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Bezerra de Menezes

Fé inabalável só o é a que pode encarar frente a frente a razão, em todas as épocas da humanidade. - Allan Kardec

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Aviso: Seguiremos com a interrupção de nossas atividades presenciais até 31 de janeiro. Agradecemos a compreensão. A direção.

CRBBM SEGUE COM SUAS ATIVIDADES
ATRAVÉS DE REUNIÕES VIRTUAIS

Com as atividades presenciais interrompidas desde março último, devido aos cuidados necessários para profilaxia da atual pandemia, decidimos experimentar o uso da plataforma ZOOM para poder dar prosseguimento, ainda que parcialmente, aos nossos estudos e preces em conjunto, promovendo então, a partir dessa semana, as nossas reuniões virtuais. Estão todos convidados, vejam por favor abaixo as instruções necessárias:



RECOMENDAÇÕES GERAIS PARA PARTICIPAÇÃO EM NOSSAS REUNIÕES VIRTUAIS:

ANTES DA REUNIÃO

Ilustração sobre reuniões virtuais

DURANTE A REUNIÃO

AVISO LEGAL

O conteúdo digital das reuniões pertence exclusivamente a CRBBM, e portanto, qualquer divulgação deste material ou partes contidas nele, necessita de prévia autorização da direção, sujeitando o infrator às penas da lei.

XVII CONGRESSO JEAN BAPTISTE ROUSTAING JUNTA OS ELOS DA CORRENTE DO BEM

Cartaz do XVII Congresso RoustaingFoi uma celebração da amizade, da alegria, da esperança! A XVII edição do Congresso Roustaing, toda virtual, foi promovida mais uma vez pelo Templo Espírita Vicente de Paulo, de Franca, SP e, apesar da barreira tecnológica, conseguiu fazer com que todos se sentissem próximos, acolhidos, abraçados, independente das distâncias, como pode e deve ocorrer sempre que em nome de Jesus reúnem-se aqueles que celebram a volta do CRISTIANISMO DO CRISTO!

O evento se deu nos dias 25 e 26 de junho passado. Teve como tema "Roustaing explica Jesus". A programação incluiu quatro palestras e mais uma mesa-redonda, ao vivo, com os expositores. As palestras foram exibidas pelo Canal Youtube do Templo Espírita Vicente de Paulo e a mesa-redonda pela TV Ibbis.

Começou na sexta-feira, dia 25, com a abertura feita pela querida confreira Zenaide Maria Branquinho Pintor, em nome do presidente do Vicente de Paulo, nosso Decano Felipe Salomão, infelizmente impossibilitado de participar por conta de uma licença médica. Na sequência realizou a primeira palestra o caro escritor e conferencista Jorge Damas Martins, sobre o tema "Jesus - O Alfa e o Ômega", encantando a todos pela abragência e profundidade do estudo realizado.

No sábado, ao longo do dia, seguiram-se as três outras palestas do encontro. A primeira delas, logo cedo, coube ao nosso prezado Rodrigo Crispim, do Instituto Ibbis, que iluminou a manhã com uma abordagem admirável pela originalidade e riqueza de detalhes o tema "Jesus e o Tabor - O Esplendor do Espírito".

Depois, coube ao representante de nossa CASA, Júlio Damasceno, dar contuidade à progração estudando com todos variados aspectos relativos à "Missão dos Espíritas no Brasil".

Finalmente, já na tarde de sábado, o apreciado Dr. Maurício Crispim, fundador do Instituto Ibbis, encerrou com chave de ouro o temário do encontro, destacando o tema "Milagres do Cristo - Na dimensão do Espírito".

A mesa-redonda, transmitida ao vivo pela TV Ibbis, foi a cereja do bolo, a oportunidade que todos tivemos para, apesar das distâncias, trocarmos ideias e confraternizarmos e somarmos forças em meio a estes tempos turbulentos que estamos vivendo. Saímos todos com sensação de paz e alegria. Gratos aos responsáveis por mais essa edição dos Congressos Roustaing - Felipe, Ruy e Zenaide, certamente entre muitos outros - que Deus os abençoe sempre por mais essa contribuição à Causa do Bem!

O XVIII Congresso Jean Baptiste Roustaing será realizado em Brasília, pelo Instituto Ibbis, nos dias 14 e 15 de Outubro de 2022! Confiram já o vídeo com as primeiras informações e... até lá!

ESPIRITISMO CRISTÃO

NÃO EXISTE "ACASO" ... NEM "MILAGRE" ... NEM NADA "SOBRENATURAL"

Universo FractalDeus, só e único princípio universal, só e única potência criadora, na imensidade, no infinito, é imutável e eterno. Ele tudo previu, tudo quis e tudo regulou desde toda a eternidade. Assim, tudo emana da sua vontade e nada se realiza sem a sua permissão. Não há "acaso", nem "milagre".

