Retrato de Bezerra de Menezes

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Bezerra de Menezes

Fé inabalável só o é a que pode encarar frente a frente a razão, em todas as épocas da humanidade. - Allan Kardec

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o idioma universal da Paz!

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Aviso: Seguiremos com a interrupção de nossas atividades presenciais até 31 de julho. Agradecemos a compreensão. A direção.

CRBBM convida para suas reuniões virtuais

Com as atividades presenciais interrompidas desde março último, devido aos cuidados necessários para profilaxia da atual pandemia, decidimos experimentar o uso da plataforma ZOOM para poder dar prosseguimento, ainda que parcialmente, aos nossos estudos e preces em conjunto, promovendo então, a partir dessa semana, as nossas reuniões virtuais. Estão todos convidados, vejam por favor abaixo as instruções necessárias:



RECOMENDAÇÕES GERAIS PARA PARTICIPAÇÃO EM NOSSAS REUNIÕES VIRTUAIS:

ANTES DA REUNIÃO

Ilustração sobre reuniões virtuais

DURANTE A REUNIÃO

AVISO LEGAL

O conteúdo digital das reuniões pertence exclusivamente a CRBBM, e portanto, qualquer divulgação deste material ou partes contidas nele, necessita de prévia autorização da direção, sujeitando o infrator às penas da lei.

AZAMOR SERRÃO, NOSSA ANTENA CELESTE

Agosto em nossa CASA é sempre um mês festivo. No dia 01, lembramos a desencarnação de seu fundador e Orientador, Azamôr Serrão. No dia 29, o nascimento de seu patrono, Bezerra de Menezes. Para lembrar e homenagear aos dois, trazemos a público uma das muitas e belas mensagens de Dr. Bezerra captadas pela mediunidade sensível e cristã de Azamôr. É uma página realmente especial, porque, nela, Dr. Bezerra lembra de um episódio seu ao lado do Cristo, ainda em sua encarnarção como Zaqueu - episódio não registrado nos Evangelhos, acerca do abençoado Publicano. Confiram abaixo, esperamos que apreciem. E Deus abençoe esse dois trabalhadores da Causa do Cristo, devolvendo em multiplicadas bençãos toda a atenção e o desvelo que têm para conosco, seus "afilhados espirituais". Paz e Bem!

COMO CONSTRUIR A PAZ

Foto de pomba branca tendo por fundo um céu azulFilhos, almejais a paz em vossa vida? Trabalhai desde agora com Jesus. Os vossos desenganos serão vencidos e vossas dores serão aplacadas, desde que estiverdes caminhando com o Mestre.

Deveis decidir-vos logo. Não é à espera, de mãos e coração vazios, que deveis ficar, mas, sim, cheios de fé e esperança, seriamente empenhados em aprender, renovando a vossa maneira de ser e de sentir, de modo a mostrardes haver compreendido bem as lições que Ele, misericordioso, veio nos trazer em sua passagem por este mundo.

Contar-vos·ei um episódio de quando o Senhor se encontrava entre nós, na Galileia, maravilhando-nos com a Sua presença. Perambulávamos, procurando apagar nossos erros e maus atos no menor espaço de tempo, diante de tantos agravos acumulados outrora. Havíamos distribuído bens e moedas, mas esqueceramos de reunir valores melhores em nosso coração.

Certa manhã, à sombra de frondosa árvore, permitíamos que o nosso pensamento corresse à solta, quando avistamos triste mendigo aproximar-se. Nada tínhamos no momento para lhe dar - assim pensávamos nós - e deixamos que ele partisse sem a nossa ajuda. Mais tarde, ao ouvirmos, extasiados, a palavra do Mestre, sentimos que elas pareciam destinadas ao nosso coração, pois o Senhor dizia que não era somente o socorro material que deveríamos dar mas, acima de tudo, o socorro espiritual, com palavras de ânimo e de amparo, estendendo nossas mãos com afetividade e ao mesmo tempo mostrando um sorriso de fraternal amor.

Quando não pudermos auxiliar materialmente, busquemos dentro do nosso coração a ajuda moral. que conforta e reanima, porque a demonstração de solidariedade no momento preciso pode exercer salutar efeito. Dos nossos olhos pecadores caíram lágrimas de arrependimento, pois deixáramos escapar mais uma oportunidade de servir, quando vimos que Jesus sorria para nós e que esse sorriso nos transmitia, com o perdão para o nosso erro, fé, coragem e amor, estendendo generosamente Suas mãos vazias.

Que hoje os vossos corações transbordem da alegria de servir com Jesus. Mesmo que nada tenhais de material para dar, oferecei·vos, vós mesmos, fraternalmente, e com amor podereis transmitir o que de graça recebestes do Mestre.

Que a Virgem Santíssima envolva em bênçãos de luz os vossos corações e Jesus vos ampare e guie na obra do bem, pois somente distribuindo o bem se poderá construir a verdadeira paz!

ESTUDOS FILOSÓFICOS

Capa da Edição CRBBM da obra Estudos Filosóficos, de Bezerra de MenezesCom as prevenções aconselhadas em nosso precedente artigo, pode-se obter prova tão positiva dos fatos do mundo invisível, como dos do nosso mundo.

