vir ao mundo o Messias. Maria obedece a voz do céu e, então, para que com o passo da humildade entrasse Jesus no mundo. E por ordem divina, Ele surge em um estábulo, em cujo teto colocou Deus a luminária do infinito para que a Ele se volvessem todas as atenções, às imediações d´aquele estábulo, clareado pelo brilhante espírito de Jesus e junto a Ele a milícia celestial tecia hinos de amor e de paz. (Anjo Gabriel, a 25 de dezembro de 1908 - "Eurípedes Barsanulfo, O Médium de Jesus", 2ª edição Editora Esperança e Fé, abril de 2005, pp.218-219)

3. CHICO XAVIER

ilustração - retrato de Chico Xavier28. “Foi assim que Allan Kardec, a 03 de outubro de 1804, via a luz da atmosfera terrestre, na cidade de Lião. Segundo os planos de trabalho do mundo invisível, o grande missionário, no seu maravilhoso esforço de síntese, contaria com a cooperação de uma plêiade de auxiliares da sua obra, designados particularmente para coadjuvá-lo, nas individualidades de João Batista Roustaing, que organizaria o trabalho da fé; de Léon Denis, que efetuaria o desdobramento filosófico; de Gabriel Delanne, que apresentaria a estrada científica e de Camille Flammarion, que abriria a cortina dos mundos, desenhando as maravilhas das paisagens celestes, cooperando assim na codificação kardeciana no Velho Mundo e dilatando-a com os necessários complementos”. (Humberto de Campos - "Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho", Ed. FEB, Capítulo Bezerra de Menezes)

29. “Não te incomodes com a declaração havida de que o trecho alusivo a Roustaing, em "Brasil", foi colocado pela Federação. Quando descobrirem que a Casa de Ismael seria incapaz disso, dirão que fui eu. De qualquer modo, eles falarão. O adversário tem sempre um bom trabalho - o de estimular e melhorar tudo, quando estamos voltados para o bem." (“Testemunhos de Chico Xavier”, de Suely Caldas Schubert - Carta de Chico para Wantuil de Freitas, pres. da Feb, a 25 de março de 1947 - Ed. FEB, pp.132 a 135)

30. “Aguardo com muito interesse a nova edição do "Roustaing". Constituirá um grande serviço à Causa da Verdade e do Bem, nos moldes de que me tens dado notícias." (“Testemunhos de Chico Xavier”, de Suely Caldas Schubert - Carta de Chico para Wantuil de Freitas, pres. da Feb, a 29 de setembro de 1946 - Ed. FEB, p.94)

31. “Jesus Cristo é sem pai, sem mãe, sem genealogia”. Como interpretar essa afirmativa, em face da palavra de Mateus? R – Faz-se necessário entendermos a missão universalista do Evangelho de Jesus, através da palavra de João, para compreendermos tal afirmativa no tocante à genealogia do Mestre Divino, cujas sagradas raízes repousam no infinito do amor e de sabedoria em Deus”. (“O Consolador”, de Emmanuel, Q. 285)

32. “Numerosos discípulos do Evangelho consideram que o sacrifício do Gólgota não teria sido completo sem o máximo de dor material para o Mestre Divino. Como conceituar essa suposição em face da intensidade do sofrimento moral que a cruz lhe terá oferecido? R. A dor material é um fenômeno como os dos fogos de artifícios, em face dos legítimos valores espirituais. Homens do mundo, que morreram por uma idéia, muitas vezes não chegaram a experimentar a dor física, sentindo apenas a amargura da incompreensão do seu ideal. Imaginai, pois, o Cristo, que se sacrificou pela Humanidade inteira, e chegareis a contemplá-lo na imensidão da sua dor espiritual, augusta e indefinível para a nossa apreciação restrita e singela”. (“O Consolador”, de Emmanuel, psicog. F.C.Xavier, Q. 287)

33. “De modo algum poderíamos fazer um estudo psicológico de Jesus, estabelecendo dados comparativos entre o Senhor e o homem. Em sua exemplificação divina, faz-se mister considerar, antes de tudo, o seu amor, a sua humildade, a sua renúncia por toda a Humanidade. Examinados esses fatores, a dor material teria significação especial para que a obra cristã ficasse consagrada? A dor espiritual, grande demais para ser compreendida, não constitui o ponto essencial da Sua perfeita renúncia pelos homens? Nesse particular, contudo, as criaturas humanas prosseguirão discutindo, como as crianças que somente admitem as realidades da vida de um adulto quando se lhe fornece o conhecimento tomando por imagens o cabedal imediato dos seus brinquedos”. (“O Consolador”, de Emmanuel, psicog. F.C.Xavier, Q. 287)

34. “Todavia, apesar de surgir um dia no mundo, como Alegria de todos os tristes e Providência de todos os infortunados, à sombra do trono de Jessé, o Filho de Deus em todas as circunstâncias seria o Verbo de Luz e de Amor do Princípio, cuja genealogia se confunde na poeira dos sóis que rolam no Infinito”. (“A Caminho da Luz”, de Emmanuel, Psicog. F.C.Xavier, Cap. III - item “As Promessas de Jesus”)

35. “Os sacerdotes não esperavam que o Redentor procurasse a hora mais escura da noite para surgir na paisagem terrestre. [...] no entanto, o Cristo surgira entre os animais humildes da manjedoura; apresentava-se como filho de um carpinteiro” (“A Caminho da Luz”, de Emmanuel, Cap. VII, item “A Incompreensão do Judaísmo”)

36. “A manjedoura assinalava o ponto inicial da lição salvadora do Cristo, como a dizer que a humildade representa a chave de todas as virtudes. [...] Debalde os escritores materialistas de todos os tempos vulgarizaram o grande acontecimento, ironizando os altos fenômenos mediúnicos que o precederam. As figuras de Simeão, Ana, Isabel, João Batista, José, bem como a personalidade sublimada de Maria, têm sido muitas vezes objeto de observações injustas e maliciosas; mas a realidade é que somente com o concurso daqueles mensageiros da Boa Nova, portadores da contribuição de fervor, crença e vida, poderia Jesus lançar na Terra os fundamentos da verdade inabalável”. (“A Caminho da Luz”, de Emmanuel, Cap. XII, item “A Vinda de Jesus”)

37. “O Mestre, porém, não obstante a elevada cultura das escolas essênias, não necessitou da sua contribuição. Desde os seus primeiros dias na Terra, mostrou-se tal qual era, com a superioridade que o planeta lhe conheceu desde os tempos longínquos do princípio”. (“A Caminho da Luz”, de Emmanuel, Cap. XII, item “O Cristo e os Essênios”)

38. "E Jesus, após renovar as promessas do Reino de Deus, de semblante melancólico e sereno contemplava os seguidores, da eminência do monte. Semelhava-se, realmente, a um príncipe, materializado, de súbito, na Terra, pela suavidade que lhe transparecia da fronte excelsa, tocada pelo vento que soprava, de leve..." (“Pontos e Contos”, de Humberto de Campos, Cap. 1)

39. "O Novo Testamento é manancial de Espiritismo divino. O nascimento de Jesus é anunciado, por vias mediúnicas, não só à pureza de Maria, mas à preocupação de José e à esperança de Isabel, Ana e Simeão". (“Pontos e Contos”, de Humberto de Campos, Cap. 15)

40. "A vinda do Mestre é precedida pela visitação de anjos. Maria, jubilosa, conversa com um mensageiro divino que a esclarece sobre a chegada do Embaixador Celestial". (“Roteiro”, de Emmanuel, Cap. 14)

41. "Glorifiquemos, desse modo, o ministério santificante da maternidade na Terra, recordando que o Todo-Misericordioso, quando se designou enviar ao mundo o seu mais sublime legado para o aperfeiçoamento e a elevação dos homens, chamou um coração de mulher, em Maria Santíssima, e, através das suas mãos devotadas à humanidade e ao bem, à renunciação e ao sacrifício, materializou para nós o coração divino de Nosso Senhor Jesus Cristo, a luz de todos os séculos e o alvo de redenção da Humanidade inteira." (“Cartas do Coração”, de Emmanuel, Cap. Em Louvor das Mães)

42. "Um enviado celeste procura José da Galiléia, em sonho, para tranquilizá-lo, quanto ao nascimento do Redentor." (“Ave-Cristo”, de Emmanuel, Cap. 5)

43. "Vemos no estudo das narrativas apostólicas que as legiões do Céu se apossam da Terra, em companhia do Senhor, transformando os homens em instrumentos da Infinita Bondade. Desde o primeiro contacto de Jesus com a Humanidade, observamos a manifestação do mundo espiritual, que busca nas criaturas pontos vivos de apoio para a obra de regeneração. Zacarias é procurado pelo anjo Gabriel que lhe comunica a vinda de João Batista. Maria Santíssima é visitada pelo mesmo anjo, que lhe anuncia a chegada do Salvador." (“Ave-Cristo”, de Emmanuel, Cap. 5)

44. “Recorda que, certo dia, um anjo transfigurado em homem subiu agressivo monte, sentenciado à morte sem culpa, mas, em razão de haver aceitado a cruz, por amor de todos, embora desolado e sozinho, clareou para sempre a rota do mundo inteiro.”. (“Religião dos Espíritos", de Emmanuel, Cap. 63)

45. "Os homens devem saber que o Missionário Divino não viveu a mesma lama de suas existências de inquietações e de amarguras, mas, para que discutirmos semelhantes assuntos, tão profundos e tão delicados na sua essência intima, se mesmo nos Espaços, vizinhos da Terra, onde me encontro, sobram as polémicas e as vacilações dos Espiritos? Semelhante fenômeno deve a sua origem à ausência de compreensão. A morte não constitui uma renovação milagrosa do ser, e os desencarnados prosseguem lutando no complexo de suas próprias iniciativas, para a obtenção da amplitude dos conhecimentos superiores do Universo e do mecanismo divino de suas leis. Tentemos exumar o Cristianismo dos escombros tenebrosos a que foi conduzido pelos desvios das correntes religiosas, sem discutirmos a questão do corpo do seu Divino Fundador. Cada qual, à maneira de Antônio Lima, poderá trazer o fruto de suas meditações e de seus estudos para a grande oficina da Fé. Fora ridículo proibir-se a elucidação. O que será de evitar-se, zelosamente, é a azedia da polémica". (“A Vida de Jesus”, de Antônio Lima - Prefácio de Emmanuel, psicog. F.C.Xavier, Ed.FEB)

