Retrato de Bezerra de Menezes

Casa de Recuperação e Benefícios Bezerra de Menezes

Fé inabalável só o é a que pode encarar frente a frente a razão, em todas as épocas da humanidade. - Allan Kardec

Estude o Esperanto,
o idioma universal da Paz!

Estrela verde que simboliza o Esperanto
Comunicado de realização do XXII Congresso Roustaing em nossa CASA.

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Momento X

1.10 Rogo-vos, porém, irmãos, pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que digais todos uma mesma coisa, e que não haja entre vós dissensões; antes sejais unidos em um mesmo pensamento e em um mesmo parecer.

11. Porque a respeito de vós, irmãos meus, me foi comunicado pelos da família de Cloé que há contendas entre vós.

12. Quero dizer com isto, que cada um de vós diz: Eu sou de Paulo, e eu de Apolo, e eu de Cefas, e eu de Cristo.

13. Está Cristo dividido?...

3.1 E eu, irmãos, não vos pude falar como a espirituais, mas como a carnais, como a meninos em Cristo.

2. Com leite vos criei, e não com carne, porque ainda não podíeis, nem tampouco ainda agora podeis.

3. Porque ainda sois carnais; pois, havendo entre vós inveja, contendas e dissensões, não sois porventura carnais, e não andais segundo os homens?

4. Porque, dizendo um: Eu sou de Paulo; e outro: Eu de Apolo; porventura não sois carnais?

5. Pois, quem é Paulo, e quem é Apolo, senão ministros pelos quais crestes, e conforme o que o Senhor deu a cada um?

6. Eu plantei, Apolo regou; mas Deus deu o crescimento.

7. Por isso, nem o que planta é alguma coisa, nem o que rega, mas Deus, que dá o crescimento.

8. Ora, o que planta e o que rega são um; mas cada um receberá o seu galardão, segundo o seu trabalho.

11. Porque ninguém pode pôr outro fundamento além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo.

(Paulo – Primeira Epístola aos Coríntios)


Amados irmãos, o mundo terreno se aproxima do seu momento X, é hora de todas as consciências se unirem, não importa seu nível intelectual, social, político ou religioso, e que o coração fale mais alto, que da fé promanem ondas magnéticas suficientes para remover a poeira da iniquidade, a Iama da calúnia e as serpentes do ódio e do pântano do poder tirano.

Chegou a hora dos humildes, pequeninos, pobres de poder material, porém ricos em amor, grandes em desejo e importantes no objetivo da fé, usarem todos os seus divinos recursos, que são as energias que se concentram na vontade e na certeza da presença de Deus.

Basta um só pensamento, basta um só desejo para que todas as correntes se soltem, todos os grilhões se partam, todo o peso da negritude desapareça.

Basta apenas um segundo verdadeiro do vosso pensamento, em comunhão com Deus e, com certeza, resgatar-se-ão toda a paz e união do vosso mundo terreno.

O momento é esse, amados, momento de recuperar o poder de união, reatar compromissos com o progresso e se distanciarem do lodo das indiferenças.

Fotografia mostrando diferentes pessoas dando-se as mãos, ante um radiante sol sobre as mesmas.

Que nesse momento não prevaleça no vosso eu, no âmago do vosso ser, qualquer sentimento, por mais ingênuo que vos pareça, que não seja o de união, compreensão e concórdia.

Sem acusações, sem diferenças, sem julgamentos. Somente paz, união e amor.

Que hoje, e todos os dias a seguir, estejam onde estiverem, com quem estiverem ou como estiverem, apenas um único pensamento, único e potente, e rápido como um raio e ao mesmo tempo suave como a bruma envolvente, conduza essa importante, verdadeira e pura frase:

"PAZ NA TERRA A TODA A HUMANIDADE".

Azamôr Serrão

(Mensagem recebida em nossa CASA)


Informações Descabidas

Quase todas as propostas idealistas, na medida em que se fazem conhecidas, perdem em profundidade o que lucram em superfície.

De igual maneira vem sucedendo ao Movimento Espírita, cuja divulgação merece aprofundar os conceitos doutrinários, a fim de oferecer subsídios valiosos aos iniciantes e interessados em conhecer na sua realidade legítima a Doutrina libertadora da ignorância espiritual sobre a vida.

Em face da popularização dos nobres conteúdos filosóficos, pessoas inescrupulosas transformam-se de um para outro momento em pretensos esclarecedores do pensamento espírita, introduzindo as próprias ideias em razão do quase total desconhecimento espiritista.

Não poucas vezes, presunçosos e arrogantes, criam diretrizes burlescas e teorias esdrúxulas que dizem provir do Mundo espiritual, completando o que Allan Kardec não teve tempo de realizar.