As palavras humanas “acaso" e "milagre" não têm, para Deus, sentido. Deveis considerá-las apenas como exprimindo a ignorância dos homens quanto às verdadeiras causas dos fenômenos e dos fatos, devidos sempre a uma aplicação das leis universais, naturais e imutáveis, à ação dessas leis ou à apropriação delas aos diversos planetas, sob a ação espírita.

As palavras humanas "possível" e "impossível" são igualmente, como estoutras "espaço", "tempo" e "duração", desprovidas, para Deus, de significação. Só têm sentido para as criaturas na vida e harmonia universais, por causa e em conseqüência da ignorância e da incapacidade dos Espíritos encarnados, ignorância e incapacidade resultantes da carência, neles, de elevação moral e intelectual, de conhecimento científico das leis universais, dos poderes do Espírito, da ação e dos efeitos espíritas nos limites dessas leis e sob a vigência delas.

Nada há contingente, nem facultativo sob a ação espírita com relação ao que é físico. Os efeitos são todos os mesmos e se sucedem regularmente. Tudo é imutável na natureza. Apenas nem tudo está ao vosso alcance. Se à vossa inteligência, como à vossa vista, causam espanto muitos dos efeitos que uma e outra percebem, é simplesmente por lhes serem novos esses efeitos. Todos eles, porém, estão na ordem da natureza. Vós é que não vos achais ainda em estado de os apreender.

Somente o que é moral e intelectual é contingente e facultativo sob a ação espírita e por ato do livre arbítrio dos encarnados, mas sempre nos limites das provações por que devam passar, a título de expiação. O Espírito, porém, encarnado ou errante, nada pode fazer nem produzir senão pela simples aplicação das leis universais, naturais e imutáveis, ou pela apropriação delas ao meio onde os efeitos se operam. Unicamente nos limites e sob a ação de tais leis é que, entre vós e em conseqüência da vossa ignorância, tomam o nome de "milagres" as suas aparentes derrogações, que, entretanto, não passam de aplicações, desconhecidas para os homens, das mesmas leis, de efeitos dessas aplicações, apropriadas as leis ao vosso planeta.

Não há nada "sobrenatural". Tudo emana, por toda a parte e sempre, da vontade imutável de Deus, conforme às leis universais, naturais e inalteráveis por ele estabelecidas desde toda a eternidade e que desse modo participam da sua essência mesma.

(Continua na próxima edição - Transcrito e adaptado de "Os Quatro Evangelhos", de Jean Baptiste Roustaing, psicografia de Émilie Collignon, Tomo I, item 24)

"ESTUDOS FILOSÓFICOS" DE BEZERRA DE MENEZES:
A MAIOR E MELHOR COLEÇÃO DE ARTIGOS ESPÍRITAS
EM LÍNGUA PORTUGUESA TEM NOVA EDIÇÃO

Conforme anunciado, em paralelo à celebração dos 60 anos de nossa Casa, lançamos o 3o. volume dessa incrível série de artigos, que tanto dignifica e abrilhanta a produção autoral espírita brasileira, de todos os tempos! Já está lá em nossa Biblioteca Virtual, disponível para download livre e gratuito. Basta acessar o link e baixar o arquivo, sem custo algum. Publicamos neste espaço, sempre aos domingos, um artigo dessa coleção, que segue abaixo.

ESTUDOS FILOSÓFICOS - O PAIZ, 12.03.1894

Capa do 3o. volume da Série Estudos Filosóficos, Ed. CRBBMEm nosso passado artigo, dissemos sobre o profundo conceito de Etiphas Levi e, conquanto o assunto desse matéria para um livro, limitar-nos-emos ao que dissemos, porque este nosso trabalho é como o das abelhas, que nem tiram todo o suco das flores, nem deixam de correr todas as flores que descobrem.

Provera Deus que tivéssemos tempo e saber para perlustrarmos todas as questões da cosmogonia espírita, para extraírmos um pouco do perfume de todas as flores desta ciência insondável, que tanto mais se aprofunda, quanto mais a aprofundamos.

Quer consideremos como efeito, o Espiritismo como filosofia em ciência, ou como revelação religiosa, ele se desdobra de modo que tem sempre reservada luz mais e mais clara para as inteligências que mais e mais têm progredido, adiquirindo maior capacidade de suportá-la.

Foi em virtude desta lei, que preside à marcha da humanidade (a evolução espiritual) que Jesus disse o que se lê no Evangelho de S. João: “muitas outras verdades tinha a vos ensinar, mas não o faço, porque não é oportuno, porque nas as podereis suportar”.

E é, por ela, que no campo da ciência novas e mais importantes leis vão sendo dadas ao conhecimento dos homens, à medida que eles vão subindo na escala do progresso, que vão adquirindo a capacidade de suportar a luz mais intensa.

