Retrato de Bezerra de Menezes

Casa de Recuperação
e Benefícios
Bezerra de Menezes

Fé inabalável só o é a que pode encarar frente a frente a razão, em todas as épocas da humanidade. - Allan Kardec

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CRBBM AMPLIA SUAS REUNIÕES PRESENCIAIS
E ALTERA OS HORÁRIOS DAS SESSÕES NOTURNAS

relógio de parede mostrando 20hsPor determinação do Conselho da CASA, são retomadas as reuniões de desenvolvimento mediúnico, às quartas-feiras e sextas-feiras (tarde), somando-se, assim, às reuniões das segundas, terças, quintas, sextas e sábados (Evangelização), em modo presencial.

Embora haja desobrigação do uso de máscaras, reiteramos que, em decorrência do aumento recente do número de casos de covid e gripe e visando a segurança dos envolvidos, a Casa enfatiza a necessidade de seu uso por todos os frequentadores.

A CRBBM preconiza a manutenção dos cuidados preventivos à contaminação e disponibilizará álcool gel e fornecerá máscaras para aqueles que o desejarem.

ALTERAÇÕES NO HORÁRIO DAS REUNIÕES NOTURNAS

Devido a novos comportamentos e necessidades, intensificados com as alterações impostas pela COVID, o Conselho Deliberativo da CRBBM decidiu antecipar em meia hora o início de suas reuniões noturnas.

Assim, em decorrência desta modificação, a partir de JULHO, passa-se a cumprir o seguinte horário:

A VIRTUDE

Rosa brancaA virtude não é veste de gala para ser envergada em dias e horas solenes. Ela deve ser nosso traje habitual. A virtude precisa fazer parte de nossa vida, como o alimento que ingerimos cotidianamente, como o ar que respiramos a todo instante.

A virtude não é para ostentação: é para uso comum. É falsa a virtude que aparece para os de fora, e não se verifica para os familiares. [...] Não há virtude privada e virtude pública: a virtude é uma e a mesma em toda parte.

O hábito da virtude, quando real, reflete-se em todos os nossos atos, do mais simples ao mais complexo, como o sangue que circula por todo o corpo.

As conjunturas difíceis, as emergências perigosas, não alteram a virtude quando ela já constitui nosso modo habitual de vida.

A virtude assume as modalidades necessárias para se opor a todos os males, sem prejuízo de sua integridade. Há um matiz para resolver cada caso, para se opor a cada vício, para vencer cada paixão, para enfrentar cada incidente; mas sempre, no fundo, é a mesma virtude. [...] O hábito da virtude é fruto de uma porfiada conquista.

A verdadeira religião é a da virtude. [...]

É pela virtude que as almas se irmanam entretecendo entre si liames indissolúveis. Os homens de virtude entendem-se em num momento, ao passo que os séculos não são suficientes para firmar acordo entre aqueles que dela vivem divorciados.

Propaguemos a religião da virtude: só ela satisfaz o senso da vida, conduzindo o espírito à realização dos seus destinos.

(Trechos extraídos da mensagem de mesmo título em “Nas Pegadas do Mestre” de Vinícius)

E OS GIGANTES VIERAM...

Pietro Ubaldi e Chico Xavier em 1951Há alguns anos atrás fizemos um estudo sobre a correlação entre as obras de Chico Xavier e Pietro Ubaldi, que começava com algumas das impressionantes previsões de Léon Denis, sobre a vinda desses dois gigantes da espiritualidade, em sua obra "O Grande Enigma", do qual reproduzimos abaixo algumas das passagens mais diretamente relacionadas a esses dois personagens:

"O abuso dos métodos e dos processos de análise tem estado a ponto de nos perder. Conseqüentemente, é mister preparar as grandes sínteses, as concepções de conjunto. [...] Prepara-se, entretanto, o trabalho de renovação. O século XIX e o começo do XX viram aparecer os precursores. Os gênios não tardarão em vir".

A sensibilidade do mais filosófico dos quatro grandes discípulos de Kardec foi certeira... Os gênios efetivamente vieram. Um no Velho Mundo, no hemisfério norte, do coração da Europa, da abençoada Úmbria franciscana - o prof. Pietro Ubaldi -; o outro, no chamado Novo Mundo, no hemisfério sul, nas Américas, no coração do Brasil, nas gerais, o maior brasileiro de todos os tempos - Francisco Cândido Xavier, doutor em bondade.

