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Bezerra de Menezes

Fé inabalável só o é a que pode encarar frente a frente a razão, em todas as épocas da humanidade. - Allan Kardec

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Aviso: Seguiremos com a interrupção de nossas atividades presenciais até 31 de janeiro. Agradecemos a compreensão. A direção.

CRBBM SEGUE COM SUAS ATIVIDADES
ATRAVÉS DE REUNIÕES VIRTUAIS

Com as atividades presenciais interrompidas desde março último, devido aos cuidados necessários para profilaxia da atual pandemia, decidimos experimentar o uso da plataforma ZOOM para poder dar prosseguimento, ainda que parcialmente, aos nossos estudos e preces em conjunto, promovendo então, a partir dessa semana, as nossas reuniões virtuais. Estão todos convidados, vejam por favor abaixo as instruções necessárias:



RECOMENDAÇÕES GERAIS PARA PARTICIPAÇÃO EM NOSSAS REUNIÕES VIRTUAIS:

ANTES DA REUNIÃO

Ilustração sobre reuniões virtuais

DURANTE A REUNIÃO

AVISO LEGAL

O conteúdo digital das reuniões pertence exclusivamente a CRBBM, e portanto, qualquer divulgação deste material ou partes contidas nele, necessita de prévia autorização da direção, sujeitando o infrator às penas da lei.

TESE DO ANO 2021:
"A VIDA, NO ANO QUE PASSOU NOS IMPÔS:
É TEMPO DE DAR UM TEMPO A UM NOVO TEMPO".

Cartaz Tese do Ano Crbbm 2021"Assim será no dia em que o filho do homem aparecer: Nesse dia, aquele que se achar no eirado e tiver dentro de casa seus haveres não desça para os tirar de lá e do mesmo modo não volte atrás aquele que estiver no campo.”(Lucas Cap. XVII vv.30-31)

Condenados a calceta em inúmeras reencarnações, permanecemos atrofiados aos imperativos do mundo, mesmo após termos sido razoavelmente esclarecidos pelos tesouros da fé raciocinada no espiritismo cristão.

São muitos séculos de avisos quanto ao porvir de uma nova era, onde não faltaram recomendações da espiritualidade e sacudidelas da lei que nos rege a vida. Porém, insistimos nas ilusões distraídos pelos desejos, apegados ao ganho imediato, assustados com as carências, fugindo do que julgamos sacrifício ou apavorados com a dor, nos entregando, enfim, às ambições da posse descomedida.

O "Bom Senso”, como característica primordial da codificação espírita, sempre expressado nas orientações da Espiritualidade atuante, constantemente afirma que o processo da transformação planetária é gradativo, já foi iniciado há dezenas de décadas e levará, ainda, algumas outras décadas para efetivar-se como o despertar do reino de Deus no interior de nosso ser.

A tônica da lei da evolução é o passo a passo e, mesmo com os tropeços nada casuais, que somam-se ao crescimento constante e gradativo do espírito humano, a caminhada não cessa.

Assim, o progresso tecnológico dos últimos tempos, colocou-nos numa correnteza que impulsiona vertiginosamente os acontecimentos, acelerando ao máximo as etapas da produção material.

Logo verifica-se o quanto a vida moderna nos afastou da feliz tranquilidade almejada para o nosso dia a dia, pois, para a grande maioria, o tempo para reflexões mais profundas que levam à meditação de bens espirituais, tornou-se escasso ou inexistente.

A providência divina, como sempre oportuna, age no momento certo, o que para nós humanos, tanto ainda nos surpreende.

Nada de bombas devastadoras ou de cataclismas aterradores. Simplesmente, um diminuto e invisível vírus passa a dominar as condições da vida em todo o planeta, alterando rotinas aparentemente inalteráveis, sacudindo a humanidade inteira e obrigando-a a travar o alucinante vício do corre corre da vida.

A reclusão imposta pela pandemia começa a acordar o nosso espírito para realidades de valores mais amplos e permanentes, tais como os sensíveis versos trazidos pela inspirada oração de Francisco de Assis, um verdadeiro tratado sobre a necessária e intransferível comunicação entre os humanos, que começa por:

"Senhor, fazei de mim um instrumento de vossa paz;" …( E que culmina no) "Onde houver trevas, que eu leve a luz. / Ó Mestre, fazei com que eu procure mais consolar, que ser consolado;/ Compreender, que ser compreendido; / Amar, que ser amado; / Pois é dando que se recebe;/ É perdoando, que se é perdoado;/ E é morrendo que se vive para a vida eterna.”

