Retrato de Bezerra de Menezes

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e Benefícios
Bezerra de Menezes

Fé inabalável só o é a que pode encarar frente a frente a razão, em todas as épocas da humanidade. - Allan Kardec

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RÁPIDA ENTREVISTA COM BEZERRA DE MENEZES SOBRE ROUSTAING

Boton com a celebração de 15 de outubro, aniversário de Jean Baptiste RoustaingEra uma quinta-feira, 14 de abril de 1977.

Nessa ocasião a ex-presidente de nossa Casa, Armanda Pereira da Silva, acompanhava os atendimentos feitos pelo Dr. Bezerra de Menezes através do médium Paulo Roberto Serrão. Ficava ao seu lado, à mesa, entregando as folhas com as solicitações de orientação recebidas e, depois, recolhia de volta as mesmas, já preenchidas com as orientações do amorável Médico dos Pobres.

Às vezes, em pequenos intervalos, tinha a oportunidade de conversar com Dr. Bezerra. Privilégio de poucos... rs, mas no caso bem aproveitado por D. Armanda, que se servia desses breves instantes para consultas pontuais, sobre assuntos variados.

Naquela tarde o tema desses minutos de prosa foi... Roustaing! Dois frequentadores de nossa CASA haviam dela se afastado a pretexto de nossos estudos de Os Quatro Evangelhos. Dona Armanda sentia-se triste com o episódio, e desabafou com o Kardec Brasileiro:

- Como o Senhor sabe, há uma grande corrente contra Roustaing, e eu sou assediada por perguntas como ainda hoje me fez a irmã xxxx , esposa do xxxx, que deixou de frequentar nossa Casa por se adotar Roustaing. Disse-me ela que seu marido afirmou que Roustaing jamais deu alguma mensagem, depois de desencarnado...

Dr. Bezerra foi claro e taxativo em sua resposta:

- Existem sim muitas mensagens de Roustaing, não só na França e na Inglaterra, como em vários países da Europa. Mensagens importantíssimas, de um conteúdo extraordinário. Hoje em dia, ele não se comunica porque exerce importante função junto a Espíritos que têm missão de divulgar o Evangelho e a Doutrina, juntamente com Kardec, e aí demonstra a experiência. Kardec hoje reconhece que a obra publicada por Roustaing teve capital importância na afirmação espírita.

Aproveitando a receptividade do abençoado Patrono ao assunto proposto, D. Armanda emendou uma segunda pergunta, logo em seguida:

- Dr. Bezerra, também dizem que Emmanuel nunca estudou Roustaing...

- O problema é que Emmanuel, que participa deste conjunto de Espíritos do qual também já participamos, tem outro sistema de trabalho, mas já algumas vezes citou Roustaing. Chico Xavier mesmo já recebeu orientação para estudar Roustaing e se aprofundar no estudo de seus livros. A Doutrina sem os Evangelhos de Roustaing não estaria completa.

Amanhã, 15 de outubro, celebramos a data de aniversário de Jean Baptiste Roustaing, lembrando simplesmente essa bela frase de Dr. Bezerra: "A Doutrina sem os Evangelhos de Roustaing não estaria completa".

Deus abençoe Roustaing, esse valoroso missionário do Cristo, e a todos os perseguidos por amor à verdade, de todos os tempos! Salve Jean Baptiste Roustaing, Apóstolo do Espiritismo!

VIVER É A MELHOR OPÇÃO

Fotomontagem de planta germinando com a luz do sol ao fundoSabemos que a taxa de suicídios é 24 vezes maior entre as vítimas da depressão e que essas pessoas precisam de ajuda para enfrentar esse mal que atinge quase 350 milhões de pessoas no mundo inteiro, sendo 17 milhões só no Brasil.

Mas e quando a ajuda chega tarde?

Há muitas contribuições importantes da doutrina espírita para a prevenção contra o suicídio:

Lembremos sempre, amigos, dos exemplos do nosso Pobrezinho de Assis, que quando em situação extrema, macerado pela dor e exausto por uma vida repleta de privações, completou a composição de um dos mais belos poemas de todos os tempos: o Cântico das Criaturas. Tomemos como alimento, para termos forças para enfrentar os próprios dias com bom ânimo e alegria!

Altíssimo, Onipotente, Bom Senhor Teus são o Louvor, a Glória, a Honra e toda a Bênção.

Louvado sejas, meu Senhor, com todas as Tuas criaturas, especialmente o senhor irmão Sol, que clareia o dia e que, com a sua luz, nos ilumina. Ele é belo e radiante, com grande esplendor; de Ti, Altíssimo, é a imagem.

Louvado sejas, meu Senhor, pela irmã Lua e pelas estrelas, que no céu formaste, claras, preciosas e belas.

Louvado sejas, meu Senhor pelo irmão vento, pelo ar e pelas nuvens, pelo sereno e por todo o tempo em que dás sustento às Tuas criaturas.