Dois gênios da espiritualidade, ou da inteligência espiritual, comparáveis a outros gigantes de outros tempos, como os profetas de Israel, como os apóstolos do Cristo e tantos e tantos nomes venerandos da história espiritual dos povos.

Vieram com missões específicas, determinadas.

A do prof. Pietro Ubaldi foi assinalada 20 anos antes de sua encarnação na obra "Os Quatro Evangelhos", recebida por uma das grandes médiuns da Codificação Kardequiana, Émilie Collignon, primeiro bem definindo o papel de Pedro, o Apóstolo, como pedra fundamental da Igreja do Cristo...

"Pedro preside ao progredir da fé, ao desenvolvimento da inteligência, ao cumprimento das promessas de Jesus. Ele continuou no desempenho da sua missão espiritual, depois de haver cumprido a sua missão humana. Desempenhando esta, começou, com o auxílio dos outros Apóstolos e dos discípulos que se lhes associaram, a construir a Igreja do Cristo. Pelo desempenho da sua missão espiritual, prossegue na execução desta obra e a concluirá. (Tomo II, item 184)

... e depois antecipando sua volta, no Prefácio da mesma obra ("Os Quatro Evangelhos")

"Fica sabendo e faze saber a teus irmãos que a obra que lhes colocas sob as vistas é uma obra preparatória, ainda incompleta, uma entrada em matéria; que não passa de um prefácio da que sairá das mãos daquele que o Mestre enviará para esclarecer as inteligências e despojar INTEIRAMENTE da letra o espírito. Aquele que há de desenvolvê-la e cuja obra também será reparatória não tardará a se dar a conhecer, porquanto a atual geração humana verá os seus primeiros anos messiânicos. E os messias, isto é, os enviados especiais se sucederão até que a luz reine sobre todos". (“Os Quatro Evangelhos”, Prefácio)

Vinte anos mais tarde, a 18 de agosto de 1886, volta à Terra o abençoado apóstolo do Cristo, na personalidade de Pietro Ubaldi, com a missão de dar prosseguimento ao trabalho da renovação planetária prometida pelo Cristo com o advento do Consolador, do Espírito da Verdade, da Terceira Revelação, da volta do Cristianismo do Cristo, produzindo, em exatos 40 anos de trabalho, uma das mais impressionantes e magistrais obras já produzidas pela humanidade, em todos os tempos, reunindo de maneira realmente genial ciência, filosofia e religião, e trazendo novamente ao mundo a Sua Voz, a voz do Cristo, com toda autoridade, profundidade e bondade que a caracterizam.

Mas, pouco depois, a 2 de abril de 1910, na pequenina e pacata cidade de Pedro Leopoldo, no coração das gerais, chegava ao mundo o outro gênio dessa dupla abençoada, uma mais maiores antenas psíquicas da humanidade, de todos os tempos, como também outro Cristão, com "C" maiúsculo mesmo, capaz de nos ensinar vez por todas o que é verdadeiramente a prática do Espiritismo Cristão, em todas as suas facetas, como verdadeiro Homem de Bem - Francisco Cândido Xavier - o nosso Chico, ou o "Cisco de Deus", como ele mesmo gostava de se apresentar, esse incansável operário do Bem, que deixou de legado à humanidade uma das mais vultosas e impressionantes obras de espiritualidade já vistas em nosso planeta, um monumento grandioso e eloquente de saudação à vida eterna, sem começo nem fim, e à comunicação entre os mundos visível e invisível. Foi a intuição popular que o apontou como o maior brasileiro de todos os tempos, e acertou também em cheio, porque definiu bem esse verdadeiro biotipo do futuro, com capacidades psíquicas e qualidades humanas que se encontram muito à frente de nossos dias.

Pois bem, quis a vida que esses dois grandes gênios se encontrassem de novo, curiosamente, nas contas do calendário.

O dia 29 de junho é dedicado à memória de "São Pedro".

O dia 30 do mesmo mês, desde junho de 2002, será a partir de então, e para sempre, e cada vez mais, a data de lembrança e saudação da memória de Chico Xavier, posto que voltou à espiritualidade, depois de 92 anos muitíssimos bem vividos, exatamente neste dia, em 2002.

Sim, Denis estava certo. Os grandes Gênios não tardavam a vir, vieram, deixaram conosco através de suas obras joias de altíssimo valor, verdadeiros patrimônios da humanidade, ao mesmo tempo que uma imensa saudade, posto que ainda por muito tempo será raro de ver, em nosso mundo, tantas capacidades combinadas com tanta bondade, com tanta generosidade.

