Retrato de Bezerra de Menezes

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e Benefícios
Bezerra de Menezes

Fé inabalável só o é a que pode encarar frente a frente a razão, em todas as épocas da humanidade. - Allan Kardec

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Aviso: Seguiremos com a interrupção de nossas atividades presenciais até 31 de janeiro. Agradecemos a compreensão. A direção.

CAMINHAI COM DETERMINAÇÃO

Planta crescendo em fissura do cimento"Filhos, apesar dos percalços que enfrentais, inclusive no que se refere à conquista do pão de cada dia, prossegui caminhando com determinação. Compreendei o eco do passado distante nas lutas que vos alcançam no presente: o filho rebelde, o cônjuge difícil, a carência material, o assédio sistemático das trevas... Não descreiais do Amparo Divino, através dos amigos do Mais Alto, que não vos deixam a sós com as vossas provas. Não fosse pela intercessão daqueles que por vós se interessam do Além, é possível que vos precipitásseis em mais profundos abismos de dor. [...] Toda lágrima encerra uma lição e se constitui num estímulo ao progresso. Quantos são os que negam a existência de Deus, unicamente por não serem atendidos em seus caprichos de ordem pessoal? O que não tendes nem sempre deve ser interpretado por demérito de vossa parte. Muitas vezes, a providência que vos é mais necessária ao esforço de auto-superação é o obstáculo que vos parece restringir os movimentos. Caminhai, pois, com alegria, sem permitir que a descrença se vos insinue no espírito."

(Fonte: “Caminhai com Determinação” em “A Coragem da Fé”, psic. de Carlos Baccelli)

CRBBM SEGUE COM SUAS ATIVIDADES
ATRAVÉS DE REUNIÕES VIRTUAIS

Com as atividades presenciais interrompidas desde março último, devido aos cuidados necessários para profilaxia da atual pandemia, decidimos experimentar o uso da plataforma ZOOM para poder dar prosseguimento, ainda que parcialmente, aos nossos estudos e preces em conjunto, promovendo então, a partir dessa semana, as nossas reuniões virtuais. Estão todos convidados, vejam por favor abaixo as instruções necessárias:



RECOMENDAÇÕES GERAIS PARA PARTICIPAÇÃO EM NOSSAS REUNIÕES VIRTUAIS:

ANTES DA REUNIÃO

Ilustração sobre reuniões virtuais

DURANTE A REUNIÃO

AVISO LEGAL

O conteúdo digital das reuniões pertence exclusivamente a CRBBM, e portanto, qualquer divulgação deste material ou partes contidas nele, necessita de prévia autorização da direção, sujeitando o infrator às penas da lei.

ESPIRITISMO CRISTÃO

CÂNTICO DE MARIA" - LUCAS, Cap. 1, v. 46-56

Visita, por Domenico Ghirlandaio (1491)V. 46. Disse então Maria: "Minh'alma glorifica o Senhor; - 47, - e meu Espírito se arrebata de alegria em Deus, meu salvador. - 48. Pois que ele deu atenção à humildade da sua serva, eis que daqui por diante todas as gerações me chamarão bem-aventurada; - 49, porquanto, grandes coisas me fez o Todo Poderoso, cujo nome é santo; - 50, e cuja misericórdia se espalha, de idade em idade, por sobre os que o temem. - 51. Manifestou a forca do seu braço; dispersou os que se elevavam cheios de orgulho nos seus pensamentos íntimos; - 52. derribou de seus tronos os poderosos e elevou os humildes; - 53. cumulou de bens os que estavam famintos e despediu os ricos com as mãos vazias; - 54, recebeu a Israel como seu servo, lembrando-o da sua misericórdia; - 55. conforme o disse a nossos pais, a Abraão e à sua posteridade na sucessão dos séculos." - 56. Maria ficou em companhia de Isabel cerca de três meses; depois regressou à casa.

N. 26. (V. 46, 47, 48): "Não há aqui o que explicar. É um transporte de reconhecimento e de amor, que deveis imitar.

(V. 49 e 50): Podeis aplicar as palavras destes versículos ao tempo em que viveis, no qual desponta a aurora da regeneração da humanidade terrena. Glorificai o Senhor que vos envia seus bons Espíritos como portadores do facho do Espiritismo, os quais, agitando-o sobre a terra, espargem ao mesmo tempo, por toda parte, sua luz suave e pura, espalhando entre vós a verdade, a caridade e o amor. GIorificai o Senhor que por vós faz grandes coisas e susta os desígnios dos maus. Ele detém a corrupção que ameaçava de fazer-vos perecer e vos dá o bálsamo que cura as chagas. Agradecei, glorificai o Senhor, pois que imensos são a sua misericórdia e o seu amor.