Louvado sejas, meu Senhor, pela irmã água, útil e humilde, preciosa e casta.

Louvado sejas, meu Senhor, pelo irmão fogo, com o qual iluminas a noite. Ele é belo e alegre, vigoroso e forte.

Louvado sejas, meu Senhor, pela nossa irmã, a mãe terra, que nos sustenta e governa, produz frutos diversos, flores e ervas.

Louvado sejas, meu Senhor, pelos que perdoam pelo Teu amor e suportam as enfermidades e tribulações.

Louvado sejas, meu Senhor, pela nossa irmã, a morte corporal, da qual homem algum pode escapar.

Louvai todos e bendizei o meu Senhor! Dai-Lhe graças e servi-O com grande humildade!

E, finalmente, para os desanimados, desesperançados ou descrentes, vale sempre lembrar a sábia frase do outro Chico - o nosso, o Xavier: “Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim..."

É TEMPO DE REGENERAÇÃO

Fotomontagem de planta germinando em terra escuraIrmãos:

O mundo está conturbado. Por isto, é tempo de regeneração, de esforço redobrado no tempo que se vos apresenta, como última oportunidade para que os trabalhadores insensatos, que deixaram as charruas inativas e as sementes abandonadas, possam ainda salvar-se. É tempo de regeneração. Colocais sobre vossas cabeças as coroas do mundo?

Oh! Companheiros, deixai que Jesus vos conduza e que nunca vos apeteçam os vãos apetites da carne!

Nunca tão fácil foi como agora o enganar e enganar-se diante dos turbilhões que o planeta atravessa. Tumultos dos corações afastados do caminho, reformas mirabolantes que levam à indisciplina e ao desequilíbrio espiritual.

Acalmai-vos e voltemos às estradas retas do amor verdadeiro. É preciso que todos sintam a verdade na fonte pura, para que as mentes possam resistir à loucura e à insensatez que invadem a Terra.

Busquemos todos a Fonte Viva que não veio de homens e sim do Espírito puro do Senhor, do Pai. Seu filho bem amado, Jesus, trouxe-nos a Sua Palavra. Mas, que fizemos nós?

É tempo de regeneração. Não vos escandalizeis com o que vedes. Calai e orai. Pelo exemplo firme e edificante que derdes, podereis conduzir em vossos atos no mundo a Verdade de que tantos necessitam, porque, afinal, chegou a hora, não da experiência e sim da afirmação.

Chegou para vós, oh, retardatários!, o instante decisivo para vos renderdes à doutrina apresentada, há quase dois mil anos por Jesus, para a salvação do mundo recalcitrante e cego. Quão poucos o entenderam! Quão poucos o conheceram!

Mestre, ajudai-nos a arrastar as pesadas correntes que nos prendem os pés e reconduzi-nos Senhor, ao bom trabalho. Presto, presto, desejamos intensamente recomeçar para que um dia sejamos dignos trabalhadores de tua Seara.

Que a humildade e a resignação sejam a nossa legenda de Esperança, irmãos, e a Caridade tenha presença ativa e constante em nossos Espíritos!

Jesus nos abençoe sempre.

Ignácio Bittencourt.

(Mensagem originalmente publicada em “O Cristão Espírita”, número 45, setembro – dezembro de 1974)

O CORPO DE CRISTO

Desenho do rosto da médium Zilda GamaSeguimos na transcrição dessa importante mensagem recebida pela grande médium Zilda Gama, "O Corpo de Cristo", a 17 de julho de 1913, e enfeixada na obra "O Diário dos Invisíveis", da Editora Pensamento (1929), hoje de difícil acesso, pelo fato do volume em que foi publicada estar esgotado. Ela nos foi gentilmente oferecida pelo confrade Eduardo Franco, do Grupo Roustaing, no Facebook e, como faltava ao nosso acervo de conteúdos relativos à obra de Roustaing, decidimos aqui publicá-la, com o propósito de tornar mais fácil o acesso e o estudo de seu conteúdo. Esperamos que apreciem. Sabemos que, como tudo ligado à obra "os Quatro Evangelhos", ela têm gerado polêmica, mas o fato é que, seja pela qualidade da médium, seja pelo nome que a subscreve - Allan Kardec -, essa mensagem não pode ser esquecida. Dada a sua extensão, nós a concluiremos na segunda-feira da próxima semana, juntamente com nossos comentários a respeito.

I

"Muitas controvérsias têm surgido entre os que compulsam os Livros Sacros, a respeito do corpo que se apresentou na arena terrestre o Nazareno para cumprir sua inolvidável missão espiritual.

Quis, por vezes, elucidar essa questão suscitada pela linguagem ambígua de alguns versículos dos Evangelhos, mas não pude conseguir o meu intento porque sempre a dúvida pairou em minha mente, pois que as palavras atribuídas ao Rabi ora aclaram ora obscurecem os enunciados. Há neles negativas e afirmativas que se destroem mutuamente, deixando perplexo o leitor que deseja, em suas páginas, convencer-se com verdades incontestáveis.