Deus os abençoe. Devem estar próximos, seguindo hoje e sempre ao Cristo, cujas pegadas perseguem, e que tão bem souberam representar. Deus os abençoe, hoje e sempre!

ESPIRITISMO CRISTÃO

LUCAS, Cap. II, v. 1-7: - Concepção, gravidez e parto de Maria, por obra do Espírito Santo.
Aparecimento de Jesus na terra(continuação)

Maria e José

Sim, a gravidez de Maria foi apenas aparente e fluídica como obra do Espírito Santo, isto é, dos Espíritos do Senhor prepostos a essa obra, os quais operaram por meio do magnetismo espiritual. Sim, o "aparecimento" de Jesus, efetuado, conforme à vontade de Deus (era preciso que fosse assim, de acordo com o estado das inteligências, para ser admitido), sob as aparências do parto em Maria virgem e por uma operação do Espírito Santo, foi, como obra deste, isto é, dos Espíritos do Senhor, e sob o véu de um "nascimento" apenas aparente, uma manifestação espírita tangível, igual às que se produzem em todas as épocas e ainda hoje podeis observar. A única diferença a notar-se entre aquela e estas manifestações é que, ali, o perispírito, muito humanizado pela ação da vontade poderosa do Mestre sobre os fluidos que vos cercam, era, com todas as aparências da vida humana, apto a conservar uma longa tangibilidade, que existia ou cessava ao arbítrio da mesma poderosa vontade, conforme o exigiam os tempos, os períodos, as necessidades e os atos da sua missão terrena.

Reservado estava à nova revelação dizer-vos aquilo que a humanidade ainda não podia entender quando o Cristo desceu à terra, mas que, veladamente, se encontrava nas palavras com que o anjo fez a anunciação a Maria e, em sonho, advertiu a José. Estava-lhe reservado levantar o véu quando fossem chegados os tempos; colocar no lugar da letra, que agora mata, pois que já produziu seus frutos, o espírito que vivifica; explicar o erro que a letra e a ig-norância dos séculos haviam de engendrar e engendraram e que se manteve até aos vossos dias; ensinar-vos a verdade que o progresso das inteligências já vos permite receber e guardar.

Não, Jesus não tomou um corpo material humano no seio de uma virgem, com derrogação das leis naturais e imutáveis que regulam a reprodução no vosso planeta e nos outros mundos materiais. A vontade imutável de Deus jamais derroga as leis da natureza, que ele próprio formulou desde toda a eternidade.

Não, Jesus não tomou um corpo material humano, tal qual os vossos, segundo as leis da reprodução material no vosso planeta, por obra de Maria e José. Afirmar o contrário fora inquinar de falsidade e de impostura o que a estes disse o anjo, fora blasfemar o próprio Deus, rejeitando, por mentirosa, a palavra de seu enviado.

A nova revelação vem explicar, segundo o espírito, as palavras do anjo, que foram mal interpretadas porque as tomaram ao pé da letra, com ignorância do sentido que devia ser dado às seguintes proposições: "Aquele que nela se gerou foi formado pelo Espírito Santo. - O Espírito Santo virá sobre ti - e a virtude do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra". Ela vem substituir o erro pela verdade; vem ensinar aos homens que, como obra do Espírito Santo, isto é, dos Espíritos do Senhor, tudo foi espiritual, espírita, estranho a qualquer ato material humano regido pelas leis da encarnação no vosso planeta, quer se trate da concepção no seio de uma virgem, obra e efeito espíritas, dando lugar a uma gravidez apenas aparente, devida a uma ação fluídica emanada daqueles Espíritos, quer se trate do parto, igualmente obra e efeito espíritas, também apenas aparente, destinados uma e outro, como já vos explicamos, a produzir ilusão em Maria e a gerar nela a crença em fatos que devia considerar reais e atestar; quer, finalmente, se trate do aparecimento de Jesus sob o aspecto de uma "criancinha", conforme se houvera dado, aos olhos dos homens, no caso de um "nascimento real", aparecimento que, como obra e efeito espíritas, se produziu pelo emprego e combinação de fluidos superiores e inferiores, de acordo com as leis naturais e imutáveis, que vos temos revelado, mediante a aplicação e a adaptação dessas leis. - Mateus, Marcos, Lucas e João, Assistidos pelos Apóstolos

