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Bezerra de Menezes

Fé inabalável só o é a que pode encarar frente a frente a razão, em todas as épocas da humanidade. - Allan Kardec

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SEMEAR E COLHER

Foto. Mão em ato de semeadura, ao lado de plantas em broto.Jesus nos abençoe.

Filhos,

Toda árvore boa dá bons frutos; toda árvore má produz maus frutos. Identificando a qualidade do fruto com a da árvore, Jesus evidenciou as qualidades morais do homem, ao mesmo tempo em que reafirmou o preceito de que aquilo que semear, isso mesmo ele há de colher. A semente lançada produzirá de acordo com a sua natureza. Após contar a " Parábola do Semeador", o Senhor explicou a seus dlscípulos: "Sementes caíram indistintamente em variados campos e, segundo as condições dos terrenos, não geraram umas; brotaram outras, mas não cresceram; e outras, ainda, germinaram e produziram frutos em diferentes escalas. A semeadura se faz, naturalmente, nas épocas propícias à qualidade das sementes e à natureza do solo, para que possam ser colhidos bons frutos". Podemos, assim, à luz da Doutrina espírita, compreender que o Mestre asseverava: "Semear e colher", para que cada um soubesse semear bem, a fim de melhor colher.

Capacitemo-nos - nós, os espíritas - da importância dos ensinos evangélicos porque, se o Evangelho é Verdade, e o é, o Espiritismo é Luz e o que o homem semear, isso irá colher! A semeadura é livre, mas a colheita é obrigatória! E o homem está sempre semeando! Se semear na carne, colherá os frutos da carne; se semear no espírito, colherá os frutos do espírito. Entendamos, pois, que o destino de cada um de nós é o de realizarmos em nós mesmos o tipo humano perfeito. O esforço é pessoal e "a cada um segundo as suas obras”. Podemos, consequentemente, compreender - nós espíritas – que se no mundo terreno predominam as classes sofredoras, isso se deve ao fato de ainda ser a Terra um planeta de expiação. Os espíritas, porém, e todos quantos se dispuseram a praticar a caridade em serviço constante, por meio de palavras, de atos, de pensamentos, sem as vestes do orgulho, da vaidade e do egoísmo, poderão, unificados, fazer da Terra a morada do Bem e, pois, de Espíritos bons. A humanidade será ditosa, porque aí prevalecerão nela o Amor e o Trabalho. Então, sim, o vosso planeta terá se transformado em verdadeiro paraíso terrestre.

Unamo-nos, portanto, nesta oportunidade, porque o homem sempre tem oportunidade de servir, ou seja, oportunidade de semear e oportunidade de colher. Reparem os irmãos que nas casas espíritas podem ser valorosos os colaboradores da seara dívina, para construírem o Bem pelo Amor, mediante colaboração afetiva, que o Senhor espera de todos nós. O Espiritismo Cristão é mensagem de luz para toda a Terra! E este humilde servo vosso, pequenino trabalhador, cuja colaboração na seara divina a bondade do Pai permitiu, roga que Jesus Cristo, Nosso Senhor, nos oriente na caminhada, inspirando-nos para que prossigamos de mãos dadas no trabalho constante.

Bezerra de Menezes

(Mensagem recebida pelo Orientador Geral de nossa CASA, publicada em O CRISTÃO ESPÍRITA, Ed. de Junho a Agosto de 1969 - N' 24)

NOSSA REVERÊNCIA A "SIR" WILLIAN CROOKES

Foto de Sir Willian CrookesWilliam Crookes nasceu em Londres, Inglaterra, no dia 17 de junho de 1832. Foi o maior químico da Inglaterra, segundo afirmativa de "Sir" Arthur Conan Doyle, o que ficou constatado pela trajetória gloriosa que esse ilustre homem de ciência desenvolveu no campo científico. Mencionado como sendo um dos mais persistentes e corajosos pesquisadores dos fenômenos supranormais, desenvolveu importante trabalho na área da fenomenologia espírita.

No ano de 1855, Willian Crookes assumiu a cadeira de química na Universidade de Chester. Como conseqüência de prolongados estudos, no ano de 1861 descobriu os raios catódicos e isolou o Tálio, determinando rigorosamente suas propriedades físicas. Após persistentes estudos em torno do espectro solar, descobriu, em 1872, a aparente ação repulsiva dos raios luminosos, o que o levou à construção do Radiômetro, em 1874. No ano seguinte descobriu um novo tratamento para o ouro. No entanto, a coroação do seu trabalho científico foi a descoberta do quarto estado da matéria, o estado radiante, no ano de 1879. Foram-lhe outorgadas várias medalhas pelas relevantes descobertas no campo da física e da química.

A rainha Vitória, da Inglaterra, nomeou-o com o mais alto título daquele país: "Cavalheiro".

A par de todas as atividades, ocupou a presidência da Sociedade de Química, da Sociedade Britânica, da Sociedade de Investigações Psíquicas e do Instituto de Engenheiros Eletricistas.