Nesse capítulo, surgem movimentos denominados um passo adiante do que se encontra estabelecido na Codificação, como resultado de informações perfeitamente compatíveis com as conquistas da Ciência contemporânea. [...]

É lamentável que tal fenômeno tenha lugar num movimento que pretende traduzir a grandeza do pensamento dos imortais com simplicidade e lógica, embora a sua grandiosa e complexa estrutura intrínseca.

Sucede que os tormentos da vaidade e do orgulho, que ainda predominam em a natureza humana, como herança do seu processo de evolução antropológica, impedem ou dificultam que o indivíduo amolde o caráter moral às novas propostas de iluminação, tornando-se lhe mais fácil adaptá-las ao seu vicioso modo de ser. [...]

É sempre valioso recordarmo-nos da frase enunciada por João, o Batista, a respeito de Jesus, quando elucida: -É necessário que Ele cresça e que eu diminua. [...]

Aos espiritistas, portanto, novatos ou militantes, que tudo façam para que a Doutrina cresça e eles diminuam, de modo que realizem o mister que lhes cabe sem a ufania de serem inovadores, médiuns especiais e reveladores, completistas do trabalho do codificador ou elucidadores das diretrizes fornecidas pelos Espíritos, o que lhes desvela a insensatez e a presunção, demonstrando que não fossem eles e não se compreenderia a Revelação, que, no entanto, é simples e profunda.

[...] Ledo engano, a morte, que a todos arrebata, não consegue diminuir o impacto e a força da Terceira Revelação que vem dos Céus à Terra, ao inverso do que alguns pensam...

A maneira mais vigorosa e própria para a divulgação do Espiritismo é a exposição dos seus ensinamentos conforme se encontram na Codificação, naturalmente apresentando contribuições convergentes, contemporâneas, sem alardes nem sensacionalismos, porquanto os mentores da Humanidade prosseguem vigilantes, a fim de que nada venha a faltar para que, em breve, seja conhecido e vivenciado.

Portanto, é de igual e magna importância viver-se o dia a dia existencial fixado no programa elaborado pelo Consolador Prometido, demonstrando a alegria de participar deste momento, com fidelidade ao amor e à caridade, vivenciando uma conduta moral saudável, tornando-se carta viva do Evangelho, a fim de que todos possam ver no seu comportamento o profundo e desafiador contributo que proporciona felicidade e paz. [...]

Ilustração mostrando um livro aberto sobre uma mesa, cujas folhas se desprendem como se fossem pássaros alçando voo; ao fundo imagem com os cinco livros da codificação espírita.

O Espiritismo ilumina a consciência, liberta os sentimentos das prisões emocionais, das dependências de pensamento febril, faculta aos seus adeptos a responsabilidade pelos próprios atos, sempre geradores de consequências compatíveis com a sua constituição.

Doutrina da alegria, não é festeira, nem pode ser transformada em um oásis de fantasias para diversão ou frivolidade.

É uma ciência grave e simples, que se destina a pessoas sérias, laboriosas, que anelam por uma sociedade mais solidária e fraternal.

Todo o investimento de zelo e carinho, responsabilidade e amor na vivência dos seus postulados, de que se encarrega o movimento organizado pelas criaturas humanas, deve ser levado em conta, a fim de que o Espiritismo alcance a finalidade para a qual foi enviado pelo Senhor, qual seja, a verdadeira construção do Reino de Deus no coração.

(Momentos de Sublimação – Vianna de Carvalho/Divaldo Pereira Franco)


Ninguém se Retira

“Respondeu-lhe Simão Pedro: Senhor, para quem iremos nós? Tu tens as palavras da vida eterna.” – (João, 6:68.)

À medida que o Mestre revelava novas características de sua doutrina de amor, os seguidores, então numerosos, penetravam mais vastos círculos no domínio da responsabilidade.

Muitos deles, em razão disso, receosos do dever que lhes caberia, afastaram-se, discretos, do cenáculo acolhedor de Cafarnaum.

O Cristo, entretanto, consciente das obrigações de ordem divina, longe de violar os princípios da liberdade, reuniu a pequena assembleia que restava e interrogou aos discípulos:

– Também vós quereis retirar-vos?

Foi nessa circunstância que Pedro emitiu a resposta sábia, para sempre gravada no edifício cristão.

Escultura em tons dourados mostrando um anjo em voo carregando o sudário com o rosto de Jesus, beijado por outro anjo.

