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Bezerra de Menezes

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Aviso: Lamentamos informar a todos os nossos frequentadores que, atendendo à necessária prevenção contra a pandemia do Corona Vírus, estaremos com as nossas atividades encerradas até 30 de abril. Agradecemos a compreensão.

ESTUDOS FILOSÓFICOS

Capa do Volume 1 da série Estudos Filosóficos, de Bezerra de MenezesO Patrono de nossa CASA, Bezerra de Menezes, produziu quando encarnado a mais importante coleção de artigos espíritas já publicada em lingua portuguesa. Em cerca de dez anos, entre 1887 e 1898, foram redigidos aproximadamente 480 artigos, publicados sempre nos principais jornais laicos de sua época, nominadamente O Paiz, Gazeta de Notícias, Jornal do Brasil e Gazeta da Tarde. Essa admirável coleção foi reunida a primeira vez em livro em 1907, pela Federação Espírita Brasileira. No final dos anos setenta, do século passado, o confrade Freitas Nobre publicou em dois volumes parte desse material. Mais recentemente a editora FAE foi além e no-lo ofereceu em três substanciosos volumes, com os artigos de 1887 a 1893, mas o restante da coleção, que segue de 1894 a 1898, permanece inédito. Todas as edições citadas praticamente se esgotaram, tornando difícil e às vezes custoso o acesso a esse valioso manancial de estudos doutrinários. Como esse conteúdo é todo do século XIX e, portanto, de domínio público, decidimos transcrevê-lo TODO aqui, em nosso site, em nosso Museu Virtual Bezerra de Menezes, onde já temos os 30 primeiros capítulos do primeiro volume disponíveis, para leitura e livre download.

Acompanhem abaixo o segundo capítulo do volume I. Observem também, ao final de cada artigo, o link para a sua versão original, diretamente da hemeroteca da Biblioteca Nacional.

Esperamos que apreciem e que nos ajudem na divulgação de mais essa iniciativa.

ARTIGO II - O PAIZ, 30.10.1887

Cabeçalho da edição do jornal O Paiz de 30-10-1887A doutrina espírita tem por base um princípio que modifica radicalmente o sistema aceito pelas escolas espiritualistas: é o princípio da “preexistência ou das vidas múltiplas”.

A doutrina espírita tem por base um princípio, que modifica radicalmente o sistema aceito pelas escolas espiritualistas: é o princípio da “preexistência, ou das vidas múltiplas”.

A verdade desse postulado prova-se pelo raciocínio e pela experiência.

A razão nos diz que, sendo o homem perfectível, não pode seu maior progresso medir-se pelo que adquire na Terra; que, portanto, se ele é criado, como ensina a Igreja, para a sociedade de Deus, bem pobre é a corte do Rei dos reis, do Senhor dos senhores, se é constituída pelos nossos sábios e pelos nossos santos.

A razão nos diz que, para chegarmos à altura de podermos entrar na corte celestial, precisamos de tanto saber e de tanta virtude, que o mais adiantado habitante da Terra mal pode imaginar.

Daí a necessidade de maior perfeição que a do nosso planeta; o que supõe, como corolário, vidas sucessivas, em mundos mais adiantados, para o completo desenvolvimento da perfectibilidade humana.

E não é só isto que nos ensina a razão.

Os fatos mais comuns da vida humana lhe são valiosos subsídios para a demonstração do alto princípio.

Vemos crianças desenvolverem, desde os tenros anos, antes mesmo de terem a razão esclarecida e a consciência firmada; umas, um arrastamento invencível para o bem – outras; igual pendor para o mal.

São disposições naturais, pois que se revelam desde o berço.

Artigo da edição do jornal O Paiz de 30-10-1887E, se é certo que só temos uma existência - e que o Espírito é criado por Deus para o corpo gerado no seio materno, só a Deus deve ser atribuída essa diversidade de índoles.

Uns nascem com índole ou natureza boa, porque assim saíram das mãos do Criador.

Outros nascem com índole ou natureza má, porque assim saíram das mãos que criaram os bons.

