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Bezerra de Menezes

Fé inabalável só o é a que pode encarar frente a frente a razão, em todas as épocas da humanidade. - Allan Kardec

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Aviso: Seguiremos com a interrupção de nossas atividades presenciais até 31 de julho. Agradecemos a compreensão. A direção.

CRBBM convida para suas reuniões virtuais

Com as atividades presenciais interrompidas desde março último, devido aos cuidados necessários para profilaxia da atual pandemia, decidimos experimentar o uso da plataforma ZOOM para poder dar prosseguimento, ainda que parcialmente, aos nossos estudos e preces em conjunto, promovendo então, a partir dessa semana, as nossas reuniões virtuais. Estão todos convidados, vejam por favor abaixo as instruções necessárias:



RECOMENDAÇÕES GERAIS PARA PARTICIPAÇÃO EM NOSSAS REUNIÕES VIRTUAIS:

ANTES DA REUNIÃO

Ilustração sobre reuniões virtuais

DURANTE A REUNIÃO

AVISO LEGAL

O conteúdo digital das reuniões pertence exclusivamente a CRBBM, e portanto, qualquer divulgação deste material ou partes contidas nele, necessita de prévia autorização da direção, sujeitando o infrator às penas da lei.

NO CAMPO SOCIAL

“Ele respondeu e disse-lhes: — “Dai-lhes vós de comer.” (Marcos, 6:37)

Mãos trocando brotos de plantasDiante da multidão fatigada e faminta, Jesus recomenda aos apóstolos: — “Dai-lhes vós de comer.”

A observação do Mestre é importante, quando realmente poderia ele induzi-los a recriminar a multidão pela imprudência de uma jornada exaustiva até o monte, sem a garantia do farnel.

O Mestre desejou, porém, gravar no espírito dos aprendizes a consagração deles ao serviço popular.

Ensinou que aos cooperadores do Evangelho, perante a turba necessitada, compete tão somente um dever — o da prestação de auxílio desinteressado e fraternal.

Naquela hora do ensinamento inesquecível, a fome era naturalmente do corpo, vencido de cansaço, mas, ainda e sempre, vemos a multidão carente de amparo, dominada pela fome de luz e de harmonia, vergastada pelos invisíveis azorragues da discórdia e da incompreensão.

Os colaboradores de Jesus são chamados, não a obscurecê-la com o pessimismo, não a perturbá-la com a indisciplina ou a imobilizála com o desânimo, mas sim a nutri-la de esclarecimento e paz, fortaleza moral e sublime esperança.

Se te encontras diante do povo, com o anseio de ajudá-lo, se te propões contribuir na regeneração do campo social, não te percas em pregações de rebelião e desespero. Conserva a serenidade e alimenta o próximo com o teu bom exemplo e com a tua boa palavra.

Não olvides a recomendação do Senhor: — “Dai-lhes vós de comer.”

(Mensagem de Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier, em "Fonte Viva", Cap. 131, Ed. FEB)

ESTUDOS FILOSÓFICOS

Capa da Edição CRBBM da obra Estudos Filosóficos, de Bezerra de MenezesTemos mostrado como os fatos mais comuns da vida humana, tanto quanto as mais elevadas concepções científicas, atestam a verdade do dogma1 espírita: a pluralidade de existências, único meio de fazerem os Espíritos sua evolução.

Toda a prova racional, porém, é suscetível de controvérsia; tanto que vemos frequentemente os mais sólidos sistemas filosóficos ou científicos sumirem-se, como meteoros que brilharam por momentos, tornando mais negras as trevas que envolvem a humanidade.

Sejamos, pois, positivistas.

As provas experimentais cortam todas as dúvidas.

Felizmente os fenômenos espíritas já podem ser sujeitos a este gênero de observação.

As manifestações e comunicações dos que se despediram da vida corpórea não são mais alusões e crendices; são fatos, de que só poderão duvidar os que não quiserem ver.

O Espiritismo, portanto, é uma doutrina cujos dogmas não se impõe pela fé, mas pela observação e pela experiência.

O vulgo - e mesmo, certos pretendidos sábios, confundem os princípios com os fatos - e acreditam que a nova filosofia consiste nas evocações dos Espíritos.

É desse erro grosseiro que procedem a repugnância de uns, e o temor de outros, contra tudo o que entende com o Espiritismo.

