Retrato de Bezerra de Menezes

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Bezerra de Menezes

Fé inabalável só o é a que pode encarar frente a frente a razão, em todas as épocas da humanidade. - Allan Kardec

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DIA DE FINADOS

Emelyn_Story_Tomba_(Cimitero_Acattolico_Roma)"As lágrimas, mimosas flores do sentimento, se cristalizam, se unem, como verdadeiras pérolas de sagrado amor, e formam a única grinalda que os grandes afetos e as saudades podem enviar aos que se foram, deixando profundos sulcos de dor na alma dos que ficaram. Benditas lágrimas! Felizes dos que com elas sabem levantar, na imensa Necrópole que é o mundo, esse monumento que, tendo as bases no coração, o tempo não destrói, antes mais e mais consolida; esse monumento que não tem a vida efêmera dos que são mandados erigir pela convenção, muitas vezes pela vaidade; esse monumento que tem a durabilidade do Espírito, entidade que não morre, que não desaparece, que vive e progride, aperfeiçoando-se dia a dia para a eternidade, que é o seu destino.

Um dia para os mortos! Mas, quem são os mortos visitados, quem são os vivos que visitam? Quais os sepulcros que, neste dia, se abrem com toda a pujança dos afetos, para receberem os vivos? Serão os sepulcros fabricados pelos homens na profundeza da terra? Ou são os sepulcros de carne, onde os verdadeiros mortos se meteram um dia, para expiação de seus erros e crimes, para aperfeiçoarem os seus sentimentos e adquirirem os de amor, de caridade e de fé?

Quem são os mortos visitados, quem são os vivos que visitam?

Já sabeis e podeis responder, meus filhos, e graças deveis dar ao Pai infinitamente misericordioso, que já vos fez compreender o que é o dia de finados.

Felizes daqueles que sabem preparar-se, ao menos uma vez no ano, para uma comemoração que vem atravessando os séculos, sem ser íntima e criteriosamente compreendida.

Felizes de vós, que ornais o vosso monumento de carne com a luz que vem dos seios d’alma, na expressão sincera dos vossos fervorosos afetos; que sabeis cobrir-vos das grinaldas da saudade verdadeira, para receber os romeiros do infinito que, atraídos pela pura essência das vossas preces, vêm saudar-vos neste dia!

Felizes de vós, que tendes a luz do Evangelho a iluminar o vosso sepulcro e que, à claridade plena de todo o vosso amor, na sinceridade de todos os vossos sentimentos, podeis ver, como agora, rodeado o vosso templo dos que acorrem a contemplar-vos como sepulcros, como monumentos perfeitamente adornados do que mais interessa a N. S. Jesus Cristo ─ os ornamentos da fé, do amor e da caridade.

Meus filhos, em nome dos vivos, em nome daqueles que vos foram caros na Terra, agradeço as preces que por eles fizestes e vos afirmo, com verdadeiro sentimento cristão, que em cada um deles podeis contar com a reciprocidade dos vossos afetos, pois que eles também oram e também pedem a N. S. Jesus Cristo que vos dê, na estrada de amarguras que percorreis, no caminho povoado de sombras, por onde andais, as doçuras do seu amor sem limite, as claridades do seu Espírito imaculado.

***

Assim deve ser, oh! meu Jesus! Neste dia, em que vimos visitar os nossos mortos, pedimos nos seja permitido quebrar as lajes dos sepulcros em que se acham eles encerrados, para que possam elevar-se até aos teus sacratíssimos Pés e receber a benção e as santas recompensas que lhes destinas.

Virgem Pura e Imaculada, a quem cada um deles envia constantemente um pensamento de amor e uma súplica de fé, concede, Senhora, o calor do teu manto às frialdades de seus espíritos. Dá-lhes um raio do teu puríssimo olhar, que lhes sirva de santelmo a guia-los na barca de Pedro até ao porto da salvação futura, onde encontrarão o teu Bendito Filho.

