Retrato de Bezerra de Menezes

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e Benefícios
Bezerra de Menezes

Fé inabalável só o é a que pode encarar frente a frente a razão, em todas as épocas da humanidade. - Allan Kardec

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Aviso: Seguiremos com a interrupção de nossas atividades presenciais até 31 de janeiro. Agradecemos a compreensão. A direção.

CRBBM SEGUE COM SUAS ATIVIDADES
ATRAVÉS DE REUNIÕES VIRTUAIS

Com as atividades presenciais interrompidas desde março último, devido aos cuidados necessários para profilaxia da atual pandemia, decidimos experimentar o uso da plataforma ZOOM para poder dar prosseguimento, ainda que parcialmente, aos nossos estudos e preces em conjunto, promovendo então, a partir dessa semana, as nossas reuniões virtuais. Estão todos convidados, vejam por favor abaixo as instruções necessárias:



RECOMENDAÇÕES GERAIS PARA PARTICIPAÇÃO EM NOSSAS REUNIÕES VIRTUAIS:

ANTES DA REUNIÃO

Ilustração sobre reuniões virtuais

DURANTE A REUNIÃO

AVISO LEGAL

O conteúdo digital das reuniões pertence exclusivamente a CRBBM, e portanto, qualquer divulgação deste material ou partes contidas nele, necessita de prévia autorização da direção, sujeitando o infrator às penas da lei.

CRBBM LANÇA NOVO VOLUME DA COLEÇÃO "ESTUDOS FILOSÓFICOS"

Capa do 2o. volume da coleção Estudos Filosóficos - Ed. CRBBMFoi um ano de intenso trabalho, dos mais valiosos frutos. Desde 11 de abril de 2020, ao celebrar os 120 anos da desencarnação do Patrono de nossa CASA, Bezerra de Menezes, começamos a recuperar a sua memorável e valiosa coleção de artigos, publicada originalmente em grandes jornais brasileiros do século XIX, nomeadamente "O Paiz", "Gazeta de Notícias", "Jornal do Brasil" e "Gazeta da Tarde", diretamente de seus originais, felizmente preservados pela Hemeroteca Digital de nossa Biblioteca Nacional.

A 29 de agosto do ano passado trouxemos a público o primeiro fruto desse esforço - um primeiro volume, com 110 dos referidos artigos (a coleção completa terá em torno de 500). Hoje cedo, em sessão virtual, através da plataforma Zoom, apresentamos o segundo volume, com mais 110 artigos, e anunciamos a publicação do terceiro, que está em fase final de produção, para 03 de junho deste ano, celebrando o 60o. aniversário de nossa CASA.

A melhor das novidades, porém, ficou para o final, como sempre costuma ser... As edições atualmente disponíveis dos artigos de Dr. Bezerra - a da Edicel, organizada por Freitas Nobre, de 1977; e mais recentemente a da FAE, de 2001 - só trazem 316 dos célebres artigos. Há, portanto, um volume considerável que nunca teve publicação depois de sua edição nos jornais da época. Ora, com esse trabalho temos agora acesso a todos eles, inclusive a estes últimos, "esquecidos" no tempo, digamos assim. Eles eram normalmente publicados aos domingos. Pois bem, decidimos publicar no site de nossa CASA, também aos domingos - a partir de hoje - essa parte "esquecida", de tal forma que tenhamos a oportunidade de viver, juntos, a alegria de ter todos os domingos um artigo "inédito" de Dr. Bezerra para ler! Que tal? O primeiro já segue abaixo. Foi publicado a 30 de maio de 1892 e não consta em nenhuma dessas edições mais recentes (No 3o. volume da Ed FAE, ele deveria estar entre os capítulos 28 e 29). Boa leitura a todos, portanto, e até domingo que vem!

ESTUDOS FILOSÓFICOS - O PAIZ, 30.05.1892

Bezerra de Menezes“O corpo, invólucro da alma, que faz aí sua habitação, é uma coisa finita, mas a alma, que aí habita, é invisível, imponderável e eterna” (Bhagavad-Gita).