46. “Em meio das acaloradas discussões que houve de manter com os judeus, na sinagoga, o ex-rabino não olvidou certas realizações sentimentais que almejava desde muito. Com delicadeza extrema, visitou a Mãe de Jesus na sua casinha singela, que dava para o mar. [...] Paulo de Tarso interessou-se pelas suas narrativas caridosas, a respeito da noite do nascimento do Mestre, gravou no íntimo suas divinas impressões e prometeu voltar na primeira oportunidade, a fim de recolher os dados indispensáveis ao Evangelho que pretendia escrever para os cristãos do futuro. Maria colocou-se à sua disposição, com grande alegria”. (“Paulo e Estevão”, de Emmanuel, Cap. "Epístolas", Ed.FEB)

47. “A esse tempo, o ex-doutor de Jerusalém chamou a atenção de Lucas para o velho projeto de escrever uma biografia de Jesus, valendo-se das informações de Maria; lamentou não poder ir a Éfeso, incumbindo-o desse trabalho, que reputava de capital importância para os adeptos do Cristianismo, O médico amigo satisfez-lhe integralmente o desejo, legando à posteridade o precioso relato da vida do Mestre, rico de luzes e esperanças divinas”. (“Paulo e Estevão”, de Emmanuel, Cap."O Martírio em Jerusalém", Ed.FEB)

48. “José da Galileia, o varão que o tomaria sob paternal tutela, era justo". (“Mecanismos da Mediunidade”, de André Luiz, Cap. 26, "Jesus e a Mediunidade", Ed.FEB)

49. “Em Jerusalém, no templo, desaparece de chofre, desmaterializando-se, ante a expectação geral”. (“Mecanismos da Mediunidade”, de André Luiz, Cap. 26, "Jesus e a Mediunidade", Ed.FEB)

50. “Naturalmente, não nos referimos, nestas considerações, a espíritos da estofa de um Francisco de Assis, nem a criaturas extremamente perversas, uns e outros não cabíveis em nosso quadro: o zênite e o nadir da evolução terrestre não entram em nossas cogitações; falamos de pessoas vulgares, quais nós mesmos, que nos vamos em jornada progressiva, mais ou menos normal, para concluir que, tal o estado mental que alimentamos, tais as inteligências, desencarnadas ou encarnadas, que atraímos e das quais nos fazemos instrumentos naturais, embora de modo indireto”. ("No Mundo Maior", de André Luiz, Cap. 9, Ed. FEB)

51. O CRISTO DE DEUS (Lendo M. Quintão): "Cristo de Deus, que eras a pureza / Eterna, absoluta, invariável, / Antes que fosse a humana natureza, / Este cosmos - matéria transformável; / Que já eras a fulgida realeza, / Dessa luz soberana, imponderável, / O expoente maior dessa grandeza, / Da grandeza sublime do Imutável! / Ainda antes da humana inteligência, / Eras já todo o Amor, toda a Ciência, / Perfeição do perfeito inconcebível; / Foste, és e será eternamente, / O Enviado do Pai onipotente, / Cristo-Luz da verdade inconfundível!"(Antero de Quental - Introdução do volume "O Cristo de Deus", de Manuel Quintão, Ed. FEB)

52. Assinatura de Bezerra de Menezes e demais Espíritos nos originais do Estatuto do Grupo Espírita Regeneração, conforme relato de Jorge Damas Martins, constante em "Ponte Evangélica - De Bordeús a Pedro Leopoldo", publicação CRBBM.

4. CASIMIR MOTTET:

53. "Supondes que Jesus, ao descer sobre a Terra,
Se envolvesse em matéria igual à que se encerra
O vosso corpo? Não! isso é inadmissível.
Pois viver entre nós assim fora impossível.
Era sua matéria o fluido imponderável;
Do corpo, a natureza era leve e mutável,
E, para se tornar entre nós aparente,
Ele, que ocupa Além um meio eminente,
Teve de lançar mão de meios inauditos,
Cujo segredo está lá nos céus infinitos!".

(“Vida de Jesus”, de Antônio Lima - ED.FEB, com Prefácio de Emmanuel.
Poema de Victor Hugo, psicog. Casimir Mottet, transcrito da obra "Verités Éterneles")

5. DIVALDO FRANCO:


54. “em Nazaré, ante a turba enfurecida [Jesus] utilizou a faculdade de desmaterialização”. (“À Luz do Espiritismo”, de Vianna de Carvalho, p.87)



6. AMÉRICA DELGADO

ilustração - retrato de América Delgado 55. "Se o Cristo foi humano, que é da virgindade
Daquela que recebe, ainda imaculada,
O Verbo que ilumina toda a Humanidade,
Fazendo-se palmilhar a verdadeira estrada?!
Jesus não foi jamais involucrado em lama!
- “Essência Divinal, que lá do alto vem
Os seres envolver na luz da mesma chama
A fim de orientá-los para o ovil do bem,
Nós compreendemos o Cristo – Essência Imaculada! [...]
O vosso Cristo é barro, é vosso Cristo argila!
E, sendo para nós – Essência, Luz, Cintila,
[...] Mas o absurdo que inda vem da lei antiga
Havemos de o arrancar, e bem, pela raiz!
Jesus por sobre nós estende a mão amiga,
Jesus segue conosco a mesma diretriz.”

(“Os Funerais da Santa Sé”, poema de Guerra Junqueiro -
"O Corpo de Jesus")

7 HERNANI SANT'ANNA

ilustração - retrato de Hernani Sant'Anna 56. “Agora, o Codificador só vive para a Codificação. Inspirado e sustentado pelas Primícias Celestes, foi apenas idealismo, trabalho e abnegação, até a morte. A equipe de colaboradores terrenos é também de primeira ordem e prossegue na tarefa de consolidar a Doutrina. Na mesma linha de desprendimento e sacrifício do honesto livreiro Didier e da dedicada Sra. Boudet, alteiam-se o descortino, a coragem e a fidelidade dos Leymarie. A luz brilha na pena abençoada de Denis, Flammarion, Delanne, Bozzano, Geley, Aksakof, Roustaing...” (“Universo e Vida”, de Áureo, 9a. ED.FEB, pp.224 e 225")

57. “Os Cristos, Espíritos Puríssimos, não encarnam. Não têm mais nenhuma afinidade essencial com qualquer tipo de matéria, que é o mais baixo estágio da energia universal.[...]Eles podem ir a qualquer parte dos Universos e atuar onde lhes ordene a Vontade Todo-Poderosa de Deus Pai; podem mesmo mostrar-se visualmente, por imenso sacrifício de amor, a seres inferiores e materializados, indo até ao extremo de submeter-se ao quase aniquilamento de tangibilizar-se à vista e ao tato de habitantes de mundos inferiores, como a Terra; mas não podem encarnar, ligar-se biologicamente a um ovo de organismo animal, em processo absolutamente incompatível com a sua natureza e tecnicamente irrealizável. (“Universo e Vida”, de Áureo, 9a. ED.FEB, Cap. O Filho do Homem")

58. "Se é impraticável a um Espírito humano, inteligente e dotado de consciência, encarnar em corpo de irracional, por completa impossibilidade biológica de assimilação mútua entre a matriz perispirítica e o óvulo animal de outra espécie, para não falarmos também das impossibilidades psíquicas de semelhante absurdo de retrogradação evolutiva, muito menos poderia um Cristo encarnar em corpo humano terrícola. A distância evolucionária que separa um orangotango de um homem terrestre é bem menor que aquela que medeia entre um ser humano terrestre e um Cristo Divino". (“Universo e Vida”, de Áureo, 9a. ED.FEB, Cap. "O Filho do Homem")

59. "Para apresentar-se visível e tangível na superfície da crosta terráquea, teve o Cristo Planetário de aceitar voluntariamente intraduzível tortura cósmica, indizível e imensa, ainda que quase de todo inabordável ao entendimento humano. [...]O que avulta de pronto à nossa assustada percepção é o superlativo massacre de sensibilidade que se evidencia no fato de um Ser, não apenas de super-requintada, mas de divina delicadeza sensorial, expor-se ao inferno de baixas, odientas e agressivas vibrações terrestres, para respirar e agir, por inexcedível amor, no clima superlativamente asfixiante de nossas humanas iniquidades". (“Universo e Vida”, de Áureo, 9a. ED.FEB, Cap. "O Filho do Homem")

60. "Em face do muito de sublime já escrito na vasta literatura espírita-cristã, sobre a dor moral, em suas variadíssimas expressões, não examinaremos aqui esse primordial e nobilíssimo aspecto do sacrifício messiânico, mas insistiremos em chamar a atenção para a terrível realidade psicofísica do maior de todos os dramas de dor, que foi a materialização crística neste mundo de trevas e maldade; dor real inimaginável, jamais sofrida, na Terra, por qualquer Ser vivente, nem antes nem depois do Filho de Maria". (“Universo e Vida”, de Áureo, 9a. ED.FEB, Cap. "O Filho do Homem")

61. "Existem, contudo, outros seres, muito peculiares, que não são propriamente agêneres, mas que pertencem muito mais ao plano extrafísico do que ao plano que chamamos físico. Trata-se de criaturas sem dúvida humanas, mas cuja ligação biopsicofisiológica com a matéria densa a que chamamos "carne" é a mínima possível. São Espíritos sublimes, de imensa superioridade evolutiva, que só encarnam na Terra em raras e altíssimas missões, de singularíssima importância para a evolução da Humanidade. O maior desses Espíritos foi a Mãe Maria de Nazaré, a Virgem Excelsa, Rainha dos Anjos, cuja presença material, na Crosta Terráquea, foi indispensável para a materialização do Messias Divino entre os homens". (“Universo e Vida”, de Áureo, 9a. ED.FEB, Cap. "O Filho do Homem")

62. "Coube a ela fornecer ao Mestre a base ectoplasmática necessária à sua tangibilização, servindo ainda de ponto de referência e de equilíbrio de todos os processos espirituais, eletromagnéticos e quimio-físicos que possibilitaram, neste orbe, a Presença Crística". (“Universo e Vida”, de Áureo, 9a. ED.FEB, Cap. "O Filho do Homem")

63. "Teve, portanto, sobradas razões para exclamar, como registrou o evangelista Marcos (9:19): "ó geração incrédula e perversa, até quando me fareis sofrer?" O sofrimento experimentado por Jesus, na preparação e no decurso de seu messianato, não teve, não tem e não terá similar, de qualquer ângulo que seja analisado, inclusive no que concerne à dor física, tal como a entendemos, em vista da sua inigualável sensibilidade orgânica". (“Universo e Vida”, de Áureo, 9a. ED.FEB, Cap. "O Filho do Homem")

