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Casa de Recuperação
e Benefícios
Bezerra de Menezes

Fé inabalável só o é a que pode encarar frente a frente a razão, em todas as épocas da humanidade. - Allan Kardec

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Aviso: Lamentamos informar a todos os nossos frequentadores que, atendendo à necessária prevenção contra a pandemia do Corona Vírus, estaremos com as nossas atividades encerradas até 30 de abril. Agradecemos a compreensão.

MOMENTOS DE SAÚDE

Joanna de ângelis“A fim de que a pessoa adquira ou preserve a saúde, é imprescindível a conscientização de si mesma, da sua maneira de ser.”

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“Sendo a pessoa livre para preferir ser saudável ou enferma, cabe à consciência agir com liberdade profunda, isto é, a opção de ser feliz.”

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“Pode parecer difícil sair de uma situação desgastante para outra agradável. E é, realmente. No entanto toda aprendizagem exige a repetição da experiência até a fixação em definitivo. Do mesmo modo, a aquisição de valores e padrões de felicidade vai além do simples querer deambulando pelos caminhos do conseguir.”

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“Graças à inferioridade humana, permanecem os fatores de perturbação e desordem na área da saúde, desenvolvendo as enfermidades dilaceradoras.”

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“À medida que a criatura se autodescobre e se autopenetra com os equipamentos do amor, constata que a saúde é uma conquista interior, que se reflete no corpo como resultado da harmonia íntima.”

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“Jesus, em todo o Evangelho, exalta a harmonia moral e emocional da criatura perante a Vida, como fator essencial para a salvação – o estado de saúde integral.”

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“Síntese de ímpar sabedoria, o amor é a chave para o enigma da enfermidade/saúde.

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Posteriormente, atualizando o pensamento do Mestre, Allan Kardec estabeleceu, na Caridade, a terapia para a paz e o modelo de aplicação correta para o amor.”

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“Empenha-te ao máximo para tornar tua vida agradável a ti mesmo e aos outros.”

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“És a única pessoa com quem contarás para estar contigo, desde o berço até o túmulo, e depois dele, como resultado de teus atos.”

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Joanna de ângelis“Quando se elege uma existência enriquecida de paz e bem-estar, não se está eximindo ao sofrimento, às lutas, às dificuldades que aparecem. Pelo contrário, eles sempre surgem como desafios perturbadores, que a pessoa deve enfrentar, sem perder o rumo nem alterar o prazer que experimenta na preservação do comportamento elegido.”

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“Há pessoas que preferem a queixa e a lamentação, armazenando pessimismo em que se realizam. Negociam o carinho que pretendem receber com as altas quotas de padecimento que criam psíquicamente.”

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“Ninguém se sente bem ao lado de criaturas que elegem o infortúnio como falsa solução para os seus conflitos existenciais.”

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“Podes e deves ser feliz. Esta é a tua liberdade de escolha. Se te encontras atrelado ao carro das aflições, porfia, construindo o bem e te libertarás.”

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“És senhor do teu destino e ele tem para ti, como ponto de encontro, o infinito.”

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“É necessário que te envolvas com o Pensamento Divino. Todo aquele que não se envolve positivamente, nunca se desenvolve.”

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“A dádiva mais extraordinária que existe é a vida.”

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“Não há como evita-la, nem sequer procrastiná-la no seu cadenciado fatalismo, no rumo da perfeição.”

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“Pensa na saúde e deseja-a ardentemente, sem imposição, sem pressão, mas com nobre intenção.”

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“Reabastece o departamento mental com pensamentos de paz, de compaixão, de solidariedade, de perdão e de ternura, envolvendo-te emocionalmente com a Vida de forma a te sentires integrado, consciente e feliz.”

(*) Trechos extraídos dos livros “Momentos de Consciência” e “Momentos de Saúde” de Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco.