Que possamos ser, no tempo do Pai Maior, os instrumentos da Sua paz, como trabalhadores de amar e servir.

É, portanto, inadiável dar um tempo para o novo tempo. Afastados na presença, mas conectados por sentimentos de real valor.

Cabe agora, a cada um de nós, decidir se segue o novo fluxo transformador ou se vai permanecer nadando contra a correnteza.

FÉ INABALÁVEL

Aos 4os. Sábados temos uma reunião apenas de médiuns, em nossa CASA, onde são sempre feitos estudos com temas ao redor do Evangelho. O estudo de janeiro, o primeiro do ano, foi tão feliz, tão oportuno, que decidimos aqui transcrevê-lo, julgando que será útil também a todos os que o conhecerem, neste momento de tão acerbas dificuldades coletivas, que desafiam a cada minuto a fortaleza de nossa fé. Esperamos que igualmente apreciem, e Deus abençoe à irmã que nos trouxe esses conselhos, que tão fundo falaram aos nossos corações.

***

Mãos estendidas a um céu iluminado pela luz do solGraças a Deus. Queridos irmãos,

Abriremos os estudos desse ano falando sobre A fé religiosa. Condição da fé inabalável – Cap. XIX -A fé transporta montanhas – itens 6 e 7 do Evangelho Segundo o Espiritismo.

O item 6 do evangelho fala sobre a fé raciocinada e a fé cega. A fé cega nada examina, e aceita sem controle, tanto o verdadeiro como o falso e a cada passo se choca com a evidência e com a razão. Em excesso, produz o fanatismo. A fé cega é frágil, ela produz hoje o maior número de incrédulos, porque ela pretende impor-se, exigindo a abdicação de uma das mais preciosas prerrogativas do homem: o raciocínio e o livrearbítrio. Somente a fé que se baseia na verdade é duradoura e tenhamos em mente que “o que é verdadeiro na obscuridade também o é à luz do dia”.

No item 7 o evangelho nos esclarece que a fé não se prescreve e que ela não pode ser imposta. Ela se adquire e ninguém está impedido de possuí-la, mesmo entre os mais refratários. A fé não procura ninguém, nós é que devemos buscá-la e, se a buscarmos sinceramente, não deixaremos de encontrá-la. E eis uma reflexão, será que estamos buscando com sinceridade a fé ou estamos muito apegados a nossa materialidade e a seus prazeres que estamos deixando a fé de lado?

O evangelho nos diz que as razões pelas quais as pessoas querem crer mas não conseguem são porque falam com os lábios mas não com o coração, e porque se recusam a ver as provas que se multiplicam a sua volta. Mas por que fazem isso? E o evangelho esclarece “Da parte de uns há descaso; da parte de outros, há o temor de serem forçados a mudar de hábitos; da parte da maioria, há o orgulho que se nega a reconhecer a existência de uma força superior, porque teria de curvar-se diante dela.” Em quais desses casos nos encaixamos? Descaso? Temor de termos que mudar nossos hábitos? Orgulho? Ou todas as opções anteriores? Se pararmos para pensar um pouco percebemos o quanto ainda somos egoístas pela forma como suplicamos a Deus que seja feita a nossa vontade e não a Dele. Basta que um de nossos amados esteja em uma situação difícil para que roguemos que se solucione a questão da maneira pela qual nós achamos melhor. Não ainda não sabemos nem orar...que seja feita a TUA vontade Pai, e não a minha, porque somente Tu, sabes o que é melhor para todas essa Humanidade cega e orgulhosa.

Há pessoas que desenvolvem a fé com facilidade, o evangelho nos diz que “é sinal evidente de progresso anterior”. Por outro lado, há pessoas que apresentam dificuldade para desenvolver a fé, o que demonstra um “sinal não menos evidente de naturezas retardatárias.” E em qual delas nos encaixamos? De verdade? Estamos adiantados ou atrasados? Mas por que essa diferença? E a explicação é:“As primeiras já creram e compreenderam; trazem ao renascerem, a intuição do que souberam; estão com a educação feita; as segundas têm que aprender tudo; estão com a educação por fazer. Ela se fará e, se não ficar concluída nesta existência, ficará em outra”. Lei do progresso, imutável. Mas quantas reencarnações ainda serão necessárias para despertarmos realmente? Há quantas existências estamos postergando nossa evolução espiritual priorizando as coisas materiais e a satisfação dos nossos egos imediatistas e insaciáveis, doentes que somos da alma, essas almas imperfeitas presas nos grilhões do orgulho e egoísmo. Até quando, irmãos?