64. "Completamente irreal e terrivelmente injusto é, pois, o argumento de embuste, largamente usado pelos que não compreendem a absoluta impossibilidade da encarnação comum de um Ser Crístico e só conseguem ver uma grosseira pantomima na capacidade de sofrer de um agênere. A verdade, como vemos, é bem outra, incomparavelmente bela, justa, santa, lógica e real; a realidade do sublime amor daquele que é, de fato, o Caminho, a Verdade e a Vida". (Universo e Vida”, de Áureo, 9a. ED.FEB, Cap. "O Filho do Homem")

8. IRENE PACHECO MACHADO:

ilustração - retrato de Irene Pacheco Machado 65. “Sendo Jesus uma Chama por demais pura, tornava-se impossível ser concebido pelas leis normais da fecundação, isto é, de um homem e de uma mulher.”(“Chama Eterna", de Luiz Sérgio, psicografada por Irene Pacheco Machado, p.231)

66. “Tu és sacerdote eternamente segundo a ordem de Melquisedec” (Salmo 110, vv.4)” [...] “Aqui fica provado que Melquisedec também teve um corpo fluídico. Jesus, neste capítulo dos Salmos, é apresentado como da ordem de Melquisedec, outro espírito puro que nos visitou”. (“Chama Eterna", de Luiz Sérgio, psicografada por Irene Pacheco Machado, p.231)

67. “O Painel de perguntas brilhou quando surgiu, de Zacarias, o Capítulo 6, versículo 12:
“Eis o homem cujo nome é oriente, este germe brotará por si mesmo e edificará um templo ao Senhor”. Pergunta: por que brotará por si mesmo? Resposta: a expressão brotará por si mesmo é a concepção virginal do corpo de Jesus.”
(“Chama Eterna", de Luiz Sérgio, psicografada por Irene Pacheco Machado, pp.259-260)

9. PIETRO UBALDI

ilustração - retrato de Pietro Ubaldi68. Somente estes conceitos de vida psíquica podem guiar a ciência até às portas de uma ultrafisiologia, ou fisiologia do supranormal, como a vedes despontar nos fenômenos mediúnicos. Aqui as relações entre matéria e espírito são imediatas: o psiquismo modela uma matéria protoplasmática mais evoluída e sutil: o ectoplasma. A nova construção, antecipação evolutiva, não possui, naturalmente, a resistência das formas que se estabilizaram por uma vida longa; seu desfazimento é rápido. As estradas novas e de exceção ainda são anormais e inseguras. Os produtos da fisiologia supranormal que emergem dos caminhos habituais da evolução, necessitam fixar-se, por tentativas e longas repetições, na forma estável. Tudo isso vos lembra o raio globular, retorno atávico de um passado superado. Ao invés, o ectoplasma é um pressentimento do futuro, corresponde àquele processo de desmaterialização da matéria, de que falamos". ("A Grande Síntese", Cap.73)

69. “Vemos S. Francisco alcançar um estado espiritual que representa o mais alto potencial suportável na fase da evolução humana, seu limite supremo além do qual a forma material se extingue. Chega-se a este estado por etapas, pois a frequência de vibrações, o aumento de ondas, e a obtenção de potencial elevado progridem paralelamente, desde o pensamento concreto que não sabe existir senão se materializando em ação, até as ondas cerebrais do pensamento simples e comum, e sucessivamente ao pensamento abstrato, à intuição do gênio, à oração sempre mais elevada, ao êxtase e união espiritual com Deus. Trata-se de ondas cada vez mais rápidas, portanto, mais penetrantes, mais poderosas, mais imateriais. Por fim, o espírito consegue a forma radiante, imaterializada, independente da forma corporal”. ("A Nova Civilização do 3o. Milênio, 2a. ed. Fundapu, p.406)

10. ZILDA GAMA

70. “Vais, dentro em pouco [Pedro], rever o Rabi, sob outro aspecto... Ele, na Terra, apesar de não ter um organismo com a mesma contextura material dos outros seres humanos, possuía como que uma clâmide materializada a revestir-lhe o corpo sideral, e seu Espírito, que se eclipsara, centralizando-lhe no seu âmago, qual joia preciosa em um escrínio incomparável, teve amortecidas as suas fulgurações astrais... O Rabi, como lhe chamavam os galileus, tem a tessitura das estrelas espirituais mais fulgurantes". Jesus não possuía o organismo tangível ou carnal sujeito às contingências fisiológicas, mas um organismo sideral, de sensibilidade quintessenciada".- Como pode haver um tecido capaz de lhe ocultar as irradiações de sua alma de luz – através de uma clâmide apenas materializada? – interrogou Pedro.- Já te esqueceste, amigo, de que por duas vezes pudeste vê-lo com as radiosidades de um plenilúnio quando, imerso em preces, no alto do Tabor? Não te lembras de que Ele não possuía o peso da matéria quando atravessou o Lago de Tiberíades? Não parecia Ele ser apenas formado da mais etérea neblina?” (“Do Calvário ao Infinito", de Victor Hugo, psicografada por Zilda Gama, pp.422-424 da 5a. ed. FEB)

71. "Jesus não possuía o organismo tangível ou carnal sujeito às contingências fisiológicas, mas um organismo sideral, de sensibilidade quintessenciada, no qual os pensamentos cruéis de seus adversários atuavam maleficamente, ocasionando-lhe sofrimentos e torturas morais indefiníveis. Como, porém, já estava de posse de todos os atributos, Ele os exteriorazava como se, realmente, seus tecidos fossem materiais: apresentava esquimoses, chagas, perfurações nos membros superiores e inferiores. Tudo isso não passava de reprodução psíquica”. (“Do Calvário ao Infinito", de Victor Hugo, psicografada por Zilda Gama, pp.422-424 da 5a. ed. FEB)

72. "Escuta-me: de Jesus foi encerrado no sepulcro apenas seu corpo condensado ou materializado, amortecido voluntariamente, e, mal se achou insulado, logo despertou.” (“Do Calvário ao Infinito", de Victor Hugo, psicografada por Zilda Gama, pp.422-424 da 5a. ed. FEB)

73. "Jesus não era um ser igual aos entes humanos, porquanto, quando baixou ao Planeta do Sofrimento, já possuía todos os atributos espirituais, muitos dos quais ainda ignorados pelos que O conheceram. Mais tarde, porém, todos os sucessos relativos ao nascimento e à morte, isto é, ao início e ao termo da missão do Nazareno, serão elucidados plenamente, na Terra." (“Do Calvário ao Infinito", de Victor Hugo, psicografada por Zilda Gama, pp.422-424 da 5a. ed. FEB)

74. "Jesus não é Deus e, sim, o seu ministro plenipotenciário, o chefe de todos os países terrenos, o dirigente de todos os povos, o pegureiro de todas as almas desgarradas dos rebanhos divinos, acampadas neste minúsculo e umbroso planeta [...] Nunca foi humano e mortal – porque sua natureza e divina e imortal. Nunca envergou a libré da matéria putrescível, que nos cinge o Espírito enquanto cumprimos as determinações do excelso Magistrado do Universo”. (“Redenção", de Victor Hugo, psicografada por Zilda Gama, pp.24 ed. FEB)

11. JOÃO CELANI (GRUPO ISMAEL / FEB entre 1939 e 1943)

75. "Na mensagem ditada no Grupo Ismael em reunião de 13.8.1941, quando os participantes encerravam mais uma vez o estudo completo da obra de Roustaing, um trecho da mensagem diz: “Aqui estão presentes os velhos companheiros: o José, o João, o Richard, o Bittencourt, os Sayão, a Isabel, o Matos, o Cardoso, o Frederico, o Ulysses, o Fonseca e tantos outros (...). Coube-me, pois, a mim a missão de trazer-vos estas palavras de animação, quando encerrais mais um ciclo do vosso estudo, com aproveitamento (...). Recebei a expressão dos meus sentimentos para convosco e daqueles que me delegaram o encargo de vos falar neste momento. Lembrai-vos sempre de que todos eles estão convosco, partilhando da vossa obra. Nenhum desertou”.(ver Trabalhos do Grupo Ismael, de Guilhon Ribeiro , edição da FEB de 1942, vol II pág 29 e 31 e 232 a 234)

12. JOSÉ SALOMÃO MISRAHY (GRUPO ISMAEL / FEB)

76. "NOSSA HOMENAGEM: Ao nobre missionário de Bordéus, que, num esforço hercúleo e louvável, compilou as revelações que os Evangelistas e Moisés ditaram à distinta Senhora Collignon. A par da exegese de textos e versículos dos Evangelhos, preenchendo claros de forma até hoje insuperada; de esclarecimentos e interpretações de passagens antes incompreensíveis e absurdas, por força da letra;das necessidades imperiosas da atualização do conhecimento das realidades que as escrituras sintetizam, reconhecemos, quando são decorridos 112 anos da publicação da obra complementar do Consolador Prometido, que teses e sínteses, conceitos re elucubrações com respeito às revelações superiores aguardam, no tempo e no espaço, mais amadurecimento e iluminação interiores, para que sejam entendidos em espírito e verdade. Não só pelo corpo de carne aparente com o qual o Senhor manifestou-se em sua gloriosa epopéia terrena; nem pela evolução em outros planos do espaço sideral, desvelando a não compulsoriedade das encarnações e reencarnações; tampouco pelos elevados conceitos da evolução, dos reinos inferiores da Natureza até ao instante alentador do despertar da razão e da consciência individual e imortal, em cujo imo o livre-arbitrio desabrocha por imperioso processo de aperfeiçoamento, mas sobretudo pela garantia da preservação das lições evangélicas que do Cristo Jesus recebemos – homenageamos o preclaro Dr. Jean-Baptiste Roustaing, tanto quanto reverenciamos seus pares, que, ao lado do Codificador, deram início à Era do espírito, preparando os germens do ciclo regenerativo que aguarda a comunidade terrena. Recordamo-nos de Denis e Delanne, de Flammarion e Aksakof, de Bozzano e Lombroso, de Geley e Crookes; contudo, nesta oportunidade, rendemos a nossa humilde e sincera homenagem ao Gigante da “revelação da Revelação”. Ao lado de Kardec, foi ele o intimorato e destemido guardião das Verdades Evangélicas. Se Allan Kardec exaltou a Moral Cristã como base de renovação e aperfeiçoamento espiritual, em “ O Evangelho segundo o Espiritismo”, Jean-Baptiste Roustaing, à semelhança dele, trouxe ao mundo as esquecidas e desprezadas revelações do Nascimento do Senhor, incompreendidas por muitos, ata as do advento da Ressurreição, igualmente incompreendidas por tantos, ainda. Glória, pois, ao Mensageiro da Fé. Abençoada seja a obra que suas mãos e seu coração veicularam. Nosso louvor e gratidão a ele, onde e como se encontra. - BEZERRA, BITTENCOURT e SAYÃO, pela Falange de ISMAEL".(Mensagem de agradecimento a Roustaing, psicografada por José Salomão Mizrahy, na reunião do grupo Ismael, de 26 de novembro de 1978, e publicada no Reformador de fevereiro de 1979, pág 14, assinada também por Bittencourt Sampaio e Antônio Luiz Sayão)