É maravilhoso, sem dúvida - e cheira a charlatanismo ou loucura, o que aí fica escrito; mas parece-nos assim por causa da educação que tivemos.

Se procedemos de materialistas, não admitimos a existência da alma - e, portanto, escarnecemos dos que nos vêm dizer: podeis conversar com os mortos. Se procedemos de espiritualistas, somos filiados a uma seita cristã - e, conseguintemente, embora admitamos a sobrevivência da alma, temos por matéria de fé que esta, separando-se do corpo, vai a seu destino eterno: Céu ou Inferno – e não se diverte em colóquios com os viventes.

Os fatos, porém, destroem, com tal evidência, os fundamentos do materialismo, e os juízos dos católicos e protestantes, sobre o que é feito do homem depois da morte, que só o pirronismo1 obcecado pode recusar-lhes o reconhecimento.

É maravilhoso! Cheira a charlatanismo ou a loucura! Porém é verdade que se vê, que se ouve, que se tocam esses entes invisíveis!

E não é este, ou aquele, que tem o privilégio de verificar esses fatos estupendos. Todo que tiver boa vontade poderá fazer a curiosa e inestimável experiência.

Se o materialista ouvir um médium, ignorante de letras e ciências, falar proficientemente sobre uma questão de alta medicina, por exemplo, terminando por dar o nome de quem lhe faz a comunicação - um médico distinto que já é falecido - o que poderá concluir?

E, se a isso acrescer que um médium vidente, sem ter conhecido o indivíduo que se diz autor das comunicações, lhe descrever os sinais físicos, pelos quais o materialista o reconhecer?

Em tal caso, não faltarão subterfúgios, bem sabemos; mas o homem sério só terá um recurso - é render-se à evidência.

Citaremos duas únicas observações deste gênero, dentre milhares, que temos testemunhado:

Um cavalheiro muito estimável, residente e empregado n’uma de nossas freguesias rurais, veio a jantar, na cidade, em cada um amigo, oficial superior do exército, que era espírita e teve consigo, nesse dia, dois médiuns psicógrafos.

Depois do jantar, o hóspede que era incrédulo, para zombar do amigo, pediu-lhe que fizesse um dos médiuns dizer-lhe o que causava a moléstia de seu filho mais velho - e se essa moléstia era curável.

O moço sofria, desde criança, do que os médicos chamam – loucura - loucura mansa, que se manifestava pelo patetismo, ou idiotismo.

O médium tomou o lápis, e escreveu pouco mais ou menos o seguinte:

“H... Nosso filho sofre as consequências dos erros que teve em suas passadas existências”.

Assinou-se com um nome singular, que o médium supôs estar errado e leu-o, fazendo essa mesma observação.

O hóspede, porém, ficou sem sangue e caiu, quase desfalecido, no sofá.

Aquele nome, que parecera extravagante ao médium, era exatamente o que, em família, se dera à primeira mulher do nosso incrédulo, que à vista de tal fato confessou-se convencido de que a comunicação foi feita por sua falecida mulher, de quem nenhum dos presentes tinha tido conhecimento.

Diga o materialista o que quiser: este fato é uma prova material da existência do Espírito.

Outro cavalheiro, filho de uma província, e altamente colocado em nossa sociedade, desejou ter notícia de sua mãe, falecida naquela província e nunca vista por nenhum dos presentes.

Dirigiu-se primeiro a um médium vidente, para saber se ela estava presente.

- A seu lado, disse este, acha-se uma senhora baixa, gorda - muito clara - com os cabelos cortados - e já todos brancos - tendo na face, junto do nariz, um sinal ou ferida com casca.

Tudo conferia com os sinais da pessoa evocada, principalmente a circunstância ultimamente apontada; pois que a mãe do nosso amigo faleceu, segundo ele próprio nos confessou, de um cancroide na face, no ponto indicado.

Ele, porém, apesar de tudo, ficou vacilante, e pediu a um médium psicógrafo que recebesse alguma comunicação do Espírito que supunha ser o de sua mãe, para certificar-se da sua presença.

O médium escreveu o seguinte:

“Sim: por que duvidas? Acreditaste, por ventura, que a que te trouxe sempre no coração, enquanto viva, te havia esquecido depois de morta?

“Estou sempre a teu lado. Choro quando te vejo sofrer e exulto com tuas felicidades.

“Tua mãe...”

Assinou o nome e o sobrenome, que o médium de modo algum podia conhecer.

É outra prova material da sobrevivência da alma - e da possibilidade, diremos até, da faculdade que tem de corresponder-se com os viventes.

O materialista não pode deixar de render-se diante destes fatos, que desafiamo-lo a vir, por si mesmo, observar.

Mas o espiritualista católico não é tão fácil de reduzir ao reconhecimento da verdade.

Ele explica as aparições e comunicações dos Espíritos pelo seu diabolismo.

É Belzebu quem toma a forma da pessoa que se evoca, ou que se apresenta espontaneamente - e fala por ela.