ESTUDOS FILOSÓFICOS

Capa do Volume 1 da série Estudos Filosóficos, de Bezerra de MenezesO Patrono de nossa CASA, Bezerra de Menezes, produziu quando encarnado a mais importante coleção de artigos espíritas já publicada em lingua portuguesa. Em cerca de dez anos, entre 1887 e 1898, foram redigidos aproximadamente 480 artigos, publicados sempre nos principais jornais laicos de sua época, nominadamente O Paiz, Gazeta de Notícias, Jornal do Brasil e Gazeta da Tarde. Essa admirável coleção foi reunida a primeira vez em livro em 1907, pela Federação Espírita Brasileira. No final dos anos setenta, do século passado, o confrade Freitas Nobre publicou em dois volumes parte desse material. Mais recentemente a editora FAE foi além e no-lo ofereceu em três substanciosos volumes, com os artigos de 1887 a 1893, mas o restante da coleção, que segue de 1894 a 1898, permanece inédito. Todas as edições citadas praticamente se esgotaram, tornando difícil e às vezes custoso o acesso a esse valioso manancial de estudos doutrinários. Como esse conteúdo é todo do século XIX e, portanto, de domínio público, decidimos transcrevê-lo TODO aqui, em nosso site, em nosso Museu Virtual Bezerra de Menezes, onde já temos os 60 primeiros capítulos do primeiro volume disponíveis, para leitura e livre download.

Acompanhem abaixo o terceiro capítulo do volume I. Observem também, ao final de cada artigo, o link para a sua versão original, diretamente da hemeroteca da Biblioteca Nacional.

Esperamos que apreciem e que nos ajudem na divulgação de mais essa iniciativa.

ARTIGO III – O PAIZ, 06.11.1887

Estudos Filosóficos - Bezerra de Menezes - Reprodução do artigo original - O Paiz - 06-11-1887Em nosso passado artigo mostramos como a diversidade moral e intelectual que apresenta a humanidade, não se compadece com a doutrina da vida única - e só pode ser explicada pela preexistência, ou vidas múltiplas.

Continuando hoje a prova racional da verdade deste último princípio, analisaremos novos fatos humanos de constante observação.

O Ser Perfeito, tendo marcado alto destino à humanidade, não pode ter criado alguns Espíritos para fins diferentes - ou antes: sem destino e sem meios de alcançá-lo.

Valeria isto por condenável parcialidade da parte do Criador, que não tem para com seus filhos senão igualdade e justiça.

Sendo assim, como explicar-se, na hipótese de uma existência única, a morte do feto e da criança, que ainda não tem consciência da vida?

A lei é: fazer cada um por suas obras e pelo livre exercício de sua vontade o mérito e o demérito, que servem de fundamento à indefectível justiça na aplicação das recompensas e das penas.

Mas os que morrem antes de terem consciência de si, não fazem mérito nem demérito, porque não exercitam sua liberdade, logo não podem receber prêmio ou punição.

O que são então esses entes em relação à humanidade? Que destino lhes foi reservado?

São uma exceção à lei - e têm por destino, segundo a Igreja, conquistarem, sem merecimento, o maior prêmio que o Senhor promete ao que vence nas lutas da vida!

Neste caso, Deus tem preferência e exclusões! Cria uns predestinados para a felicidade - e sujeita outros às arriscadas provas, que arrastam, na maioria dos casos, à perdição.

Isto é simplesmente blasfemo; mas isto é rigorosamente a consequência do fato indicado, se não temos senão esta existência.

E, pois, a doutrina da vida única, em face desse fato da morte das crianças, acusa a justiça divina.

O Espiritismo, apesar de acusado de diabolismo, vem defender, ainda neste caso, a Suma Perfeição.

A morte das crianças não lhes tira os meios de realizarem o destino para que foram criadas - o mesmo que foi posto a toda a humanidade.

Se interrompem, em obediência às leis gerais do Universo, sua marcha ascendente para a perfeição, não frustram o fim da sua criação, porque mil vidas terão à sua disposição, na duração dos séculos.

É um fato sem consequências para a evolução dos Espíritos e ao mesmo tempo necessário à harmonia universal.

Não há, pois, preferências nem exclusões, porque essas crianças volverão a fazer suas provas, como as fazem todos os Espíritos criados.

Diante deste novo fato, que escandaliza a consciência e a razão segundo a doutrina da vida única, temos, portanto, nova prova da verdade e da sublimidade da doutrina espírita das vidas múltiplas.

Um outro, não menos comum, vem corroborar esse conceito:

A humanidade foi dotada de razão - de inteligência - de sentidos; certamente porque o Criador julgou tais meios necessários à satisfação de seu destino.

Entretanto, vemos nascerem cegos – surdos - mudos - e idiotas.

Não é por obra do pecado original, porque então todos nasceriam assim; nem por culpas dos pais, porque em tal caso sofreriam esse castigo todos os que procedessem do mesmo casal.

Donde procede então esse sinal de uma condenação prévia?