13. MARIA CECÍLIA PAIVA

77. Mensagem do Dr. Bezerra intitulada “No Dia do Livro Espírita”, recebidana sessão pública da FEB de abril de 1955: “Kardec e Roustaing volvem do passado como missionários do senhor! O primeiro edificando o corpo básico da altíssima Revelação; o segundo aprimorando-o nos contextos reveladores da excelsa Verdade. Está a humanidade de posse do inesgotável tesouro da misericórdia divina. Tem o homem em suas mãos o roteiro luminoso da paz”. (Reformador de abril de 1972, pág. 82)

14. WANDERLEY OLIVEIRA

78. "Destacamos o abraço fraterno entre Torteroli e Bezerra que se olharam como irmãos queridos de longa caminhada; em canto discreto do salão, percebíamos um dos mais procurados para o abraço afetivo e a palavra amiga que era Jean Baptiste Roustaing, cercado por amigos da Itália e da França;". ("Atitude de Amor" - Encontros Inesquecíveis)

15. MOISÉS

79. E vieram os dois anjos a Sodoma à tarde, e estava Ló assentado à porta de Sodoma; e vendo-os Ló, levantou-se ao seu encontro e inclinou-se com o rosto à terra; E disse: Eis agora, meus senhores, entrai, peço-vos, em casa de vosso servo, e passai nela a noite, e lavai os vossos pés; e de madrugada vos levantareis e ireis vosso caminho. E eles disseram: Não, antes na rua passaremos a noite. E porfiou com eles muito, e vieram com ele, e entraram em sua casa; e fez-lhes banquete, e cozeu bolos sem levedura, e comeram". (Gênesis,19: 1a 3)

16. ISAÍAS:

80. "Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho, e chamará o seu nome Emanuel". (Isaías 7:14)

17. JÓ:

81. "Como seria puro aquele que nasce de mulher?". (Jó 25:4)

18. MATEUS:

82. "18. A geração de Jesus se deu assim: Quando Maria, sua mãe, desposou a José, verificou-se que ela concebera por obra do Espírito Santo, antes que houvessem coabitado. — 19. José, seu marido, sendo justo e não a querendo infamar, resolveu deixá-la secretamente. — 20. Mas, quando pensava nisso, eis que um Anjo do Senhor lhe apareceu, em sonho, e disse: “José, filho de David, não temas receber Maria por tua esposa, porquanto O que nela se gerou foi formado pelo Espírito Santo. — 21. Ela parirá um filho e tu lhe darás o nome de Jesus, porque ele libertará seu povo dos pecados. — 22. Tudo o que há sido feito o foi para que se cumprisse o que disse o Senhor pelo Profeta, assim: — 23. “Eis que uma Virgem conceberá e parirá um filho, ao qual será dado o nome de Emanuel, que quer dizer — Deus conosco.” — 24. José, então, despertando, fez como o Anjo do Senhor lhe ordenara e aceitou Maria por esposa. — 25. E, sem que tivessem tido trato carnal, ela deu a luz o seu primogênito e lhe pôs o nome de Jesus. (Mateus, 1: 18 a 25)

19. LUCAS:

83. "E, no sexto mês, foi o anjo Gabriel enviado por Deus a uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré, A uma virgem desposada com um homem, cujo nome era José, da casa de Davi; e o nome da virgem era Maria. E, entrando o anjo aonde ela estava, disse: Salve, agraciada; o Senhor é contigo; bendita és tu entre as mulheres. E, vendo-o ela, turbou-se muito com aquelas palavras, e considerava que saudação seria esta. Disse-lhe, então, o anjo: Maria, não temas, porque achaste graça diante de Deus. E eis que em teu ventre conceberás e darás à luz um filho, e pôr-lhe-ás o nome de Jesus. Este será grande, e será chamado filho do Altíssimo; e o Senhor Deus lhe dará o trono de Davi, seu pai; E reinará eternamente na casa de Jacó, e o seu reino não terá fim. E disse Maria ao anjo: Como se fará isto, visto que não conheço homem algum? E, respondendo o anjo, disse-lhe: Descerá sobre ti o Espírito Santo, e a virtude do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra; por isso também o Santo, que de ti há de nascer, será chamado Filho de Deus. E eis que também Isabel, tua prima, concebeu um filho em sua velhice; e é este o sexto mês para aquela que era chamada estéril; Porque para Deus nada é impossível. Disse então Maria: Eis aqui a serva do Senhor; cumpra-se em mim segundo a tua palavra. E o anjo ausentou-se dela".(Lucas 1:26-38)

84. "E, levantando-se, o expulsaram da cidade, e o levaram até ao cume do monte em que a cidade deles estava edificada, para dali o precipitarem. Ele, porém, passando pelo meio deles, retirou-se". (Lucas 4:29 e 30)

85. "Pois vos digo: entre os nascidos de mulher não há maior que João". - Jesus (Lucas 7:28)

86. E ele lhes disse: Como dizem que o Cristo é filho de Davi? Visto como o mesmo Davi diz no livro dos Salmos: Disse o SENHOR ao meu Senhor: Assenta-te à minha direita, Até que eu ponha os teus inimigos por escabelo de teus pés. Se Davi lhe chama Senhor, como é ele seu filho? (Lucas 20:41 a 44)

87. "E falando eles destas coisas, o mesmo Jesus se apresentou no meio deles, e disse-lhes: Paz seja convosco. E eles, espantados e atemorizados, pensavam que viam algum espírito. E ele lhes disse: Por que estais perturbados, e por que sobem tais pensamentos aos vossos corações? Vede as minhas mãos e os meus pés, que sou eu mesmo; apalpai-me e vede, pois um espírito não tem carne nem ossos, como vedes que eu tenho. E, dizendo isto, mostrou-lhes as mãos e os pés. E, não o crendo eles ainda por causa da alegria, e estando maravilhados, disse-lhes: Tendes aqui alguma coisa que comer? Então eles apresentaram-lhe parte de um peixe assado, e um favo de mel; O que ele tomou, e comeu diante deles". (Lucas,24: 36 A 43)

20. JOÃO:

88. "Aquele que vem de cima é superior a todos. Aquele que vem da terra é terreno e fala de coisas terrenas. Aquele que vem do céu é superior a todos". - João Batista (João, 3:31)

89. "Porque eu desci do céu, não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou". - Jesus (João 6:38)

90. “Vos sois deste mundo, eu não sou deste mundo”.- Jesus (João, 8:23)

91. "Por isto o Pai me ama, porque dou a minha vida para tornar a tomá-la. Ninguém ma tira de mim, mas eu de mim mesmo a dou; tenho poder para a dar, e poder para tornar a tomá-la. Este mandamento recebi de meu Pai". (João 10:17-18)

21. PAULO DE TARSO:

92. "Convinha que ele se tornasse em tudo semelhante aos seus irmãos, para ser um pontífice compassivo e fiel no serviço de Deus, capaz de expiar os pecados do povo". (Hebreus, 2:17)

93. Este Melquisedec, rei de Salém, sacerdote do Deus Altíssimo, que saiu ao encontro de Abraão quando este regressava da derrota dos reis e o abençoou, ao qual Abraão ofereceu o dízimo de todos os seus despojos, é, conforme seu nome indica, primeiramente "rei de justiça" e, depois, rei de Salém, isto é, "rei de paz". Sem pai, sem mãe, sem genealogia, a sua vida não tem começo nem fim; comparável sob todos os pontos ao Filho de Deus, permanece sacerdote para sempre". (Hebreus, 7:1-3)

94. "Eis por que, ao entrar no mundo, Cristo diz: Não quiseste sacrifício nem oblação, mas me formaste um corpo". - Paulo de Tarso (Hebreus, 10:5)

95. "Mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens". (Filipenses, 2:7)

96. "Deus, enviando, por causa do pecado, o seu próprio Filho numa carne semelhante à do pecado [...]" (Romanos, 8:3)

97. "Nem toda a carne é uma mesma carne, mas uma é a carne dos homens, e outra a carne dos animais, e outra a dos peixes e outra a das aves. E há corpos celestes e corpos terrestres, mas uma é a glória dos celestes e outra a dos terrestres. [...] Assim está também escrito: O primeiro homem, Adão, foi feito em alma vivente; o último Adão em espírito vivificante. Mas não é primeiro o espiritual, senão o natural; depois o espiritual. O primeiro homem, da terra, é terreno; o segundo homem, o Senhor, é do céu". (Coríntios 1, 15:39, 40 e 45)

22. WILLIAN STATION MOSES

98. Qual é a significação da vida do Cristo e como é o seu corpo? Resp. "[...] Essas encarnações especiais, sobre as quais sereis mais tarde mais bem instruído, diferem até um certo ponto das dos outros homens. Os corpos dos homens pertencem a todos os graus, uns grosseiros e sensuais, outros purificados e etéreos. O corpo humano de Jesus era da natureza mais etérea, mais perfeita". ("Ensinos Espiritualistas", Ed. FEB, Seção XXX)

23. DOLORES BACELAR

99. "Pedro fitava as estrelas, saudoso do Céu, e Jesus recordava a Missão de Allan Kardec, Roustaing, Flammarion, Delanne e outros enviados Seus que vieram trazer à Terra a Luz da Terceira Revelação." ("A Canção do Destino", pelo Espírito Bernardo Guimarães, conto "O Ateu")

24. PADRE V. MARCHAL

100. "Enviado, a seu pedido, pelo Pai, munido das instruções recebidas deste e armado do seu poder, o Cristo deixa os Céus dos Céus, com um corpo etéreo constituído das mais puras essências. Revestido desse corpo espiritual, posto ao serviço de sua vontade onipotente, é que deixará por onde passar os mais espantosos prodígios, é que aparecerá a seus discípulos maravilhados, depois do drama do Gólgota, é que de novo ascenderá ao Pai, quando tudo estiver consumado. Aguardando que chegue a sua hora, reveste um corpo carnal e passível no seio da Virgem Maria, nasce e cresce como qualquer de nós [...]". ("O Espírito Consolador", 23a Efusão - A Grande Vítima")


O CORPO DE CRISTO

Desenho do rosto da médium Zilda GamaSegue abaixo a transcrição dessa importante mensagem recebida pela grande médium Zilda Gama, "O Corpo de Cristo", a 17 de julho de 1913, e enfeixada na obra "O Diário dos Invisíveis", da Editora Pensamento (1929), hoje de difícil acesso, pelo fato do volume em que foi publicada estar esgotado. Ela nos foi gentilmente oferecida pelo confrade Eduardo Franco, do Grupo Roustaing, no Facebook e, como faltava ao nosso acervo de conteúdos relativos à obra de Roustaing, decidimos aqui publicá-la, com o propósito de tornar mais fácil o acesso e o estudo de seu conteúdo. Esperamos que apreciem. Sabemos que, como tudo ligado à obra "os Quatro Evangelhos", ela têm gerado polêmica, mas o fato é que, seja pela qualidade da médium, seja pelo nome que a subscreve - Allan Kardec -, essa mensagem não pode ser esquecida. Na sequência fazemos algumas considerações a respeito.