Os Evangelhos, que contêm preceitos morais irrefutáveis, de valor inestimável, foram mal traduzidas do idioma hebraico, ficaram deturpados alguns vocábulos e, por isso, para os que almejam definir a natureza de Jesus - se exclusivamente divina ou humana - não têm o mérito de destruir as dúvidas.

Há um aparente contraste nas palavras atribuídas ao Cristo que, ora proclamava não pertencer a este reino, estar obedecendo à vontade do Pai celestial, de Quem era enviado, ora declarava, peremptoriamente, ser o filho dos homens...

Esse assunto, de sumo interesse para os cristãos, por mim não foi descurado post morten. Esclarecido por Mentores fúlgidos, cultores das verdades transcendentes, eis as conclusões a que cheguei:

Quadro sobre a aparição de Jesus aos apóstolosJesus dizia-se filho dos homens porque não ignorava a pluralidade das existências, sabia que não era um ser excepcional, um predestinado para o sofrimento ou para a glória, criado impecável, mas que havia sido, como todas as criaturas humanas, sujeito ao erro, à fraqueza, tinha tido diversas encarnações em diferentes planetas, em eras remotas, até que, liberto de todas as jaças de caráter, acendrado pela dor, adquiriu méritos extraordinários.

Suas faculdades anímicas atingiram a culminância e iniciado nas verdades siderais, transitou em vários orbes, tornou-se uma alma lúcida, teve conhecimento dos arcanos divinos, e, só então, mereceu ser escolhido pelo Onipotente para desempenhar na Palestina uma inolvidável missão, dolorosa e sublime como ainda não houve outra na Terra. Peregrinando pela Galileia, semeando o Bem, arrancando almas às paixões e ao erro, ressuscitando mortos, destacando-se da humanidade inteira, a qual já não pertencia mais por liames materiais, era Ele qual um lírio de luz desabrochado em infecto paul - o mundo em que mal roçava os pés alvinitentes!

Em suas dissertações com os amados discípulos - médiuns de diversas faculdades, - ora recordava sua origem humana, suas múltiplas encarnações, e chamava-se filho dos homens; ora lembrava sua missão incomparável, sua embaixada celeste, sabia que era o Emissário do Criador e, apontando o Firmamento, dizia: "Não faço a minha vontade, mas a de meu Pai que está no céu"!

Jesus, cujo nascimento foi previsto pelos profetas das eras pré-históricas, os primeiros instrutores da humanidade, os primeiros receptores das mensagens dos mundos divinos - quando baixou à Terra, não era mais um ser materialisado, sujeito às enfermidades, às contigências psicológicas.

Há pouco disse que Deus não faz exceções, mas procede sempre com a mais inatacável imparcialidade; em todos os seus atos transparece a mais lúcida justiça.

Imaginai um rude campônio, recrutado para prestar o seu concurso à pátria em luta contra uma nação adversa. Não passa de um rústico soldado para o qual não há quase nenhuma regalia social. Dotado, porém, de iniciativa, de força de vontade surpreendente, aplica as suas horas de lazer ao estudo de línguas e ciências, em pesquisas úteis. Entra em diversos combates e mostra-se valoroso. Em cada refrega que toma parte demonstra um novo mérito. Vai sendo promovido por bravura e capacidade, até que quando as cãs lhe cobrem a fronte, chega ao posto de marechal. Se voltar à sua aldeia natal será ainda tratado como rústico camponez?

Absolutamente não. Todas as homenagens ser-lhe-ão tributadas e ele bem as merece.

Pois bem, é o mesmo que sucede ao espírito humano: no início de seu tirocínio planetário, bisonho e ignorante, tateia as trevas, comete faltas revoltantes. Depois, começa o seu longo aprendizado moral em serviço da Pátria celeste, em defesa da alma e da Virtude.

Peleja com a adversidade, adquire conhecimentos úteis. Suas faculdades psíquicas atingem plena maturidade e pujança e, então, já no apogeu da perfeição anímica, o Onipotente, a Majestade suprema,encarrega-o de elevada e delicadíssima missão, outorgando-lhe prerrogativas especiais.

Quadro sobre a aparição de Jesus aos apóstolosEis o que sucedeu a Jesus, o que sucederá com todos os seres humanos. Ele não era um Espírito privilegiado, mas que já possuia, quando baixou a este orbe, méritos adquiridos, faculdades psíquicas indescritíveis na linguagem terrena, e, por isso, seu nascimento, sua existência, sua morte, não se assemelham aos de todos os homens.

Sua Mãe puríssima, alma de escol, ou grandemente evoluída, manancial de castidade e virtudes, concebeu-o de um modo diverso do das outras progenitoras, ao influxo e poder do Altíssimo, que teve por emissário um Espírito Santo - isto é, um Espírito lúcido, um dos que atingiram a culminância da Perfeição - para dar-lhe conhecimento da missão a que a destinava (2).