Se não é uma exceção odiosa, que revela parcialidade e crueldade em Deus, não encontramos explicação possível na teoria da vida única.

Se, porém, recorremos à das vidas múltiplas, tê-la-emos esplêndida - e sem lesão dos divinos atributos.

Aqueles deserdados, como se pensa, não foram privados dos bens concedidos à humanidade por uma exceção do Criador, mas sim por suas próprias obras.

Cometeram, em passadas existências, faltas que pediam reparação - e tiveram a vida presente para essa reparação - e essa reparação consistia na privação daqueles bens humanos.

Assim, a exceção odiosa, segundo a doutrina da vida única, transforma-se em obra de reta justiça, exercida em benefício da própria vítima, segundo a doutrina das múltiplas existências.

Qual das duas tem o cunho infalível da verdade?

Um último fato para nossa prova racional.

A revelação religiosa, do mesmo modo que a científica, tem vindo sempre progressiva, e na razão do desenvolvimento da perfectibilidade humana.

Deus dá o ensino na medida da capacidade da humanidade terrestre.

A princípio, quando aquela capacidade era quase nula, ensinou apenas, por Abraão, sua unidade.

Mais tarde, quando a inteligência humana já estava mais alentada, ensinou, por Moisés, as verdades do Decálogo.

Muito tempo depois, quando já era muito superior a faculdade compreensiva da Terra, revelou-lhe as sublimidades da doutrina de Jesus.

A luz para a salvação do gênero humano veio, pois, gradualmente adquirindo maior intensidade desde Abraão até Jesus.

Se não temos senão uma vida para provas, os que vieram ao mundo naqueles três períodos, tiveram diversidade de meios para a salvação!

Como então exigir-se a mesma obra do que trabalha no escuro - do que trabalha à meia claridade - e do que tem toda a luz para o trabalho?

A revelação gradual, não havendo senão uma vida de provas, é tremenda acusação contra a Eterna Justiça.

Na doutrina das vidas sucessivas, aquela graduação da luz do ensino divino revela a majestade do plano do Criador.

O que veio no primeiro período, porque seus olhos não podiam suportar luz forte, recebeu luz escassa; mas não ficou privado das ulteriores graduações, que vem receber desde que tem para isso a necessidade capacidade.

Todos participam da escassez e da pujança do ensino salvador pelas reencarnações.

Concluiremos este artigo com a seguinte apreciação de d’Orient, católico ortodoxo, em sua obra Destinos da Alma:

“Uma doutrina que explica satisfatoriamente todos os fatos e todos os fenômenos da nossa existência, não pode deixar de ser verdadeira”.

(DA UNIÃO ESPÍRITA DO BRASIL)

Max.

* Reproduzido conforme texto original. Confira na “Seção Livre” do Jornal “O Paiz”, edição de 06-11-1887.

ESPIRITISMO CRISTÃO

Aparição do anjo a Zacarias - Predição do nascimento de João - Mudez de Zacarias
(LUCAS, Cap. I, v.5-25)

Depois de explicar o caso de Zacarias e Isabel - os pais de João, o Batista, o Precursor de Jesus - e da aparente esterilidade dessa última, até uma idade que à época do Cristo julgava-se a mulher sem filhos a partir de então estéril, lembrando-nos a questão das programações encarnatórias e como elas se desdobram e interferem diretamente no "destino" de nossas jornadas terrenas, os Espíritos autores da obra "Os Quatro Evangelhos" respondem a interessante questão de Roustaing sobre a prova da esterilidade, tanto feminina quanto masculina, à luz dos esforços da Ciência em combatê-la. A pergunta do missionário de Bordeaux e a resposta dos Espíritos tornaram-se extremamente esclarecedoras e atuais, nesse tempo de COVID-19. Explicam claramente como se relaciona a ciência terrena com os destinos e programações encarnatórias de cada um, de tal modo que para todos suceda apenas o que de fato deva suceder, dentro do melhor princípio de ordem e de justiça que caracterizam a Lei Divina; mas ao mesmo tempo aproveitando todos os esforços e conquistas da ciência em nosso benefício e para progresso do conhecimento humano. Vejam abaixo. São cinco minutos de leitura preciosa...

Sequência de DNAPretendeu-se, de modo absoluto, que a ciência humana pode, mediante um tratamento humano, por termo à esterilidade.