A vós, Guias e Protetores de todos eles, que tendes a árdua tarefa de alentá-los, por vós imploro a N. S. Jesus Cristo que vos dê, como sempre, ânimo para o desempenho de vosso ministério, a fim de que tenhais a suprema dita de entregá-los ao Divino Mestre, puros, retemperados e livres completamente desses sepulcros que hoje visitamos".

Santo Agostinho

Fonte: "Virtudes dos Céus", Org. Marco Aurélio L. de Assis, Ed. CRBBM 2012)

ASSIM COMO

“Assim como o Pai me enviou, também eu vos envio a vós.”
Jesus (João, 20:21.)

Desenho de Francesco  Ubaldi (Franco Ubaldi) - Caminha, caminha, Cristo adiante e atrás o mundoTodo cristão sincero sabe como o Senhor Supremo enviou à Terra o Embaixador Divino.

Fê-lo nascer na manjedoura singela.

Deu-lhe trabalho construtivo na infância.

Conferiu-lhe deveres pesados, na preparação, com prece e jejum no deserto.

Inspirou-lhe vida frugal e simples.

Não lhe permitiu o estacionamento em alegrias artificiais.

Conduziu-o ao serviço ativo no bem de todos.

Inclinou-lhe o coração para os doentes e necessitados.

Enviou-o ao círculo de pecadores contumazes.

Induziu-o a banquetear-se com pessoas consideradas de má vida, para que o seu amor não fosse uma joia de luxo e sim o clima abençoado para salvação de muitos.

Fê-lo ensinar o bem e praticá-lo entre os paralíticos e cegos, leprosos e loucos, de modo a beneficiá-los.

E, ao término de sua missão sublime, deu-lhe a morte na cruz, entre ladrões, com o abandono dos amigos, sob perseguição e desprezo, para que as criaturas aprendessem o processo de sacrifício pessoal, como garantia de felicidade, a caminho da ressurreição do homem interior na vida eterna.

Foi assim que o Supremo Pai enviou à Terra o Filho Divino e, nesse padrão, podemos entender o que Jesus desejava dizer quando asseverou que expedirá mensageiros ao mundo nas mesmas normas.

Assim, pois, o cristão que aspira movimentar-se entre facilidades terrestres, certamente ainda não acordou para a verdade.

(Fonte: "Vinha de Luz", Emmanuel/Francisco Cândido Xavier)

A VITÓRIA DA VERDADE

Jesus salva a Pedro das águasEntre as emoções que surgem no ser humano durante seu processo de crescimento intelectual e racional, o medo assinala-o profundamente desde os primeiros momentos tribais, ou mesmo antes...

Esse sentimento que surge de maneira irracional desenvolverá outros equivalentes ou piores, como o pavor, o pânico, o terror...

Logo depois, ao apresentar-se a ira como preservadora da existência, abre-se o elenco em forma de raiva, de ódio, de ressentimento, de vingança...

Só mais tarde surgiu o amor em forma de proteção do grupo, de preservação da unidade do clã, que se manifestou em facetas variadas, como a da amizade, da ternura, do devotamento, do afeto profundo, da renúncia, da abnegação...

É compreensível, portanto, que haja predominância em a natureza humana das emoções primevas, levando o indivíduo à autopreservação, mediante a imposição do medo aos outros, do ódio que nele se encontra em potencial, até quando o sofrimento demonstrar sua fragilidade, fazendo-o refugiar-se no seio do amor.

O amor é a mais bela expressão da verdade que se conhece, porque somente ele é possuidor dos valores que dignificam e enobrecem, que edificam e sustentam as vidas, dando-lhes estabilidade em todos os aspectos considerada. [...]

A doçura da compaixão, a força do perdão, o poder da misericórdia, sempre superam as baionetas, os carros de guerra, todos os tipos de armas de destruição, a voracidade dos criminosos, a luxúria dos gozos pelas forças mortíferas da loucura, terminando por instaurar definitivamente o reino do amor na Terra. [...]