(Continua na próxima edição - Transcrito e adaptado de "Os Quatro Evangelhos", de Jean Baptiste Roustaing, psicografia de Émilie Collignon, Tomo I, item 31)

ESTUDOS FILOSÓFICOS: A MAIOR E MELHOR COLEÇÃO DE ARTIGOS ESPÍRITAS DA IMPRENSA BRASILEIRA ESTÁ DE VOLTA

Artigo CCCXLIX - O PAIZ, 09.07.1894

Retrato de Bezerra de MenezesEm nosso passado artigo dissemos: que ninguém estuda o Espiritismo, como se deve estudar uma ciência, que saia livre de negar-lhe, conscienciosamente, a verdade de seus fenômenos. E, para prova, escolhemos, entre os inúmeros casos de rendição de sábios, os de Crookes e de Lombroso, valiosíssimos, não só por serem estes dois dos maiores vultos da ciência hodierna, como por serem materialistas e terem-se dado àquele estudo, precisamente para “varrerem do celeiro da gente credula aquelas teias de aranha”.

E dissemos: tanto um como outro, depois das mais aturadas e profundas investigações, viram-se obrigados, por sua honra pessoal e por sua lealdade científica, a confessarem publicamente: os fenômenos espíritas são uma verdade.

Os fenômenos espíritas são uma verdade, repetem os que fazem-se violência em reconhecê-lo; mas a explicação?, exclamam, como quem se apega à última táboa de salvação.

É neste último reduto, de frágil e insubsistente construção, que vimos hoje dar batalha aos obstinados, que o julgam defensável e capaz de proteger sua pobre bandeira reduzida a um trapo sujo pela razão esclarecida e pela lógica esmagadora dos fatos - dos fatos que se dão, com uma frequência admirável, por todos os ângulos da Terra.

Fato notável, que só por si é prova cabal da fraqueza e da má fé que dominam no campo dos nossos adversários!

Quando a ciência moderna, por consenso universal, proscreve, no aparelhamento das matérias para a construção, do edifício do saber humano, os processos especulativos e consagra, com o culto de latria, os positivistas - quando se reclamam fatos - fatos - fatos, para fundamento de toda a ciência, eis que, em relação ao Espiritismo, deixam-se em desprezo os fatos - dá-se de mal aos processos positivistas, para se agarrarem aos condenados processos especulativos!

“Os fenômenos espíritas (fatos) são uma verdade”, mas a explicação (teorias especulativas)?

Contra as teorias os fatos, que são o seu fundamental corretivo; mas, em caso de desespero, cedam os fatos às teorias, como meio eficaz de ensombrar a verdade!

Fatal cegueira que dá para presumir: que com a negação a verdade deixa de ser!

Os fenômenos espíritas são uma verdade; mas o Espiritismo é uma falsidade!

Para darem um colorido a este ridículo atentado contra o bom senso, dizem os oráculos da negação: os fenômenos dão-se; mas não são os Espíritos que os produzem.

Aceitamos, por misericórdia, eta nova gíria científica: dos fenômenos espíritas não serem obra dos Espíritos, o que vale por dizer: que os fenômenos materiais não são obra da matéria.

Aceitamo-la, para mostrarmos como tais fenômenos não podem ser produzidos senão por Espíritos.

Antes de entrarmos em fatos da nossa observação, que temo-los em grande cópia, analisemos o que foi observado pelo sábio Crookes, em presença de uma seleta sociedade londrina, cujo testemunho autenticou a exposição feita pelo grande homem, que não fará mal repetir: empenhou-se naqueles estudos, como materialista que era, a fim de pulverizar o Espiritismo, ou espiritualismo, como ele chama.

Depois de haver obtido, com os aparelhos que engenhou, como notável físico e químico que é - e com o auxílio de um médium, fenômenos de todas as qualidades, chamados de efeitos físicos: sons, pancadas, aparições luminosas, etc., etc., surpreendeu-o a manifestação de um Espírito materializado, que, seja dito de passagem, não é o único exemplo conhecido.

Retrato de  Katie KingCrookes e todos os assistentes não puderam alimentar dúvida de que fosse aquele ser um habitante do mundo invisível, pois que, além de vê-lo sob a forma corpórea de uma moça, que disse o nome de Katie-King, foi-lhes permitido apalpar aquele corpo, que manifestava todos os característicos do corpo humano.

A ciência espírita explica, à evidência, o modo como se fazem tais corpos, os Espíritos que se querem manifestar aos vivos, de modo que o fato de Crookes foi mais uma prova autêntica da verdade da Doutrina, neste ponto.