Não vedes que muitos doentes morrem apesar de tratados pela ciência médica e que outros recobram a saúde? Por que isso? Porque para uns soou a hora, enquanto que os outros têm que prosseguir a sua jornada.

O tratamento que, para os homens, fez com que a mulher até então estéril concebesse, não falhou em outros? Por quê? Porque a hora de uma soou, ao passo que a outra deve continuar estéril, ou por toda a vida, ou até que chegue a época e se verifiquem as condições e as circunstâncias de que resulte a cessação da esterilidade.

Não vejais, nestes dois pontos de vista, nenhuma fatalidade; não concebais, sobre os fatos, nenhuma idéia de fatalismo, de predestinação, de escravidão moral. Reportai-vos à escolha da natureza e da duração das provas.

As coisas se passaram do mesmo modo, tanto pelo que toca ao nascimento, como pelo que respeita à morte; tudo é determinado, dentro da harmonia universal, pelas leis imutáveis que regem a natureza.

No que se refere à morte, nada há de fatal senão o natural limite fixado por essas leis como sendo o momento irrevogável do fim humano. Assim, o instante da morte é fatal no sentido de que o livre arbítrio humano não pode prolongar o curso da vida além desse limite natural e imutável, estabelecido para sua duração. Mas, o livre arbítrio do homem pode deter o curso da sua própria vida em certo ponto - entre o nascimento e aquele limite natural e imutável, que só raramente é atingido. As resoluções espíritas, isto é, as resoluções que o Espírito tomou antes de encarnar, quanto ao gênero das provações, à extensão e ao termo delas, quanto à duração da existência e quanto aos atos que praticará durante a encarnação, assim como o emprego, o uso ou o abuso que ele faz da vida terrena, quase sempre o impedem de atingir esse limite. Dentro da latitude que lhe é concedida, pode o Espírito mover-se à vontade; e da maneira por que usa do seu livre arbítrio, quer antes da encarnação ao fazer a escolha das provas, quer no decurso da exis-tência terrestre, depende o soar para ele, ao fim de determinado tempo, a hora da morte, sob o império das leis naturais que regem a vida humana.

Portanto, para o doente, que morre mau grado ao tratamento médico, o momento chegou, ou porque tenha atingido o limite natural e imutável estabelecido para a duração do homem, ou porque tenha atingido o limite restrito que ele próprio, usando do seu livre arbítrio, traçou, seja ao tomar as suas resoluções antes de encarnar,seja na utilização que fez da existência terrena, isto é, pelos atos que praticou durante a encarnação, ou pelo não preenchimento das condições necessárias ao prolongamento da vida do corpo até ao termo das suas provações.

No tocante ao nascimento, nada há de fatal senão tempo e as condições determinadas para que ele se dê segundo as leis naturais e imutáveis que regulam a reprodução em vosso planeta. Mas o livre arbítrio do homem ou da mulher, pelas resoluções assentadas antes da encarnação, pode obstar ao nascimento em absoluto, ou temporariamente: em absoluto, subtraindo-se à aplicação da lei de reprodução pela escolha da prova de esterilidade persistente durante a vida toda; temporariamente, escapando ao influxo dessa lei durante um lapso de tempo determinado, pelas resoluções anteriores à encarnação, caso este em que a cessação da esterilidade ficará dependendo de atos ou circunstâncias, que se hão de verificar como conseqüência daquelas resoluções.

De modo que, quando uma mulher até então estéril se tornou, no pensar dos homens, capaz de conceber por efeito do tratamento da ciência, o que se deu foi que se verificaram os atos ou circunstâncias que haviam de fazer cessar a sua condição de estéril, de acordo com as resoluções que seu Espírito tomara antes da encarnação, objetivando passar pela prova da esterilidade temporária.

Com relação àquela em quem o tratamento da ciência nenhum resultado produziu, o que se deu foi que o momento não chegou, ou porque a esterilidade deva ser uma condição de toda a sua existência ter-rena, conformemente às deliberações tomadas pelo seu Espírito antes de encarnar; ou porque, devendo ter uma duração limitada a esterilidade, não se verificaram os atos ou circunstâncias, que, ainda como conseqüência de tais deliberações, lhe haviam de ocasionar a cessação.