O amor é a expressão sublime da verdade, porque é o mesmo em todos os tempos e sempre atual em todas as épocas. [...]

Ama, portanto, em qualquer circunstância, e confia...

FONTE: Trechos extraídos da mensagem de mesmo título, em ‘Entrega-te a Deus’ de Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Franco.

ESPIRITISMO CRISTÃO

Lucas, 2: 21 a 24: CIRCUNCISÃO - PURIFICAÇÃO

Apresentação de Jesus ao templo

Estes fatos constituem uma lição para os que se revoltam contra o jugo que a religião impõe, para os que querem destruir a Lei em vez de a cumprirem, quando, para a humanidade, se abre, na época predita, uma era nova, transitória.

Vedes que os pais de Jesus se conformam com a Lei estabelecida e a ela submetem o recém-nascido.

Nunca provoqueis o escândalo, isto é, não escandalizeis vossos irmãos, eximindo-vos, repentinamente, ao jugo que sobre eles pesa.

Quando tiverdes de reconstruir um monumento, servindo-vos dos materiais de outro prestes a desmoronar, não empregueis a mina, porquanto, estilhaçados, os materiais voariam longe e ocasionariam graves acidentes. Não; tirai cuidadosamente pedra por pedra, deponde-as no chão, separando as que não prestarem para lançá-las ao refugo. Feita a escolha, metei mãos à nova obra, substituindo por outras, boas e sólidas, capazes de sustentar os ângulos, as pedras que o tempo haja estragado.

O mesmo se dá com a renovação moral. Não se deve, de um momento para outro, subverter as crenças, calcar aos pés os preconceitos. Caindo sobre vós, os destroços vos feririam. Cumpre deslocá-los um a um, conservar com cuidado as pedras verdadeiras que devem sustentar o edifício e rejeitar todas as falsas que lhe causariam o desmoronamento.

As pedras verdadeiras que deveis conservar são a fé em Deus, a submissão à sua Lei, quaisquer que sejam a língua em que a expliquem e a forma de que a revistam. Assim, seja qual for o culto sob que tenhais nascido, se ele vos ensina o amor a Deus, pouco importando o nome que deem ao Criador; se vos ensina a prática do amor e da caridade, as pedras são verdadeiras — conservai-as.

Mas, rejeitai, pouco a pouco, sem sacudiduras, sem abalos, tudo o que estiver fora da Lei divina, que se contém toda, única e exclusivamente, nestes dois mandamentos que encerram toda a Lei e os Profetas: amar a Deus acima de tudo e ao próximo como a si mesmo, por todos os meios, sob todas as formas, em não importa que circunstâncias, na ordem material, moral e intelectual; amar o próximo qualquer que ele seja, conhecido ou desconhecido, amigo ou inimigo. Só de acordo com esse mandamento é que a cada um terá que ser e será dado segundo as suas obras.

(Continua na próxima edição - Transcrito e adaptado de "Os Quatro Evangelhos", de Jean Baptiste Roustaing, psicografia de Émilie Collignon, Tomo I, item 40)

ESTUDOS FILOSÓFICOS: A MAIOR E MELHOR COLEÇÃO DE ARTIGOS ESPÍRITAS DA IMPRENSA BRASILEIRA ESTÁ DE VOLTA

Artigo CCCLIII - O PAIZ, 06.08.1894

Retrato de Bezerra de MenezesOs órgãos e faculdades da percepção humana sendo limitados, é claro que não podem penetrar a razão das causas, limitando- se a apanhar-lhes os modos de manifestação.

Julgamo-las pelo que se mostram e sem lhe atribuirmos modos - razões - sentidos ocultos, que são entretanto sua verdadeira razão, e modo de ser.

Tudo, na natureza, e isto podemos coligir, tem duas faces, que se completam e - cuja percepção é necessária para fazermos uma ideia perfeita: a face aparente a ocultá-la que se nos mostra e - a que está sob o véu do mistério, como se diz.