Pertencendo, pois, a uma hierarquia espiritual elevadíssima, tanto o seu mediador plástico quanto o seu envoltório tangível, não podem ser equiparados aos de todos os indivíduos comuns, como a gaze de seda sutilíssima não se compara com a mais áspera serapilheira(3). Bem sabeis que, ao encarnar-se, é a nossa própria alma que manipula seu corpo material, como a crisálida tece o casulo em que se encerra.

Jesus, pois, que necessitava tornar-se visível, surgir na arena mundial como todos os seres humanos sem causar estupefação, ter uma infância e uma juventude para que, então, pudesse dar cumprimento às determinações Paternas, abrigou-se no seio impoluto de Maria e revestiu-se de uma clâmide material tenuíssima, que, ao impulso de sua potente volição, podia ser agregada ou desagregada facilmente, e eis como se patenteiam os considerados milagres estupendos de sua existência - a transfiguração, a passagem sobre as ondas de Genezaré (4), etc.

Se ele o quisesse, pelo apuro prodigioso de seu Espírito, poderia isolar seu organismo delicadíssimo de toda a dor física, não sofreria as torturas que lhe foram infligidas, mas não se prevaleceu dessa potência psíquica - que a têm em elevado grau as Entidades Superiores, - porque desejava padecer ainda humanamente, a fim de que seu sofrimento e sua resignação servissem de exemplo às turbas contemporâneas e porvindouras, para compreenderem que, unicamente a dor, a humildade, a submissão aos desígnios do Alto podem libertar as almas de seus erros e de suas impurezas, aproximando-as do Altíssimo.

Tornando ao primitivo assunto ainda vos direi, relativamente ao corpo de Jesus: não era o envoltório do seu perispírito igual ao do homem planetário, mas ao do sideral, - que possui um organismo indefinível nas linguagens terrenas, - formado de tecidos sutilíssimos, e, no momento em que lhe aprouvesse poderia ficar intangível, idêntico aos dos habitantes siderais, - que Ele já o era - desconhecido nesse orbe, de uma contextura indescritível, de sensibilidade apuradíssima.

Sua concepção, seu nascimento, sua ressurreição, sua transfiguração - em que manifestou sua luminosidade, em que seu Espírito irradiou-se através de sua tênue veste material, como se os raios solares atravessassem um prisma de cristal, desfazendo-o em névoa invisível, provam a individualidade super-humana de Cristo. Dirão, agora, os que não pensam desse modo, discordando das ideias emitidas:

"Estás em desacordo com as asseverações que escreveste em "A Gênese"...

Capa do volume A Gênese de Allan KardecEu, então, com a consciência tranquila, lhes direi: nunca afirmei, categoricamente, o que expus sobre esse magno assunto. Apenas indaguei a verdade, estudando os "Evangelhos" e a dúvida persistiu em minha mente, a respeito da natureza do Rabi, não chegando a uma conclusão positiva. Busquei, pois, extramundo, a elucidação dos problemas que mais me preocuparam na última existência, e algumas soluções obtidas irei patenteando lealmente, nestas mensagens psíquicas.

Afirmo, agora, baseado nas verdades transcendentes que, Jesus, o Emissário divino, foi o Ente mais evoluído, da mais alta estirpe sideral, que já baixou à Terra, em cumprimento a uma incumbência direta do Pai celestial e, portanto, o que houve de anormalidade em sua existência não foi uma seleção parcial feita por Deus, mas uma justa homenagem que lhe era devida ao próprio mérito.

Nós, distanciados como estamos de sua perfectibilidade, não gozamos das mesmas regalias, ou prerrogativas lhe lhe foram outorgadas, mas podemos adquiri-las, em séculos e milênios de dedicação, labor, esforço próprio, prática de todas as virtudes. Era, pois, Jesus, já naquela época - a do início do Cristianismo - uma personalidade superior que, para bem desempenhar sua missão planetária, teve de tecer suas vestes tangíveis com as quais ofuscou o brilho de sua alma radiosa(5), constituída de eflúvios cósmicos, que se solidificaram, que se aderiram ao mediador plástico, dando-lhe toda a aparência de materialidade, mas podiam ser dissolvidas ao influxo de sua vontade.

Possuía, pois, um organismo quintessenciado e apuradíssimo, porém podia sofrer humanamente o que chamamos dor física, em contato com o ambiente e com o exterior que o envolvia. Era esse envoltório tangível e delicadíssimo o receptor de todas as vibrações e impressões exteriores; sem ele não teria padecido senão moralmente.

Dirão alguns céticos:

- O Onipotente, pois, fez uma exceção às leis naturais com a vinda de Jesus à Terra; criou uma natureza diversa da humanidade carnal...