Para o católico, portanto, estas experiências não lhe abalam as crenças - e não suspendem o anátema contra o Espiritismo.

Contentamo-nos, por hoje, com a prova da existência do nosso eu depois da morte - e consequente aniquilamento do edifício materialista.

Noutro artigo provaremos o erro dos católicos, e tornaremos conseguintemente geral a prova da sobrevivência da alma humana, e da sua comunicabilidade conosco.

Alcançado esse resultado, passaremos à demonstração experimentalmente do excelso princípio: a pluralidade de existências da alma.

Não podemos evitar esses desvios.

(DA UNIÃO ESPÍRITA DO BRASIL)

Max.


NOTAS:

(1)(Nota do Organizador) Doutrina filosófica que tinha por base a dúvida em absoluto; costume de duvidar de tudo, ceticismo; teimosia, obstinação. (Fonte: Dicionário Priberam da Língua Portuguesa – online). Também conhecido como ceticismo pirrônico, tradição da corrente filosófica do ceticismo fundada por Enesidemo de Cnossos no século I d.C., e registrada por Sexto Empírico no século III. (Fonte: Wikipedia)

* Reproduzido conforme texto original. Confira na “Seção Livre” do Jornal “O Paiz”, edição de 27-11-1897:

Visite o nosso Museu Virtual Bezerra de Menezes e faça gratuitamente o download os primeiros 90 capítulos do 1o. volume desse clássico da literatura espírita.


ESPIRITISMO CRISTÃO

COMO SE DEU A MUDEZ DE ZACARIAS, APÓS O ANÚNCIO DO NASCIMENTO DE JOÃO BATISTA?

Gabriel anuncia a Zacarias o nascimento de João Batista

Pela ação fluídica resultante da vontade do anjo. Conforme vos explicaremos mais tarde, assim como há um magnetismo humano, também há um magnetismo espiritual. Por efeito da ação espírita; a língua de Zacarias foi carregada de fluidos, que a tornaram pesada, determinando uma espécie de pa-ralisia aparente, da mesma forma que, quando o magnetizador quer imobilizar um dos membros do magnetizando, o torna extremamente pesado. O magnetismo, ainda muito imperfeito entre vós outros, é um derivado da nossa natureza. Vossos fluidos atuam mais ou menos, conforme se acham menos ou mais comprimidos ou desnaturados pela carne.

No Espírito, os fluidos são livres e vos influenciam mais ou menos conforme à vossa matéria, do mesmo modo que a influência do magnetizador se faz sentir mais ou menos, conforme o magnetizando é mais ou menos impressionável, mais ou menos lúcido.

Esta explicação deve bastar para todos os casos da categoria dos milagres. Toca-vos tirar dela o partido conveniente.

(Transcrito e adaptado de "Os Quatro Evangelhos", de Jean Baptiste Roustaing, psicografia de Émilie Collignon, Tomo I, item 12)


A CAMINHO DA PERFEIÇÃO

Paisagem de um caminho florido tendo o sol ao fundo>

Quando o Pai nos encarna na Terra é para caminharmos de acordo com a rota que nos leva até Ele. Entretanto, o homem desvia-se constantemente da estrada certa, adentrando-se em desvios que o levam a provas dolorosas. Assemelha-se à criança que nos primeiros anos, sem ainda discernir o que é bom ou o que é mal, causa danos a si própria.

Há dois mil anos, misericordiosamente, o Pai enviou-nos o Seu Filho como exemplo; contudo, muitos se encontram tão cegos como antes, só dando atenção ao que lhes desperta o gozo dos sentidos.

Urge que o homem seja melhor, sem extravios, porque a Terra, até aqui considerada de dores e provas, está a ponto de se transformar em planeta de regeneração.

Você, pois, que se diz espírita, deve se compenetrar dessa verdade e procurar o equilíbrio, preparando-se para o trabalho que é bênção de Deus.

Torne a sua mediunidade ativa, inspirando-se no Evangelho de Jesus.

Aproveite bem o seu tempo, disciplinando-se e mantendo o firme propósito de se melhorar.

Não sobrecarregue o seu corpo físico com tóxicos alimentares, lembrando-se de que ele é o seu instrumento de trabalho.

Receba cada dia que amanhece como oportunidade para aprendizagem. Ao fim de cada dia, ao deitar-se, depois de meticuloso balanço das suas ações, faça uma prece, colocando-se sob a proteção do Pai.

Leia páginas que ajudem você a se iluminar.

Sempre que souber de algum mal do seu irmão, procure recordar-se dos belos exemplos de homens bons que viveram na Terra.

Ajude de alguma forma irmãos carentes.

Jamais critique maliciosamente o seu irmão, principalmente o companheiro da equipe de trabalho quando em erro, procurando, sim, contar os seus acertos.

Evite queixas, perdoando sempre.

Agindo assim, você caminhará firme a caminho da Perfeição com a ajuda dos espíritos superiores e com a bênção de Deus.

Ignácio Bittencourt

(Mensagem originalmente publicada em O Cristão Espírita, edição de Setembro/Dezembro de 1982)