A ciência de que dispõe a vossa humanidade material nada pode produzir contrariamente às leis da natureza, às leis da encarnação, da escolha e duração das provas. Se o Espírito se submeteu, por provação, a uma esterilidade permanente, nada será capaz de destruí-la. Se, porém, preferiu a alternativa: ou ficar estéril, ou tornar-se fecundo, conforme a tal ou tal circunstância, a tal ou tal merecimento, ser-lhe-á dado ver modificar-se o seu futuro humano. Figuremos um exemplo: certo Espírito negligenciou dos seus deveres de chefe de família ou de mãe dedicada. Toma a firme resolução de reparar seus erros, mas não ousa entrar na esfera da família antes de estar seguro de que terá a perseverança necessária, ou se condena a uma longa espera, que lhe torne ainda mais caro o nascimento do filho desejado. Dele, portanto, da sua resolução, dos seus progressos, dependerá enveredar pelo caminho da constituição do lar. Só então lhe será possível empregar os meios capazes de determinarem a satisfação dos seus desejos.

Então e só então poderá a ciência auxiliá-lo na consecução de seu objetivo, uma vez que, conformes às determinações que tomou antes de encarnar, seus atos, ou uma circunstância, um acidente estranho, na aparência, à sua vontade, o colocam na situação propícia à cessação da esterilidade. Assim, em certos casos, o auxílio da ciência será eficaz, no sentido de que concorrerá para facilitar, no encarnado, o desenvolvimento dos fluidos necessários à reprodução.

Mas, o certo é que, em tais casos, a esterilidade cessaria sem a intervenção da ciência. De sorte que os casos nos quais a esterilidade haja de cessar constituem para a ciência, cujo auxílio não é de modo algum indispensável, apenas motivo de estudo dos meios a empregar com o fim de desenvolver os fluidos necessários à concepção.

Não há como inferir dai que se deva renunciar às pesquisas da ciência, não. Ela é um dos meios de realização dos desígnios providenciais. À ciência, pelas suas investigações, compete levar o homem à descoberta de tudo quanto até hoje se considerou como segredo da natureza, como mistério. Assim é que muitos encarnados se apresentam, na marcha do tempo e do progresso, sujeitos a provações que confirmam os resultados obtidos, as conquistas feitas.

(Transcrito e adaptado de "Os Quatro Evangelhos", de Jean Baptiste Roustaing, psicografia de Émilie Collignon, Tomo I, item 3)

FAZEI E EU VOS AJUDAREI

Mão recebendo bençãos do céu na forma de luzPara que o caminho se alargue à tua volta é necessário que, de instrumento nas mãos, executes o esforço inicial para afastar as primeiras pedras que te impedem os passos. A charrua que rasga teu campo de trabalho, fazendo com que a terra esteja pronta, é a tua boa vontade; e a semente produtiva é o Evangelho do Senhor.

Se te puseres apenas a alardear que a estrada é rude, que tuas dificuldades se multiplicam - nada se moverá e o teu tempo certamente se escoará, enquanto tuas forças se esvaem.

Quando, ao contrário, te decidires a enfrentar as dificuldades, e afastares os primeiros obstáculos, o socorro da Misericórdia do Cristo não deixará de te atender ao apelo; e já não te acharás sozinho a gritar, para o infinito, que trazes grilhões nos pés...

"Fazei e eu vos ajudarei, batei e abrir-se-vos-á" – disse-nos o Senhor. Nenhuma prece ficará sem resposta, e do Alto o Amor do Pai sustenta a todos os que procuram o Caminho da Verdade. Se tens dificuldades em teu roteiro, e se difícil é a estrada para os teus passos, lembra-te de que foste tu quem colocou nela os calhaus e espinhos neste teu retorno.

Aprende, dando teu esforço em prol do teu próximo, o quanto e como é bom servir no trabalho santo e humilde do servo fiel, que sabe já ter iniciado com Jesus a trajetória regeneradora de seu espírito, em direção à Luz Maior.

Hoje, só boas obras e trabalho responsável te poderão conduzir ao terreno firme e tranquilo que desejas trilhar, certamente, num amanhã bem próximo. Afasta-te pois, das dúvidas, e aprende a seguir, cônscio e sereno, os passos do Senhor.

Vence a ti mesmo, tira a trave do teu olho, acentua a disciplina cristã, aprende a selecionar o que te convém e o que é realmente importante para o roteiro que esperas seguir.

A alegria te impulsionará, a paz te conservará a felicidade, e a caridade te fará mais próximo do Amor do Pai.

Ignácio Bittencourt

(Mensagem originalmente publicada em “O Cristão Espírita”, Ed. 60, setembro / dezembro de 1979)