I

"Muitas controvérsias têm surgido entre os que compulsam os Livros Sacros, a respeito do corpo com que se apresentou na arena terrestre o Nazareno para cumprir sua inolvidável missão espiritual.

Quis, por vezes, elucidar essa questão suscitada pela linguagem ambígua de alguns versículos dos Evangelhos, mas não pude conseguir o meu intento porque sempre a dúvida pairou em minha mente, pois que as palavras atribuídas ao Rabi ora aclaram ora obscurecem os enunciados. Há neles negativas e afirmativas que se destroem mutuamente, deixando perplexo o leitor que deseja, em suas páginas, convencer-se com verdades incontestáveis.

Os Evangelhos, que contêm preceitos morais irrefutáveis, de valor inestimável, foram mal traduzidas do idioma hebraico, ficaram deturpados alguns vocábulos e, por isso, para os que almejam definir a natureza de Jesus - se exclusivamente divina ou humana - não têm o mérito de destruir as dúvidas.

Há um aparente contraste nas palavras atribuídas ao Cristo que, ora proclamava não pertencer a este reino, estar obedecendo à vontade do Pai celestial, de Quem era enviado, ora declarava, peremptoriamente, ser o filho dos homens...

Esse assunto, de sumo interesse para os cristãos, por mim não foi descurado post morten. Esclarecido por Mentores fúlgidos, cultores das verdades transcendentes, eis as conclusões a que cheguei:

Quadro sobre a aparição de Jesus aos apóstolosJesus dizia-se filho dos homens porque não ignorava a pluralidade das existências, sabia que não era um ser excepcional, um predestinado para o sofrimento ou para a glória, criado impecável, mas que havia sido, como todas as criaturas humanas, sujeito ao erro, à fraqueza, tinha tido diversas encarnações em diferentes planetas, em eras remotas, até que, liberto de todas as jaças de caráter, acendrado pela dor, adquiriu méritos extraordinários.

Suas faculdades anímicas atingiram a culminância e iniciado nas verdades siderais, transitou em vários orbes, tornou-se uma alma lúcida, teve conhecimento dos arcanos divinos, e, só então, mereceu ser escolhido pelo Onipotente para desempenhar na Palestina uma inolvidável missão, dolorosa e sublime como ainda não houve outra na Terra. Peregrinando pela Galileia, semeando o Bem, arrancando almas às paixões e ao erro, ressuscitando mortos, destacando-se da humanidade inteira, a qual já não pertencia mais por liames materiais, era Ele qual um lírio de luz desabrochado em infecto paul - o mundo em que mal roçava os pés alvinitentes!

Em suas dissertações com os amados discípulos - médiuns de diversas faculdades, - ora recordava sua origem humana, suas múltiplas encarnações, e chamava-se filho dos homens; ora lembrava sua missão incomparável, sua embaixada celeste, sabia que era o Emissário do Criador e, apontando o Firmamento, dizia: "Não faço a minha vontade, mas a de meu Pai que está no céu"!

Jesus, cujo nascimento foi previsto pelos profetas das eras pré-históricas, os primeiros instrutores da humanidade, os primeiros receptores das mensagens dos mundos divinos - quando baixou à Terra, não era mais um ser materializado, sujeito às enfermidades, às contigências psicológicas.

Há pouco disse que Deus não faz exceções, mas procede sempre com a mais inatacável imparcialidade; em todos os seus atos transparece a mais lúcida justiça.

Imaginai um rude campônio, recrutado para prestar o seu concurso à pátria em luta contra uma nação adversa. Não passa de um rústico soldado para o qual não há quase nenhuma regalia social. Dotado, porém, de iniciativa, de força de vontade surpreendente, aplica as suas horas de lazer ao estudo de línguas e ciências, em pesquisas úteis. Entra em diversos combates e mostra-se valoroso. Em cada refrega que toma parte demonstra um novo mérito. Vai sendo promovido por bravura e capacidade, até que quando as cãs lhe cobrem a fronte, chega ao posto de marechal. Se voltar à sua aldeia natal será ainda tratado como rústico camponez?

Absolutamente não. Todas as homenagens ser-lhe-ão tributadas e ele bem as merece.

Pois bem, é o mesmo que sucede ao espírito humano: no início de seu tirocínio planetário, bisonho e ignorante, tateia as trevas, comete faltas revoltantes. Depois, começa o seu longo aprendizado moral em serviço da Pátria celeste, em defesa da alma e da Virtude.

Peleja com a adversidade, adquire conhecimentos úteis. Suas faculdades psíquicas atingem plena maturidade e pujança e, então, já no apogeu da perfeição anímica, o Onipotente, a Majestade suprema,encarrega-o de elevada e delicadíssima missão, outorgando-lhe prerrogativas especiais.

Quadro sobre a aparição de Jesus aos apóstolosEis o que sucedeu a Jesus, o que sucederá com todos os seres humanos. Ele não era um Espírito privilegiado, mas que já possuia, quando baixou a este orbe, méritos adquiridos, faculdades psíquicas indescritíveis na linguagem terrena, e, por isso, seu nascimento, sua existência, sua morte, não se assemelham aos de todos os homens.

Sua Mãe puríssima, alma de escol, ou grandemente evoluída, manancial de castidade e virtudes, concebeu-o de um modo diverso do das outras progenitoras, ao influxo e poder do Altíssimo, que teve por emissário um Espírito Santo - isto é, um Espírito lúcido, um dos que atingiram a culminância da Perfeição - para dar-lhe conhecimento da missão a que a destinava (2).

Pertencendo, pois, a uma hierarquia espiritual elevadíssima, tanto o seu mediador plástico quanto o seu envoltório tangível, não podem ser equiparados aos de todos os indivíduos comuns, como a gaze de seda sutilíssima não se compara com a mais áspera serapilheira(3). Bem sabeis que, ao encarnar-se, é a nossa própria alma que manipula seu corpo material, como a crisálida tece o casulo em que se encerra.

Jesus, pois, que necessitava tornar-se visível, surgir na arena mundial como todos os seres humanos sem causar estupefação, ter uma infância e uma juventude para que, então, pudesse dar cumprimento às determinações Paternas, abrigou-se no seio impoluto de Maria e revestiu-se de uma clâmide material tenuíssima, que, ao impulso de sua potente volição, podia ser agregada ou desagregada facilmente, e eis como se patenteiam os considerados milagres estupendos de sua existência - a transfiguração, a passagem sobre as ondas de Genezaré (4), etc.

Se ele o quisesse, pelo apuro prodigioso de seu Espírito, poderia isolar seu organismo delicadíssimo de toda a dor física, não sofreria as torturas que lhe foram infligidas, mas não se prevaleceu dessa potência psíquica - que a têm em elevado grau as Entidades Superiores, - porque desejava padecer ainda humanamente, a fim de que seu sofrimento e sua resignação servissem de exemplo às turbas contemporâneas e porvindouras, para compreenderem que, unicamente a dor, a humildade, a submissão aos desígnios do Alto podem libertar as almas de seus erros e de suas impurezas, aproximando-as do Altíssimo.

Tornando ao primitivo assunto ainda vos direi, relativamente ao corpo de Jesus: não era o envoltório do seu perispírito igual ao do homem planetário, mas ao do sideral, - que possui um organismo indefinível nas linguagens terrenas, - formado de tecidos sutilíssimos, e, no momento em que lhe aprouvesse poderia ficar intangível, idêntico aos dos habitantes siderais, - que Ele já o era - desconhecido nesse orbe, de uma contextura indescritível, de sensibilidade apuradíssima.

Sua concepção, seu nascimento, sua ressurreição, sua transfiguração - em que manifestou sua luminosidade, em que seu Espírito irradiou-se através de sua tênue veste material, como se os raios solares atravessassem um prisma de cristal, desfazendo-o em névoa invisível, provam a individualidade super-humana de Cristo. Dirão, agora, os que não pensam desse modo, discordando das ideias emitidas:

"Estás em desacordo com as asseverações que escreveste em "A Gênese"...

Capa do volume A Gênese de Allan KardecEu, então, com a consciência tranquila, lhes direi: nunca afirmei, categoricamente, o que expus sobre esse magno assunto. Apenas indaguei a verdade, estudando os "Evangelhos" e a dúvida persistiu em minha mente, a respeito da natureza do Rabi, não chegando a uma conclusão positiva. Busquei, pois, extramundo, a elucidação dos problemas que mais me preocuparam na última existência, e algumas soluções obtidas irei patenteando lealmente, nestas mensagens psíquicas.

Afirmo, agora, baseado nas verdades transcendentes que, Jesus, o Emissário divino, foi o Ente mais evoluído, da mais alta estirpe sideral, que já baixou à Terra, em cumprimento a uma incumbência direta do Pai celestial e, portanto, o que houve de anormalidade em sua existência não foi uma seleção parcial feita por Deus, mas uma justa homenagem que lhe era devida ao próprio mérito.