Se o materialista, em vez de aplicar suas potências intelectuais às coisas que o cercam, aplicasse-as às que lhe são subjetivas, jamais poderia duvidar da existência do princípio eterno, invisível e imponderável, de que falou Krishna, o messias do Bramanismo, naquele trecho que aí deixamos transcrito.

O homem manifesta clara e indubitavelmente duas ordens de fenômenos inteiramente diferentes, até serem opostos: os da ordem moral e os da ordem material.

Ele pensa - reflete - compreende - imagina - raciocina - recorda - e quer. Ele sente dores - tem apetite - tem olfato - digere - respira - aprecia a dureza, a aspereza, a temperatura dos corpos.

Se é verdade que todo ele é matéria, todas estas funções são materiais.

Já aqui surge uma invencível dificuldade: saber como o mesmo organismo material produz o pensamento e a bílis ou o suor ou a urina, coisas de caráter diversíssimo.

Admita-se porém, que o pensamento é uma secreção da matéria, como é a bílis - e continuemos a raciocinar.

Se todos esses fenômenos tão dissimilares são produtos da matéria, que constitui o homem, morto este, todos cessarão.

Parece, com efeito, que ninguém se lembrou ainda de levantar dúvida sobre a continuação deles no estado cadavérico do ser humano.

Parece que todo o mundo está acorde sobre este ponto: morto o homem, cessam todos os fenômenos que ele manifestou em vida.

E os materialistas explicam o fato pela extinção do fluido vital.

A matéria vivificada é que os produz; logo a matéria morta não pode mais produzí-los, como a árvore viva dá flor e fruto, que a árvore seca ou morta não dá mais.

Independente, pois, da dupla e oposta ordem de fenômenos que manifesta o ser humano, durante a vida corpórea - independente do princípio ultra racional: de que efeitos de naturezas opostas revelam causas também opostas, a afirmação materialista fica de pé, até à morte, visto que a oposta não pode ser submetida à prova experimental.

Não apreciamos no homem senão seu corpo - e vemos acabarem com o corpo todas as suas funções; logo todas as funções humanas estão filiadas ao corpo.

Se há no homem um elemento estranho ao corpo - se parte daqueles fenômenos são devidos a funções desse elemento, temos, em primeiro lugar, que tal elemento não é visível e palpável como o corpo - e, portanto, que não passa de uma hipótese; temos, em segundo lugar, que tanto essa hipótese é falsa, que, morto o corpo, cessam todas as funções humanas, deixam de manifestar-se todos os fenômenos resultantes daquelas funções.

São insubsistentes estes argumentos, como é o de ser o pensamento, imaterial, uma secreção do cérebro material, que o próprio Buckner repele.

Em primeiro lugar, por não ser visível e palpável o elemento espiritual do homem, não é razão para não se aceitá-lo, visto como o calórico é invisível e impalpável, e nem por isso pode ser negado.

Em segundo lugar, não prova a falsidade da hipótese: de existir no homem um elemento incorpóreo, o fato de cessarem as funções e desaparecerem os fenômenos humanos pela morte do corpo, porquanto, sendo a morte a separação dos dois elementos, tanto é explicável aquela cessação pela perda da vitalidade do corpo como pela retirada do Espírito.

O homem, composto do corpo e alma, desaparece com a separação dos dois elementos - e, pois, desaparecem com ele as funções e fenômenos, que dependiam da união, que dava a vida.

Sempre hipóteses, bradam os materialistas - sempre hipóteses que provam a possibilidade, mas nem uma prova da realidade do vosso Espírito, como nós damos da realidade da nossa matéria.

Seja feita a vontade dos nossos adversários. Vamos dar-lhes a prova que tanto pedem. E é o Espiritismo quem no-la fornece inconcussa.

Sois português, francês ou inglês - e evocais o Espírito de vosso pai, que nunca veio ao Brasil - e o evocais por um médium que nunca saiu do Brasil.

