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Fé inabalável só o é a que pode encarar frente a frente a razão, em todas as épocas da humanidade. - Allan Kardec

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15 DE OUTUBRO, DATA DE NASCIMENTO DE
JEAN BAPTISTE ROUSTAING

“Bem-aventurados sereis quando vos caluniarem, quando vos perseguirem e disserem falsamente todo o mal contra vós por causa de mim. Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus, pois assim perseguiram os profetas que vieram antes de vós”. - JESUS (Mt. 5: 11 e 12)


Foto-ilustração do túmulo de JesusJEAN BAPTISTE ROUSTAING, O MISSIONÁRIO DA FÉ, o abençoado organizador da magistral obra OS QUATRO EVANGELHOS, recebida pela iluminada mediunidade de EMÍLIE COLLIGNON, nasceu em Bégles, nos arredores de Bordeaux, França, a 15 de outubro de 1805.

Reunimos, para celebrar a data, três textos de "Os Quatro Evangelhos" que bem traduzem a sua essência e que, em nosso entender, são a melhor resposta que podemos oferecer às críticas quase sempre maldosas que seu organizador e essa obra recebem, acreditando que a BENEVOLÊNCIA, a TOLERÂNCIA e o PERDÃO - a perfeita tradução da palavra CARIDADE, conforme a entendia JESUS, segundo o ensino de O Livro dos Espíritos, na questão 886 - são os recursos de que se servem os verdadeiros operários do Bem, em todas as épocas.

Seguimos assim o nosso caminho, semeando e semeando, deixando ao Pai Maior a definição do tempo da colheita, do amadurecimento dos Espíritos para o entendimento dos ensinos de Jesus "em espírito e verdade", sem dogmas, sem artificialismos, sem as limitações dos preconceitos humanos.

Que Jesus abençoe seu enviado e sua memória.

A VERDADE É MANSA, e não precisa de estardalhaço para se impor, suavemente, com a serenidade do tempo...

Paz e Bem a Todos!

VINDE A MIM

Foto-ilustração do túmulo de Jesus estendendo a mão, em sinal de conviteSegui pela estrada que vos é indicada. Jesus mostrou o único caminho que vos pode conduzir à felicidade eterna. Peça-lhe amparo a alma que se sentir carregada de dores e, quaisquer que sejam seus sofrimentos, nele achará o grande médico que cura todas as chagas. Sendo a luz das inteligências, ele iluminará a obscuridade que a carne vos impõe. Por vós se fez homem aos vossos olhos; aos vossos olhos sofreu convosco e como sofreis. Vossas lágrimas lhe saem dos olhos e no seu coração repercutem as vossas dores. Manda-vos os Espíritos que podem abrandar as vossas penas e, em paga de tanto amor e de tanta abnegação, que é o que pede façais? algum sacrifício? que lhe deis glória? No fastígio da glória se acha ele! Pede-vos amor? Todos os Espíritos do Senhor se curvam diante dele, felizes de o fazerem. Não; só vos pede que trabalheis, sob a sua direção, pela vossa própria glória. Estende-vos a mão e sustenta mesmo os que a recusam.

Ah! acudi-lhe ao chamado! Seu jugo é leve e ele não o impõe, pois que sois livres de o aceitar ou repelir. Não emprega, como faz o homem, a violência para vos forçar a enveredar pelas suas sendas. Não vos diz: — crê ou morre; mas: — em mim está a vida. Escutai-lhe os conselhos santos, caminhai-lhe nas pegadas e, como quer que vos apelideis — Cristãos, Judeus ou Muçulmanos — sejam quais forem o culto exterior que pratiqueis e a nação a que pertençais na terra, vinde todos, todos a ele. As ovelhas são por ele levadas aos campos de bom pasto, onde o lobo feroz jamais aparece: — os mundos superiores, moradas dos Espíritos puros; os mundos fluídicos, onde habitam os que chegaram ao estado de perfeição.

Vós todos que estais fatigados e carregais o peso dos sofrimentos, que se originam das provações, vinde a Jesus e Jesus vos dará forças. Não vos dá ele o exemplo da coragem e da resignação? Não é a sua palavra meiga, simples e persuasiva que levanta o ânimo abatido e vos faz entrever o bálsamo que podeis aplicar às vossas feridas? Não é Jesus quem as pensa e vos sustém com sua mão poderosa, ajudando-vos a vencer os obstáculos contra os quais a vossa fraqueza se julga sempre prestes a quebrar-se?