Não podemos jamais esquecer que “a fé necessita de uma base, e essa base é a perfeita compreensão daquilo em que se deve crer. Fé inabalável é somente a que pode encarar a razão face a face, em todas as épocas da Humanidade”.

Ok, já temos a explicação da fé cega e da sua fragilidade, da fé raciocinada que é o alicerce da fé inabalável. E como podemos nos aprimorar? Sigamos um roteiro presente nos QUATRO EVANGELHOS DE ROUSTAING – TOMO III – itens 196 a 198.

Que a vossa fé vos sustenteOrai e jejuai. Mas compreendei bem a força da prece, a ação do jejum. Prece não é a repetição de palavras mais ou menos harmoniosas, mais ou menos sonoras, mais ou menos humildes, ditas com os lábios para que subam ao Senhor.

Oh! Não será nas vossas bocas que ela encontrará o necessário ponto de apoio para subir a Deus. Só no fundo de vossos corações reside essa força de impulsão, pela ação da qual a prece espiritual, pensamento puro, surto de amor e de adoração, se evola de um só ímpeto para o trono do eterno. Que importam as palavras! Que importa mesmo o pensamento! O que é preciso é amor, é humildade, são os atos de vossa vida, os quais, reagindo sobre os vossos pensamentos, formem um todo perfeito, digno de aproximar-se da sede da perfeição.

A prece poderosa, a prece de Jesus são os atos da vidaJejuai, mas espiritualmente. Que importam ao Senhor os alimentos que concorrem para o sustento da vossa matéria! Que lhe importa o momento em que satisfaçais às vossas necessidades materiais! Em tais casos, é a lei orgânica que se executa; o Espírito nada de comum deve com ela ter. Jejuai pela abstenção de pensamentos culposos, inúteis, frívolos sequer. Jejuai pela sobriedade no satisfazerdes às vossas necessidades materiais. Jejuai pela vossa modéstia, pela regularidade de vossos costumes, pela austeridade de vosso proceder. Jejuai, sabendo impor-vos privações que não atentem contra o vosso organismo e que possam espalhar um bálsamo salutar sobre o organismo dos vossos irmãos. Jejuai, tirando do que julgais servos necessário, um pouco do que vos é supérfluo, para dá-lo ao irmão a quem falta o indispensável ao sustento do corpo: o pão, a roupa ou o teto. Eis aí, amigos, quais são o jejum e a prece que expelem o “demônio” da pior espécie, os “demônios” que vos tornam surdos, cegos, mudos, ...

A fé, alavanca poderosa, capaz, como nenhuma outra, de levantar o mundo, constitui o único meio de que podereis lançar mão para tal fim. [...]

A prece poderosa, a prece de Jesus são os atos da vida sempre praticados com o pensamento em Deus, sempre reportados a Deus; é um arroubo contínuo do pensamento, a todos os instantes, sejam quais forem as ocupações do momento; é uma aspiração incessantemente dirigida ao Criador, guiando a criatura na prática da verdade, da caridade e do amor, em bem do seu progresso intelectual e moral e do progresso de seus irmãos, aspiração que a liberta das condições humanas, fazendo reinar o Espírito sobre tudo que é matéria.

O roteiro de Roustaing é bastante claro mas por que razão ainda não conseguimos praticá-lo? Por que não oramos com o coração e jejuamos com ações caridosas? Por quê? Por que é tão difícil seguirmos as pegadas do Mestre? Ermance Dufaux vem nos esclarecer em seu livro Reforma Íntima sem martírio (capítulo 25 – Fé e singularidade.)

Autoconhecimento"É importante assinalar aos queridos amigos de ideal no corpo físico, muitos dos quais se encontram angustiados com sua infidelidade aos textos e roteiros do espiritismo-cristão, que ninguém em sã consciência, deixa de aplicar intencionalmente o que aprendeu e, se o faz, ainda assim há questões muito profundas na intimidade do ser que merecem uma análise madura e caridosa, antes de nomear essa atitude de hipocrisia ou má-fé. Resguardar-se nesse enfoque habitual, que destaca a origem de todos os nossos problemas e dores devido à falta de vivência evangélica, tem levado muitos corações ao simplismo, incentivando o esclarecimento superficial com cunho religiosista. Temos fundamentos bastante sensatos no Espiritismo para estabelecer pontes com todos os ramos da ciência e da filosofia, na dilatação de nosso olhar sobre essa indagação que poderão ampliar horizontes na construção da fé racional.[...]