(V. 52, 53, 54, 55): Ainda por amor de vós, o Senhor mostra o seu poder, servindo-se de instrumentos bem fracos para abater os muito poderosos. Vai ter fim o reino do orgulho. Glorificai o Senhor. O homem é um instrumento; o espírita, o médium, sobretudo, é o instrumento de que se servem hoje os bons Espíritos para rebaixar o orgulho, a ambição, a cupidez, a tirania (sem fazermos qualquer alusão).

Israel é uma palavra simbólica, que designa a humanidade terrestre. Os homens são um aos olhos do Senhor. Para ele não há povos nem nacionalidades. Deus usa de misericórdia para com aqueles que o amam e observam seus mandamentos; Sua mão potente destrói, porém, os orgulhosos que pretendam levantar demasiado a fronte altiva. Dá o pão à criancinha que o implora com o coração cheio de sinceridade; mas, despoja o orgulhoso que só confia nas suas riquezas. É o apoio do fraco, o terror dos maus. Glorificai o Senhor.

N. 27. Estes termos do v. 50: "Sua misericórdia se espalha, de idade em idade, por sobre os que o temem". encerram, no seu sentido, oculto então para todos, mas que a revelação espirita havia de vir e vem pôr a descoberto, uma alusão à reencarnação, lei imutável da Natureza e que é a expressão sublime e harmônica da justiça de Deus e da sua misericórdia infinita?

Sim; mas também se referem ao mandamento que diz (Êxodo, cap. 28, v. 5 e 6): "Puno a iniqüidade dos pais nos filhos, na terceira e na quarta gerações daqueles que me odeiam; uso de misericórdia, em mil gerações, para com aqueles que me amam e guardam os meus mandamentos".

O pensamento é o mesmo: a mão do Senhor pesa sobre o homem, de gerações em gerações, por meio da reencarnação, objetivando seu aperfeiçoamento moral e seu progresso, mediante a expiação e a reparação, até que ele se tenha despojado de todas as impurezas.

O homem, na sua cegueira, entendeu que o Senhor feria os pais nos filhos. Assim era na aparência. A letra dessa linguagem convinha aos Hebreus, que só pelo terror podiam ser levados. Mas, o conhecimento do Deus de amor mostrava não ser assim. O homem, entretanto, não procurou compreender o desacordo que havia entre a bondade e tais vinganças. A letra era para os povos primitivos. Buscai sempre o espírito.

(Continua na próxima edição - Transcrito e adaptado de "Os Quatro Evangelhos", de Jean Baptiste Roustaing, psicografia de Émilie Collignon, Tomo I, itens 26 e 27)

"ESTUDOS FILOSÓFICOS" DE BEZERRA DE MENEZES:
A MAIOR E MELHOR COLEÇÃO DE ARTIGOS ESPÍRITAS
EM LÍNGUA PORTUGUESA TEM NOVA EDIÇÃO

Conforme anunciado, em paralelo à celebração dos 60 anos de nossa Casa, lançamos o 3o. volume dessa incrível série de artigos, que tanto dignifica e abrilhanta a produção autoral espírita brasileira, de todos os tempos! Já está lá em nossa Biblioteca Virtual, disponível para download livre e gratuito. Basta acessar o link e baixar o arquivo, sem custo algum. Publicamos neste espaço, sempre aos domingos, um artigo dessa coleção, que segue abaixo.

ESTUDOS FILOSÓFICOS - O PAIZ, 23.04.1894

Capa do 3o. volume da Série Estudos Filosóficos, Ed. CRBBMEm nosso passado artigo tomamos o compromisso de apreciar os elevados conceitos da carta que tão gentilmene dedicou a Max o ilustrado escritor das “Cartas Abertas”.

Vamos, pois, começar de hoje este trabalho, tanto mais árduo quanto o brilho da imaginação de nosso interpelante ofusca a já de si opaca luz de nossa desfavorecida mentalidade.

Seja-nos isto a desculpa de não ser a resposta na altura da pergunta.

O homem é, inquestionavelmente, o único ser que aspira a posse da verdade e do bem, o único que anseia pela luz; tanto que, quanto mais sabe, mais procura saber; quanto mais pratica o bem, mais se deleita em praticá-lo.

E é por isto e para isto que lhe foram dadas em apanágio a razão e a consciência.

Demoremo-nos aqui - e cogitemos.

Duas sérias questões se levantam deste simples enunciado: - 1a., é só o homem que foi dotado daqueles predicados? - 2a., o que tem eles com a aspiração humana à posse da verdade e do bem?

