Retrato de Bezerra de Menezes

Casa de Recuperação
e Benefícios
Bezerra de Menezes

Fé inabalável só o é a que pode encarar frente a frente a razão, em todas as épocas da humanidade. - Allan Kardec

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NOSSA CASA COMPLETA 63 ANOS!
CONHEÇA NOSSA HISTÓRIA:

A celebração será feita nesta segunda, dia 03, dia exato de nossa fundação. Ocorrerá em nossa reunião noturna, a partir das 20hs, com transmissão também via internet. Estão todos convidados! Segue abaixo um breve resumo de nossa história, e algumas páginas que reunimos para comemorar a data! Paz e Bem! Que possamos seguir sempre em sintonia com Bezerra de Menezes e Azamôr Serrão!

I - A SEMENTE LANÇADA À TERRA

Mãos depositando sementes na terraAssistido por Bezerra de Menezes, Azamor Serrão exercia sua intensa mediunidade receitista num centro em Botafogo, Rio de Janeiro, na Rua da Matriz – “Tenda dos Irmãos do Oriente”. Era um centro de natureza mista, isto é, meio espírita, meio umbandista, meio orientalista. Priorizava o fenômeno mediúnico visando consultas, conversas com espíritos e desobsessão, sem grande preocupação com o estudo regular da codificação kardequiana.

Sob a inspiração de Bezerra de Menezes e Ali-Omar, lá pelos idos de 1959, Azamor decidiu-se então a liderar um movimento em prol de estudos intensivos das obras de Kardec. Logo formava-se um pequeno grupo, de 19 companheiros, constituindo a “Iniciação Espírita Bezerra de Menezes”.

A semente germinou. Começava ali uma bela e próspera história, repleta de frutos sazonados de luz e espiritualidade. Em menos de dois anos o grupo da “Iniciação” cresceu e tomou vida própria, ultrapassando os limites do “Irmãos do Oriente”.

O primeiro local de trabalho depois da “Tenda” foi a residência dos confrades Bichara Koiaque Filho e sua esposa, Maria José, no apartamento 503 da rua Ataulfo de Paiva 1335, no Leblon. Lá duas reuniões foram realizadas, mas logo verificou-se que o espaço ali disponível seria insuficiente para a dimensão do grupo que pouco a pouco se consolidava...

Aceitou-se então a oferta do casal Carlos e Eva Tissembaum, e para sua residência, na rua Raimundo Corrêa 53, em Copacabana, foram transferidos as atividades da “Iniciação”.

Várias reuniões foram aí realizadas, até que o grupo conseguiu sua primeira sede pública, num sobrado na Av. Presidente Vargas, 83. O prédio original foi demolido, na foto ao lado aparece apenas o vão em que se encontrava.

II – A PLANTA GERMINOU

Planta pequenina sobre mão de mulherMal sabia o pequeno grupo a responsabilidade que tinha pela frente. À semelhança de que ocorre com o Centro Regeneração, no Maracanã, fundado por Bezerra de Menezes quando encarnado, os fundadores da “Casa de Recuperação” recém-criada haviam, também, participado da destruição da sublime oficina cristã “Mansão Azul”, na Roma antiga, dirigida então pelo próprio Bezerra, em outra encarnação.

Pela firmeza e determinação de Azamor Serrão, Bezerra de Menezes materializava o seu sonho de guiar os seus inimigos de outrora na tarefa regeneradora da reconstrução do templo de luz cristã por eles destruído.

O grupo cresceu rápido. O sobrado da Presidente Vargas só deu conta do volume de público durante três meses.

Logo a “Casa” viu-se forçada a nova mudança de endereço, desta vez para Botafogo, numa casa de vila localizada na Rua 19 de Fevereiro, n°56. A primeira diretoria foi então constituída:

Atividades intensas de atendimento aos que sofrem foram logo implementadas através da assistência mediúnica. Grupos de estudo cresceram rapidamente.

Sob orientação dos mentores espirituais, realizou-se em seguida o planejamento dos estatutos, firmando os princípios básicos da Organização do novo núcleo de atividades espíritas.