A fé racional somente será lograda quando aprendermos a pensar a moral, a pensar sobre si mesmo, a debater sobre as vivências interiores com espírito de liberdade, distante da censura e das recriminações, com coragem para se distanciar de estereótipos. A chamada conscientização é uma conquista intransferível, individual, somente possível quando permitimos a nós mesmos analisar nossa singularidade com amor e ternura, sem punições e culpas. Não existe melhora íntima concreta sem trilharmos essa vivência emocional.[...]

A maior conquista da etapa hominal é a capacidade de raciocinar; no entanto, se essa habilidade não for utilizada para a aquisição gradativa da consciência de si mesmo, estagnaremos no patamar de colecionadores de certezas que nos foram transmitidas, esbanjando muita informação e carentes de transformação. A boa nova espírita tem de saltar da ilha da inteligência e integrar o reino do coração. É necessário abolir as fantasias do que deveríamos ser e nos aplicar a sentir o que somos de fato, laborar com nosso eu real.[...]

É tão penoso viver o Evangelho porque, em verdade, é penoso o contato com nosso eu real, para o qual toda mensagem de Jesus é dirigida. E para evitar esse contato, a mente capacitou-se a gerir ilusões em milênios de experimentações, sendo muitas delas um mecanismo de fuga e proteção para nos isentar do contato doloroso com a Verdade sobre nós mesmos.

[...]Lancemo-nos a essa intrigante questão sobre quais são os motivos pessoais de não vivermos o Evangelho e emergirá para a consciência todo um manancial de reflexões, com as quais haveremos de trabalhar em favor de nossa maturidade.[...]

A singularidade é fundamento determinante da forma e da intensidade com que nos apropriamos individualmente da vivência cristã. Nessa perspectiva incluem-se as razões pelas quais nem sempre fazemos aquilo que pregamos.[...]

Não se vive o Evangelho, entre outras infinitas questões, porque não se tem trabalhado ainda nos grupamentos humanos, inclusive os espíritas, um método que permita esse autoencontro em bases educativas para a alma em aprendizado. O autoconhecimento solicita orientação segura e objetivos nobres para não se desvirtuar em autoflagelação e dor, normas severas e reprimendas – mecanismos típicos do religiosismo que se destina a massificação, com total descrédito a exuberância dos valores individuais que deveriam florir em nossos caminhos.[...]

E eu retirei um trecho do livro Para sentir Deus (Wanderley Oliveira pelo espírito de Ermance Dufaux) -Cap.12 -Fé)

Mãos com caixa de presentes“A fé, talvez, seja o maior presente que Deus nos ofereceu na caminhada evolutiva, porque sem ela podemos chegar a ponto de negar a própria existência, e quem nega existir padece a dor da descrença no reino da alma.

E a descrença, considerada como a doença da ausência de sentido para viver, é, sem dúvida nenhuma, a prova mais dolorosa que pode enfrentar o Espírito que não quer vencer o seu egoísmo.

Só mesmo quando optamos pelo egoísmo cristalizado a fé debanda.

Quem ama, ilumina-se de fé. E quem crê envia fios de luz a Deus para com Ele manter uma sublime comunhão de paz, saúde e progresso incessantes.”

E falando em amor... o Livro Seara Mediúnica (cap. 40 – Aspectos da cura fluídica – o poder do Amor - pg. 354) nos esclarece que “O Amor Crístico irá contagiar a todos os que neles buscarem refrigério e as verdades eternas tornar-se-ão verdades incontestáveis, mesmo pelos doutos (eruditos) e prudentes, pois a ciência se encarregará de mostrar a presença de Deus em todas as coisas do Universo.”

E o que ficou para mim P... deste estudo é que eu preciso olhar para dentro de mim, sem censuras e ver o que realmente me impede de vivenciar o Evangelho em meu dia a dia.

Toda essa mudança em nossas rotinas devido a pandemia, o isolamento social me fez refletir sobre a importância da fé. E após ler esses textos, eu descobri que a fé é o que salva a minha vida.