Naturalistas dedicados à escavação de fontes da negação pretendem achar no animal a inteligência - o amor - a estrutura - e até a moralidade do homem. Daí a questão que levantamos.

Mas não é lícito confundr a inteligência com a razão; e tanto que as raças animais não fazem progresso através dos séculos, dizendo a este respeito o sábio Caussette que os macacos do tempo de Pharamond eram tão adiantados em civilização como os de nosso tempo.

E não há quem desconheça esta verdade absoluta.

O animal tem, pois, inteligência, como o homem, mas só este possui a razão: faculdade destinada à percepção das causas imateriais, em suas relações de causas para efeitos.

O animal pode ser educado - pode aprender; mas tanto é pela inteligência, que não pela razão, que o consegue, que ainda não se viu algum deles transmitir aos de sua espécie o que aprendeu do homem.

Este, sim; ainda mesmo colocado no ínfimo degrau da escala humana, como por exemplo o hotentote ou o samoieda, guarda o que lhe ensinam, e passa-o aos seus.

É, pois, ar razão, essa luz que foi dada ao homem para descortinar horizontes imperceptíveis à simples inteligência, é faculdade exclusivamente humana.

Enquanto os animais não compuserem a sua “Ilíada”, não escreverem seus discursos sobre o método, não fundarem escolas normais em suas florestas; sustentaremos, parodiando o sábio citado, que não são como nós - racionais.

Se, portanto, o animal não é dotado de raão, muito menos se pode acreditar que o seja de consciência: faculdade especial, que forma com aquela um duo, de cujo equilíbrio depende a percepção e a aquisição da luz.

Com efeito; quem pensará em dar ao ser irracional o poder de conhecer e de apreciar o bem, o poder de submeter àquele estalão seus próprios atos e os dos seus semelhantes?

Consciência e razão são, pois, exclusivos predicados do ser moral, do homem; única que, em toda a série dos seres, pode, por aquelas dua sfaculdades, elevar-se às alturas infinitas do saber e da virtude, da verdade e do bem, da luz que irradia de Deus e que revela a Deus.

Mas, o que tem estas faculdades com a aspirção humana de possuir a verdade e o bem?

Esta pergunta vale estas: o que tem o olho com a luz, o ouvido com os sons, o olfato com as emanações odorosas?

De fato; para cada ordem de fenômenos, físicos e morais, o homem recebeu do Criador um sentido especial, ou antes, um aparelho, que é indiferente a tudo a que não entende com a sua função.

O aparelho da vista é indiferente aos sons - o da audição é indiferente ao fluido luminoso.

Daí resulta: que os sentidos, os instrumentos da percepção dos fenômenos do mundo material, não podem servir de meios de percepção dos fenômenos do mundo imaterial.

Deve haver, pois, aparelhos especiais para a percepção dessa ordem de fenômenos; se é verdade que eles existem - se é verdade que o homem deve penetrar nesses meandros por uns proclamados e por outros repelidos.

E a lei similar da que rege o mundo físico é esta: se tais fenômenos existem e devem ser percebidos pelo ser humano, há de haver nele aparelhos especiais, como os há para a percepção da luz, dos sons, das emanações odorosas, etc, etc.

E, vice-versa, se existirem naquele ser aparelhos especiais, sem aplicação aos fenômenos domundo físico, é isto uma prova irrecusável de que sua palicação é a fenômenos do mundo imaterial, que portanto existe.

Uma causa denuncia a outra: como os sons denunciam a existência do sentido de audiçao, como este sentido denuncia a existência dos sons.

Pois bem; a que ordem de fenômenos do mundo material podem-se aplicar a razão e a consciência? Não respondem com subterfúgios.

Razão e consciência, portanto, são faculdades privativas do ser humano, destinadas especialmente, embora com o auxílio dos sentidos e das outras faculdades, à satisfação dessa aspiração humana, à posse da verdade e do bem, cuja expressão sintética é - luz.

Sendo assim, é intuitivo que todo o homem que der um passo para a luz, deverá sentir-se bem, como sói acontecer a quem satisfaz uma necessidade de sua natureza.

É por aí que se compreende a razão porque N, fugindo às crenças (falsas) encontrou no livro de Etiphas Levy (rico de verdades) calma e esperança.

E é por estes efeitos, produtos das diversas doutrinas morais e cosmogônicas, que se pode pesar, como em balança, a falsidade e a verdade das doutrinas que disputam a posse das consciências.

E ainda se vai além; reconhece-se as que se afastam mais e menos da verdade - e as que se lhe aproximam mais e menos.

Trataremos desta verificação.

Max.

(Da União Espírita)

* Reproduzido conforme texto original. Confira na “Seção Livre” do Jornal “O Paiz”, edição de 23.04.1894.