Deus, então, cria Espíritos com disposição para o bem - e Espíritos com disposição para o mal.

E, entretanto, exige de todos a mesma perfeição!

Eis onde nos conduz fatalmente a doutrina da vida única!

Mas não pode ser verdade o que atesta falha nas infinitas perfeições do Criador; logo o fato da diversidade de disposições inatas dos Espíritos, em relação ao bem, condena, por falsa, a doutrina da vida única.

Sua oposta - a doutrina da pluralidade das existências - sustenta brilhantemente o confronto com aquele infalível critério da verdade, em relação ao fato invocado.

Em cada existência os Espíritos fazem variadíssimo uso de sua liberdade, no desenvolvimento de sua perfectibilidade intelectual e moral.

Uns, assim como vemos em nossa humanidade terrestre, sobem ao maior grau: à santidade.

Outros ficam estacionários, como ainda vemos na Terra, no primeiro degrau da infinita escada.

E entre os dois extremos, inumeráveis graduações.

Na seguinte existência, nesta em que examinamos o fato, o que se há de naturalmente dar?

Há de se dar necessariamente que o atrasado revelará atraso - e que o adiantado revelará adiantamento.

A diferença, pois, das disposições naturais dessas duas ordens de crianças que indicamos, não procede de Deus, mas sim dos próprios Espíritos, pelo uso que fizeram de sua liberdade.

Não procede de Deus; porque todos são criados em identidade de condições - todos são dotados dos mesmos instrumentos de aperfeiçoamento, e todos têm de ir ao mesmo destino: à perfeição pelo saber e pela virtude - e, pela perfeição, à felicidade mais sublimada.

O Pai repartiu igualmente seus dons por todos os seus filhos - e deu-lhes a liberdade para desenvolvê-los na medida de sua vontade.

Só a si deve acusar o que fizer mau uso do inestimável instrumento do progresso.

Só a si, quis Deus, que cada um atribuísse seu adiantamento pelo bom uso daquele inestimável instrumento.

Assim pois, a teoria das vidas múltiplas exalta o Senhor, tanto quanto a da vida única deprime-o, pelo fato da diversidade de disposições morais, inatas.

E se o infalível critério da verdade de um princípio consiste em sua conformidade com os infinitos atributos do Criador; o fato que temos analisado prova, a um tempo, a falsidade do princípio da vida única e a verdade do que consagra existências sucessivas.

A idêntico resultado nos conduz a variedade da capacidade intelectual.

Pela doutrina da vida única, é Deus que dotou desigualmente a humanidade de inteligência.

Sócrates só foi grande por obra de um favor do Senhor!

O hotentote é incapaz do alto saber por obra de um desfavor do Senhor!

Esta doutrina não se conforma com a indefectível justiça do Criador; logo o fato da variedade de capacidade intelectual condena o princípio da vida única.

Pelo ensino espírita das vidas sucessivas, Sócrates, tendo em passadas existências bem usado de sua liberdade no desenvolvimento da Inteligência, que Deus lhe deu igual à de todos os homens, só a si deve o alto posto que teve no mundo.

Por aquele ensino, o hotentote, não tendo bem usado de sua liberdade no cultivo da inteligência, só a si deve seu atual atraso.

Mas Deus fez tudo com tal bondade, que, mais cedo ou mais tarde, o hotentote chegará aonde chegou Sócrates.

Ainda aqui, a doutrina das vidas múltiplas revela-se verdadeira por sua conformidade com as divinas perfeições.

(DA UNIÃO ESPÍRITA DO BRASIL)

Max

* Reproduzido conforme texto original. Confira na “Seção Livre” do Jornal “O Paiz”, edição de 30-10-1887.

