Retrato de Bezerra de Menezes

Casa de Recuperação
e Benefícios
Bezerra de Menezes

Fé inabalável só o é a que pode encarar frente a frente a razão, em todas as épocas da humanidade. - Allan Kardec

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AVISO DA DIRETORIA - COMUNICAMOS AOS NOSSOS PREZADOS FREQUENTADORS QUE O HORÁRIO DE NOSSA MOCIDADE MUDOU - SEUS ENCONTROS SERÃO AGORA PELAS MANHÃS DE SÁBADO, DAS 10,30 ÀS 12h. - AGRADECEMOS A COMPREENSÃO DE TODOS E APROVEITAMOS PARA CONVIDAR AOS PAIS E JOVENS PARA QUE CONHEÇAM E PARTICIPEM DE NOSSA MOCIDADE - A DIRETORIA

Ilustração com a apresentação dos cinco volumes da coleção Estudos Filosóficos, de autoria de Bezerra de Menezes / Max

Agora sim! Finalmente completamos a publicação da série "Estudos Filosóficos", de autoria do Patrono de nossa Casa, Bezerra de Menezes, quando encarnado, com o pseudônimo de Max, e originariamente disponível na forma de artigos semanais, em alguns dos principais jornais de sua época, no Rio de Janeiro.

O evento de lançamento ocorreu no dia 06 de abril, em nossa sede, das 10,30 às 12h. Salão lotado. Rostos repletos de alegria por participar de evento tão alvissareiro - o resgate e nova publicação de um dos mais valiosos acervos da história do Espiritismo brasileiro! Para celebração da data, nossos amigos Júlio Damasceno e Jorge Damas Martins fizeram em parceria uma palestra sobre a preciosidade desse acervo e, claro, sobre seu autor, o Kardec Brasileiro - Bezerra de Menezes.

Foram recuperados exatamente 530 artigos, distribuídos em cinco volumes. Todos poderão ser acessados GRATUITAMENTE na Biblioteca Virtual deste nosso site".

Ao final do evento, ficou na memória de todos os presentes uma citação do grande pesquisador espírita, Canuto de Abreu, sobre essa coleção de artigos de Dr. Bezerra, que consta como epígrafe de todos os volumes publicados e que gostaríamos de aqui também reproduzir, pelo fato de definir à perfeição esse monumento literário produzido pelo Médico dos Pobres:

“A nosso ver, e desafiamos contestação, nunca esses artigos foram superados por outros, antes ou depois. Chamamos a atenção não só dos velhos, como principalmente dos novos, que usam da palavra e da pena em prol do Espiritismo. Não possuímos em língua brasileira maior repertório doutrinário do Kardecismo. Ninguém falou com maior eloquência, maior sinceridade, maior lógica. Seus formosos pensamentos deviam ser repetidos e propalados amiúde, pois somente relendo e divulgando Max poderão os seus discípulos compreender quanto de errado, quanto de confuso e quanto de ignorância se tem propalado depois dele em nome da mesma doutrina que ele elevou às culminâncias. A leitura de Max devia ser obrigatória, como a leitura de Kardec, para todos que entram”. (ABREU, CANUTO. Bezerra de Menezes – Subsídios para a História do Espiritismo no Brasil até o ano de 1895. Ed. FEESP, São Paulo -SP).

Na próxima edição de nosso site daremos continuidade à publicação desses artigos, conforme já vimos fazendo, desde 2020, para conhecimento de nossos prezados visitantes e frequentadores. Até lá!

IGREJA LIVRE

“Mas a Jerusalém que é de cima, é livre, a qual é mãe de todos nós.” - Paulo. (Gálatas, 4:26.)

Paisagem da Jerusalém CelesteO exame isolado deste versículo sugere um tema de infinita grandeza para os discípulos religiosos do Cristianismo.

A palavra do apóstolo aos gentios recorda-nos a igreja liberta do Cristo, não na esfera estreita dos homens, mas no ilimitado pensamento divino.

O espírito orgulhoso e sectário, há tanto tempo dominante nas atividades da fé, encontra na afirmativa de Paulo de Tarso um antídoto para as suas venenosas preocupações.