Realmente, quem começa o serviço de espiritualidade superior com Jesus jamais sentirá emoções idênticas, à distância d’Ele. A sublime experiência, por vezes, pode ser interrompida, mas nunca aniquilada. Compelido em várias ocasiões por impositivos da zona física, o companheiro do Evangelho sofrerá acidentes espirituais submetendo-se a ligeiro estacionamento, contudo, não perderá definitivamente o caminho.

Quem comunga efetivamente no banquete da revelação cristã, em tempo algum olvidará o Mestre amoroso que lhe endereçou o convite.

Por este motivo, Simão Pedro perguntou com muita propriedade:

Senhor, para quem iremos nós?

É que o mundo permanece repleto de filósofos, cientistas e reformadores de toda espécie [...]. Cristo, porém, é o Salvador das almas e o Mestre dos corações e, com Ele, encontramos os roteiros da vida eterna.

(Pão Nosso – Emmanuel/Francisco Cândido Xavier)


OS EVANGELHOS EXPLICADOS

Origem e Evolução do Espírito

(Mateus, 1: 1 a 17 - Lucas, 3: 23 a 38 - continuação)

Imagem mostrando diversas estrelas e mundos envolvidos por radiações luminosas.

O magnetismo, já o dissemos, é o agente universal. Tudo está submetido à influência magnética, tudo é magnetismo na natureza, tudo, na ordem espiritual, na ordem material e na ordem fluídica, é atração resultante desse agente universal. Essa a grande Lei que rege todas as coisas. Os fluidos magnéticos ligam todos os mundos uns aos outros, ligam todos os Espíritos encarnados e desencarnados. É um laço universal que Deus criou para nos unir a todos, de modo a que formássemos um único ser, tendo em vista ajudar-nos a subir até Ele, conjugadas as nossas forças.

Ao sair do estado intermediário, que precede à vida do livre pensador, para entrar na posse do livre-arbítrio, o Espírito organiza a sua constituição fluídica, isso a que chamais perispírito e que é, para nos servirmos de uma expressão que vos seja compreensível, o seu temperamento, havendo entre esse e o temperamento humano a diferença de que este, aos vossos olhos, independe do gênero de Espírito que o corpo encerre, ao passo que o temperamento fluídico é resultado das tendências do Espírito.

Há entre os fluidos atração recíproca, donde as relações que se estabelecem entre os Espíritos, conforme às suas tendências, boas ou más, seus pendores e sentimentos, bons e maus.

Daí deriva a influência atrativa dos fluidos similares, simpáticos, constituindo o laço que aproxima um do outro dois Espíritos, senão da mesma categoria, animados dos mesmos pendores, dos mesmos sentimentos.

Assim, pela natureza de suas inclinações, os Espíritos atraem a si outros Espíritos que lhes são semelhantes, simpáticos pela identidade dos sentimentos e pendores e entram com eles em relação, graças à influência atrativa dos fluidos.

De posse do livre-arbítrio, podendo escolher o caminho que prefiram seguir, os Espíritos são subordinados a outros, prepostos ao seu desenvolvimento. É então que a vontade os leva a enveredar por este caminho de preferência àquele.

(Fonte: "Os Quatro Evangelhos", org. de Jean Baptiste Roustaing, psicografia de Émilie Collignon, Ed. Ibbis, Brasília, 2022. Tomo I, Item 56, parágrafos 42 a 47)


ESTUDOS FILOSÓFICOS:
A maior e melhor série de artigos
da literatura espírita brasileira está de volta!

Artigo CDXXXVII - Gazeta de Notícias, 27-04-1896

Imagem com as capas dos cinco volumes da obra Estudos Filosóficos.

Antes de prosseguirmos com a apreciação dos luminosos estudos do venerando Almignana, resfoleguemos um pouco, pensando numa situação por ele feita.

Já estava na tipografia o nosso passado artigo, quando chegou-nos ao conhecimento o fato lamentável do passamento do ilustrado e virtuoso padre Loreto, um dos redatores do Apóstolo.

Diante da terra que abre seus seios para receber o invólucro mortal do homem, não há coração endurecido que não verta uma lágrima de pesar, principalmente se aqueles restos foram o cofre de barro onde a mão da misericordiosa Providência de um Deus de amor de justiça depositou uma alma bem formada – pedra preciosa, que veio polir-se, no crisol dos sofrimentos mundanos, para brilhar como clara estrela, no firmamento do mundo dos Espíritos.

Não tivemos a ventura de entreter com o padre Loreto relações pessoais, senão unicamente as de antagonistas quanto às modalidades de uma fé comum; mas pelo que dele sabemos e por experiência conhecemos, corre-nos o dever de confessar: que a doutrina romana perdeu naquele vulto simpático um crente fervoroso e um campeão denodado.