A esses, redarguirei:

- Se houve exceção esta beneficiou ou prejudicou à humanidade? Era Ele, ou não, uma Entidade superterrena que aqui se corporificou como o fazem os seres astrais, em todos os mundos onde necessitam ir, para desempenhar uma tarefa espiritual de sumo alcance?

Não foi um bem inigualável que o Eterno proporcionou a todos os entes humanos, enviando-lhes o seu fúlgido Emissário, para lhes ofertar o Código da Redenção de todas as almas - os Evangelhos - e o seu exemplo fecundo e inesquecível?

Pois bem, ao Criador não aprouve mandar-nos o seu brilhante Ministro como nos envia os seres vulgares e imperfeitos, tal qual procederia um nobre Monarca que, tendo de tratar de magno assunto, em longínquo e civilizado país, não confia essa momentosa incumbência a um rude servo, mas a um ilustre Embaixador que, por seus méritos pessoais e pelos que lhes foram outorgados por ele, desfruta todas as regalias imanentes de seu alto cargo.

Jesus, pois, o Embaixador divino, não se assemelhava a seus coevos, era de uma essência mais apurada. E, com isso o Soberando universal não quis patentear o seu poder ilimitado, mas a sua bondade iniitável, por que ao mesmo tempo rendia merecida homenagem, praticava uma justiça para com o seu egrégio Enviado e concedia-nos o seu mediador, o modelo pelo qual, imitando-o, todos poderão ser libertos de seus defeitos morais e alcançar a remissão de todos os seus delitos.

Se o Cristo constituiu uma seleção às leis naturais, quanto ao seu nascimento, corpo tangível, etc., não fez o mesmo o Onipotente aos primitivos indivíduos que surgiram neste planeta de um modo mais miraculoso que Ele?

Não sabeis como foi povoado este mundo?

Emigraram almas apenas com seus corpos astrais para este orbe, foram revestidos da matéria cósmica existente no grande laboratório universal, que jamais se extinguirá. Portanto, antes de Jesus já o Criador havia concedido à humanidade uma faculdade que, perante a ciência terrena, parece uma utopia, mas não o é para a Ciência Sideral. É uma realidade, reconhecida pelos luminares do Espaço, a aderência de elementos materiais no perispírito, tornando um ente intangível tão corpóreo quanto os que provém dos casais. O organismo do Emissário celeste era, porém, de uma perfectibilidade indescritível na dialética terrena, desagregável ao influxo de sua vontade poderosa, como a possuem todas as Entidades de elevada categoria, consagradas exclusivamente ao Bem e às mais sublimes causas.

II

Eu, que sempre amei as verdades cristãs, muitas vezes me preocupei com o problema, que parecia insolúvel, do corpo do Rabi.

Como eu, tantos outros procuraram sondar o passado longínquo e caliginoso, mas para todos as sombras continuavam espessas. Depois de haver iniciado um tirocínio que não podia consumar-se aqui, quando os séculos nos afastam dos sucessos que se tornam indistintos e como que imersos em um pelago de cerração impenetrável, regressando à Pátria espiritual pude prosseguir os meus estudos psíquicos, encontrando, enfim, uma elucidação satisfatória ao que almejava saber.

Após frutíferas investigações, cheguei a estas conclusões:

Jesus, luz do mundoJesus, para que pudesse desempenhar sua missão terrena, não devia surgir das nuvens nem das águas, como nos contos mitológicos ou fantasistas.

Precisava, pois, de um médium - isto é, de um ente com o qual coadunasse sua natureza apuradíssima, para que se tornasse visível e tangível. Esse intermediário foi Maria, escolhida pelo própria Criador, e, para que não ignorasse a excelsa incumbência que havia de desempenhar, foi cientificada por um Mensageiro de elevada hierarquia. O Messias, pois, retirou os elementos de que necessitava paa adensar o seu corpo astral dos eflúvios fluídicos d'aquele ser virtuoso e evoluído, bem como da matéria cósmica(6) que existem em todos os recantos da Natureza.

Foi assim que ele o ofuscou, por alguns anos, em uma clâmide preciosa, em um tecido indefinível nos idiomas desse planeta, o qual, às vezes, era vasado pelo fulgor do excelso Espírito que nele se enclausurou.

Assim como a eletricidade - imponderável, impalpável, invisível, carece de um veículo para propagar suas poderosas correntes, o Cristo utilisou-se de um condutor - seu corpo solidificado - para transmitir às turbas seus pensamentos, para o tornar suscetível do que se chama sofrimento físico, para ficar em contato com a humanidade e com o mundo exterior, enfim.

Era esse organismo, aparentemente igual ao de qualquer criatura encarnada, parecendo constituído de músculos e ossos(7), mas de fato não o era, pois os elementos de que se compunha estavam de tal sorte sujeitos ao influxo espiritual de Jesus que seriam dissolvidos no instante em que Ele o quisesse.