No fenômeno o mais simples verificamos esta verdade.

Vemos uma fruta de belo colorido, que nos atiça o apetite; será agradável ao paladar? será inócua?

Quem poderá supor que a frondosa mancenilheira derrama no ar, em torno, eflúvios venenosos, que dão a morte ao incauto que se refugia à sua fresca sombra?

E, subindo a uma ordem mais elevada de cogitações, quem poderá decifrar o mistério desta especialidade no infinito reino vegetal?

Não é do ar que lhe vem o letal princípio, nem do solo de que tira a seiva, porque, em qualquer ponto onde houver um exemplar de sua espécie, este terá aquela propriedade - e porque, substituída por uma árvore de outra espécie, esta não apresenta a terrível propriedade.

É, pois, uma condição natural da planta.

Se do mundo físico passamos ao moral, sempre a mesma dualidade: o que vemos e o que não podemos ver, o que se manifesta à nossa percepção e o que lhe fica encoberto pelo véu do mistério.

É daí que procedem as ideias - as teorias - os sistemas variados e opostos sobre uma ordem de fenômenos - e, pode-se dizer, sobre todas as ordens.

É de simples intuição que meio conhecimento de um objeto ou antes: que o conhecimento de uma parte de um objeto, não é conhecimento de tal objeto.

Conhecer, por exemplo, a construção do corpo humano, estudado n’um anfiteatro de anatomia, não é conhecer a face moral do ser humano; assim como conhecer esta face, não é conhecer a material daquele ser.

Por identidade de razão, conhecer do homem todas as suas manifestações morais, não é conhecer o homem moral, porque não se lhe pode apreciar a parte oculta, o princípio causal daquelas manifestações e suas relações de causa para efeito.

Ver o corpo não é ver o homem - ver o corpo e todas as manifestações físicas, intelectuais e morais ainda não é ver o homem; queremos dizer, conhecê-lo.

O homem somente será conhecido em sua plenitude, quando dele forem conhecidos: todos os fenômenos físicos e morais, em si e em suas relações - as leis a quem obedecem em suas manifestações - e o princípio regulador de tais leis, e por elas de tais fenômenos.

Já se vê que, não se tendo senão o conhecimento da parte física, o homem fica sendo objeto de ideias - de teorias - e de sistemas variadíssimos, ao sabor de quantos se abalançaram a julgá-lo e a explicá-lo pelo que dele sabem.

Os que baseiam seus estudos exclusivamente sobre a face ostensiva: manifestações físicas e morais; evidentemente não po dem fazer uma ideia perfeita - e os sistemas que arquitetam sobre tal base, são insubsistentes à luz da razão.

É o mal dos sistemas materialistas e positivistas, que, não aceitando senão o que é patente - afeta os sentidos - e passa pela prova experimental, são obrigados a imaginar teorias extravagantes para explicarem o pensamento - a memória - e a própria vida.

Pois, se eles ficam na casca, como hão de dizer do miolo?

Fazem obra sobre uma parte, a parte ostensiva do homem; como hão de dizer sobre a natureza hominal, em sua plenitude?

E nem se diga: que o homem resume-se no que dele conhecem os materialistas, incluídos na classe os positivistas., que o são mais que os genuínos. Não se diga: que são meras fantasias estas histórias de duas faces, uma ostensiva e outra coberta pelo véu do mistério.

Além de que a ciência não chegou ainda à causa das causas - e, portanto, aí está a prova provada de que existe algo que não é ostensivo, acresce que mesmo em relação ao homem, que nos ocupa neste momento, prova-se: que o materialismo não compreende a face oculta: o princípio anímico - e que, portanto, não pode dizer sobre a natureza hominal em sua plenitude - e que, portanto, sua ciência peca pela base: atribuir ao todo o que é peculiar a uma de suas partes.