Tomai sobre vós o seu jugo, aprendei de sua boca que ele é manso e humilde de coração e achareis repouso para vossas almas.

Achareis repouso para vossas almas quer dizer: a perfeição a que chegareis pelo progresso. Seguindo-lhe a moral é que vos depurareis; despojando-vos de todas as impurezas é que alcançareis o repouso para vossas almas, isto é: nada mais tendo que expiar, elas entrarão na paz do Senhor. Por paz do Senhor entenda-se aqui: uma paz ativa, cheia de boas obras e de grandes coisas. Não se trata da paz tal como a compreendeis, mas como termo dos sofrimentos, das expiações.

O jugo de Jesus é suave e leve o seu fardo. Aquele que, do fundo de sua alma, segue a Jesus não suporta pesado jugo, porquanto sua moral é de fácil prática para quem quer que se forre aos objetivos mesquinhos da humanidade.

("Os Quatro Evangelhos", de Jean Baptiste Roustaing, Tomo II, item 154)

AMOR AOS INIMIGOS - AMOR E CARIDADE PARA COM TODOS

Foto-ilustração - mãos oferecendo floresPraticai a lei do amor e da caridade, sempre e em toda parte, para com todos, conhecidos e desconhecidos, amigos e inimigos.

Nisto se resume o ensinamento [de Jesus], porquanto a observância da lei de amor e caridade implica a prática de todas as virtudes e de todos os deveres.

Pois que Deus concede os benefícios da Natureza à humanidade toda, porque há de o homem negar-se a dividir com seus irmãos o que recebe do pai comum?

Julgar - só a Deus cabe, porque só o seu julgamento é íntegro e isento das preocupações interesseiras que tantas vezes poluem os vossos. Sede, conseguintemente, bons para com todos os vossos irmãos e deixai a Deus o encargo de julgar os que de suas mãos saíram e cujos corações e pensamentos só ele sonda.

Nada façais nunca tendo em vista apenas a recompensa. Vossas ações, quaisquer que sejam, devem subordinar-se tão-somente ao amor do dever, ao amor e ao reconhecimento a Deus. Se elas não forem mais do que um empréstimo feito a Deus, objetivando unicamente a recompensa que ele vos queira dar, estareis, oh! homens que podeis tão pouco, praticando a usura com a eternidade. E, enquanto vos mantiverdes sob a influência desse sentimento e egoísmo, não sereis filhos do Altíssimo. A recompensa, ele não a defere senão aos atos que, pelo coração e pelo pensamento, são fruto do desinteresse e do amor.

A vossa fraqueza se assusta e o vosso orgulho se revolta ante estas palavras do Mestre: Amai os vossos inimigos".Para se praticar este amor não basta a isenção de ódio, de rancor, de desejo de vingança contra os inimigos, não basta a abstenção de palavras, de atos, de tudo o que lhes possa ser nocivo ou desagradável, não basta perdoar-lhes e esquecer o mal que fizeram ou fazem. É preciso pagar-lhes, em tudo, por toda parte e sempre, o mal com o bem, por todos os meios, sob todas as formas e em todas as circunstâncias, com sinceridade no pensamento e no coração. É preciso trabalhar assim sem cessar por conquistá-los. É preciso que, sinceramente e possuídos do sentimento do amor universal, que deve de continuo crescer no coração do homem, que o aproxima cada vez mais de Deus, façais o bem aos que vos odeiam. É preciso que, não com os lábios, mas com o coração, abençoeis os que vos amaldiçoam, oreis pelos que vos perseguem ou caluniam.

Aquele que, desse modo, faz o bem, abençoa e ora, esse tem o sentimento e está na posse do amor aos inimigos.

Tratai, pois, de vos libertar das influências da matéria pela prática da lei do amor e da caridade, pela prece, e vereis cada vez mais desenvolver-se em vós, sob a influência e a ação da vossa depuração moral, a bondade, a misericórdia, a beneficência de que usa o vosso pai para com os ingratos, os justos e os injustos, os bons e os maus.

Jesus disse: Sede perfeitos como o vosso pai celestial é perfeito. Quer isto dizer: exercei, praticai com sinceridade todas as virtudes que vos são ensinadas para vos conduzirem àquele que é perfeito.