Altos espíritos repelem o que julgam charlatanismo - e espíritos mal educados sentem calafrios só em pensarem na comunicação com as almas do outro mundo.

E por essa dupla causa muita gente recusa estudar uma ciência, que explica todos os fenômenos humanos, falando à consciência e à razão!

Aos que julgam ridículo o estudo do Espiritismo, diremos simplesmente: a doutrina é coisa muito distinta das evocações; tanto que um espírita convencido pode nunca ter assistido a uma sessão espírita.

E essa doutrina não é coisa desprezível, desde que os maiores vultos científicos do nosso tempo lhe têm prestado a mais completa adesão.

ictor Hugo em França - Willian Crookes e Alfredo Wallace, na Inglaterra - Zoellner na Alemanha - Lincoln nos Estados Unidos, dispensam de citarem-se outros nomes de sábios, que têm estudado e proclamado a verdade dos princípios espíritas.

Uma ciência que tem por apóstolos nomes daquele quilate pode bem afrontar as zombarias de uns tantos e quantos sábios, que falam sem saberem do que!

Com referência a estes, recomendamos o seguinte trecho do romance de Ramalho Ortigão e Eça de Queiroz, O mistério da estrada de Cintra:

“Os espíritas de hoje serão de entre todos os filósofos contemporâneos, que não querem aceitar em absoluto o dogma estéril e desconsolador da matéria onipotente, os únicos que hão de colaborar na filosofia do futuro.”

Os nossos sábios, que tanto zombam do Espiritismo, hão de confessar que vão em muito honrosa companhia os que são vítimas de seus desprezos.

Aos que fogem por temor das almas do outro mundo aconselhamos a leitura e o estudo da doutrina, como antídoto daquele prejuízo de educação.

Desde que se convençam de que um Espírito desencarnado é a mesma coisa que um Espírito encarnado, naturalmente se curam do temor infundado de comunicar com os mortos.

O maravilhoso, que é o que apavora, cede o lugar a uma lei tão simples e tão racional, que provoca desejos em vez de receios.

E não é um doce prazer para a alma lacerada pela perda de um ente amado, falar-lhe, ouvi-lo, antes do que dizer-lhe o adeus eterno, ou do que ter de esperar por um encontro casual na eternidade?

Essa prova experimental, para a qual temos buscado preparar o leitor, não é coisa que precise do favor dos deuses, prodigalizado a um Orfeu, a um Enéas, a um Dante.

São chegados os tempos de todo o que tiver boa vontade poder verificar por si a verdade da comunicação dos Espíritos.

Portanto, só não vê quem não quer ver.

A escola para o novo ensino está aberta a todos os que quiserem aprender a razão dos fatos da vida humana, que nenhuma ciência até hoje tem podido explicar; porque até hoje não foi dito à humanidade o segredo do seu destino, nem a lei da sua evolução.

A escola está aberta, porém não creiam os que a procurarem, que é só entrar e ler num livro aberto.

Deus põe as verdades à disposição, ou antes, ao alcance do homem; mas quer que este, em seu próprio proveito, ative suas faculdades para arrancá-las das névoas que as envolvem.

Willian Crookes, o primeiro sábio de nosso século, gastou alguns anos nos estudos dos fenômenos espíritas, para afirmar: são uma verdade2 .

É que às inúmeras causas de erros, que inquinam todos os cálculos e processos humanos, nas indagações científicas, acresce aqui uma especial: a de termos de arrancar a verdade, não à natureza morta, mas à natureza viva e livre.

O estudo experimental do Espiritismo é como um processo, em que se procura descobrir as circunstâncias de um fato, ou sua autoria, por meio de testemunhas.

Em nosso caso, as testemunhas são os Espíritos, que depõem com a mais plena liberdade.

Se são bons, dizem o que sabem; mas se são maus, podem querer enganar.

Que de paciência e de vivacidade não precisa ter o observador para descobrir a falsidade do testemunho?

Nem zombem da classificação, que fizemos de bons e maus Espíritos.

As qualidades morais do homem pertencem à alma - e não ao corpo.

O mundo dos Espíritos é o fiel espelho do nosso, pela simples razão de ser composto dos mesmos elementos.

A morte leva para lá o que temos cá - e o nascimento traz para cá o que há lá.