Ao fim de dois anos, mais uma mudança… O público enchia a vila, causando transtornos. Desta vez, porém, foi um pouco mais fácil: a “Casa” mudou-se para um outro número da mesma rua – 19 de Fevereiro – exatamente o número 19! Ampliava-se novamente o espaço, o trabalho e a responsabilidade…

III – CRESCE A ÁRVORE

Imagem de galhos de árvoreCom a mudança efetuada em 05 de julho de 1963 a nossa “árvore” cresceu rápido. Ainda no mesmo ano, exatamente a 02 de dezembro, realizou-se a Primeira Assembleia Geral Extraordinária, para aprovação do primeiro estatuto e Conselho Diretor. É com imenso carinho que lembramos o grupo de companheiros que, juntamente com Azamor Serrão, alegremente assinaram a ata daquela memorável reunião...

Eram todos oriundos da Iniciação Bezerra de Menezes, formada nos Irmãos do Oriente: Bichara Koiaque Filho; Roberto Chaad Nej, Antônio Ferreira Alves, José Rezende, Karlos Tissembaum, Flamarion Pinto de Campos, Hamilton da Silva Quintaes, Ana Maria W. Magalhães, Antônio Alberto Afonso, Eva Tissembaum, Eunibaldo, Adisa Dias Pinto, Orlando Nazarini, Azamor Serrão FIlho, Paulo Roberto Serrão, Arlete da Rocha Serrão, D. Inocência Gonçalves Serrão, D. Celina Beltrão de Melo, a nossa querida Helena de Miranda Castro (depois Portinho).

Os anos seguintes foram profícuos na oficina criada por Bezerra de Menezes, através da firmeza e da dedicação de Azamor Serrão. Calor, idealismo, fraternidade e boa vontade, somados à intensa mediunidade, trouxeram a assistência segura da espiritualidade maior a todos que ali aportavam.

Azamor Serrão ficou cego, mas prosseguiu firme no trabalho de reconstrução da “Casa Azul dos Benefícios”, congregando no calor de seus ideais um número cada vez maior de colaboradores sinceros e dedicados. O sonho da sede própria começa a tomar forma… É nessa ocasião que chegam ao nosso convívio os irmãos Armanda Pereira da Silva e Renato Galdêncio Ramos, que anos mais tarde seriam fundamentais para a concretização desse sonho. Nem mesmo a desencarnação de Azamor Serrão, a 1° de agosto de 1969, conseguiu arrefecer o ânimo dos que militavam na seara reconstruída por Bezerra de Menezes.

IV – SOB A REGÊNCIA DE AZAMOR (ESP)

Retrato de Azamor SerrãoTransferido para a pátria espiritual, Azamor prossegue na regência das atividades da Casa, e como afinada e vibrante orquestra todos os setores se ajustaram.

Por indicação sua, Armanda Pereira da Silva foi empossada na Orientação, em memorável Assembleia, e por sugestão do inesquecível Ivo de Magalhães, secretário geral do Conselho de Administração, modificou-se o Estatuto: o título de Orientador Geral é perpetuado unicamente para homenagear Azamor Serrão; e cria-se um novo título, Orientador Responsável, para designar a direção de todas as funções da Casa, mantendo-se-lhe o caráter vitalício.E assim, nossa irmã Armanda passou a ser designada como Orientadora Responsável.

Foram suficientes 4 anos apenas, para a concretização dos ideais de nosso fundador, e em 29 de agosto de 1973, como justa homenagem ao venerando Espírito de nosso Patrono Bezerra de Menezes, inaugurou-se a sede própria, situada à R. Bambina 128.

Exatamente como fora planejado por Azamor Serrão, convidou-se o orador Newton Boechat para a palestra de inauguração, o qual proferiu o tema “Aspectos da Crucificação e Ressurreição de Jesus”. Estiveram presentes o vice-presidente da F.E.B., Dr. Abelardo Idalgo de Magalhães, o presidente do Solar Bezerra de Menezes, Sr. Luiz Montorfano e o escritor e jornalista espírita Luciano dos Anjos. Em festiva comunhão de almas, encarnadas e desencarnadas, reinou naquele evento sublimado sentimento de amor verdadeiramente cristão.

Enfim, completava-se a reconstrução da Mansão Azul dos Benefícios, materializava-se o sonho de Bezerra de Menezes e Azamôr Serrão na definitiva sede. Bem, isto foi em 1973. De lá para cá já se foram alguns anos de muito trabalho.

V – UMA VIDA SERVINDO AO CRISTO

Armanda Pereira da SilvaPara Armanda, os anos seguintes à desencarnação de Azamor Serrão consistiram numa verdadeira revolução pessoal.