O Espiritismo, pela nova revelação, pela revelação da revelação, terceira e última explosão da bondade de Deus para com os homens, é a luz que vos deve clarear a marcha, que dará vista aos cegos. Não a repilais. Submetendo-vos cordialmente à prática dos ensinos que vos traz essa nova revelação, por intermédio dos Espíritos do Senhor, os quais vos vêm explicar e tornar compreensíveis as palavras evangélicas de Jesus e inspirar a prática sincera, esclarecida e completa delas, alcançareis o objetivo que se vos propõe. O caminho será longo, tortuoso, cheio de escolhos e dificuldades, mas finaliza num sítio pleno de delícias e claridades.

("Os Quatro Evangelhos", de Jean Baptiste Roustaing, Tomo I, item 89)

CRÍTICA E AUTOCRÍTICA

Foto de homem idoso dando conselho a um jovemSe tiverdes de fazer a algum de vossos irmãos qualquer reproche, esforçai-vos por que ele se corrija, dizendo-lhe brandas e persuasivas palavras.

Jesus falando aos Judeus usava de uma linguagem que lhes era adequada. Jamais atacava bruscamente os hábitos desse povo rixento e rancoroso. Tal a razão por que os concitava a recorrer a testemunhas e depois ao julgamento da Igreja nos seus ajustes de contas.

Hoje, porém, o Mestre, por nosso intermédio, vos diz: Apagai a falta do vosso irmão por todos os modos possíveis; esforçai-vos para que ele se reconheça culpado, falando-lhe a sós. Se persistir, se se mostrar insensível às vossas advertências,tomai por testemunhas da sua obstinação os bons Espíritos que velam por todos. Chamai-os em vosso auxílio, para que vos reconduzam à paz e à concórdia.

Evitai tornar público o erro de vosso irmão, submetendo-o ao juízo da Igreja. Antes de tudo: tendes a certeza de estardes perfeitamente limpo da falta que, cometida pelo vosso irmão, vos ofendeu? Tendes a certeza de que jamais a provocastes ou incentivastes; de que jamais, pela vossa impaciência, pela vossa aspereza, pela vossa má-vontade, ostensiva ou oculta, fostes causa de que o vosso irmão cada vez se transviasse mais, em lugar de emendar-se?

Quando lhe falastes, porventura o fizeste com toda a doçura, com toda a delicadeza indispensáveis para que a sua suscetibilidade, o seu orgulho, ou mesmo a sua vergonha não fossem despertados? Empregastes todos os possíveis esforços para que ele não corasse em face de si mesmo?

E, se não procedestes assim, não receais ser, a vosso turno, julgados pelos juízes que fostes procurar para julgar o vosso irmão?

Oh! bem-amados! Escutai o que vos dizemos, a mandado daquele que deu aos homens esse ensinamento: "Progredistes, vossos sentimentos também têm que progredir; perdoai, portanto, com sinceridade, a ofensa recebida, ocultando-a dos estranhos para que o vosso irmão não se vexe e eu, por minha vez, vos perdoarei do mesmo modo por que houverdes perdoado".

("Os Quatro Evangelhos", de Jean Baptiste Roustaing, Tomo III, item 216)

POLÍTICA DIVINA

Como antídoto para o tumulto de ideias, dos tempos atuais, trazemos para nossa reflexão um texto de Emmanuel sobre o tema, entendendo ser sempre oportuno ORAR e REFLETIR antes de agir... Esperamos que ensejem bom proveito.

***

“Eu, porém, entre vós, sou como aquele que serve.” - Jesus (Lucas, 22:27)

O discípulo sincero do Evangelho não necessita respirar o clima da política administrativa do mundo para cumprir o ministério que lhe é cometido.

O Governador da Terra, entre nós, para atender aos objetivos da política do amor, representou, antes de tudo, os interesses de Deus junto do coração humano, sem necessidade de portarias e decretos, respeitáveis embora.

Administrou servindo, elevou os demais, humilhando a si mesmo.

Não vestiu o traje do sacerdote, nem a toga do magistrado.

Amou profundamente os semelhantes e, nessa tarefa sublime, testemunhou a sua grandeza celestial.

Que seria das organizações cristãs, se o apostolado que lhes diz respeito estivesse subordinado a reis e ministros, câmaras e parlamentos transitórios?

Se desejas penetrar, efetivamente, o templo da verdade e da fé viva, da paz e do amor, com Jesus, não olvides as plataformas do Evangelho Redentor.

