Retrato de Bezerra de Menezes

Casa de Recuperação
e Benefícios
Bezerra de Menezes

Fé inabalável só o é a que pode encarar frente a frente a razão, em todas as épocas da humanidade. - Allan Kardec

Estude o Esperanto,
o idioma universal da Paz!

Logo do Youtube
Aviso: Seguiremos com a interrupção de nossas atividades presenciais até 31 de janeiro. Agradecemos a compreensão. A direção.

CRBBM SEGUE COM SUAS ATIVIDADES
ATRAVÉS DE REUNIÕES VIRTUAIS

Com as atividades presenciais interrompidas desde março último, devido aos cuidados necessários para profilaxia da atual pandemia, decidimos experimentar o uso da plataforma ZOOM para poder dar prosseguimento, ainda que parcialmente, aos nossos estudos e preces em conjunto, promovendo então, a partir dessa semana, as nossas reuniões virtuais. Estão todos convidados, vejam por favor abaixo as instruções necessárias:



RECOMENDAÇÕES GERAIS PARA PARTICIPAÇÃO EM NOSSAS REUNIÕES VIRTUAIS:

ANTES DA REUNIÃO

Ilustração sobre reuniões virtuais

DURANTE A REUNIÃO

AVISO LEGAL

O conteúdo digital das reuniões pertence exclusivamente a CRBBM, e portanto, qualquer divulgação deste material ou partes contidas nele, necessita de prévia autorização da direção, sujeitando o infrator às penas da lei.

OS ÚLTIMOS MOMENTOS DE AZAMÔR SERRÃO

Azamôr Serrão e D. Inocência, sua esposaA última reunião presidida pelo irmão Azamôr Serrão, na Casa de Recuperação e Benefícios Bezerra de Menezes, foi a 25 de julho de 1969, sexta-feira. No dia seguinte, 26, sábado, haveria a reunião de médiuns, à qual não compareceu por ordem do Dr. Bezerra de Menezes, a fim de que descansasse e pudesse fazer uma palestra no domingo, dia 27, na Casa de Detenção. De fato, esta parte foi integralmente cumprida por ele, embora, ao regressar à sua residência, sentisse muita dor e solicitasse um medicamento que pudesse aliviá-lo. Depois da prece das 18 horas, ainda no mesmo dia, disse ele que iria providenciar a operação, pois não estava mais suportando o sofrimento. Procurou então um médico amigo, Dr. Hugo Piregeira, que indicou para operá-lo o Dr. Sílvio Campos.

Consultou na segunda-feira o Dr. Sívio Campos, que mostrou-se preocupado, declarando ser necessária a operação de emergência e lamentando não haver vagas no hospital, naquele exato momento. Todavia, prontificou-se a fazer tudo o que estivesse ao seu alcance para que a operação não fosse retardada.

Irmão Azamôr voltou para o seu lar convencido de que somente seria chamado no fim do mês, em vista das dificuldades encontradas. Com surpresa, porém, foi chamado ainda no mesmo dia e se internou no dia imediato, às 8,30h. Na quarta-feira, 30, no mesmo horário, foi feita a operação, e uma hora depois ele já estava de volta à sua residência. É que, graças à intervenção do Dr. Bezerra, nada mais havia a fazer, exceto extrair o olho doente. O médico cirurgião ficou surpreso com o fato.

Tudo correu bem até às 13 horas. Daí em diante ele começou a passar mal. Na quinta-feira, dia 31, das 8 às 11 horas, os médicos lançaram mão de todos os recursos que podiam, mas o estado do irmão Azamôr se agravava minuto a minuto. Às 11 foi levado para a sala de recuperação, de onde as notícias somente podiam ser transmitidas pelo telefone. Continuava o irmão Azamôr inconsciente, apresentando leve melhora à noitinha. Foi então permitido ao irmão Joaquim aproximar-se dele e foi reconhecido, estabelecendo-se entre ambos o seguinte brevíssimo diálogo:

“- Sabe quem está falando?”...“- É o Quincas.” ...Mais nada...