Em todas as épocas, têm vivido na Terra os nobres excomungados, os incompreendidos valorosos e os caluniados sublimes.

Passaram, nos círculos das criaturas, qual acontece ainda hoje, perseguidos e desprezados, entre o sarcasmo e a indiferença.

Por vezes, sofrem o degredo social por não se aviltarem ante as explorações delituosas do fanatismo; em outras ocasiões, são categorizados à conta de ateus pelas suas ideias mal interpretadas.

É que, de quando em quando, rajadas de ódios e dúvidas sopram nas igrejas desprevenidas da Terra. Os crentes olvidam o “não julgueis” e confiam-se a lutas angustiosas.

Semelhantes atritos, contudo, não alteram a consciência tranquila dos anatematizados que se sentem sob a tutela do Divino Poder. Instintivamente, reconhecem que além da esfera obscura da ação física resplandece o templo soberano e invisível em que Jesus recolhe os servidores fiéis, sem deter-se na cor ou no feitio de suas vestimentas.

Benfeitores e servos excomungados dos caminhos humanos, se tendes uma consciência sem mácula, não vos magoe a pedrada dos homens que se distanciam uns dos outros pelo separatismo infeliz! Há uma Igreja augusta e livre, na vida espiritual, que é acolhedora mãe de todos nós!...

(Fonte: Vinha de Luz – Emmanuel/Francisco Cândido Xavier)

ATUALIDADE DO PENSAMENTO ESPÍRITA

Capa do volume Atualidade do Pensamento Espírita206) O crescimento quantitativo do Espiritismo apresenta, aqui e ali, exemplos de Casas Espíritas mais sólidas, que passam a servir de padrão às demais. Não residiria aí o perigo do surgimento de uma hierarquia, ainda que não institucionalizada?

A única hierarquia que ressalta no indivíduo é aquela que procede da sua qualidade moral, portanto, a que provém do Espírito portador de valores enriquecedores e enobrecidos. Assim, as demais hierarquias, de natureza transitória, são de pouca valia nas Casas que se dedicam ao Espiritismo, onde todos se devem considerar como verdadeiros irmãos, discípulos do único Mestre que é Jesus, cujas lições devem aplicar no seu dia-a-dia.

Todavia, poderia ocorrer esse risco de surgimento de uma hierarquização entre as Instituições ou mesmo entre os trabalhadores que não estejam advertidos e orientados pela Doutrina. Quando se é conhecedor dos próprios limites e das imensas necessidades de crescimento espiritual e moral, esse perigo cede lugar à verdadeira humildade, que é característica básica do ser desenvolvido.

As Casas Espíritas mais bem orientadas, mais sólidas doutrinariamente, mais razões terão para evitar tornar-se superiores às demais, antes ensinando pelo exemplo e transformando-se numa verdadeira Escola de Doutrina Espírita, ou numa Casa-Piloto, que sirva de padrão para outras que ainda se encontram em começo, necessitadas de orientação.

207) Estarão as Casas Espíritas preparadas para acompanhar o intenso progresso da sociedade em todos os sentidos?

A Lei de Progresso funciona irrefragavelmente. O que hoje constitui dificuldade, perseverando-se nos objetivos elevados, amanhã torna-se factível, portanto, realidade.

É certo que nem todas as Casas Espíritas estão preparadas para atender ao surto de progresso que se desenvolve no mundo moderno. Não obstante, o estudo cuidadoso da Codificação Espírita oferece os recursos básicos para o atendimento das problemáticas humanas em todas as épocas, particularmente aquelas que dizem respeito ao desenvolvimento intelecto-moral do ser.

O que ora significa problema, logo mais se torna solução. Assim, as Casas Espíritas sinceramente interessadas em servir, ir-se-ão equipando de servidores e de recursos doutrinários capazes de contribuir para o crescimento da criatura em particular e da sociedade em geral.

187) À medida que o homem obtenha maior conhecimento, ele será mais espiritualista?

O conhecimento leva a Deus inevitavelmente. No entanto, o orgulho vão e a presunção inútil conduzem aquele que os agasalha ao caos espiritual.