Previna-se, pois, o observador espírita - e proceda em suas pesquisas como faz o juiz sagaz.

Com estas ligeiras observações podemos passar à prova experimental.


(DA UNIÃO ESPÍRITA DO BRASIL)

Max.(Pseudônimo de Bezerra de Menezes)


* Reproduzido conforme texto original. Confira na “Seção Livre” do Jornal “O Paiz”, edição de 20-11-1897


NOTAS

(1) (Nota do organizador) Temos visto algures na imprensa espírita reparos ao uso da palavra dogma por parte de Dr. Bezerra, como possível sinal de influência católica em sua obra. Parece-nos que essas críticas desconsideram inicialmente o contexto temporal / geográfico em que o Kardec brasileiro escreveu – final do período do império - assim como os múltiplos sentidos dessa mesma palavra, alguns positivos, como “ponto fundamental de doutrina”, em sua acepção filosófica, bem distinto de seu sentido mais comum, o religioso, e pejorativo, em que é associado a “uma opinião imposta pela autoridade e aceite sem crítica nem exame”. O leitor atento observará que o Médico dos Pobres se serve dessa palavra nos dois sentidos, alternadamente, conforme o andamento do texto e àquilo a que se refere, conforme se verifica logo a seguir, neste mesmo artigo. Vale lembrar ainda que Kardec também adota o termo, com as mesmas variações que dele se serve Dr. Bezerra, conforme se vê na nota do Codificador ao item 17 do Capítulo IV de “O Evangelho segundo o Espiritismo”, por exemplo, quando refere-se explicitamente ao “dogma da reencarnação”. Ou ainda as mensagens de Henri Haine e Erasto, itens 3 e 4 do capítulo XX da mesma obra, ambas definindo a reencarnação como dogma.

(2)(Nota do organizador) Para saber mais a respeito sugerimos a leitura da obra “Fatos Espíritas”, de Willian Crookes, edição FEB, que traz importantes relatos das pesquisas deste conceituado cientista inglês em torno dos fenômenos de materialização do Espírito que se apresentou como “Katie King”, obtidos pela médium Florence Cook.


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ESPIRITISMO CRISTÃO

QUE SIGNIFICADO O ESPIRITISMO ATRIBUI À EXPRESSÃO "ESPÍRITO SANTO"?

Jesus cercado de anjos do SenhorSegundo o modo de ver dos tempos hebraicos e dos tempos evangélicos, durante a missão de Jesus na terra, essa locução Espírito Santo era uma expressão familiar aos Hebreus, significando a manifestação mesma de Deus por um ato qualquer e a inspiração divina - "o sopro do próprio Deus".

Para exprimir que um homem era como que inspirado por Deus, dizia-se que ele estava cheio de Espírito Santo, que um Espírito Santo estava nele, que era impelido pelo Espírito, que obrava "por um movimento do Espírito de Deus".

Semelhante expressão foi empregada com relação a Jesus. Era própria da época em que os homens não compreendiam que aquele que supunham um homem igual aos demais, de cuja origem, essência e natureza nada sabiam, pudesse libertar-se tanto da fraqueza humana, sem estar cheio de Espírito Santo, sem que um Espírito Santo estivesse nele, sem ser impelido pelo Espírito, isto é, sem ser inspirado por Deus do mesmo modo que os profetas.

Segundo a maneira de ver dos tempos posteriores à missão de Jesus na terra e segundo a opinião católica, o Espírito Santo era uma parte individualizada do próprio Deus. Uma fração de Deus, inteligência suprema que reina sobre todas as massas, revestira a forma humana para descer visivelmente ao meio dos humanos, sendo uma outra fração a inteligência, a inspiração divinas, que se transmitiam aos homens para os inspirar, capaz, se necessário fosse, de tomar uma forma material a fim de se lhes tornar visível.

No âmago dessas interpretações falsas havia uma mistura de idéias hebraicas, de idéias politeístas, acidentalmente panteístas, e de uma reminiscência confusa de idéias espíritas, alguns de cujos traços a tradição conservara e das quais a imaginação do homem se apropriou, adaptando-as às suas necessidades.

Do ponto de vista espírita e conforme à verdade que a nova revelação vem pôr em foco aos olhos de todos, o Espírito Santo, de modo geral, não era e não é um Espírito especial; mas, uma designação figurada, que indicava e indica o conjunto dos Espíritos puros, dos Espíritos superiores e dos bons Espíritos.