As informações sobre a marcha do seu estado continuaram a ser dadas pelo telefone, até quando se verificou a desencarnação. Eram 11 horas e 45 minutos, justamente quando a irmã Inocência, sua esposa, e seu filho Paulo experimentaram uma sensação muito forte e estranha, como se seus corações houvessem caído. Foi imediata a intuição de que o fato se relacionava com a despedida do querido esposo e pai. Somente se encontravam ali os irmãos Inocência, Paulo e Luzia, sua esposa. A seguir estes dois se retiraram e a irmã Inocência continuou sem poder dormir, trabalhando.

Às 4,50h ela ouviu um ruído de discagem do telefone e admitiu que alguém estivesse pretendendo falar para fora, mas não deu importância à ocorrência. Mas, tratava-se de seu filho, Paulo, que, ansioso, desejava notícias do pai, pois, esclareceu posteriormente, havia sonhado com ele e despertara, vendo-o, em companhia do Dr. Bezerra, na pôpa de um navio, de partindo, dando adeus a pessoas que se achavam no cais. Ao mesmo tempo em que Paulo tinha esse sonho, a irmã Inocência, em casa, sentiu que alguém abria a geladeira, tal como era hábito fazer o irmão Azamôr. Poderia ser simples impressão mas, ao olhar para o lado, viu refletirem-se na vidraça da janela duas imagens: a sua e a do irmão Azamôr. Diante disto, não teve mais dúvidas de que o ruído da geladeira que se abria não era uma alucinação, mas um expediente para despertar a sua atenção para o que a seguir ocorreria.

Emocionada ao extremo, perturbou-se, julgando achar-se com febre e sujeita a enganar-se. Foi quando, para dissipar definitivamente todas as dúvidas, ouviu com grande nitidez a voz de seu marido, Azamôr, dizendo-lhe ternamente:

“- Cencinha, quando lá chegares, não me encontrarás mais. Já parti...”

(Relato feito pela irmã Inocência Serrão, de acordo com os esclarecimentos de todos os envolvidos, na terça-feira, 9 de junho de 1970, à irmã Myriam Neide Mendes de Oliveira, filha do nosso irmão Indalício Mendes) - Texto extraído do volume "Antena Celeste", Ed. CRBBM 2018.

ESPIRITISMO CRISTÃO

VISITA DE MARIA A ISABEL" - LUCAS, Cap. 1, v. 39-45

Visita de Maria a IsabelV. 39, Ora, por aqueles dias, Maria, levantando-se, tomou apressadamente a direção das montanhas, indo a uma cidade de Judá. - 40, E, entrando na casa de Zacarias, saudou a Isabel, - 41. Sucedeu que, ao ouvir Isabel a saudação de Maria, o menino lhe saltou no ventre e ela ficou cheia de um Espírito Santo, - 42. Exclamou então em altas vozes: "És bendita entre todas as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre, - 43, E donde me vem a dita de ser visitada pela mãe do meu Senhor? - 44, Sim, que, mal me chegaram aos ouvidos as palavras com que me saudaste, meu filho saltou de alegria dentro de mim, - 45, Bem-aventurada tu que acreditaste, porquanto o que te foi dito da parte do Senhor se cumprirá.”

25.0 Espírito de Jesus estava ao lado de Maria em casa de Isabel. Ele a acompanhava então, como o fazem os vossos anjos de guarda. O de João não precisou ver chegar Jesus para sabê-lo lá, pois também lá se achava. Era livre. Os preliminares penosos da encarnação (já o dissemos) não o afetavam. Nenhuma perturbação experimentava e não perdeu a consciência de si mesmo e da sua origem, senão um momento antes de nascer. Não tendo que suportar as angústias da encarnação, a relação entre João-Espírito e o feto se estabeleceu desde a concepção e a ação do Espírito se podia fazer sentir, quando fosse preciso, para dar novo testemunho dos fatos. A ação que produziu o estremecimento no seio de Isabel visava aumentar o número das provas do fato anunciado.