Nós, distanciados como estamos de sua perfectibilidade, não gozamos das mesmas regalias, ou prerrogativas lhe lhe foram outorgadas, mas podemos adquiri-las, em séculos e milênios de dedicação, labor, esforço próprio, prática de todas as virtudes. Era, pois, Jesus, já naquela época - a do início do Cristianismo - uma personalidade superior que, para bem desempenhar sua missão planetária, teve de tecer suas vestes tangíveis com as quais ofuscou o brilho de sua alma radiosa(5), constituída de eflúvios cósmicos, que se solidificaram, que se aderiram ao mediador plástico, dando-lhe toda a aparência de materialidade, mas podiam ser dissolvidas ao influxo de sua vontade.

Possuía, pois, um organismo quintessenciado e apuradíssimo, porém podia sofrer humanamente o que chamamos dor física, em contato com o ambiente e com o exterior que o envolvia. Era esse envoltório tangível e delicadíssimo o receptor de todas as vibrações e impressões exteriores; sem ele não teria padecido senão moralmente.

Dirão alguns céticos:

- O Onipotente, pois, fez uma exceção às leis naturais com a vinda de Jesus à Terra; criou uma natureza diversa da humanidade carnal...

A esses, redarguirei:

- Se houve exceção esta beneficiou ou prejudicou à humanidade? Era Ele, ou não, uma Entidade superterrena que aqui se corporificou como o fazem os seres astrais, em todos os mundos onde necessitam ir, para desempenhar uma tarefa espiritual de sumo alcance?

Não foi um bem inigualável que o Eterno proporcionou a todos os entes humanos, enviando-lhes o seu fúlgido Emissário, para lhes ofertar o Código da Redenção de todas as almas - os Evangelhos - e o seu exemplo fecundo e inesquecível?

Pois bem, ao Criador não aprouve mandar-nos o seu brilhante Ministro como nos envia os seres vulgares e imperfeitos, tal qual procederia um nobre Monarca que, tendo de tratar de magno assunto, em longínquo e civilizado país, não confia essa momentosa incumbência a um rude servo, mas a um ilustre Embaixador que, por seus méritos pessoais e pelos que lhes foram outorgados por ele, desfruta todas as regalias imanentes de seu alto cargo.

Jesus, pois, o Embaixador divino, não se assemelhava a seus coevos, era de uma essência mais apurada. E, com isso o Soberano universal não quis patentear o seu poder ilimitado, mas a sua bondade iniitável, por que ao mesmo tempo rendia merecida homenagem, praticava uma justiça para com o seu egrégio Enviado e concedia-nos o seu mediador, o modelo pelo qual, imitando-o, todos poderão ser libertos de seus defeitos morais e alcançar a remissão de todos os seus delitos.

Se o Cristo constituiu uma seleção às leis naturais, quanto ao seu nascimento, corpo tangível, etc., não fez o mesmo o Onipotente aos primitivos indivíduos que surgiram neste planeta de um modo mais miraculoso que Ele?

Não sabeis como foi povoado este mundo?

Emigraram almas apenas com seus corpos astrais para este orbe, foram revestidos da matéria cósmica existente no grande laboratório universal, que jamais se extinguirá. Portanto, antes de Jesus já o Criador havia concedido à humanidade uma faculdade que, perante a ciência terrena, parece uma utopia, mas não o é para a Ciência Sideral. É uma realidade, reconhecida pelos luminares do Espaço, a aderência de elementos materiais no perispírito, tornando um ente intangível tão corpóreo quanto os que provém dos casais. O organismo do Emissário celeste era, porém, de uma perfectibilidade indescritível na dialética terrena, desagregável ao influxo de sua vontade poderosa, como a possuem todas as Entidades de elevada categoria, consagradas exclusivamente ao Bem e às mais sublimes causas.

II

Eu, que sempre amei as verdades cristãs, muitas vezes me preocupei com o problema, que parecia insolúvel, do corpo do Rabi.

Como eu, tantos outros procuraram sondar o passado longínquo e caliginoso, mas para todos as sombras continuavam espessas. Depois de haver iniciado um tirocínio que não podia consumar-se aqui, quando os séculos nos afastam dos sucessos que se tornam indistintos e como que imersos em um pelago de cerração impenetrável, regressando à Pátria espiritual pude prosseguir os meus estudos psíquicos, encontrando, enfim, uma elucidação satisfatória ao que almejava saber.

Após frutíferas investigações, cheguei a estas conclusões:

Jesus, luz do mundoJesus, para que pudesse desempenhar sua missão terrena, não devia surgir das nuvens nem das águas, como nos contos mitológicos ou fantasistas.

Precisava, pois, de um médium - isto é, de um ente com o qual coadunasse sua natureza apuradíssima, para que se tornasse visível e tangível. Esse intermediário foi Maria, escolhida pelo própria Criador, e, para que não ignorasse a excelsa incumbência que havia de desempenhar, foi cientificada por um Mensageiro de elevada hierarquia. O Messias, pois, retirou os elementos de que necessitava paa adensar o seu corpo astral dos eflúvios fluídicos d'aquele ser virtuoso e evoluído, bem como da matéria cósmica(6) que existem em todos os recantos da Natureza.

Foi assim que ele o ofuscou, por alguns anos, em uma clâmide preciosa, em um tecido indefinível nos idiomas desse planeta, o qual, às vezes, era vasado pelo fulgor do excelso Espírito que nele se enclausurou.

Assim como a eletricidade - imponderável, impalpável, invisível, carece de um veículo para propagar suas poderosas correntes, o Cristo utilisou-se de um condutor - seu corpo solidificado - para transmitir às turbas seus pensamentos, para o tornar suscetível do que se chama sofrimento físico, para ficar em contato com a humanidade e com o mundo exterior, enfim.

Era esse organismo, aparentemente igual ao de qualquer criatura encarnada, parecendo constituído de músculos e ossos(7), mas de fato não o era, pois os elementos de que se compunha estavam de tal sorte sujeitos ao influxo espiritual de Jesus que seriam dissolvidos no instante em que Ele o quisesse.

Parece irreal o que exponho, no entanto, no Antigo Continente, não há muitos anos, em uma sessão assistida por eméritos cientistas, um sujet foi parcialmente desmaterializado e depois reconstituído por um agente espiritual(8).

O outro exemplo, comum nos indivíduos dotados de grande sensibilidade, quando sob a influência de uma dor moral muito acerba: o corpo físico, às vezes em poucas horas, perde parte de seu peso, emagrece como vulgarmente se diz, mas, o que sucede, positivamente, é a dissolução de tecidos pela intensidade das correntes magnéticas do pensamnto, a mais poderosa bateria da alma

Pode-se, pois, para os espíritos superiores, estabelecer-se as seguintes leis metafísicas:

  1. Possuem a faculdade de produzir, voluntariamente, com os eflúvios ódicos, todos os corpos;
  2. Podem decompor, com a potência psíquica, o que lhes apraz.

Aplicando-se ambas a Jesus, que as executava com facilidade, estão elucidados todos os fenômenos, que parecem incompreensíveis, dos seus chamados milagres.

Provam sua faculdade organizadora:

  1. O seu corpo tangível;
  2. A transformação da água em vinho, nas bodas de Caná;
  3. O acréscimo dos pães;
  4. Fazer aumentar, com o seu corpo materializado, suas vestes inconsúteis, ou fluídicas.

Provam sua faculdade de desagregar a matéria, tornando-a invisível ou imponderável:

  1. A perda de peso, a fim de poder equiibrar-se sobre as águas;
  2. A Transfiguração no Tabor, em que ficou patente apenas seu radioso perispírito;
  3. A desaparição de seu corpo material depois de sepulto;
  4. Surgir e desaparecer onde se achavam os discípulos reunidos, com as portas cerradas, depois da ressurreição;
  5. Tomar parte da ceia dos Apóstolos parecendo ingerir diversos alimentos, quando, em realidade, eram eles desmaterializados ou decompostos, ao contato com suas mãos puríssimas.

O corpo de Jesus, tanto antes como depois de encerrado no sepulcro - como foi verificado por um incrédulo São Tomé - era o mesmo, apresentando as chagas da crucificação.

Os discípulos não lhe notaram senão ligeiras modificações, quando os acompanhou a Emaús e quando surgiu, com as portas fechadas, no recinto de um sala onde se achavam congregados, reparando, apenas na mudança operada nas vestes e no seu olhar, que possuia outra expressão. Como desconheciam eles as manifestações anímicas, ou não sabiam dar-lhes uma explicação compreensível, nao fizeram uma observação precisa, atemorizados pela presença do Mestre, que supunham fosse um Espírito, mas hoje, pode-se afirmar que a diferença notada era a diafaneidade do corpo astral, que, no entanto, Ele tronou novamente tangível, quando partiu o pão e participou da ceia, isto é, desmaterializou o peixe em que tocara, porque não era mister ingeri-lo, e quando São Tomé lhe verificou as chagas(9).

Era, no entanto, o mesmo Cristo, que a multidão contemplara no cimo do Gólgota. Seu corpo, depois que esteve encerrado no túmulo, fez quase imperceptível metamorfose, o que prova exuberantemente que nunca foi igual ao de todos os seres humanos. A curiosidade ou ceticismo de São Tomé confirma, hoje, a verdade de que se compunha o seu corpo: tocar em suas chagas foi provar que Ele continuava a ser o mesmo, visível e tangível para os incrédulos, materializando-se e desmaterializando-se ao influxo de sua vontade potente, fenômeno esse me pleno domínio dos psiquistas que já conseguiram fotografar, em idênticas condições, espíritos, flores, luvas de parafina, etc.

Ora, se Ele se apresentava aos apóstolos, depois de ter sido crucificado, como o era d'antes, aparecendo-lhes qual o conheciam, é que o Cristo assim o era, desde o seu nascimento, que, como já me expressei, foi quando ao seu lúcido corpo astral agregaram-se moléculas materiais que se dissolveram no túmulo mas logo foram coesas quando se apresentou aos discípulos e com eles simulou participar-lhes da ceia. Seu corpo aparente era, pois, uma veste que Ele usava quando lhe aprazia, faculdade essa que não é privilégio concedido a determinada entidade mas a todas as que atingiem a verdadeira elevação anímica.

Não é, pois, estranhável que Jesus tenha tornado tangível o seu perispírito, ao poder de sua volição incomparável.

III

Pietá, de MichelângeloHá outro ponto obscuro, relativo a Jesus, que desejo esclarecer: para os que o consideram com um corpo perfeitamente material, o sofrimento físico foi indizível; para os que afirmam que era fluídico, a dor não o atingiu.