ESPIRITISMO CRISTÃO

Aparição do anjo a Zacarias - Predição do nascimento de João - Mudez de Zacarias
(LUCAS, Cap. I, v.5-25)

V. 5. Havia, sob o reinado de Herodes, rei da Judéia, um sacerdote chamado Zacarias, da turma de Abias 1; e sua mulher pertencia também à raça de Aarão e se chamava Isabel. 6. Eram justos aos olhos de Deus e obedeciam a todos os mandamentos e ordens do Senhor, de modo irrepreensível. - 7. Não tinham filhos por ser Isabel estéril e estarem ambos avançados em anos. - 8. Ora, desempenhando Zacarias suas funções de sacerdote perante Deus na vez da sua turma1, - 9, sucedeu que, tirada a sorte, conforme ao que se observava entre os sacerdotes, lhe tocou entrar no santuário do Senhor para oferecer os perfumes, - 10, enquanto a multidão, do lado de fora, orava no momento em que se ofereciam os perfumes. - 11. Um anjo do Senhor apareceu a Zacarias, conservando-se de pé à direita do altar dos perfumes. - 12. Vendo-o, Zacarias ficou todo perturbado e o pavor se apoderou dele. 13. Mas o anjo lhe disse: "Não tenhas medo, Zacarias, porquanto a tua súplica foi ouvida e Isabel, tua esposa, terá um filho ao qual darás o nome de João. - 14. Exultarás com isso de alegria e muitos rejubilarão com o seu nascimento; 15, pois que ele será grande aos olhos do Senhor, não beberá vinho, nem bebida alguma espirituosa, será cheio de um Espírito Santo2 desde o seio materno; - 16, converterá muitos dos filhos de Israel ao Senhor seu Deus; - 17, e irá à sua frente, com o Espírito e a virtude de Elias, para atrair os corações dos pais aos filhos e os incrédulos à sabedoria dos justos, a fim de preparar para o Senhor um povo perfeito." - 18. Zacarias disse ao anjo: "Como me certificarei disso, sendo já velho e estando minha mulher em idade avançada?"- 19.O anjo, respondendo, lhe disse: "Sou Gabriel, sempre presente diante de Deus, e fui enviado para te falar e te dar esta boa nova. - 20. Vais ficar mudo e não poderás mais falar até ao dia em que estas coisas acontecerem, por não haveres acreditado nas minhas palavras que a seu tempo se cumprirão." - 21. O povo esperava Zacarias e se admirava de que estivesse demorando tanto no templo. - 22. Mas, quando ele saiu sem poder falar, todos compreenderam que tivera uma visão no santuário, pois que lhes dava a entender isso por sinais, e ficou mudo. - 23. Decorridos os dias do seu ministério sacerdotal, voltou para sua casa. - 24. Tempos depois, Isabel, sua mulher, concebeu; e se ocultou durante cinco meses, dizendo: - 25. "Esta a graça que o Senhor me fez quando se dignou de tirar-me do opróbrio diante dos homens."

Capa de Os Quatro Evangelhos, de Jean Baptiste RoustaingN. 2. O nascimento de João, como filho de Isabel, tinha por fim impressionar desde logo o espírito público.

Isabel era estéril, isto é, não havia concebido até então, e tal se dera por ser da sua missão servir aos desígnios do Senhor.

A esterilidade aqui se deve entender no sentido de que Isabel, que ainda não chegara em idade aos limites extremos além dos quais cessa a fecundidade segundo as leis naturais da reprodução em vosso planeta, estivera até aquele momento sem filhos. É o que se verifica pelas palavras do anjo a Maria (v. 36), falando de Isabel: "ela que é chamada estéril..."

De qualquer efeito, na humanidade, se deve procurar a causa nos antecedentes da vossa existência, visto que nenhum ato praticado em encarnação precedente deixa de ter conseqüência. O homem, como sabeis, nasce e morre muitas vezes, antes de chegar ao estado de perfeição no qual gozará, em toda a plenitude, das faculdades espirituais, isto é, em que possuirá a caridade e o amor perfeitos, o conhecimento de Deus e de suas obras, o conhecimento da verdade sem véu na ordem física (material e fluídica), e na ordem espiritual (moral e intelectual), pela ciência ad-quirida de tudo o que vive, se move, existe na imensidade da criação. Tal sucede quando o Espírito atingiu a culminância da perfeição, a perfeição sideral, que ainda lhe deixa aberto e por percorrer, do ponto de vista da ciência universal, o caminho do infinito.