Ama a Deus sobre todas as coisas, com todo o teu coração e entendimento.

Ama o próximo como a ti mesmo.

Cessa o egoísmo da animalidade primitiva.

Faze o bem aos que te fazem mal.

Abençoa os que te perseguem e caluniam.

Ora pela paz dos que te ferem.

Bendize os que te contrariam o coração inclinado ao passado inferior.

Reparte as alegrias de teu espírito e os dons de tua vida com os menos afortunados e mais pobres do caminho.

Dissipa as trevas, fazendo brilhar a tua luz.

Revela o amor que acalma as tempestades do ódio.

Mantém viva a chama da esperança, onde sopra o frio do desalento.

Levanta os caídos.

Sê a muleta benfeitora dos que se arrastam sob aleijões morais.

Combate a ignorância, acendendo lâmpadas de auxílio fraterno, sem golpes de crítica e sem gritos de condenação.

Ama, compreende e perdoa sempre.

Dependerás, acaso, de decretos humanos para meter mãos à obra?

Lembra-te,meu amigo, de que os administradores do mundo são, na maioria das vezes, veneráveis prepostos da Sabedoria Imortal, amparando os potenciais econômicos, passageiros e perecíveis do mundo; todavia, não te esqueças das recomendações traçadas no Código da Vida Eterna, na execução das quais devemos edificar o Reino Divino, dentro de nós mesmos.

Emmanuel, por Chico Xavier, em Vinha de Luz, Cap. 59

LEMBRANDO KARDEC

(Celebramos aqui os 150 anos da Revista Espírita, lembrando desta vez algumas de suas passagens interessantes das edições de 1862, Ed. FEB)

QUE É MONISMO?

Ilustração - O homem em seu caminho de evoluçãoAproximemo-nos ainda mais da questão a ser desenvolvida. Eram indispensáveis essas premissas para vos conduzir até aqui. Observai meu modo de proceder ao expor meu pensamento. Avanço seguindo uma espiral que gradualmente aperta suas volutas concêntricas e, se passo de novo pela mesma ordem de idéias, toco o raio que parte do centro num ponto cada vez mais próximo dele. Guio vosso pensamento para esse centro. Nesta exposição parto da periferia e vou para o interior; da matéria, que é a realidade de vossos sentidos, para o espírito, que contém uma realidade mais verdadeira e mais elevada; vou da superfície ao âmago, da multiplicidade fenomênica ao Princípio único que a rege. Por isso denominei este tratado de A Grande Síntese.

Estou no outro pólo do ser, no extremo oposto àquele em que estais; vós, seres racionais, sois análise; eu, intuitivo (contemplação, visão), sou síntese. Mas desço agora à vossa psicologia racional de análise, tomo-a como ponto de partida, a fim de levar-vos à síntese como ponto de chegada. Parto da forma para explicar-vos o impulso obscuro e palpitante, o motor que a anima, tenazmente aprofundando o mistério. Penetro, sintetizo e aperto num monismo absoluto, os imensos pormenores do mundo fenomênico, incomensuravelmente vasto, se o multiplicais pelo infinito do tempo e do espaço; canalizo a multiplicidade dos efeitos — dos quais a ciência com imenso esforço vislumbrou algumas leis — nos caminhos convergentes que conduzem ao Princípio Único. Farei desse mundo que pode parecer caótico a vossas mentes, um organismo completo e perfeito. A complexidade que vos desanima será reconduzida e reduzida a um conceito central, único e simples, a uma lei única que dirige tudo.

A isto podeis chamar de monismo. Atentai mais aos conceitos que às palavras. Por vezes a ciência acreditou ter descoberto e criado um conceito novo, só porque inventou uma palavra. E o conceito é este: como do politeísmo passasteis ao monoteísmo, isto é, à fé num só Deus (mas sempre antropomórfico, pois realiza uma criação fora de si), agora passais ao monismo, isto é, ao conceito de um Deus que É a criação. Lede mais, antes de julgar. Farei que lampeje em vossas mentes um Deus ainda maior que tudo o que pudesteis conceber. Do politeísmo, ao monoteísmo e ao monismo, dilata-se vossa concepção de Divindade. Este tratado, pois, é o hino de Sua glória.

