Retrato de Bezerra de Menezes

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Bezerra de Menezes

Fé inabalável só o é a que pode encarar frente a frente a razão, em todas as épocas da humanidade. - Allan Kardec

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TESE DO ANO: TRANSFORMAÇÃO

Arte sobre retrato de Bezerra de MenezesNinguém põe remendo de pano novo em manto velho, porque o remendo repuxa parte do manto e fica maior o rasgão. (Mateus cap. 9 v. 16)

O Evangelho do Cristo Jesus prioriza o abandono do "homem velho" para o definitivo surgimento do "homem novo". Toda transformação requer mudança completa, uma troca de vestimenta. Remendos não resolvem, principalmente para nós que ainda nos encontramos no estágio de experimentarmos a vivência do espírito eterno em passageira vestimenta, ou seja, num corpo de carne.

Mas, chegou o tempo da missão anunciada no Evangelho para o advento do Espírito da Verdade, através da chegada do Consolador prometido por Jesus, nos angustiantes momentos da transição planetária.

É a missão do Espiritismo após completar seus dois primeiros ciclos, conforme nos fala Bezerra de Menezes(*). O primeiro, da experimentação do fenômeno mediúnico e racionalização da fé na sobrevivência da alma; e o segundo, da multiplicação das células operadoras no trabalho do bem e do conhecimento, que são as Casas Espíritas. Alcança agora novo estágio, qual seja, o da maioridade das ideias espíritas: "Temos que promover as Casas, de posto de socorro e alívio a núcleo de renovação social e humana, através do incentivo ao desenvolvimento de valores éticos e nobres capazes de gerar a transformação".

A verdadeira aceitação é aquela que, amorosamente, motiva à mudança de atitude, pois sem a transformação do indivíduo, nenhum sistema coletivo, seja em prol dos benefícios à vida social ou de foco estritamente religioso, alcançará efetiva realização de seus comprometimentos.

(*) Por Wanderley Oliveira, em ATITUDES DE AMOR


CARIDADE: BENÇÃO DE DEUS

Uma mão entrega um coração a outraO exercício da caridade, para ser fecundo, tem de obedecer a um impulso íntimo, uma natural vontade de ajudar, de servir, de concorrer para beneficiar alguém que se mostre necessitado de alguma coisa. Caridade não é apenas desfazer-se de uma moeda, de valor insignificante, para o desempenho de um ato sem amor. Os verdadeiros obreiros ele Deus são os que ajudam por amor, os que dão ao Cristo a alegria de ver um gesto ou uma palavra em favor do irmão necessitado de aluda.

A prece constitui também um dos aspectos da caridade, se a dirigimos anonimamente em benefício de outrem, principalmente se o fazemos com a intenção pura de socorrer ou amparar uma pessoa infeliz. Entretanto, sempre que pudermos colaborar para mitigar a fome de um faminto, para cobrir a nudez envergonhada de um pobre irmão colhido pela roda cármica, ou para ajudá-lo a sair de qualquer dificuldade séria, a qual não possa ele superar sem auxílio alheio, façamo-lo. Dar sem ,pretender receber do Alto a menor recompensa, é o que estabelece no espírito a verdadeira caridade. Quem dá apenas porque espera ser beneficiado de qualquer maneira, falta ao legítimo princípio da caridade. A constância das preces sinceras, indicando que as boas obras serão sempre recompensadas por Deus, deve antes servir de incentivo para a correção dos nossos erros no trato com os outros irmãos de peregrinação terrena; nunca, entretanto, como estímulo à nossa cobiça para alcançar benefícios ou postos meritórios na Espiritualidade. Aquele que age com tal sentimento, desperdiça a oportunidade de trabalhar por seu próprio progresso espiritual, deixando de favorecer a sua trajetória evolutiva, porque não dá de si os melhores fluidos, que são os oriundos do autêntico amor cristão.

Irmãos: os verdadeiros discípulos de Jesus são aqueles que trabalham por amor à tarefa que realizam, esquecidos do salário, despreocupados do tempo empregado no serviço. Sim, aqueles que se empolgam pela obra que lhes está afeta, sem mentalizar a troca de favores do Alto. Esses, caros irmãos, são verdadeiramente obreiros do Senhor, porquanto, embora sejam às vezes mais necessitados do que os outros a quem procuram ajudar, não veem as próprias carências, não sentem o que lhes escasseia, dando assim belo exemplo de altruísmo e solidariedade humana. Por isso é que podemos considerar a caridade como bênção de Deus.

Paz e amor para todos.

Ignácio Bittencourt

(Mensagem originalmente publicada em "O Cristão Espírita", edição número 54, de setembro/dezembro de 1977)

VARIAÇÕES DA CARIDADE

Ilustração - mãos acenando para coraçõesCaridade que anuncia os próprios méritos é serviço ameaçado pela vaidade.

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Caridade que auxilia para furtar-se às obrigações do trabalho é inclinação à preguiça.

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Caridade que se expressa para dominar o pensamento e a conduta dos outros é tirania de espírito.

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Caridade que ampara com o objetivo de mostrar-se superior é fruto isolado em espinheiro do orgulho.

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Caridade que pede remuneração é fonte poluída pelo fel da exigência.

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Caridade que dá para receber é bondade com propósitos subalternos.

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Caridade limitada aos familiares e amigos é tisnada de paixão.

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Caridade que socorre e não perdoa é uma porta de ouro para a introdução à crueldade.

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Caridade com repetidas lamentações é caminho para o desânimo.

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Caridade que beneficia desesperando é inquietação e impaciência.

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A caridade legítima jamais aparece concorrendo aos tributos da gratidão, nunca reclama, não se ensoberbece, não persegue, não se lastima, não odeia e nunca desencoraja a ninguém.

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Se desejamos caminhar em companhia da divina virtude, cultivemo-la, em silêncio, no coração, à maneira do Herói do Amor Infinito que, para revelar-nos a caridade pura, entregou-se, confiante, à Vontade de Deus, pela morte na cruz.

Emmanuel (Psicogragia Francisco C. Xavier, do volume "Indulgência")