Dotado de invejável fibra de investigador, acabou por pesquisar os fenômenos mediúnicos, a princípio, com o fim de demonstrar o erro em que incidiam os ditos "médiuns" e todos aqueles que acreditavam piamente em suas mediunidades. Em 1869, os médiuns J.J.Morse e Sra. Marshall serviram de instrumento para que Crookes realizasse as suas primeiras investigações.

As mais notáveis experiências mediúnicas, levadas a efeito por esse ilustre cientista, foram realizadas através da médium Florence Cook, quando obteve as materializações do Espírito que dava o nome de Katie King, fato que abalou o mundo científico da época.

A jovem Florence Cook tinha apenas 15 anos de idade quando se apresentou a Sir Willian Crookes, a fim de servir de medianeira para as pesquisas científicas que vinha realizando. São dela as seguintes palavras: "Fui à casa do Senhor Crookes, sem prevenir a meus pais e nem a meus amigos. Ofereci-me em sacrifício voluntário sobre o altar de sua incredulidade." Ela pediu a proteção da Sra. Crookes e submeteu-se a toda sorte de experimentações, objetivando comprovar a sua mediunidade, pois que um cavalheiro, de nome Volckmann, havia lhe imputado suspeitas de fraude.

Foto de Willian Crookes ao lado da materialização do Espírito de Katie KingNo dia 22 de abril de 1872, aconteceu, pela primeira vez, a materialização do Espírito Katie King, estando presente na sessão, a genitora, alguns irmãos da médium e a criada. Após várias sessões, nas quais o Espírito Katie King se manifestava com incrível regularidade, a Srta. Florence afirmou a Willian Crookes que estava decidida a submeter-se a todo o gênero de investigações.

Na sua obra "Fatos Espíritas" - destaque do mês em nossa biblioteca - faz completo relato de todas as experiências realizadas com o Espírito materializado de Katie King, que não deixa dúvida quanto ao poder extraordinário que possui o Espírito de dar a forma desejada, utilizando a matéria física. Numerosos cientistas de renome, mesmo diante dos fatos mais convincentes, hesitaram em proclamar a verdade, com receio das conseqüências que isso poderia acarretar aos olhos do povo. Crookes, porém, não agiu assim. Ele penetrou o campo das investigações com o intuito de desmascarar, de encontrar fraudes, entretanto, quando constatou que os casos eram verídicos, insofismáveis, ele rendeu-se à evidência, curvou-se diante da verdade, tornou-se espírita convicto e afirmou:- "Não digo que isto é possível; digo: isto é real!"

Willian Crookes desencarnou em 04 de abril de 1919, em Londres, Inglaterra.

Fonte: http://www.febnet.org.br/wp-content/uploads/2012/06/William-Crookes.pdf - Texto adaptado das obras "ABC do Espiritismo", Victor Ribas Carneiro e "Personagens do Espiritismo", Antonio de Souza Lucena e Paulo Alves Godoy.

GRAÇA E GRATIDÃO

"Qual o caráter geral da prece? R. “A prece é um ato de adoração. Orar a Deus é pensar nele; é aproximar-se dele; é pôr-se em comunicação com ele. A três coisas podemos propor-nos por meio da prece: louvar, pedir, agradecer.”

Pode-se avaliar bem o próprio estágio evolutivo pela auscultação de nossos sentimentos íntimos em relação à vida. Quanto mais o ser se sente na condição de "credor" e digno de privilégios por conta de pretensos méritos ou talentos pessoais, mais atrasado se encontra. Pior ainda se o sentimento for de frustração, por entender que não recebeu ainda o "merecido" conforto e distinção devidos... O orgulho infla sempre o juízo do homem em relação a si mesmo, fazendo-o acreditar-se maior e melhor do que realmente é.

Ao contrário, quanto mais evoluído, maior é o sentimento de gratidão do ser para com seu Criador. Constatando a sua pequenez e o conjunto enorme de débitos que tem com o Senhor e com o próximo, pelo reoonhecimento de suas fraquezas, faltas e limitações, e o conjunto de bençãos e apoios recebidos, de todos os lados, que simplesmente antes não percebia, por miopia espiritual, torna-se grato, abençoando e agradecendo à vida, então, cada uma e as suas menores bençãos, como símbolos da generosidade infinita do Senhor para com os seus filhos pródigos.

Destacamos, abaixo, dois poemas magistrais de gratidão, a título de inspiração e reflexão, para todos nós. O primeiro é o "Cântico das Criaturas", de Francisco de Assis, apontando-nos o caminho da verdadeira espiritualidade e da relação estreita entre o próprio estado de graça e o sentimento de gratidão para com o Pai da Criação. O segundo, um belíssimo e comovente poema de Amélia Rodrigues, através da abençoada mediunidade de Divaldo Franco. Acreditamos seja essa a página mais bonita, entre tantas que recebeu o nosso prezado orador baiano, em toda a longa e bela trajetória de seu mediunato. Deus o abençoe!