As palavras que Isabel dirigiu a Maria foram um efeito mediúnico, fruto da inspiração dos Espíritos do Senhor. Isabel as pronunciou como médium inspirado e, assim, cheia de um Espírito Santo. Dizendo: "Bendito é o fruto do teu ventre” falava a Maria em termos que ambas pudessem compreender e se exprimiu desse modo, sob a inspiração do Alto, de acordo com a crença que ambas e todos haviam de partilhar, crença que se tornaria e que, por efeito da revelação apropriada ao estado das inteligências e às necessidades da época, se tornou comum, vulgar e que estava destinada a subsistir até ao dia em que, mediante a revelação futura, se verificasse a exatidão destas palavras: a letra mata e o espírito vivifica, uma vez explicado, em espírito e em verdade, o que da parte do Senhor fora dito a Maria.

(Continua na próxima edição - Transcrito e adaptado de "Os Quatro Evangelhos", de Jean Baptiste Roustaing, psicografia de Émilie Collignon, Tomo I, item 25)

"ESTUDOS FILOSÓFICOS" DE BEZERRA DE MENEZES:
A MAIOR E MELHOR COLEÇÃO DE ARTIGOS ESPÍRITAS
EM LÍNGUA PORTUGUESA TEM NOVA EDIÇÃO

Conforme anunciado, em paralelo à celebração dos 60 anos de nossa Casa, lançamos o 3o. volume dessa incrível série de artigos, que tanto dignifica e abrilhanta a produção autoral espírita brasileira, de todos os tempos! Já está lá em nossa Biblioteca Virtual, disponível para download livre e gratuito. Basta acessar o link e baixar o arquivo, sem custo algum. Publicamos neste espaço, sempre aos domingos, um artigo dessa coleção, que segue abaixo.

ESTUDOS FILOSÓFICOS - O PAIZ, 19.03.1894

Capa do 3o. volume da Série Estudos Filosóficos, Ed. CRBBMO homem, entendamos: o Espírito humano, aspira o infinito, bem expresso nestas palavras de Mallebranchi: “Sors tua mortalis, non est mortale, quod optas”.

Mas o infinito, que aspiramos é a perfeição, que aproxima a criatura do Criador, donde ser ela perfectível e não perfeita; o que, em bons termos, quer dizer: capacidade de progredir e chegar oa mais alto grau da perfeição, de que é suscetível o ser humano.

A perfeição qu aspiramos, que nos é o destino para que fomos criados - e que todos alcançaremos pelo desenvolvimento da nossa perfectibilidade, compreende a moral e a intelectual.

É assim que os Espíritos são criados em ignorância, mas com todos os meios de conquistarem, por seu esforço, o maior saber: o conhecimento de todas as leis da criação - e, por ventura, a do próprio Criador.

É assim que eles são criados em inocência, tanto como em ignorância, mas também com todos os meios de chegarem à maior pureza de sentimentos - a condição angélica ou de puros Espíritos, sem a mais livre mácula das que lhes imprimiu a matéria.

Mesmo na linguagem da Terra, segundo os fracos juízos humanos, é repugnante aceitar como homem ou Espírito perfeito um sábio sem moralidade ou um santo sem sabedoria.

Só uns pobres cegos fanáticos podem crer: que a corte do Rei dos reis; o Céu, é composta essencialmente de virtuosos, sem maior escrúpulo quanto à sua elevação intelectual.

Se já é muito fazer entrar naquela sociedade os mais eminentes santos da Terra, onde apenas se desflora a santidade infinita!

É, pois, de simples intuição; que a perfeição humana requer o máximo desenvolvimento da nossa moralidade e da nossa intelectualidade.

Por este modo - e só por ele - poderá o Espírito ascender a seu alto desstino, cuja grandeza, o da Terra, mal podemos imaginar, e por isto muitos - a maior parte, se descuidam, quando não desprezam, de se prepararem para alcancá-lo.