Aquela senhora tímida, solteira, que tinha vivido sempre em prol do lar e dos cuidados da mãe doente, via-se agora à frente de um centro espírita com quase 50 médiuns (hoje são 150) e toda a sorte de providências que a gestão de uma casa como essa costuma solicitar.

Os desafios pareciam multiplicar-se... Na tentativa de tudo fazer bem-feito, de acertar sempre, multiplicava também as horas de trabalho, estendendo o dia ao limite das forças físicas. Acordava cedo, em torno das 5 horas da manhã, trabalhando afanosamente até às 23 horas ou mesmo virando noites, “para botar o trabalho em dia”!

Adotou a disciplina como bandeira e norma de vida.

Na dúvida, procurava manter tudo exatamente como havia recebido do "irmão Azamor", preservando com zelo férreo as tradições da CASA, mesmo que a preço da crítica ou da incompreensão dos mais jovens…

Quem a via sempre ali, no posto, rígida, forte, jamais poderia adivinhar a delicadeza genuína e a generosidade espontânea que se escondiam atrás daquele rosto tão decidido e a grandiosidade daquela alma "escondida" em corpo tão pequenino...

Culta, estudiosa, falava e lia regularmente inglês e francês. Manteve a mente vivaz até o final de sua encarnação.

Lecionou piano muitos anos, assim como Braille, ainda no tempo de Azamor Serrão encarnado. Aprendeu a língua internacional – o Esperanto – com mais de 80 anos de idade, passando também a lecioná-lo.

VI – MISSÃO CUMPRIDA

No dia 08 de Setembro de 2000 nossa irmã se foi, aos 92 anos. O corpo, cansado, não suportou mais a energia desse espírito tão operoso e digno. Difícil preencher tão grande lacuna.Uma equipe de trabalho foi constituída então para a necessária transição:

Foco de luz branca sobre céu azul.

Vencido esse período, novo estatuto e nova organização foram propostos ao Conselho Deliberativo – principal órgão de direção da CASA – em Assembleia Geral realizada a 05 de maio de 2001, os quais foram aprovados por unanimidade, empossando-se, em seguida a nova diretoria:Árvore frondosa, folhas castanhas sobre fundo verde.

A história porém, continua. Nossa "Escola da Alma" segue firme e ativa como nunca, propiciando a todos nós a oportunidade de educar nossas almas, de aprender no dia a dia os valores que serão importantes para a vida "lá fora", na vida cotidiana, e também para a vida eterna...

Continua a cada dia que começa, quando renovamos nossas esperanças e nossos esforços de renovação íntima ouvindo, na voz da consciência, os conselhos de Ali-Omar, um dos mentores de nossa Casa, na prece que ficou conhecida como “O Caminho da Felicidade”:

        “Senhor!
        No silêncio desta prece
        Venho pedir-Te a paz, a sabedoria, a força.
        Quero sempre olhar o mundo com os olhos cheios de amor.
        Quero se paciente, compreensivo, prudente.
        Quero ver além das aparências teus filhos, meus irmãos, como Tu mesmo o vês, e assim, Senhor, ver somente o bem em cada um deles.
        Fecha os meus ouvidos a todas as calúnias.
        Guarda minha língua de todas as maldades, para que só de bençãos se encha minh`alma.
        Que eu seja tão bom e tão alegre,que todos aqueles que se aproximem de mim Sintam a Tua presença.
        Reveste-me da Tua Beleza, Senhor,e que no decurso deste dia, eu Te revele a todos”.

63 ANOS DE NOSSA CASA!
VIVA BEZERRA DE MENEZES! VIVA AZAMÔR SERRÃO!

Sede da CRBBM

Uma casa é feita de tijolos… paredes… argamassa.

Há Casas e casas, porém. Algumas - as melhores - se transformam em LAR.

Um lar é feito de pessoas. São elas que lhe dão as feições. O jeito.

Os melhores são aqueles que quando abrem-se as portas abrem-se também os braços, acolhedores.

É comum dizer-se que esta ou aquela pessoa “sabe receber”, mas geralmente esse saber traduz-se em regras de etiqueta e detalhes de refinamento.

Há outras tantas que muitas vezes desconhecem as tais regras e os tais detalhes mas sabem receber a quem quer que seja maravilhosamente - com um abraço, com um sorriso sincero, com uma palavra gentil.

Depois da entrada há o “clima” do ambiente.