Parece irreal o que exponho, no entanto, no Antigo Continente, não há muitos anos, em uma sessão assistida por eméritos cientistas, um sujet foi parcialmente desmaterializado e depois reconstituído por um agente espiritual(8).

O Outro exemplo, comum nos indivíduos dotados de grande sensibilidade, quando sob a influência de uma dor moral muito acerba: o corpo físico, às vezes em poucas horas, perde parte de seu peso, emagrece como vulgarmente se diz, mas, o que sucede, positivamente, é a dissolução de tecidos pela intensidade das correntes magnéticas do pensamnto, a mais poderosa bateria da alma

Pode-se, pois, para os espíritos superiores, estabelecer-se as seguintes leis metafísicas:

  1. Possuem a faculdade de produzir, voluntariamente, com os eflúvios ódicos, todos os corpos;
  2. Podem decompor, com a potência psíquica, o que lhes apraz.

Aplicando-se ambas a Jesus, que as executava com facilidade, estão elucidados todos os fenômenos, que parecem incompreensíveis, dos seus chamados milagres.

Provam sua faculdade organizadora:

  1. O seu corpo tangível;
  2. A transformação da água em vinho, nas bodas de Caná;
  3. O acréscimo dos pães;
  4. Fazer aumentar, com o seu corpo materializado, suas vestes inconsúteis, ou fluídicas.

Provam sua faculdade de desagregar a matéria, tornando-a invisível ou imponderável:

  1. A perda de peso, a fim de poder equiibrar-se sobre as águas;
  2. A Transfiguração no Tabor, em que ficou patente apenas seu radioso perispírito;
  3. A desaparição de seu corpo material depois de sepulto;
  4. Surgir e desaparecer onde se achavam os discípulos reunidos, com as portas cerradas, depois da ressurreição;
  5. Tomar parte da ceia dos Apóstolos parecendo ingerir diversos alimentos, quando, em realidade, eram eles desmaterialisados ou decompostos, ao contato com suas mãos puríssimas.

O corpo de Jesus, tanto antes como depois de encerrado no sepulcro - como foi verificado por um incrédulo São Tomé - era o mesmo, apresentando as chagas da crucificação.

Os discípulos não lhe notaram senão ligeiras modificações, quando os acompanhou a Emaús e quando surgiu, com as portas fechadas, no recinto de um sala onde se achavam congregados, reparando, apenas na mudança operada nas vestes e no seu olhar, que possuia outra expressão. Como desconheciam eles as manifestações anímicas, ou não sabiam dar-lhes uma explicação compreensível, nao fizeram uma observação precisa, atemorizados pela presença do Mestre, que supunham fosse um Espírito", mas hoje, pode-se afirmar que a diferença notada era a diafaneidade do corpo astral, que, no entanto, Ele tronou novamente tangível, quando partiu o pão e participou da ceia, isto é, desmaterializou o peixe em que tocara, porque não era mister ingeri-lo, e quando São Tomé lhe verificou as chagas(9).

Era, no entanto, o mesmo Cristo, que a multidão contemplara no cimo do Gólgota. Seu corpo, depois que esteve encerrado no túmulo, fez quase imperceptível metamorfose, o que prova exuberantemente que nunca foi igual ao de todos os seres humanos. A curiosidade ou ceticismo de São Tomé confirma, hoje, a verdade de que se compunha o seu corpo: tocar em suas chagas foi provar que Ele continuava a ser o mesmo, visível e tangível para os incrédulos, materializando-se e desmaterializando-se ao influxo de sua vontade potente, fenômeno esse me pleno domínio dos psiquistas que já conseguiram fotografar, em idênticas condições, espíritos, flores, luvas de parafina, etc.

Ora, se Ele se apresentava aos apóstolos, depois de ter sido crucificado, como o era d'antes, aparecendo-lhes qual o conheciam, é que o Cristo assim o era, desde o seu nascimento, que, como já me expressei, foi quando ao seu lúcido corpo astral agregaram-se moléculas materiais que se dissolveram no túmulo mas logo foram coesas quando se apresentou aos discípulos e com eles simulou participar-lhes da ceia. Seu corpo aparente era, pois, uma veste que Ele usava quando lhe aprazia, faculdade essa que não é privilégio concedido a determinada entidade mas a todas as que atingiem a verdadeira elevação anímica.

Não é, pois, estranhável que Jesus tenha tornado tangível o seu perispírito, ao poder de sua volição incomparável.

III

Pietá, de MichelângeloHá outro ponto obscuro, relativo a Jesus, que desejo esclarecer: para os que o consideram com um corpo perfeitamente material, o sofrimento físico foi indizível; para os que afirmam que era fluídico, a dor não o atingiu.

As potências espirituais são intensas nos entes de elevada hierarquia e, se estes se reencarnarem, podem, pelo domínio da vontade, isolar os padecimentos orgânicos.