Tudo é progressivo e relativo na criação.

Deixaremos, pois, aquela tese de Levi apenas desflorada, para corrermos a outras que estejam no círculo da capacidade de nosso tempo e, especialmente, no da nossa capacidade pessoal.

Por hoje e, como complemento do estudo feito no passado artigo, diremos sobre as ideias emitidas pelo ilustrado e corajoso autor dos “Bilhetes Postais” de 29 de dezembro.

Acredita este distinto escritor que o sonho, de que fala Etiphas, deve ser a recapitulação da vida, que “antes de penetrr o país sereno da paz, a alma tem saudades do mundo e dos que nele ficaram”.

Assim, pergunta: “não será o sonho uma visão do passado?”

E, sobre estes alicerces, arquiteta seu edifício, relativo à vida d’além-túmulo, para a qual imagina um prêmio e um castigo.

O prêmio é o esquecimento da vida, da Terra e dos entes amados que ali ficaram; o castigo é a ausência daquele prêmio, é, para as almas impuras, verem o mundo e tudo o que nele lhes foi de interesse, continuando o sonho e sofrendo dolorosamente, até que a piedade divina lhes toque, apagando da memória a lembrança dos bens amados e cicatrizando com o bálsamo do olvido a chaga dolorosíssima da saudade.

Longas, largas e profundas dissertações requerem estas poucas palavras do articulista, tão importantes são os conceitos que levantam.

Embora perfunctoriamente, segundo a índole de nosso trabalho, analisaremos todos estes conceitos na ordem em que se acham expostos.

Já expusemos o que acontece ao Espírito após seu último sono, antes de entrar na posse de si mesmo - de ter consciência de seu estado.

É o sonho de Etiphas Levi, que se designa pelo nome de - perturbação - fenômeno característico da passagem desta para a vida espiritual, o qual varia de intensidade e duração, conforme o grande progresso do Espírito, que se traduz por suas boas ou más obras na vida corpórea.

Sendo assim, como no-lo explicam os Espíritos superiores, não procedem os juízos do autor dos “Bilhetes Postais”, que considera o sonho ou perturbação como uma “visão do passado”.

Não; o Espírito em perturbação, não vê o seu passado, não conhece o seu presente, não pensa no seu futuro, não tem consciência de si, nem do seu estado, vive como n’um sonho ou n’um pesadelo.

Desde, porém, que sai daquele estado, sim; tem perfeito conhecimento do passado e vê as pessoas que lhe foram caras; mas isto acontece a todos, quer sejam bons, quer sejam maus.

Não há esquecimento; e muito pelo contrário, todos, todos se acercam dos habitantes da Terra: os bons, no empenho de fazê-los tomar o caminho da verdade e do bem; os maus, no de afastá-los desse caminho.

E, se os maus têm aquele empenho por vingança, por ódio e por satisfazerem seus maus instintos, os bons, mais e muito mais a têm, por satisfazerem seus nobres e santos sentimentos.

Assim, pois, não há esquecimento depois da morte senão pelo tempo da perturbação, e este é antes uma pena do que um prêmio.

Se fosse um prêmio dado aos puros Espiritos, estes não viriam jamais à Terra; fato que é invaliado pelas mais irrecusáveis provas experimentais.

Os mais altos Espíritos correm pressurosos em auxílio dos que sofrem na Terra e intercedem por eles, junto ao Pai de Misericórdia.

Nos trabalhos que temos fgeito à procura da verdade, essa presença e proteção têm sido patentes, de modo a não deixar lugar à dúvida.

Mas isto não poderia ter lugar, se fosse verdadeira a teoria do ilustrado escritor de “O Paiz”, logo, ainda uma vez diremos, o esquecimento não é prêmio - não existe na vida de além-túmulo, senão durante o período de perturbação, enquanto o Espírito não entra na posse de si mesmo.

Também os maus não o têm senão durante aquele período, pois que dentre os chamados nevróticos e loucos, três quartas partes são obsedados - e a obsessão é obra de perseguição dos maus Espíritos, que saciam seus ódios e vinganças, ou fazem o mal por simples gosto de fazê-lo, desde que encontram oportunidades - a fraqueza e os maus sentimentos de seus irmãos na Terra.

Há sempre algum fundo de verdade na teoria que analisamos, com os estudos práticos que temos feito sobre o assunto.

Os bons realmente esquecem não as coisas da vida e os entes que amaram, mas as fraquezas e os maus instintos de seus irmãos na Terra.

Os maus “sofrem dolorosamente, até que a piedade divina lhes dê o esquecimento, não da Terra e dos seus habitantes, mas de suas própria satânicas disposições”.

Max.

(Da União Espírita)

* Reproduzido conforme texto original. Confira na “Seção Livre” do Jornal “O Paiz”, edição de 12.03.1894.