N’uma única existência, é intuitivo, ninguém pode chegar à sabedoria e à santidade; e é por isto que o Pai de amor concede a todos o tempo, na eternidade, para fazerem a viagem, que não tem fim; mas que de certo ponto em diante, depois da purificação das almas, faz-se por entre risos e flores, gozando-se delícias inefáveis, tanto mais inebriantes quanto mais se sobre na escala infinita do aperfeiçoamento.

Mas firmemos bem este princípio: não se sobe um degrau, sem se ter equilibrado as duas potências promotoras de toda a ascenção espiritual: saber e virtude - o intelectual e o moral.

Assim como a ave não pode formar voo, desde que tem uma asa ferida - mais fraca que a outra - não podendo deslocar o ar com igual força; assim o Espírito não pode subir um grau na grande escala desde que não tenha igualmente fortificadas as suas duas asas de subir - desde que não tenha equilibradas as duas potências: intelectual e moral.

O sábio, cuja virtude não seja igualada pela sua fé, marcará passo nas vias do progresso, até que, em subsequentes existências, consiga equilibrar as duas.

O santo, cuja virtude não seja igualada por sua ciência, marcará passo, do mesmo modo, até que, em ulteriores existências, chegue a equilibrá-las.

O equilíbrio, pois, é lei essencial do progresso dos Espíritos, tanto nas causas materiais como nas morais.

E dizemos assim, porque as causas materiais que afetam o Espírito, são o esmeril que faceta para refletir a luz da verdade, que é Deus.

Aqueles que mantém o equilibrío em tudo o que concerne à vida de relação, fortificam-se para mantê-lo em tudo o que afeta sua evolução espiritual.

O contrário sucede aos que levam uma vida sem regímen, sem ordem, sem equilíbrio, porque estes não poderão jamais equilibrar-se moralmente.

Tudo se prende e se harmoniza na natureza, embora nossa fraca compreensão não encontre relação entre o mundo material e o espiritual.

A fraqueza da vida de relação faz o Espírito, que se lhe entrega, impotente para subir nas vias do progresso para o aperfeiçoamento.

E, vice-versa, a firmeza no meio do turbilhão de forças encontradas, que constituem aquela vida, retempera o Espírito para as lutas pelo saber, pela virtude, pelo aperfeiçoamento.

Ponde ordem em todos os vossos negócios mundanos, submetei vossa vontade à lei do equilíbrio com relação a todos eles, e tereis aparelhado vosso Espírito para seguir avante sua rota em busca do porto do seu destino - a perfeição pelo progresso intelectual e moral.

Procurai fortalecer-vos, tanto no estudo da ciência como no das leis que regulam as causas da fé.

Procurai fazer que estas duas asas se avigorem por igual em vós; tereis, como a águia, força para subirdes até encarar o Sol - o Sol da verdade e do bem - o Sol que dá luz ao Sol e às estrelas - o Sol dos sóis, que é Deus./p>

Se não estabelecerdes o equilíbrio entre vossa razão e vosso coração - se não submeterdes a ele vossa vontade, chegareis ao posto, porque ninguém se perde - porque todos os filhos pródigos hão de, mais cedo ou mais tarde, volver à casa paterna; mas que de misérias, de dores e de cruciantes sofrimentos, não vos acicatarão a alma, por seu livre-arbítrio, desertada da estrada real, para se embrenhar por sebes desconhecidas - por carreiras, onde os espinhos e as pedras aguçadas vos rasgarão as carnes e vos ferirão os pés?

E por quanto tempo, digamos mesmo séculos, o Espírito transviado levará neste inferno de sofrimentos, até que se volte para o Oriente, donde vem a luz!

Max.

(Da União Espírita)

* Reproduzido conforme texto original. Confira na “Seção Livre” do Jornal “O Paiz”, edição de 19.03.1894.