As potências espirituais são intensas nos entes de elevada hierarquia e, se estes se reencarnarem, podem, pelo domínio da vontade, isolar os padecimentos orgânicos.

Jesus, no entanto, que era corporificado mas não encarnado, podia deixar de sofrer fisicamente, mas não quis prevalecer-se dessa faculdade psíquica. Em vez de isentar seu mediador plástico das influências exteriores, Ele o pôs em contato com a matéria, por meio de um organismo sutilíssimo. Era, pois, dotado de uma sensibilidade apuradíssima, que vibrava ao menor atrito, à menor percussão exterior, e, por isso, padeceu tanto moralmente como as torturas que lhe infligiram os seus algozes.

Percebendo que alguém - uma enferma - lhe tocara nas vestes, interrogou:

- Quem me tocou? Senti desprender-se de mim uma virtude!"

Portanto, até suas vestes, que eram fluídicas, faziam repercutir, como veículos magnéticos, no seu íntimo, as mais delicadas vibrações exteriores.

As entidades apuradas, quando se corporificam, para o desempenho de alguma elevada missão planetária, têm o máximo império sobre a própria natureza, sabem anestesiar a dor ou suportá-la sem proferir um brado de revolta, mas o Nazareno não quis utilizar-se dessa faculdade, inerente aos seres evoluídos, nos instantes de maior tormento, para que maior mérito tivesse o seu sacrifício; sofreu, portanto, todos os martírios dos açoites e da crucificação, com uma resignação que se tornou modelar.

Era mais sensível que todos os seres até hoje aqui existentes e, por isso, as dores que suportou foram intensíssimas, porém as morais superaram todas as outras: a vergasta, a lança, os cravos menos o supliciaram do que a ingratidão, a perfídia d'aqueles que Ele beneficiou.

Não era, pois, insensível à dor, ao inverso, possuía um organismo mais aprimorado que o humano, cujos tecidos eram mais delicados, possuiám uma sensibilidade superlativa, quintessenciada, indefinível na linguagem terrena.10

Eis, irmiãos investigadores das verdades transcendentes, a solução ao problema que há muito nos preocupava.

Hoje podeis asseverar que, Jesus, o Arauto do Onipotente, o ser mais perfeito que já transitou por este planeta para cumprir determinações divinas, não podia utilisar-se de um aparelho material exatamente igual ao humano. Seu radioso Espírito carecia de um envoltório mais coadunado à sua perfeição, para que a matéria não obscurecesse as suas faculdades anímicas, não fosse um obstáculo ao exercício de sua tarefa gloriosa e árdua.

Sem possuir todos os atributos da divindade como o afirmam os sacerdotes católicos, julgando-o o próprio Criador perlustrando pela Terra, abandonando, por conseguinte, ao acaso, o Universo, durante decênios, tinha um grau de superioridade moral e psíquica que já o aproximava do Eterno, sem contudo o igualar, porque o progresso tem um limite.

Como Emissário de um Soberano magnânimo Ele baixou a este orbe com poderes excepcionais, que nunca foram outorgados a outrem. Era o lúcido Delegado do Sempiterno e tinha disso a mais nítida compreensão e o dizia lealmente a todos que o cercavam, e, em nome de Quem no-lo enviou pôde operar os prodígios que talvez jamais seram aqui realizados, dentre os quais avulta o do reparte de alguns pães para uma multidão de comensais, conseguindo saciar todas as criaturas que o escutavam famintas do pão espiritual.

No entanto, naqueles instantes memoráveis, ao mesmo tempo que Ele satisfez os famulentos ouvintes, lançou-lhes uma semente de luz, que, no transcurso dos séculos, germinaria a Fé mais inabalável nos seus Espíritos que ficaram, por todo o sempre, mitigados, seguiram a senda da Virtude, supondo que seus corpos é que foram alimentados.

Jesus não derrogou as leis naturais, apenas patenteou as potências psíquicas de que já era dotado, as quais são vedadas à humanidade enquanto imperfeita. A realidade, porém, é que, por algumas vezes, manifestou ser, efetivamente, o Emissário divino, mas sempre submisso a Quem o tinha enviado à Terra.

O Cristo não poderia, se o quisesse, prevalecer-se dessa poderosa faculdade espiritual senão para o Bem, para encaminhar as almas à Perfeição. No momento em que desabrochasse um átomo de orgulho ou vaidade em seu íntimo seria d'Ele retirada.

Por isso foi sempre humilde, o disseminador das verdades transcendentes, o saneador dos Espíritos e dos corpos enfermos, sem abusar da faculdade que lhe foi concedida pelo Pai, para o desempenho de uma nobilíssima incumbência.

IV

Se se julga prodigioso o nascimento de Jesus, não o é menos o instante em que foi consumada sua missão terrena.

Já me referi a esse magno assunto nas - Revelações - e agora o faço de novo, externando mais amplamente os meus pensamentos.

Quando tracei, em minha última existência, as páginas que constituem alguns dos livros por mim organizados, vacilei sobre se deveria, ou não, julgar o Rabi um ser humano normal ou uma Entidade super-terrena.

Transfiguração de JesusDepois de rotos os laços fluídicos que me prendiam à vida orgânica - quando nossas potências psíquicas, desanuviadas, atingem maior percepção, novamente me entreguei a pesquisas que se relacionam com as ideias já expostas e outras que serão patenteadas à luz da publicidade.

O Cristo não era unicamente um filósofo - como o afirmam alguns grandes escritores -, perfeitamente humano, tendo das existências, material e psíquica, uma compreensão exata; nem um desequilibrado, no julgar de outros, imbuídos de ideias errôneas e fantasistas a respeito de sua complexa individualidade, que se destaca da de todos os povos da Palestina, mas sim o Emissário do Onipotente, investido de poderes excepcionais, uma entidade fúlgida que, por algumas dezenas de anos, ficou entre a humanidade corporificada.

Não é mister reiterar o que já esclareci em capítulos anteriores a este.

Apenas direi que, hoje, são inúmeros os exemplos de assimalação e desassimilação de partículas materiais, da solidificação de eflúvios ódicos, nas sessões de materialização de flores, Espíritos, etc., fotografados em pleno estado de tangibilidade.

Assim o organismo de Jesus não foi um caso isolado neste planeta, um fenômeno ultra-terreno, mas perfeitamente normal, depois que se conhece o fluido universal, do que são feitos todos os corpos, dependendo apenas da coesão e repulsão de suas moléculas. As partículas que o constituíram, enquanto Jesus permaneceu visível neste planeta, foram desassociadas e volatilizadas quando o levaram ao sepulcro, dando plena liberdade à sua alma resplandecente, que fora até então revestida como de uma neblina condensada intensamente, que, de novo ficou fazendo parte do reservatório universal do Cosmos, de que se foram todos os agentes e todas as coisas: a luz, o calor, as nuvens, os sólidos, os líquidos, o aroma, etc.

Houve, pois, uma particulidade digna de menção, relativa ao Mestre, ao findar sua missão terrena: quase todos os despojos perecíveis (com exceção dos que são inumados vivos, num caso de catalepsia, etc.) são encerrados na sepultura já desligados do Espírito, ao passo que os d'Ele foram depois de enclausurados no sepulcro, com sentinelas a fazer-lhes ronda. Só houve o desligar da Alma de Jesus - momentâneamente amortecida ou adormecida - do seu sutilíssimo envoltório depois de sua permanência no jazigo, cedido por Arimateia, e, por isso, os centuriões de Pilatos constataram sua ressurreição, pois viram-na, toda lúcida, alar-se da pétrea prisão, abertura por uma força indômica, atribuída a falanges de Arcanjos ou entidades superiores que o circulavam.

Esse e outros fatos, relativos ao Rabi, até hoje considerados anômalos, têm cabal demonstração na sua excelsitude espiritual.

Ele não era, pois, o próprio Criador, mas possuía já atributos psíquicos jamais igualados por outro ser que haja baixado à Terra, em desempenho de uma tarefa divina.

Não manifestou mais claramente os seus pensamentos, concernentes à sua natureza; ora dizia ser o filho dos homens, ora do Onipotente, o Pai celeste, - o mesmo sucede a todos os seres humanos, - declarando estar cumprindo ordens sacras e irrevogáveis, porque não queria exasperar os intolerantes sacerdotes de antanho, a fim de que pudesse legar à humanidade o Código de Luz que se chama - Evangelhos.

Foi, por isso, que, raras vezes, manifestou essas ideias, não afirmando peremptoriamente o que era, porque sabia que, no futuro, na época do Consolador Prometido, tudo seria elucidado.

Ele não ignorava, porém, que lhe foram outorgadas prerrogativas excepcionais; sabia, lucidamente, Quem o havia enviado ao orbe terráqueo, e essa lembrança sem véus que possuía da tarefa que lhe fôra designada pelo Ser Absoluto é uma evidente manifestação de que a matéria - que obscurece quase todas as recordações retrospectivas dos entes planetários - n'Ele não era obstáculo às ideias com que viera do Alto para o desempenho de sua nobre incumbência.

Sabia desde infante - ou com aparência de infante que descera dos páramos siderais para realizar uma obra estupenda: estabelecer as bases apara a regeneração espiritual de toda a humanidade, tendo do passado longuíssimo, do presente e do porvir, um conhecimento preciso, devassando-os, constantemente, com as suas fúlgidas potências anímicas.

Ninguém, com raras exceções, podendo, alguém, por desígnio celestial, ter apenas um vislumbre de existências transcorridas, ou do que veio efetuar neste orbe - jamais teve tão nitidamente definida a sua missão terrena, as suas torturas porvindouras. A matéria, pois, não era igual em Jesus à de todos os entes humanos, nunca obliterou as suas faculdades mentais, sabia Ele, desde que chegara a este planeta, o que veio executar e o quanto teria de sofrer futuramente

Tinha pleno conhecimento de que era o Emissário do Altíssimo e daí provém a sua conduta que, às vezes, parece estranha, porque não se aliava a seus parentes, que o eram perante todos os que desconheciam o prodígio de seu nascimento, sendo apenas consanguíneos de José e Maria - que não julgavam fosse Ele o Messias, ansiosamente esperado durante séculos, desde as profecias dos mais preclaros conhecedores das verdades divinas, os médiuns inspirados das eras pré-históricas.