Cada uma das existências que se sucedem é solidária com a que a precedeu e, se os atos não foram culposos, muitas vezes o Espírito, aceitando uma missão no vosso planeta, aceita uma série de fatos que se hão de realizar mau grado à repugnância que à sua condição de encarnado devam causar e causem.

Assim que Isabel, fazendo parte do grupo de Espíritos que pediram e obtiveram a missão de auxiliar a Jesus na sua obra regeneradora, aceitara a condição de mulher e mulher estéril (o que era tido por opróbrio entre os Judeus), a fim de tornar mais ruidoso o nascimento de João. Assim que, igualmente, Zacarias aceitara viver sem filhos.

Porque a libré da carne lhes tenha feito esquecer os compromissos tomados, estes não se tornaram menos reais e haviam de produzir as devidas conseqüências.

Acontece com a fecundidade da mulher o que se dá com a da planta. Os fluidos que transportam o pólen para a flor depositam o gérmen no seio materno; mas, assim como o pólen se perde no espaço se não é chegada a hora da reprodução, também o gérmen humano se aniquila sem produzir frutos.

Não acrediteis haja, para cada planta, para cada ser organizado, um Espírito especialmente incumbido de lhe superintender a reprodução.

Há a ação espírita, mas geral, exercendo-se sobre as massas. Os fluidos que vos cercam são divididos conforme às necessidades, tanto da planta presa ao solo, como do homem que procura elevar-se para o céu. O nascimento de cada novo ser se verifica a seu tempo e só a seu tempo.

Quer com relação à planta, quer com relação aos animais, a formação dos corpos materiais e o nascimento se dão na ocasião precisa e obedecem às leis gerais. Ocorre o mesmo relativamente ao homem, com apenas a diferença de que aí a formação do corpo e o nascimento são conseqüência de resoluções to-madas, antes da encarnação, pelo Espírito, cujo invólucro material terá que reproduzir ou não, ou reproduzir somente em certas épocas, conforme àquelas resoluções.

Como se vos há muitas vezes ensinado e bem o sabeis, o Espírito escolhe suas provações. Não lhe cabe compor a matéria do corpo que há de revestir; mas, de acordo com as provações escolhidas, ele pede, antes da encarnação, que esse corpo seja adequado às provas por que lhe cumpre passar. É, pois, o Espírito quem, pela ação da sua vontade, congrega os elementos necessários e repele os impróprios ao fim visado. Preparam esses elementos os Espíritos prepostos à formação dos corpos materiais em geral. Eles atraem as matérias animais para as condensar e formar os corpos, desempenhando assim, segundo as leis gerais, o encargo que lhes toca na obra humana dos encarnados, a fim de que os ditos corpos sejam apropriados ao gênero de provas que hajam de suportar os Espíritos que, no ato de encarnar, tenham de vesti-los. Daí as diversas posições no seio da humanidade.

O Espírito que vai continuar suas provas pede, antes de encarnar, seja a fecundidade material, seja a esterilidade durante todo o tempo da existência, seja ainda a esterilidade ou a fecundidade temporárias, que cessem em épocas determinadas, de acordo com o gênero das provações escolhidas. Resulta que o Espírito, desde os primeiros momentos da encarnação, atrai ou repele os fluidos favoráveis à procriação. Donde os nascimentos inoportunos, conforme aos desejos, ou a ausência da concepção, mau grado aos desejos do encarnado.

Em tais casos, a influência, a ação espíritas apenas se verificam como resultado do pedido do Espírito, da sua vontade, no momento em que escolheu as provas.

Os Espíritos, prepostos à formação dos corpos materiais em geral, agem, desde o primeiro momento, para dar-se a fecundidade ou a esterilidade, con-gregando ou dispersando os fluidos necessários à fecundação, até ao instante em que as condições do encarnado devam mudar.

Uma vez disposto e preparado o corpo para o gênero de provas escolhido, quer se trate da esterilidade, quer da fecundidade, antes que o ocupe o Es-pírito para quem ele se formou, submetidos os fluidos respectivos à direção dos Espíritos prepostos, estes se limitam a exercer a vigilância precisa para que cada provação siga o seu curso, para que os acontecimentos se realizem convenientemente.