Fala o médium - e diz-se o Espírito de vosso pai - e, para provar-vos sua identidade, refere fatos de sua vida, de que não vos lembrareis - e refere factos, que se deram depois de vossa partida, de que não tivestes ciência, mas que verificais serem verdadeiros. Pergunta-se: pode haver dúvida de que vosso pai sobrevive à morte de seu corpo?

Ainda mais: apresentando-se-lhe com a inteligência - com a razão - com a consciência de si - com a memória - com todos os fenômenos da ordem moral, que se revelam no homem, mas sem nenhum dos fenômenos da ordem material, pode haver dúvida de que estes eram ligados ao corpo e desapareceram com ele - e de que aqueles eram ligados ao Espírito e acompanham-no na vida espiritual?

Hoje não é mais permitido atribuir os fenômenos morais e materiais do homem ao mesmo elemento humano, porque têm-se a prova material: de ser o homem um Espírito, que vem temporariamente habitar n’um corpo material.

E perguntamos: não fica assim tão racionalmente explicada a manifestação de fenômenos opostos no homem - a produção do pensamento, imaterial e da bílis, material?

Hoje, não é mais lícito, senão aos que não querem ver a luz, duvidar da essência espiritual do homem.

Hoje temos provada, pela prova experimental dos positivistas, a existência do Espírito.

Hoje o Espírito é tão visível como a matéria.

Max.

(Da União Espírita do Brasil)

* Reproduzido conforme texto original. Confira na “Seção Livre” do Jornal “O Paiz”, edição de 30-05-1892.Para baixar gratuitamente os dois primeiros volumes desta abençoada coleção de artigos visite nosso Museu Virtual Bezerra de Menenezes.

ESPIRITISMO CRISTÃO

ANUNCIAÇÃO (LUCAS: Cap. I, v. 26-38) - CONTINUAÇÃO

Quadro sobre a transfiguração de Jesus, de Carl BlochQue os que têm ouvidos de ouvir ouçam, que os que negam procurem compreender. Jesus, Espírito perfeito, que nunca faliu, pertencente ao pequeno número daqueles que trabalharam afanosamente por progredir sem se desviarem do caminho reto que seus guias lhes mostraram e que assim atingiram a perfeição; Jesus, cuja perfeição se perde na noite das eternidades, protetor e governador do planeta onde cresceis e passais pelas vossas provas, tendo presidido à sua formação, desceu à terra para vos dar um exemplo de amor, de caridade, de devotamento.

Mas, não o esqueçais: todo aquele que reveste a carne e sofre, como vós, a encarnação material humana é falível. Jesus era demasiadamente puro para vestir a libré do culpado. Sua natureza espiritual era incompatível com a encarnação material, tal como a sofreis. Sua encarnação foi qual vos temos anunciado. Ele não esperou, sepultado no seio de uma mulher, a hora do nascimento. Tudo, conforme vo-lo explicaremos, como obra do Espírito Santo, isto é, dos Espíritos do Senhor, foi aparência, imagem, no “nascimento" do Mestre, na "gravidez” e no parto de Maria.

O aparecimento de Jesus na terra foi uma aparição espírita tangível. O Espírito tomou - segundo as leis naturais que vos acabamos de explicar - todas as aparências do corpo. O perispírito que o envolvia foi feito mais tangível, de maneira a produzir a ilusão, na medida do que o reclamavam as necessidades. Mas, Jesus, Espírito puro entre os mais puros de quantos trabalham pelo progresso do vosso planeta e da sua humanidade e pela realização dos seus destinos, era sempre Espírito. Notai que, contrariamente a todas as leis a que se acha submetido o Espírito encarnado, ele tinha consciência exata da sua origem e a certeza do seu futuro. Isto por si só, espíritas, devia e deve fazer-vos compreender que seu Espírito não fora submetido às leis da encarnação, tal como a suportais.