Seus parentes, repito, não compreenderam a sublimidade de seus ensinamentos, não deram crédito às suas palavras, considerando-o louco... Parece que, em todas as eras, o diploma de loucura, forjado pelos ignorantes, das grandes inovações mundiais, é o que imortaliza os heróis e os triunfantes das nobres causas, salientando-os por todo o sempre, do núcleo dos sensatos, que desaparecem na obscuridade do anonimato...

Resta-me, agora, dizer algo sobre a hora em que o Cristo finalizou sua missão terrena para dar início à espiritual, isto é, continuá-la, pois é sabido que Ele presidiu, já como Delegado divino, à formação deste planeta, do qual é dirigente, responsabilizando-se pela salvação de todas as ovelhas que lhe foram entregues.

Respondo à seguinte arguição feita por muitas criaturas desejosas de conhecerem as verdades transcendentes:

Compartilhou, ou não, a Natureza, naqueles momentos memoráveis do drama que teve o epílogo no Calvário?

o Céu escurece após a morte de Jesus, no entender dos homensPosso responder-lhes afirmativamente, e era necessário que assim fosse, por que se o Cristo, o Parlamentário do Eterno, tivesse consumado sua dolorosa embaixada com o indiferentismo dos elementos naturais como o das turbas impiedosas que o contemplavam, impassíveis, no topo de uma cruz; se o Céu se conservasse azul, alheio à tragédia do Gólgota; se coisa alguma revelasse o poder de que se achava investido o sublime Crucificado, todo o seu sofrimento seria desvalorizado pela humanidade, que ficaria vacilando se Ele seria, ou não, o Semeador do Verbo divino...

Foi a Natureza em crépe e o solo em convulsão, naqueles instantes de dor deífica pela imperfeição humana, a grande revelação do valor extra-terreno do celeste Enviado. Somente então é que os crueis adversários de Jesus rojaram-se pelo pó, reconhecendo toda a extensão da ignomínia que praticaram.

Foi, pois, uma das provas mais evidentes da elevação hierárquica do Cristo o que se passou no Gólgota, ao consumar sua missão terrena, revelando a própria Natureza enlutada e trepidamente que era a Entidade da mais alta estirpe das que aqui têm vindo peregrinar. Ninguém, pois, d'aquela hora em diante poderia duvidar de que o próprio Onipotente manifestou o seu pesar pela crueldade humana, fazendo com que o Céu e a Terra compartissem da grande mágoa que o pungia, verificando quanto as criaturas são injustas e sem gratidão, e, se ainda houve e há céticos é que as almas são impuras e sempre existiram cegos voluntários - os que têm olhos de lince e não querem ver...

Reitero, portanto, o que já disse: se o desprendimento do Espírito radioso de Jesus fosse igual ao de todos os desditosos que, até então, tinham sofrido o suplício infamante e crudelíssimo da cruz, mostrando-se a Criação impassível e impenetrável, ninguém quase daria valor à sua vinda a este orbe. Era mister uma inolvidável manifestação de sua pujança espiritual, e a Natureza foi digno cenário para ser finalizada a tragédia dolorosa que nenhum povo civilizado ignora.

De outra sorte Jesus já teria sido olvidado pela humanidade indiferente a tudo o que não tenha um cunho sobrenatural ou extra-terreno, descrendo de tudo o que não se patenteia à sua vista, impressionando os sentidos.

Eis, irmãos investigadores das verdades siderais, o que vos relato, baseado em informes insuspeitos.

Possam as minhas palavras desvanecer dúvidas e pôr termos às dissensões havidas entre adeptos da doutrina vencedora que se abebera nas páginas dos Evangelhos!

É o que vos posso asseverar, convicto de que vos expus uma lúcida verdade, pela qual, em minhas últimas existências planetárias, sempre me bati com denodo.

Allan Kardec.

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NOTAS:

(1) Fonte: http://www.oconsolador.com.br/ano4/204/raulteixeiraresponde.html?fbclid=IwAR1Hi9eKUQNGi_-Yz7s41W0OAWXIAQPAYddQ-I24SyDAps5znHFtWKyQW2Q

(2) Nota do médium: Há uma pequena quadra expressiva que esclarece o mistério da concepção de Jesus. Ei-la: "No seio da Virgem pura / Penetrou divina graça; / Entrou e saiu por ela / Como o sol pela vidraça!"

(3) Serapilheira, manta morta ou liteira é a camada formada pela deposição dos restos de plantas e acúmulo de material orgânico vivo em diferentes estágios de decomposição que reveste superficialmente o solo ou o sedimento aquático. É a principal via de retorno de nutrientes ao solo ou sedimento. Fonte: Wikipédia

(4) Capítulo 9, S. Marcos, vers. 3: "E as suas vestes tornaram-se resplandecentes e em extremo brancas, como nenhum lavandeiro sobre a Terra as pôde lavar". Capítulo 14, S. Mateus, 26: "Os discípulos, vendo-o andar sobre o mar, perturbaram-se e exclamaram: "È um fantasma! E de medo gritaram. Mas Jesus, imediatamente lhes falou: Tende ânimo, sou eu, não temais" (DESTAQUES DA EDIÇÃO ORIGINAL).

(5) Do livro de Sóror Maria de Jesus - Cidade Mística de Deus, pág. 194: "disse-lhe (referindo à Maria de Nazaré) que não queria por vestido mais que uma túnica talar de lã; e cor ordinária, e que esta lhe serviria toda a sua vida, porque cresceria com ele, e não se envelheceria".

Pág. 195, idem, "sempre se conservaram novas, e cresceram tanto quanto o menino crescia".

Sóror Maria de Jesus, de Agrede, escreveu-o no primeiro quartel de 1600, quase dois séculos antes de ser codificado o Espiritismo.

(6) Ectoplasma, dos metapsíquicos.

(7) Nota do médium - Ao copiar esta página li, na Revista da Semana, do Rio, de 30 de dezembro de 1922, o que se segue, de pleno acordo com as ideias acima expostas: "Vi dedos - escreve o prof. Geley - que eram admiravelmente modelados, compreendendo as unhas; pude observar mãos completas, com os ossos e as articulações; vi uma caixa craniana perfeita, cujos ossos pude apalpar debaixo dos cabelos espessos. Semblantes humanos perfeitos, vivos! Essas formações nasceram e desenvolveram-se completamente em muitos casos debaixo de minhas vistas, desde o princípio até o fim do fenômeno".

Os adeptos do espiritismo afirmam que, por meio destas observações, se demonstra a modelação da substância viva pelo esforço do pensamento. É, segundo eles, uma criação que se efetua por influência da vontade".

(8) Experiências de Aksakoff. O mesmo fenômeno foi observado no Pará, recentemente, com a sra. Prado.

(9) Nota do médium - Para corroborar, as asseverações do querido Mestre, aqui transcrevo alguns versículos do Capítulo 24 do Evangelho de S. Lucas:

30. Estando os três à mesa, Jesus tomou do pão, abençoou-o e, tendo-o partido, lhes deu. — 31. Nesse momento os olhos se lhes abriram e ambos o reconheceram. Logo, porém, ele desapareceu de suas vistas. — 32. Um ao outro disseram então: Não é que se nos abrasavam os corações quando ele nos vinha falando pelo caminho, a nos explicar as escrituras? — 33. No mesmo instante ergueram-se, voltaram para Jerusalém e foram ter com os onze apóstolos que se achavam reunidos, juntamente com os que os acompanhavam. — 34. E disseram: Realmente o Senhor ressuscitou e apareceu a Simão. — 35. E narraram o que lhes sucedera em caminho e como o tinham reconhecido quando ele partia o pão. V. 36. Quando ainda falavam desses fatos, Jesus se apresentou no meio deles e lhes disse: A paz seja convosco; sou eu; não temais. — 37. Eles, porém, espantados e perturbados, imaginaram estar vendo um Espírito. — 38. Disse-lhes então Jesus: Porque vos turbais e se levantam tantas dúvidas em vossos corações? — 39. Vede minhas mãos e meus pés e reconhecei que sou eu mesmo; apalpai-me e lembrai-vos de que um Espírito não tem carne, nem ossos, como vedes que tenho. — 40. E, dizendo isso, lhes mostrou as mãos e os pés. — 41. Como, todavia, ainda não acreditassem, tantos eram neles a alegria e o espanto, Jesus lhes perguntou: Tendes aqui alguma coisa que se possa comer? — 42. Apresentaram-lhe um pedaço de peixe assado e um favo de mel. [...] V. 50. Depois do que, levou-os fora dali a Betânia e, erguendo as mãos, os abençoou. — 51. E sucedeu que, enquanto os abençoava, se afastou deles.

(10) Nota do médium - Materialisando-se, pois, os Espíritos podem padecer fisicamente. O sofrimento de Katie King foi intenso quando, anuindo ao rogo de W. Crookes, sujeitou-se, materialmente, a receber uma projeção luminosa.

(11)Transcrevo ainda do livro de Sóror Maria de Jesus de Agreda, do já aludido livro, à pág. 194: "Completo o primeiro ano de infância do Menino Jesus, estando um dia S. José praticando com a Senhora sobre os Mistérios da Redenção, o Menino, que a Senhora tinha ao colo, falou com S. José, dizendo-lhe: "- Padre meu, eu desci do céu à Terra para ser luz do mundo, e resgatá-lo das trevas do pecado; para buscar e conhecer, como bom Pastor, as minhas ovelhas, dar-lhes pasto e aliimento de vida eterna, e ensinar-lhes o caminho da Glória,e para abrir as portas do Céu, que o pecado tinha aferrolhadas: quero que vós sejais filhos da luz, pois a tendes em vossa casa e companhia".

À pág. 196. Tanto que o Menino começou a andar, se retirava muitas vezes ao Oratório da Senhora a fazer oração ao Eterno Padre, e tinha muito gosto de que a Senhora o acompanhasse neste santo exercício, para aprender dele a forma e actos de honra à Divindade. Muitas vezes o Menino se prostava em terra, e outras se levantava no ar com os braços estendidos em forma de cruz, e muitas outras chorava, e suava sangue, com a pena da rebeldia, ingratidão e condenação dos pecados; e como a Virgem via não só os atos exteriores, mas os interiores daquela benditíssima alma, o imitava, e acompanhava em todas essas orações e súplicas, e com muito carinho lhe enxugava as lágrimas, e limpava o suor sanguíneo, de que estava banhado, e porque estas penalidades se contemperavam com os favores do céu, o viu também muitas vezes mais resplandecente que o Sol, e que os Anjos lhe cantavam mil louvores".