Nós e ele fomos cruzados de uma causa santa: a regeneração da humanidade pelo Evangelho; mas infelizmente ele não reconheceu a Nova Revelação, que dá a luz para compreender o ensino messiânico em espírito e verdade – e nós tivemos de cruzar nossas armas com as dele, sem que diminuísse por isto o respeito que sempre consagramos ao seu distinto caráter e à sua inquebrantável firmeza de convicção.

Não somos nós que temos de julgá-lo sob o ponto de vista de suas crenças; e, pois, qual a razão por que havíamos de condená-lo, por ser diverso de nós?

Deus e só Deus, por seu sacratíssimo filho Jesus, a quem deu todo poder sobre a Terra, é o que julgá-lo-á; e, se os bons desejos e humildes preces de um pobre pecador lhe puderem ser vir, em bem da remissão de suas faltas, com o coração cheio de amor depomos, neste momento, no seio da puríssima Misericórdia dia, ardentes votos para que se erga nas iluminuras do mundo espiritual o que caiu combatendo por sua fé, sob o lábaro bendito da cruz da Redenção.

Uma esperança nos alenta – e é que, embora tenha ele repelido a nova e mais intensa luz, enviada ao mundo pelo Cordeiro de Deus, não o fez por capricho, senão por escrúpulo – escrúpulo de não incorrer no estigma do Pai, abrindo os olhos d’alma a filtros inimigos.

E, neste caso, que é o de todos os católicos sinceros, se o brilhante não vai polido de refletir todas as cores do íris, vai, ao menos, despido do cascalho a que suas virtudes cristãs o arrancaram.

Esta esperança nutrimos por ele e por todos os que acabam na vida material, abraçados com a cruz, embora não recolhendo toda a luz que dela irradia, progressivamente íntima.

Crer em Deus já é suma felicidade – e pregar ao mundo a divina missão do Cristo a maior glória que pode conquistar o homem na Terra.

Loreto teve aquela felicidade e esta glória.

Hoje, despidos os andrajos de peregrino da expiação, rasgar-se-á aos olhos de sua alma o véu do templo – a verdade lhe aparecerá em sua nitidez.

Hoje, esclarecido pela luz de sua fé, que foi na Terra fervorosa, reconhecerá que Roma, como Jerusalém, repele o ensino do Céu, firmadas ambas no falso princípio de que a verdadeira religião é imutável.

Reconhecerá que a religião é, com efeito, imutável, quanto aos princípios divinos, que têm sido dados ao mundo; mas não o é na interpretação dada a tais princípios pelos homens.

Reconhecerá que tanto é absolutamente assim, que, sendo a base da verdadeira religião o amor de Deus e o amor do próximo, Roma já viu por outro prisma, a favor da mais intensa luz, aquele sagrado mandamento, que encerra toda a lei e os profetas, muito diverso de Jerusalém, que, por cerrar os olhos à nova luz, foi condenada às trevas, até que abrisse os olhos.

Reconhecerá, finalmente, que o Espiritismo não é obra de homens, como diz Roma – e como do ensino de Jesus disse Jerusalém; mas que é mais amplo e sempre amoroso olhar de Jesus, difundindo mais vibrante luz sobre a Terra, a fim de que compreendam os homens, em espírito e verdade, o que Roma só tem compreendido segundo a letra, apesar de compreender, mesmo assim mais, muito mais que Jerusalém.

E, sendo dados à vista os quadros da progressão indefinida dos Espíritos para a perfeição e da progressividade correlativa da Revelação Divina, colherá, em sua alma, uma ideia mais perfeita, mais pura, mais santa, mais excelsa da justiça e do amor, que prendem o Criador à criatura.

E, apreciando por este lado a Revelação Espírita, descerá a verificar nela a exatidão do conceito divino: “pelo fruto conhecereis a árvore”.

Não pode parecer-lhe mais obra do demônio uma doutrina que ensina a amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo.

E não tardará a vir ao nosso seio – ao seio de seus irmãos espíritas – confessar a verdade e ajudá-los a pugnar por ela.

Que o manto da Suprema Misericórdia o cubra e que a puríssima luz do divino Jesus o esclareça.

A seus companheiros de trabalhos, especialmente ao respeitável Scaligero, nossos sentidos pêsames. De suas fileiras desapareceu uma luz; outra virá substituí-la – e nós, feita a continência ao morto, continuaremos a faina de combater os erros dos vivos.

Max.

Reproduzido conforme texto original. Confira na edição da Gazeta de Notícias de 19-04-1896 Hemeroteca da Biblioteca Nacional.
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