Só a fé verdadeira faz com que sigamos em paz diante das tempestades que ocorrem ao nosso redor, pois conseguimos dissipar as trevas e vislumbrar a luz do auxílio que vem do Alto, apesar das vicissitudes do caminho. A fé faz com que eu, P..., controle a minha ansiedade e faz com que eu valorize a minha vida.

As provas pelas quais estamos passando fazem-se necessárias uma vez que muito pouco avançamos moralmente após mais de 2000 anos da vinda do Cristo. E o quanto eu P... caminhei nos meus 43 anos de vida? Creio que pelo fato de estar refletindo sobre isso eu me arrisco a dizer que estou engatinhando na minha evolução.

Essa pausa no tempo, parafraseando a tese desse ano, nos fez refletir sobre o que realmente é importante em nossas vidas. A família, o trabalho, o dinheiro? Nada disso tem valor se não tivermos paz em nosso interior, em nossos corações. Eu, P..., aprendi que nada disso tem valor se eu não tiver saúde física e emocional.

Temos que nos conscientizar que FORTE não é aquele que usa de força bruta, da agressividade e sim aquele que mais se conhece, conhecendo a fundo suas virtudes e fraquezas. “Conhece-te a ti mesmo.” Eu, P..., ainda tenho muito que me conhecer.

Estátua o vazio da almaO ritmo frenético de nossas vidas e a distração proporcionada pela tecnologia faz com que nos afastemos do nosso eu real. Quantos de nós paramos realmente para nos autoconhecermos? Para estudarmos a fundo os porquês das atitudes que temos a cada dia que ainda se encontram em desalinho com as leis de amor? Eu, P..., preciso seguir o conselho de nosso querido Ali Omar e fazer um cuidadoso exame de minhas ações diárias, o que ainda não faço. Preciso parar de desperdiçar tempo com futilidades tecnológicas que nada me acrescentam e buscar meu aprimoramento moral.

Precisamos parar de fugirmos de nós mesmos, de uma vez por todas e encararmos nossas sombras. Essas imperfeições precisam sair de nossos subconscientes e vir para o nível de nossas consciências para que possamos transformá-las, com caridade e amor. Para isso nós encarnamos, para desenvolvermos virtudes. E eu P..., tenho transformado minhas sombras em virtudes? Tenho transformado meu orgulho? Meu egoísmo? Minha vaidade? Minha gula? Minha preguiça? Minha inveja? Já adquiri paciência? Brandura? Tolerância? Perdão? O que eu estou esperando? A próxima encarnação? Até quando eu vou escolher o sofrimento ao invés do amor?

Precisamos deixar de ser cegos para nossas verdadeiras necessidades, precisamos deixar de ser surdos as intuições que nos auxiliam a caminhar, e precisamos deixar de ser mudos contra as injustiças e destruições que ocorrem ao nosso redor. E eu, P..., tenho feito isso?

Quantos de nós tiramos um tempo para fazermos essas reflexões em nosso dia a dia? Qual o bem que podíamos ter feito e não fizemos? Sorrimos? Demos um bom dia? Abraçamos nosso familiar? Perdoamos nossos desafetos?

Conheçamos a nós mesmos, tenhamos autocuidado, aprimoremos nossos espíritos e tenhamos autoamor. Precisamos amar a nós mesmos, primeiramente. Amar ao nosso próximo, em seguida para aí sim, amar a Deus. E eu, P..., tenho tido esse autocuidado? Tenho aprimorado meu espírito? Tenho tido auto amor?

O autoconhecimento é essencial para sabermos de que forma podemos ser úteis na obra de nosso Pai Maior. Não tenhamos dúvidas que o auxílio que proporcionarmos será um grão de areia em uma praia, mas se todos nós, juntos deixarmos de lado nosso orgulho e vaidade, e focarmos em nossas potencialidades para o amor e a caridade, fazendo brilhar a centelha divina que jaz no coração de cada um de nós, a transformação ocorrerá...gradativamente...do jeito que deve ser...de dentro para fora. Eu me transformo e o mundo se transforma.

Precisamos nos livrar, de uma vez por todas, do mal viver e aprender o que é primordial em nossas vidas: AMAR.