E, para que não fiquem dúvidas a este respeito - e possam os menos instruídos obter a certeza de que a tal ciência exclusiva da matéria firma-se n’uma perna só e não vê senão por um olho, aí está o Espiritismo, ciência experimental, empregando as armas do positivismo, demonstração visível - tangível - auditiva - material, enfim, do princípio anímico, parte oculta e essencial do ser humano.

A escrita direta, nas condições em que a obtiveram sábios da ordem de Crookes - de Wallace - de Zöellner, sem mais necessidade de recorrer a outra prova, é de uma evidência experimental esmagadora.

Quando aqui esteve o médium americano Slade, que, seja dito de passagem, nem sempre se achava em boas condições mediúnicas, fomos, em companhia do Dr. Antônio Luiz Sayão, visitá- lo, por vermos se lhe obtínhamos uma prova de escrita direta. Seriam 2 horas da tarde e a atmosfera era de uma limpidez admirável.

Slade, em uma sala, com a janela aberta, por onde penetrava, em ondas, a luz do Sol, entregou-nos duas lousas, que nós mesmos limpamos e conservamos conosco, sem que o médium lhes pusesse mais as mãos, nem de leve.

Fomos nós que, tomando-as de Sayão, unimos as duas, entre as quais Slade deixou cair uma esquirola de lápis - e após, cerrando-as com a mão direita, levamo-las, unidas, ao lado esquerdo do peito.

Ao mesmo tempo, com a mão esquerda, junta às duas do médium e às de Sayão, fazíamos sobre a mesa uma cadeia.

Em poucos segundos, ouvimos - e Sayão também - o cri-cri do lápis correndo pela pedra. Deu um traço - parou - e depois recomeçou a escrever, até que parou novamente e por três pancadas bem ouvidas deu o sinal de estar completo o trabalho.

Intuitivamente julgamos que o Espírito escrevera duas comunicações, separadas por um traço - e destacadas as pedras, uma da outra, reconhecemos a justeza de nosso juízo.

No alto da pedra estava escrito:

“Un homme sage est au dessus de tontes les injures q’on peut tui dire La grade response q’on doit faire aux outrages c’est la moderacion et la patience. - L., de Mond.

Abaixo do traço esta outra:

“Yes, my Friends, the above is quite true. If all men would act to the above it would be much better for all. I am Dr. Davis.”

Expliquem o fato como quiserem; mas uma coisa não poderão conseguir, é que o próprio senso comum o aceite como produção da matéria.

Milhares de experiências podíamos dar, demonstrativas da existência da alma e do mundo espiritual; preferimos esta por ser mais rara.

Concluiremos, repetindo: a ciência materialista assenta em meio conhecimento da verdade - e, portanto, é ciência falsa.

Max.

(Da União Espírita)

Fonte: Confira o original deste artigo no arquivo da Hemeroteca da Biblioteca Nacional. Para conhecer os demais artigos dessa coleção e seus volumes publicados por nossa CASA visite por favor nossa Biblioteca Virtual.

ANTOLOGIA UBALDIANA

O HERÓI

Pietro Ubaldi e Chico Xavier - 1951Afrontando o aguilhão torvo e escarninho
De sarcasmos e anseios tentadores,
Ei-lo que passa sob as grandes dores,
Na grade estreita do terrestre ninho.

Relegado às agruras do caminho,
Segue ao peso de estranhos amargores,
Acendendo celestes resplendores,
Atormentado, exânime, sozinho...

Anjo em grilhões de carne, errante e aflito,
Traz consigo os luzeiros do Infinito,
Por mais que a sombra acuse, gema e brade!

E, servindo no escuro sorvedouro,
Abre ao mundo infeliz as portas de ouro
Para o banquete da imortalidade.

Cruz e Souza

(Soneto psicografado por Francisco Cândido Xavier em Pedro Leopoldo-MG, dedicado ao Professor Pietro Ubaldi no dia 18 de agosto de 1951, em homenagem aos seus 65 anos)