Assim, o Espírito que escolheu a prova da esterilidade temporária, tomando o corpo com que a suportará, repele, durante certo tempo, os fluidos que servem à fecundidade e, expirado esse tempo, passa a atrair os mesmos fluidos, sempre sob a vigilância dos Espíritos prepostos.

Refleti agora: Zacarias, marido de Isabel, no uso dos seus direitos, rogara muitas vezes ao Senhor que o libertasse do opróbrio que pesava sobre o seu lar, concedendo-lhe um filho do sexo masculino. Isabel, por seu lado, pedira, dentro das linhas da missão que escolhera e para servir aos desígnios do Senhor, a esterilidade temporária. Dai vem que as condições humanas não se mostraram de molde a favorecer à maternidade, até ao momento em que aqueles desígnios se haviam de cumprir.

Aos olhos dos homens, a súplica de Zacarias foi escutada, pois que o nascimento desejado se verificou. Do ponto de vista espírita, porém, o que se deu foi a cessação da prova da esterilidade. Tendo soado a hora da concepção e do nascimento, nasceu João.

Zacarias era, inconscientemente, médium, como bem o compreendeis: - vidente, intuitivo pela consciência que tinha da sua visão, e audiente. Assim se explica que tenha visto o Espírito e lhe haja falado. Foi condenado ao silêncio, não por haver duvidado, porquanto é avisado o homem que se põe em guarda contra o desconhecido, mas para que aquela enfermidade momentânea corroborasse as predições que lhe vinham de ser feitas.

"Os Quatro Evangelhos", de Jean Baptiste Roustaing, psicografia de Émilie Collignon, Tomo I, item 1)

A GARANTIA DA VITÓRIA

silhueta gráfica de ser humano expandindo luz do próprio peito, sobre fundo escuroA prova do poder material induz o homem a grandes dificuldades no caminho, mas também às maiores vitórias cristãs. Orai e vigiai, sede serenos e aplacai as vossas iras, antes que elas vos conduzam a erro maior e sem retorno.

Compreender o valor do bem é necessário, mas colocá-lo no âmago do vosso coração é imprescindível.

Ajudemos. pois, a todos os que nos foram confiados pelo Alto como companheiros da luta terrena, Iembrando-nos sempre de restaurar os débitos do passado, sem darmos lugar ao orgulho em nossa dianteira.

Se sobre vossas cabeças estão as coroas do mundo, é necessário que saibais comandar. O conhecimento da Lei vos faz cônscios das responsabilidades assumidas e das dificuldades a serem enfrentadas, sendo assim muito legítimas as vossas preocupações. Mas não vemos razão para voa deixardes intimidar; ao contrário, encorajai-vos, e construí na fé, colocando o Cristo à frente de todos os vossos atos na jornada.

Há muito que aprender, sim, e um espírito atento aproveita a preciosa oportunidade reencarnatória para seu aproveitamento constante. Toma, pois, a cadeira da observação, e sente primeiro a trave no teu olho, removendo-a, antes que sejas capaz de retirar um cisco do olho de teu irmão.

Tira o melhor proveito dos ensinamentos que te são apresentados, e não te escondas em tempo de servir. Realiza com Jesus e persevera, mesmo que teus olhos chorem e tua cabeça carregue uma coroa de espinhos. Segue com o Cristo, e oferece tuas mãos para o trabalho - mesmo que elas estejam sangrando, que nunca estejam vazias de boas obras!

No saber esperar produzindo ativamente, está o prosseguir com a paz tão desejada por vós: paz que é retidão de pensamento, paz que é reconforto na serenidade do Evangelho.

Dividi vosso pão, reforçai vossos ideais cristãos com prática viva dos ensinos do Mestre: assim vos estará garantida a vitória sobre os percalços do mundo.

Ignácio Bittencourt

(Mensagem recebida na Federação Espírita Brasileira, e publicada em O Cristão Espírita, ed. 57, de setembro-dezembro de 1978)