Ele não estava sujeito a nenhuma das necessidades da existência material humana. Só na aparência, exteriormente, para exemplo, as experimentava, conforme vos explicaremos quando chegar o momento de falarmos da figura emblemática do Jejum e da Transfiguração. Conforme também vos explicaremos então, a natureza do corpo que Jesus tomou não foi mais do que um espécime precoce do organismo humano, tal como será daqui a muitos séculos, em certos centros do vosso planeta, e tal como é em planetas mais elevados; mas, sem a ação da vontade para decompor ou reconstituir o perispírito tangível ou corpo de natureza perispirítica. Esse poder só o tem o Espírito Puro. Deixai que os materialistas envolvam o Mestre numa veste de carne igual à vossa. Por mais que façam, não conseguirão nunca igualá-lo, nesta desgraçada era. Deixai que os deístas recusem a divindade a Jesus. Eles se aproximam de vós outros, espíritas.

Sim, é tempo de ser arvorado o estandarte da verdade e da fé simples, raciocinada e racional. Sim, Deus é a única potência criadora que reina sobre todos os universos. Deus é o único princípio universal, mas não divisível, que cria, mas não pela divisibilidade de sua essência. Deus é UNO. Jesus, a quem podeis e deveis chamar seu filho bem-amado, de quem podeis e deveis dizer: nosso divino modelo, divino por ser o órgão do Senhor todo poderoso e estar em relação direta com ele; Jesus é a maior essência depois de Deus, porém não é a única essência espiritual desse grau. Cada planeta tem o seu Espírito fundador, protetor e governador, infalível, por se achar constantemente em relação direta com Deus, recebendo diretamente a inspiração divina, e que nunca faliu. Explicar-vos-emos mais tarde o sentido e o alcance destas últimas palavras.

Nenhum de vós, nenhum de nós, que vos dirigimos na vossa marcha, pode dizer que jamais faliu; mas todos podemos alimentar a esperança de participar da pureza de Jesus, da sua felicidade, pela nossa perseverança na prática do bem e no estudo constante das verdades eternas. Nosso pai é justo e bom. Todos somos filhos pródigos; voltemos à casa paterna. Apressemo-nos, apressemo-nos, irmãos bem-amados. O divino modelo reacende o facho, cuja luz os vapores deletérios do vosso globo tinham ensombrado. Ele arde com mais vivo brilho. Fixai nele os olhos; acelerai o passo, que se faz tarde. Vosso pai está no limiar, esperando-vos de braços abertos.

Mateus, Marcos, Lucas e João, Assistidos pelos Apóstolos.

(Continua na próxima edição - Transcrito e adaptado de "Os Quatro Evangelhos", de Jean Baptiste Roustaing, psicografia de Émilie Collignon, Tomo I, item 14)

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PREPARAI-VOS PARA O MUNDO MELHOR

Planeta Terra entre duas mãos protetorasA Terra está se modificando e os que nela vivem precisam acompanhar suas modificações, melhorando-se, a fim de não sofrerem a necessidade de reencarnarem após a presente vida em mundos inferiores.

Portanto, se sois ainda apegados aos prazeres materiais, é hora de considerá-los fugazes e de entender que nada acrescentam à vossa bagagem espiritual.

Se os erros dos vossos irmãos vos irritam, tirando-vos a tranquilidade e gerando a intolerância, é preciso que vos lembreis de que todos nós evoluímos, mas muitos se encontram na retaguarda, dependendo do nosso exemplo para crescerem.

Se as doenças vos afligem, recebei-as como o cadinho purificador que vos prepara para vibrações mais refinadas.

Se a compreensão dos vossos companheiros não acompanha os vossos atos de amor, que são por eles ridicularizados, segui em frente, rogando ao Pai pelas suas vidas.

Usai todas as horas de lazer para os estudos que vos farão entender melhor os desÍgnos de Deus e a Sua Justiça.

Fazei o bem sem discriminação de raça ou religião, servindo sempre como Jesus nos ensinou.

Urge, pois, que a vossa renovaçao com Jesus se processe para preparar-vos para o mundo melhor que já está acontecendo.

Ignácio Bittencourt

(Mensagem recebida pela médium Adde Aguiar de Almeida, em 27.06.1984, e publicada originalmente em "O Cristão Espírita", ed. 80 - setembro / dezembro de 1986)