É a falange sagrada, instrumento, na ordem hierárquica da elevação moral e intelectual, e ministra de Deus, uno, indivisível, eterno, infinito, que irradia por toda parte sem jamais se fracionar e cujas inspirações e vontades só os Espíritos puros recebem diretamente, para as transmitir aos Espíritos superiores, e, por meio destes, aos bons espíritos, que, através da escala espírita, as fazem chegar até vós.

É a falange sagrada que promove a execução e executa, de acordo com as leis gerais estabelecidas, imutáveis e eternas, as inspirações e a vontade de Deus nos planos físicos, intelectual e moral, objetivando a organização, o funcionamento e a realização da vida e da harmonia universais, do universal progresso, na imensidade dos mundos mais ou menos materiais, mais ou menos fluídicos, de todos os universos; na infinidade dos Espíritos, quer errantes, quer fluídica ou materialmente encarnados, quer fluidicamente incorporados e investidos do livre arbítrio; na multiplicidade de todos os seres, em todos os remos da natureza.

É a falange sagrada, verdadeira providência divina, executora, pelas vias hierárquicas de elevação moral e intelectual, na imensidade, nos mundos espíritas e em todos os planetas, inferiores e superiores, da justiça, da bondade e da misericórdia infinita de Deus, pai de todos e de tudo o que existe.

Assim, estar cheio do Espírito Santo, ter em si um Espírito Santo, ser impelido pelo Espírito, obrar por um movimento do Espírito de Deus, era e é ser assistido, inspirado, guiado pelos Espíritos do Senhor, Espíritos estes que o encarnado atrai a si, na conformidade da sua elevação moral e intelectual, conforme à natureza e à importância da missão ou da obra que lhe cumpre executar.

Espírito perfeito, puro entre os mais puros que presidem, sob a sua direção, aos destinos, ao desenvolvimento e ao progresso do vosso planeta e da sua humanidade, encaminhando-os, Jesus, cuja pureza, cuja perfeição se perdem na noite da eternidade, Espírito protetor e governador do vosso mundo, vosso e nosso Mestre, obrava, não sob influencia estranha, mas por si mesmo. Poder-se-ia, pois, dizer que era "impelido pelo Espírito" no sentido de que, permitindo-lhe a sua elevação e a sua pureza aproximar-se do centro da onipotência, ele recebia diretamente as inspirações divinas.

(Transcrito e adaptado de "Os Quatro Evangelhos", de Jean Baptiste Roustaing, psicografia de Émilie Collignon, Tomo I, item 9)

SE...

Jesus cercado de anjos do SenhorSe estacionas no caminho, é porque não sabes prosseguir.

Se te lamentas demais, é porque não sabes volver os olhos ao teu redor e observar que existem a teu lado casos piores que o teu.

Se não consegues vencer, é porque não te empenhas em lutar.

Se não sabes sorrir, é porque a condição negativa do teu pensamento só te ensina a chorar.

Se não ajudas a ninguém, é pura e simplesmente porque não o desejas; teu egoismo e teu comodismo suplantam tua fé.

Se não segues os ensinamentos cristãos, é porque eles te dão a impressão de formarem um caminho muito duro para a tua debilidade.

Se não te dispões ao trabalho na Seara do Cristo, é porque de fato não o queres: o trabalho está aí, ao alcance de todos aqueles que, com o amparo do Senhor, buscam dignificá-lo através da prática de Seus inúmeros exemplos.

Se não vês o Sol, é porque as trevas do teu pensamento encobrem a luz desse astro maravilhoso – que é o próprio reflexo de Deus.

Se não te sentes alegre, é porque não aprendeste a fruir o dom da vida e a oportunidade que ela representa para todo Espírito encarnado.

Se não levas adiante teus passos em direção ao Senhor, a responsabilidade é exclusivamente tua.

Vê bem, querido companheiro, que existe sempre um "se" em nossas vidas: mas essa miúda palavra, de duas letras apenas, não deve suplantar a grandeza da tua Fé, da tua Coragem e Autodeterminação.

Que Jesus abençoe a todos!

Ignácio Bittencourt

(Mensagem psicografada no quarto sábado de agosto de 1982 e publicada originalmente na edição número 68 de O Cristão Espírita, de maio-agosto de 1982)