Jesus, no entanto, que era corporificado mas não encarnado, podia deixar de sofrer fisicamente, mas não quis prevalecer-se dessa faculdade psíquica. Em vez de isentar seu mediador plástico das influências exteriores, Ele o pôs em contato com a matéria, por meio de um organismo sutilíssimo. Era, pois, dotado de uma sensibilidade apuradíssima, que vibrava ao menor atrito, à menor percussão exterior, e, por isso, padeceu tanto moralmente como as torturas que lhe infligiram os seus algozes.

Percebendo que alguém - uma enferma - lhe tocara nas vestes, interrogou:

- Quem me tocou? Senti desprender-se de mim uma virtude!"

Portanto, até suas vestes, que eram fluídicas, faziam repercutir, como veículos magnéticos, no seu íntimo, as mais delicadas vibrações exteriores.

As entidades apuradas, quando se corporificam, para o desempenho de alguma elevada missão planetária, têm o máximo império sobre a própria natureza, sabem anestesiar a dor ou suportá-la sem proferir um brado de revolta, mas o Nazareno não quis utilizar-se dessa faculdade, inerente aos seres evoluídos, nos instantes de maior tormento, para que maior mérito tivesse o seu sacrifício; sofreu, portanto, todos os martírios dos açoites e da crucificação, com uma resignação que se tornou modelar.

Era mais sensível que todos os seres até hoje aqui existentes e, por isso, as dores que suportou foram intensíssimas, porém as morais superaram todas as outras: a vergasta, a lança, os cravos menos o supliciaram do que a ingratidão, a perfídia d'aqueles que Ele beneficiou.

Não era, pois, insensível à dor, ao inverso, possuía um organismo mais aprimorado que o humano, cujos tecidos eram mais delicados, possuiám uma sensibilidade superlativa, quintessenciada, indefinível na linguagem terrena.10

Eis, irmiãos investigadores das verdades transcendentes, a solução ao problema que há muito nos preocupava.

Hoje podeis asseverar que, Jesus, o Arauto do Onipotente, o ser mais perfeito que já transitou por este planeta para cumprir determinações divinas, não podia utilisar-se de um aparelho material exatamente igual ao humano. Seu radioso Espírito carecia de um envoltório mais coadunado à sua perfeição, para que a matéria não obscurecesse as suas faculdades anímicas, não fosse um obstáculo ao exercício de sua tarefa gloriosa e árdua.

Sem possuir todos os atributos da divindade como o afirmam os sacerdotes católicos, julgando-o o próprio Criador perlustrando pela Terra, abandonando, por conseguinte, ao acaso, o Universo, durante decênios, tinha um grau de superioridade moral e psíquica que já o aproximava do Eterno, sem contudo o igualar, porque o progresso tem um limite.

Como Emissário de um Soberano magnânimo Ele baixou a este orbe com poderes excepcionais, que nunca foram outorgados a outrem. Era o lúcido Delegado do Sempiterno e tinha disso a mais nítida compreensão e o dizia lealmente a todos que o cercavam, e, em nome de Quem no-lo enviou pôde operar os prodígios que talvez jamais seram aqui realizados, dentre os quais avulta o do reparte de alguns pães para uma multidão de comensais, conseguindo saciar todas as criaturas que o escutavam famintas do pão espiritual.

No entanto, naqueles instantes memoráveis, ao mesmo tempo que Ele satisfez os famulentos ouvintes, lançou-lhes uma semente de luz, que, no transcurso dos séculos, germinaria a Fé mais inabalável nos seus Espíritos que ficaram, por todo o sempre, mitigados, seguiram a senda da Virtude, supondo que seus corpos é que foram alimentados.

Jesus não drrogou as leis naturais, apenas patenteou as potências psíquicas de que já era dotado, as quais são vedadas à humanidade enquanto imperfeita. A realidade, porém, é que, por algumas vezes, manifestou ser, efetivamente, o Emissário divino, mas sempre submisso a Quem o tinha enviado à Terra.

O Cristo não poderia, se o quisesse, prevalecer-se dessa poderosa faculdade espiritual senão para o Bem, para encaminhar as almas à Perfeição. No momento em que desabrochasse um átomo de orgulho ou vaidade em seu íntimo seria d'Ele retirada.

Por isso foi sempre humilde, o disseminador das verdades transcendentes, o saneador dos Espíritos e dos corpos enfermos, sem abusar da faculdade que lhe foi concedida pelo Pai, para o desempenho de uma nobilíssima incumbência.

(CONTINUAMOS NA PRÓXIMA SEMANA)

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NOTAS:

(1) Fonte: http://www.oconsolador.com.br/ano4/204/raulteixeiraresponde.html?fbclid=IwAR1Hi9eKUQNGi_-Yz7s41W0OAWXIAQPAYddQ-I24SyDAps5znHFtWKyQW2Q

(2) Nota do médium: Há uma pequena quadra expressiva que esclarece o mistério da concepção de Jesus. Ei-la: "No seio da Virgem pura / Penetrou divina graça; / Entrou e saiu por ela / Como o sol pela vidraça!"