E nem se pode supor que fosse Katie-King uma pessoa viva, como se diz, pois que manifestava-se de repente - e de repente desaparecia do meio dos que a rodeavam.

Ora, esse Espírito que produzia tudo o que chamamos fenômenos espíritas - e o fenômeno, por excelência, da materialização ou corporização, pode deixar dúvida a respeito da existência dos Espíritos - e de serem os fenômenos espíritas seus efeitos - suas produções?

Nós temos observado, no curso de nossas experiências, fatos de caráter moral, que são tão robusta prova, como aquele, da existência do mundo espiritual.

O Dr. Henrique Alves de Carvalho, incrédulo, mas não cego ou fanatisado pelas ideias dominantes em nossa mocidade, dispôs-se a fazer uma experiência, para julgar por si do que agita hoje todos os sábios do mundo.

Pediu-nos uma sessão, para evocar seu irmão, o Dr. José Alves de Carvalho - e tanto nós como o médium fomos a evocar o Dr. José Alves de Carvalho.

O médium, porém, mal caiu no sono sonambúlico, voltou-se para o evocador increpando-o de tê-lo enganado, chamando outro Espírito que não o de seu irmão.

Henrique empalideceu e respondeu, perguntando: como sabia que chamara outro.

Porque, respondeu o médium, o Espírito qyue aqui está a seu chamado é outro - é o de um homem velho, alto, magro - e descreveu-o com todos os sinais físicos, até falar de uma belida ou catarata n’um dos olhos e de um fontículo n’uma das pernas.

Henrique, abalado de quase não poder falar, confessou: que para mais verificar se era ou não verdade a manifestação dos Espíritos, empregara o expediente: de dizer-nos que evocara o irmão, quando pedia intimamente o aparecimento do pai, que era realmente quem se apresentou, segundo a descrição feita pelo médium, à qual não faltou nada, nem a catarata nem o fontículo.

É preciso acrescentar: que o pai do doutor, filho do Maranhão, onde faleceu, nunca foi visto pelo médium. Pode-se, porém, recorrer à célebre teoria da transmissão do pensamento para explicar este fato, incontestavelmente notável.

Pode-se, porque o náufrago atira-se até a uma palha, que outra coisa não são as tais teorias para a explicação dos fenômenos espíritas.

Para que não reste dúvida do que a tal transmissão do pensamento não explica o fenômeno espírita da manifestação dos Espíritos, damos aqui outro fato novo, porém autenticado.

O Dr. Augusto Fleury, quando deputado por Mato Grosso, há isso 10 anos, metia à bulha nossas ideias espíritas.

Um dia, achando-se em sua casa, à praia de Botafogo, um distinto cavalheiro, seu amigo e médium, e recaindo a conversa sobre Espiritismo, Fleury acedeu ao convite do amigo de fazerem os dois ali mesmo uma experiência: um evocava - e o outro recebia a comunicação.

Fleury evocou o Espírito da mãe ou da sogra - e o médium recebeu a seguinte comunicação:

“Meu amigo - o Espiritismo é uma verdade - Abaeté.”

Ficaram ambos desconcertados por não ter vindo quem chamaram; mas isto mesmo nos dá prova: de que a transmissão do pensamento não produz a aparição.

Volveram a nova tentativa, evocando o mesmo Espírito - e digamos, sem que o médium quer neste, quer no primeiro caso, soubesse quem era o evocando.

Receberam o seguinte:

“Fui muito infeliz na vida; mas hoje sou feliz - Teu irmão João.

Ainda uma nova prova contra a teoria da transmissão do pensamento - e uma prova positiva e indiscutível da existência dos Espíritos e da realidade de sua comunicação conosco.

A letra daquela era a do finado irmão de Augusto!

Este a reconheceu - e todos os parentes a reconheceram.

Podia ser reconhecida por tabelião!

Estes dois fatos, reunidos ao de Crookes, valem por uma operação de cataratas a Moura Brazil. Só os condenados à cegueira por força superior deixarão de ficar vendo... a verdade.

Convocamos os dois cavalheiros, cujos nomes citamos, a reclamarem, se não dizemos a verdade.

Max.

(Da União Espírita)

Fonte: Confira o original deste artigo no arquivo da Hemeroteca da Biblioteca Nacional. Para conhecer os demais artigos dessa coleção e seus volumes publicados por nossa CASA visite por favor nossa Biblioteca Virtual.