O homem, que se detenha na contemplação do Universo, inevitavelmente se curvará para homenagear Deus, qual ocorreu com Albert Einstein, Werner Von Braun, David Bohn, Sir James Jeans, ou antes deles Newton, Nicolau Copérnico, Galileu que, mesmo perseguidos pela ignorância religiosa, não abdicaram da crença e respeito ao Criador.

Quanto mais lúcido, mais próximo se encontra o ser humano de Deus e é compreensível que, à medida que se lhe dilate o conhecimento, mais espiritualista se apresente, se estiver disposto a abdicar dos recursos egoísticos, aos quais se submete, subserviente.

119) De que forma o ensino religioso poderia fortalecer a criança em sua parte divina, isto é, internamente?

A Religião tem por meta produzir a religação da criatura com o Criador. Variando os seus métodos e conteúdos, os objetivos que alberga são sempre nobres, embora nem sempre lógicos ou racionais.

Considerando-se, no entanto, os diferentes níveis de consciência das massas, sempre ocorrerá a afinidade entre o crente e Doutrina que abraça como necessidade de apoio, de conforto, de catarse psicológica.

Por isso mesmo, o templo dedicado a cada expressão de fé é o lugar ideal para o ensino dos seus postulados, sem agressão aos das outras confissões, em respeito ao direito de pensar que é concedido a cada criatura, e mesmo por uma razão de natureza ético-moral e espiritual. Cada um ama e serve a Deus conforme suas possibilidades e não segundo as determinações dos outros - pastores, rabinos, sacerdotes, pregadores...

O conhecimento dos objetivos espirituais da vida, a eternidade do Espírito e a sua não consumpção ao fenômeno biológico da morte física, o destino que a cada um espera após a conclusão da breve etapa carnal oferecem oportunidade de iluminação íntima e sintonia na parte divina do educando com a Fonte Geradora de Vida.

Essa crença, estribada na razão, exerce função definida no comportamento do ser, que passa a experienciar por antecipação as alegrias e realizações elevadas que certamente o aguardam após a morte. Não somente o preparam para fruir a felicidade depois da disjunção molecular, mas também para viver as emoções que terão continuidade, sem que a desencarnação interrompa.

(Fonte: Atualidade do Pensamento Espírita – Vianna de Carvalho /Divaldo Pereira Franco)

OS EVANGELHOS EXPLICADOS:
A INFÂNCIA DE JESUS

(Mateus, 11: 28 a 30)

Detalhe de sarcófago dedicado à infância30. Aos olhos dos homens, os atos exteriores de Jesus nenhum cunho de singularidade apresentavam. Gostava da solidão e seus hábitos eram tidos por quase selvagens, visto não conviver com os meninos da sua idade.

31. Aos olhos dos pais, sua alimentação era frugal. Como não o vissem definhar, estavam certos de que lhe aprazia viver de frutos e mel silvestre, a exemplo do que faziam muitos pastores. Julgavam que podia viver assim, que as raras ocasiões, que tinha, de se alimentar desse modo lhe bastariam. Notai que não vos dizemos que Ele se alimentava dessa maneira; dizemos unicamente que seus pais acreditavam assim fosse.

32. Notai igualmente que, falando- se das refeições que Maria supunha serem tomadas pelo Filho, não vos dissemos que essas refeições fossem regradas como as vossas, porquanto as ausências de Jesus não eram regulares e periódicas.

33. Maria não se espantava dessa forma de viver, lembrando- -se da origem do Filho, tida por ela e por José como milagrosa.

34. De tal modo impressionados se achavam seus corações, tão viva fé os enchia, tal a elevação moral de uma e outro, que em ambos tinham grande acesso as inspirações dos Espíritos superiores, quando lhes sugeriam o pensamento e a resolução de se não preocuparem com aquele gênero de vida.

(Fonte: "Os Quatro Evangelhos", org. de Jean Baptiste Roustaing, psicografia de Émilie Collignon, Ed. Ibbis, Brasília, 2022. Tomo I, Item 47, parágrafos 30 a 34)