(3) Serapilheira, manta morta ou liteira é a camada formada pela deposição dos restos de plantas e acúmulo de material orgânico vivo em diferentes estágios de decomposição que reveste superficialmente o solo ou o sedimento aquático. É a principal via de retorno de nutrientes ao solo ou sedimento. Fonte: Wikipédia

(4) Capítulo 9, S. Marcos, vers. 3: "E as suas vestes tornaram-se resplandecentes e em extremo brancas, como nenhum lavandeiro sobre a Terra as pôde lavar". Capítulo 14, S. Mateus, 26: "Os discípulos, vendo-o andar sobre o mar, perturbaram-se e exclamaram: "È um fantasma! E de medo gritaram. Mas Jesus, imediatamente lhes falou: Tende ânimo, sou eu, não temais" (DESTAQUES DA EDIÇÃO ORIGINAL).

(5) Do livro de Sóror Maria de Jesus - Cidade Mística de Deus, pág. 194: "disse-lhe (referindo à Maria de Nazaré) que não queria por vestido mais que uma túnica talar de lã; e cor ordinária, e que esta lhe serviria toda a sua vida, porque cresceria com ele, e não se envelheceria".

Pág. 195, idem, "sempre se conservaram novas, e cresceram tanto quanto o menino crescia".

Sóror Maria de Jesus, de Agrede, escreveu-o no primeiro quartel de 1600, quase dois séculos antes de ser codificado o Espiritismo.

(6) Ectoplasma, dos metapsíquicos.

(7) Nota do médium - Ao copiar esta página li, na Revista da Semana, do Rio, de 30 de dezembro de 1922, o que se segue, de pleno acordo com as ideias acima expostas: "Vi dedos - escreve o prof. Geley - que eram admiravelmente modelados, compreendendo as unhas; pude observar mãos completas, com os ossos e as articulações; vi uma caixa craniana perfeita, cujos ossos pude apalpar debaixo dos cabelos espessos. Semblantes humanos perfeitos, vivos! Essas formações nasceram e desenvolveram-se completamente em muitos casos debaixo de minhas vistas, desde o princípio até o fim do fenômeno".

Os adeptos do espiritismo afirmam que, por meio destas observações, se demonstra a modelação da substância viva pelo esforço do pensamento. É, segundo eles, uma criação que se efetua por influência da vontade".

(8) Experiências de Aksakoff. O mesmo fenômeno foi observado no Pará, recentemente, com a sra. Prado.

(9) Nota do médium - Para corroborar, as asseverações do querido Mestre, aqui transcrevo alguns versículos do Capítulo 24 do Evangelho de S. Lucas:

30. Estando os três à mesa, Jesus tomou do pão, abençoou-o e, tendo-o partido, lhes deu. — 31. Nesse momento os olhos se lhes abriram e ambos o reconheceram. Logo, porém, ele desapareceu de suas vistas. — 32. Um ao outro disseram então: Não é que se nos abrasavam os corações quando ele nos vinha falando pelo caminho, a nos explicar as escrituras? — 33. No mesmo instante ergueram-se, voltaram para Jerusalém e foram ter com os onze apóstolos que se achavam reunidos, juntamente com os que os acompanhavam. — 34. E disseram: Realmente o Senhor ressuscitou e apareceu a Simão. — 35. E narraram o que lhes sucedera em caminho e como o tinham reconhecido quando ele partia o pão. V. 36. Quando ainda falavam desses fatos, Jesus se apresentou no meio deles e lhes disse: A paz seja convosco; sou eu; não temais. — 37. Eles, porém, espantados e perturbados, imaginaram estar vendo um Espírito. — 38. Disse-lhes então Jesus: Porque vos turbais e se levantam tantas dúvidas em vossos corações? — 39. Vede minhas mãos e meus pés e reconhecei que sou eu mesmo; apalpai-me e lembrai-vos de que um Espírito não tem carne, nem ossos, como vedes que tenho. — 40. E, dizendo isso, lhes mostrou as mãos e os pés. — 41. Como, todavia, ainda não acreditassem, tantos eram neles a alegria e o espanto, Jesus lhes perguntou: Tendes aqui alguma coisa que se possa comer? — 42. Apresentaram-lhe um pedaço de peixe assado e um favo de mel. [...] V. 50. Depois do que, levou-os fora dali a Betânia e, erguendo as mãos, os abençoou. — 51. E sucedeu que, enquanto os abençoava, se afastou deles.

(10) Nota do médium - Materialisando-se, pois, os Espíritos podem padecer fisicamente. O sofrimento de Katie King foi intenso quando, anuindo ao rogo de W. Crookes, sujeitou-se, materialmente, a receber uma projeção luminosa.