Há lugares frios - qualquer que seja a temperatura do momento - mas há outros tantos que são verdadeiramente aconchegantes. Mais que confortáveis - são confortantes. Você entra cansado e daqui pouco sente-se bem. Chegou acabrunhado e sai sorrindo. Não há fórmula, nem segredo - parece que a atmosfera daquele lugar está impregnada de alegria, de paz, de amizade - e a tal ponto que aqueles que ali chegam se “contagiam” com essa energia positiva impregnada.

Quem dá o tom é o dono da casa, claro. Ou, o chefe do lar. É de seu coração que abrem-se as portas e os braços, é da sua figura que se irradia esse calor acolhedor, essa alegria espontânea, essa gentileza natural, tão agradável, tão alentadora, ao ponto de modificar o semblante dos que lhe procuram.

Essas casas têm cheiro de café quente - sempre pronto para ser oferecido aos que a visitam. Têm gosto de bolo da vovó - daqueles inesquecíveis, que anos mais tarde ainda se sente água na boca à mais simples lembrança.

Até a água desses lares iluminados é diferente. Nada daquela história de insípida, inodora e incolor, que aprendemos nos bancos escolares. Tem água que tem sabor de carinho! Já experimentou alguma assim? Não me peçam para explicar melhor, porque também não saberia bem o que dizer - mas é diferente, é gostosa, é fresca na medida certa - e revigorante! Com a palavra os cientistas, que ainda não descobriram a química… do Amor.

Lar é também família! Sim, eu sei, cada família é diferente, cada qual tem sua história, seu jeito de ser e viver, suas alegrias e dificuldades, seus desafios… mas também há famílias e famílias. Não é mesmo tudo igual. Mas há situações em que você entra naquele lar para visitar um de seus membros e, quando descobre, encantou-se pela família inteira! Será que entrei em um mundo diferente? Porque ali parece que as pessoas se completam. Suprem-se mutuamente em suas deficiências. Somam-se em suas habilidades. Cantam juntas. Falam ao mesmo tempo e terminam sorrindo as conversas. Abraçam-se, beijam-se, incentivam-se! Compreendem-se!

Meu Deus, pensamos frequentemente nesses casos - como eu gostaria que meu lar fosse assim, que minha família fosse como essa.

Melhor é quando eles lhe acolhem, e de tão amigos e tão fraternos nos fazem acreditar que aquele lar tão afetuoso é também um pouco seu, e que faz parte igualmente daquela família benfazeja.

E quando seus antifriões falecem?

Pensam logo os de fora que agora tudo vai mudar, que a “mágica” vai acabar, mas a verdade é outra…

Esses lares viram templos.

Sacralizam-se.

Cada objeto torna-se então uma pequena relíquia. Os cantinhos, os desvãos, tão ricos de histórias, de sorrisos e lágrimas, têm então uma espécie de “botão invisível” de despertar lembranças.

Os membros da família assumem entre si uma espécie de pacto silencioso - de tudo fazerem para que a “mágica” não acabe, para que a tal “luz acolhedora” se mantenha no ar. Tentam tudo fazer “conforme era antes” … “do jeito que mamãe ou papai faziam” … ajudando-se mutuamente para que o deleite não se vá, que o amor permaneça.

*

Um dia encontrei uma Casa assim…

Tão encantando fiquei, quando a conheci, que logo perguntei por seu anfitrião.

Responderam-me logo, sorridentes - é Azamôr Serrão!

Procurei-o, então, para saber depressa de onde vinha aquela luz acolhedora, mas me explicaram que já tinha desencarnado há muitos anos. Me emocionei, muitas vezes, só de ver as lágrimas que corriam nos rostos daqueles que simplesmente lembravam de Azamôr. De suas falas. Gestos. Atitudes. Conselhos. Cada lembrança era uma relíquia daquela família, guardada cuidadosamente no relicário de seus corações.

Finalmente tive a chance de falar com Azamôr. Que honra, que contentamento. Me explicou, porém, que a Casa não era sua, que era de Bezerra de Menezes, e que dele - da sua figura de extremado amor - é que vinha de fato aquela “tal luz” cuja fonte eu tão afanosamente buscava. Que ele mesmo, Azamôr, também havia aprendido com Bezerra o jeito de tratar aos companheiros de ideal e aos “filhos do calvário” que todos os dias batiam às portas da nossa “Casa Azul”. Que era aprendiz, como os demais, e que se eu desejava encontrar a verdadeira fonte, de tudo o que via, devia procurar por Dr. Bezerra.