Que Jesus nos abençoe e ilumine. Graças a Deus

O EVANGELHO NO LAR

Mãos protegendo a famíliaO primeiro exemplar do boletim de nossa Casa - O Cristão Espírita - lançado em agosto de 1965, foi abençoado com uma mensagem de nosso Patrono, Bezerra de Menezes, recebida por Azamôr Serrão, exatamente com esse título, salientando a importância do culto do Evangelho em família para a solução de todos os problemas mais relevantes de nossas existências. Esse texto segue cada dia mais atual, de modo que decidimos transcrevê-lo, abaixo, acompanhado por uma série de vídeos, produzidos pelos nossos grupos da Evangelização da Família, onde explicam, com mais vagar e amplidão, os trabalhos aqui realizados, para atendimento dos pais, das crianças e dos jovens. Acreditamos que combinando o texto e esses vídeos, estaremos salientando a todos os pais, de dois modos diferentes e complementares, a importância de cultivar, em família, desde o mais cedo possível, as santas luzes do Evangelho, de tal modo a puder enfrentar com mais recursos de amor os grandes desafios do dia a dia, esses que se dão exatamente entre as quatro paredes do lar... Esperamos que apreciem ... e que aceitem o nosso convite de juntar-se a nós nesse grande movimento da EVANGELIZAÇÃO DA FAMÍLIA! Em tempo: Nossas atividades de Evangelização Infantil, os grupos de pais e a Mocidade seguem ATIVOS, MESMO COM O CONFINAMENTO, MESMO COM A PANDEMIA. Participem!

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"Jesus nos abençoe.

Trabalhemos pela Implantação do Evangelho no lar, quanto estiver ao alcance de nossas possibilidades.

A seara depende da sementeira. Se a gleba sofre o descuido de quem a lavra e prepara; se o arado jaz inerte e o cultivador teme o serviço, a colheita será sempre desengano e necessidade, acentuando o desânimo e a aflição.

É imprescindível nos unamos todos no lançamento dos princípios cristãos no santuário doméstico. Trazer as claridades da Boa-Nova ao templo da familia, é aprimorar todos os valores que a experiência terrestre nos pode oferecer.

Não bastará entronizar as relíquias materiais que se reportem ao Divino Mestre, entre os adornos da edificação de pedra e cal, onde as almas se reúnem sob os laços da consanguinidade ou da atração afetiva. É necessário plasmar o ensinamento de Jesus na própria vida, adaptando o sentimento à Sua beleza excelsa.

Evangelho no lar é Cristo falando ao coração. Sustentando semelhante luz nas igrejas vivas da família, teremos a existência transformada na direção do sumo bem.

O céu, naturalmente, não reclama a santificação de nosso espírito de um dia para o outro, nem exige de nós, de imediato, as atitudes espetaculares dos heróis amadurecidos no sofrimento renovador.

O trabalho da evangelização é gradativo, paciente e perseverante. Quem recebe na inteligência a gota de luz da revelação cristã, cada dia ou cada semana, transforma-se no entendimento e na ação, de maneira imperceptível. Apaga-se nas almas felicitadas por essa bênção o fogo das paixões e delas desaparecem os pruridos da inquietação inútil e da maledicência que lhes situam o pensamento nos escuros resvaladouros do tempo perdido.

Enquanto isso ocorre, despertam para a edificação espiritual com serviço por norma constante de fé e caridade, nas devoluções a que se afeiçoam, de vez que compreendem por fim, no Senhor, não apenas o amigo sublime que salva e ajuda, mas também o orientador que corrige e educa para a felicidade real e para o bem verdadeiro.

Auxiliemos assim a plantação do cristianismo no santuário familiar, se desejamos efetivamente a sociedade aperfeiçoada no amanhã sublime da Terra.

Em verdade, no campo vasto do mundo, as estradas se bifurcam, mas é no lar que começam os fios do destino e nós sabemos que o homem, na essência, é o legislador da própria existência. É o dispensador da paz ou da desesperação, da alegria ou da dor, a si mesmo.

Ajudar semelhante realização, estendendo-a aos círculos de nossa amizade, oferecendo-lhe o nosso concurso ativo na obra da regeneração dos espíritos, na época atormentada que atravessamos, é sagrada obrigação que nos reaproximará do Mentor Divino, que iniciou o seu apostolado na Terra, não somente entre os doutores de Jerusalém, mas igualmente nos júbilos domésticos da festa de Canaã, quando simbolicamente transformou a água em vinho, na consagração da glória familiar.

Que a Providência celeste nos fortaleça para prosseguirmos na tarefa de reconstrução do lar sob os alicerces do Cristo, nosso Mestre e Senhor, dentro da qual cumpre colaborar com as nossas melhores forças são os votos sinceros do irmão e servo humilde,

BEZERRA DE MENEZES

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