O CÂNTICO DAS CRIATURAS

estatueta de São Francisco de Assis Altíssimo, onipotente, bom Senhor, Teus são o louvor, a glória, a honra E toda a benção. Só a ti, Altíssimo, são devidos; E homem algum é digno De te mencionar. Louvado sejas, meu Senhor, Com todas as tuas criaturas, Especialmente o Senhor Irmão Sol, Que clareia o dia E com sua luz nos alumia. E ele é belo e radiante Com grande esplendor: De ti, Altíssimo é a imagem. Louvado sejas, meu Senhor, Pela irmã Lua e as Estrelas, Que no céu formaste claras E preciosas e belas. Louvado sejas, meu Senhor, Pelo irmão Vento, Pelo ar, ou nublado Ou sereno, e todo o tempo Pela qual às tuas criaturas dás sustento. Louvado sejas, meu Senhor, Pela irmã Água, Que é mui útil e humilde E preciosa e casta. Louvado sejas, meu Senhor, Pelo irmão Fogo Pelo qual iluminas a noite E ele é belo e jucundo E vigoroso e forte. Louvado sejas, meu Senhor, Por nossa irmã a mãe Terra Que nos sustenta e governa, E produz frutos diversos E coloridas flores e ervas. Louvado sejas, meu Senhor, Pelos que perdoam por teu amor, E suportam enfermidades e tribulações. Bem aventurados os que sustentam a paz, Que por ti, Altíssimo, serão coroados. Louvado sejas, meu Senhor, Por nossa irmã a Morte corporal, Da qual homem algum pode escapar. Ai dos que morrerem em pecado mortal! Felizes os que ela achar Conformes á tua santíssima vontade, Porque a morte segunda não lhes fará mal! Louvai e bendizei a meu Senhor, E dai-lhe graças, E servi-o com grande humildade


POEMA DA GRATIDÃO

Foto de cachoeira Muito obrigado, Senhor, pelo que me deste, pelo que me dás! Muito obrigado, pelo pão, pelo ar, pela paz!
Muito obrigado, pela beleza que meus olhos vêem no altar da Natureza! Olhos que fitam o céu, a terra e o mar. Que acompanham a ave fagueira que corre ligeira pelo céu de anil e se detém na terra verde, salpicada de flores em tonalidades mil! Muito obrigado, Senhor, porque eu posso ver o meu amor! Diante da minha visão, pelos cegos, formulo uma oração. Eu sei, que depois dessa lida, na outra vida, eles também enxergarão!
Obrigado, pelos ouvidos meus, que me foram dados por Deus. Ouvidos que ouvem o tamborilar da chuva no telheiro, a melodia do vento nos ramos do salgueiro, as lágrimas que choram os olhos do mundo inteiro. Diante de minha capacidade de ouvir, pelos surdos, eu Te quero pedir, eu sei, que depois desta dor, no Teu reino de amor, eles também ouvirão!
Muito obrigado, Senhor, pela minha voz! Mas, também, pela voz que canta, que ensina, que alfabetiza, que canta uma oração e Teu nome profere com sentida emoção! Diante da minha melodia, quero Te rogar, pelos que sofrem de afazia, pelos que não cantam de noite e não falam de dia. Eu sei, que depois desta dor, no Teu reino de amor, eles também cantarão!
Muito obrigado, Senhor, pelas minhas mãos! Mas, também, pelas mãos que oram, que semeiam, que agasalham. Mãos de amor, mãos de caridade, de solidariedade. Mãos que apertam mãos. Mãos de poesia, de cirurgia, de sinfonia, de psicografias... Mãos que acalentam a velhice, a dor e o desamor! Mãos que acolhem ao seio, o corpo de um filho alheio, sem receio. Pelos meus pés, que me levam a andar sem reclamar. Muito obrigado, Senhor, porque posso bailar! Olho para a Terra e vejo amputados, marcados, desesperados, paralisados... Eu posso andar! Oro por eles! Eu sei, que depois dessa expiação, na outra vida, eles também bailarão.
Muito obrigado, Senhor, pelo meu lar! É tão maravilhoso ter um lar... Não importa se este lar é uma mansão um bangalô, seja lá o que for! O importante, é que dentro dele exista amor! O amor de pai, de mãe, de marido e esposa, de filho, de irmão... De alguém que lhe estenda a mão, mesmo que seja o amor de um cão, pois, é tão triste viver na solidão! Mas, se não tiver ninguém para me amar, um teto para me acolher, uma cama para me deitar... Mesmo assim, não reclamarei, nem blasfemarei. Simplesmente, direi: Obrigado, Senhor, porque, nasci. Obrigado, Senhor, porque, creio em Ti! Pelo Teu amor, obrigado, Senhor!
Autor: Amélia Rodrigues ( espírito ) Psicografia: Divaldo Pereira Franco ( médium ), em Buenos Aires, Argentina, dia 21. Novembro 1962