Assim o fiz. Finalmente tive a chance de falar com Bezerra de Menezes. Que honra, que contentamento!!! Me explicou, porém, que a Casa não era sua, que era de Jesus, e que Dele - da sua figura de extremado amor - é que vinha de fato aquela “tal luz” cuja fonte eu tão afanosamente buscava. Que ele mesmo, Bezerra, também havia aprendido com Jesus - e com Maria - o jeito de tratar aos companheiros de ideal e aos “filhos do calvário” que todos os dias batiam às portas da nossa “Casa do Caminho”. Que era aprendiz, como os demais, e que se eu desejava encontrar a verdadeira fonte, de tudo o que via, devia procurar por Jesus.

Ao final da visita, falou-me ternamente o Médico dos Pobres.

Contou-me que sonhava em ver os médiuns da Casa Azul tratarem-se uns aos outros com o mesmo amor com que vira Pedro devotar a João; e que ao mesmo tempo se unissem em feixe inseparável, para receber a todos os que a visitassem com a mesma brandura acolhedora com que Maria recebia os pequeninos e os tristes do mundo na Casa do Caminho. Que orava todos os dias para que aquela doce luz que Jesus havia plantado em seu coração e que contagiara também a Azamôr se fizesse presente igualmente no coração de todos os que vestem o nosso avental, que esse era o seu desejo, a sua alegria, o convite que fazia de alma para alma, no silêncio da mais pura vibração!

Saí da visita em lágrimas. De alegria. De gratidão por enfim te tido a chance de poder entender o que se passava naquela Casa tão especial.

Parabéns à Casa pelos seus 63 anos! Gratidão, Azamôr! Gratidão, Bezerra! Gratidão, Jesus!

SOIS IRMÃOS!

Sede da CRBBMGraças a Deus, meus irmãos, que Jesus nos abençoe e ampare sempre os propósitos no bem. Já há algum tempo desejávamos falar-vos acerca do tema da Tese deste ano – Convivência – que claramente foi inspirado por nosso Patrono, Bezerra de Menezes, diretamente ao coração e à mente do nosso irmão Azamor Serrão Filho.

Sois irmãos!

Somos todos irmãos, claro, filhos de Deus, mas entre vós, trabalhadores da Casa de Bezerra de Menezes, há laços especiais de amizade e fraternidade que gostaríamos de vos destacar.

Como chegastes a este templo de amor e serviço à causa do Cristo?

Acreditais que viestes a este portão por obra do acaso?

Ah, meus irmãos, tivesses a oportunidade de vislumbrar, ainda encarnados, os passos que vos dirigiram até aqui, e começaríeis a entender porque vos falo desta relação especial que vos une a todos.

Foi Bezerra de Menezes, o nosso Patrono e Irmão exemplo de caridade e devoção ao próximo que vos trouxe até aqui – a cada um de vós.

Vede bem que não me refiro aqui a uma autorização automática e distante de ingresso em nossas fileiras – não!

Ele vos trouxe pelas mãos, com carinho paternal, equivalente ao do pai amoroso que encaminha o filho à primeira escola. Ele participou da preparação da encarnação de cada um de vós, auxiliando os vossos protetores pessoais no planejamento de cada passo, e ofereceu a todos eles, e a vós, o porto seguro desse abrigo na Terra, para que tivesses todos maiores chances de sucesso na jornada terrestre. Acompanhou pessoalmente o vosso nascimento, sorriu carinhoso com os vossos primeiros passos, e até hoje acompanha atento para onde vos dirigis.

Sois todos o resultado presente de um grande esforço. Deveríeis olhar para o lado e ver nos companheiros ao redor integrantes de uma mesma família, porque laços antigos vos unem. Sois companheiros na viagem do tempo, laços estes que só mais tarde, no plano espiritual, podereis entender melhor.

Se assim é, e se sois irmãos, começai então, irmãos amados, a observar o companheiro ao lado com mais carinho, mais paciência e generosidade.

Os discípulos de Jesus são conhecidos por muito se amarem.

Começai o vosso discipulado com um primeiro sorriso ao irmão do lado.

Jesus vos abençoe a todos!

Ignácio Bittencourt

(Página recebida na reunião do 4ª sábado de Fev./ 2010 - CRBBM)