Ilustração - O homem em seu caminho de evoluçãoSinto já esta síntese suprema num lampejo de luz e de alegria. Quero conduzir-vos, a vós também, a essa meta, por meio de estudo do funcionamento orgânico do Universo. Este Tratado vos aparecerá assim como uma progressão de conceitos, uma ascensão contínua por aproximações graduais e sucessivas. Poderá também parecer-vos uma viagem do espírito; é verdadeiramente a grande viagem da alma que regressa ao seu Princípio; da criatura que regressa a Seu Criador. Cada novo horizonte, que a razão e a ciência vos mostraram, era apenas uma janela aberta para um horizonte ainda mais longínquo, sem jamais atingir o fim; Eu, porém, indicar-vos-ei o último termo, que está no fundo de vós mesmos, onde a alma repousa. Subiremos das ramificações dos últimos efeitos, progredindo da periferia para o centro, ao tronco da Causa Primeira que se multiplicou nesses efeitos.

A realidade, em vosso mundo, está fracionada por barreiras de espaço e de tempo; a unidade aparece como que pulverizada no particular; vemos o infinito fragmentar-se, dividir-se, corromper-se no finito, o eterno no caduco, o absoluto no relativo. Mas, percorreremos o caminho inverso a essa descida e reencontraremos aquele infinito, que jamais a razão poderia dar-vos, porque a análise humana não pode percorrer a série dos efeitos através de todo o espaço, por toda a eternidade, e não dispõe daquele infinito, pelo qual seria mister multiplicar o finito para obter a visão do Absoluto.

A finalidade desta viagem é dar ao homem nova consciência cósmica. Uma consciência que o faça sentir-se não apenas indestrutível e eterno, membro de uma humanidade que abarca todos os seres do universo, mas também representa uma força e desempenha um papel importante no funcionamento orgânico do próprio universo. Viveis para conquistar uma consciência cada vez mais ampla. O homem, rei da vida no planeta Terra, conquistou uma consciência individual própria, que constitui prêmio e vitória. Agora está construindo outra mais vasta: a consciência coletiva que o organiza em unidades nacionais e se fundirá numa unidade espiritual ainda mais vasta, a humanidade. Eu, porém, lanço a semente de uma consciência universal, a única que vos pode dar a visão de todos os vossos deveres e direitos e poderá, perfeitamente, guiar todas as vossas ações, além de solucionar todos os vossos porquês. Partindo de vosso cognoscível científico humano, esse caminho também atingirá conclusões de ordem prática, individual e social. A exposição das leis da vida tem como objetivo ensinar-vos normas mais completas de comportamento. Sabendo olhar no abismo de vosso destino, sabereis agir cada vez com mais elevação.

Ilustração - O homem em seu caminho de evoluçãoEis traçada a estrada que percorreremos. E a seguiremos não apenas para saber, mas também para agir depois. Quando se fizer luz na mente, o coração se acenderá de paixão, para marchar seguindo a mente que viu.

Ascensão é a idéia dominante. Deus é o centro. Este Tratado é mais que uma grande síntese científica e filosófica: é uma revolução introduzida em vosso sistema de pesquisa, nova direção dada ao pensamento humano, para que, após este impulso, possa canalizar novo caminho de conquistas; é uma revolução que não arrasa nem nega, implantando arbítrio e desordem, mas afirma e cria, guiando-vos a uma ordem e equilíbrio cada vez mais completo e complexo, para uma lei cada vez mais forte e mais justa. Pois bem, para ajudar a nascer em vós esta nova consciência que está por surgir à luz, para estimular esta vossa transformação que está iminente, imposta pela evolução, da fase humana à fase super-humana, eu vos ensino novo método de pesquisa, praticado por via da intuição. Indico-vos a possibilidade de nova ciência conquistada com o sistema dos místicos, no qual os fenômenos são penetrados por meio de nova sensibilidade, abrindo as portas da alma, além das dos sentidos, da alma da qual vos terei ensinado todos os recursos insuspeitados e meios de percepção direta. Desse modo, os fenômenos não serão mais vistos nem ouvidos, nem tocados por um Eu qualquer, mas sentidos por um ser que se transformou em delicadíssimo instrumento de percepção, porque sensitivamente evoluído, nervosamente refinado e, sobretudo, moralmente aperfeiçoado. Ciência nova, conduzida pelos caminhos do amor e da elevação espiritual, é a ciência do super-homem, que está para nascer e fundará a nova civilização do terceiro milênio.

(Pietro Ubaldi, "A Grande Síntese", Cap. 6)